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Eu voltei: XXXII Volta ao Cristo – Poços de Caldas/MG

Agora sim meu ano esportivo começou. Ainda pegando ritmo nos treinos, fui pra Poços de Caldas sem ter treinado especificamente para essa prova, mas com três participações consecutivas na bagagem, o que já me faz, de certa forma, conhecedor dos “atalhos” dessa que é uma das mais difíceis provas do Brasil.
Viagem tranquila na véspera com os amigos da 100 Juízo. Dessa vez foram conferir a encrenca comigo o Mourão, o Natanael, o Carneiro e a Camila. Fora os que já haviam seguido antes.

Carneiro, Eu, Itimura e Mourão!

Carneiro, Eu, Itimura e Mourão!

Não adianta você dizer para um corredor que não conhece a prova, que ele vai andar ou sofrer na Volta ao Cristo, alguns mais experientes até se ofendem com essa afirmação. Resta dizer: Vai lá e conheça a temida e exuberante subida do Cristo.

Depois todos se rendem não só a dificuldade que enfrentaram, mas também a beleza e peculiaridades únicas que essa corrida apresenta, e a cada ano, a turma dos “Malucos do Asfalto” que vão conferir a encrenca só aumenta.

Atá o Psy correu a Volta ao Cristo! Brincadeira, esse é o meu amigo Eder de Ribeirão Preto.

Até o Psy correu a Volta ao Cristo! Brincadeira, esse é o meu amigo Eder de Ribeirão Preto.

Além de toda a mística e diferenciais que a Volta ao Cristo tem, é um tremenda confraternização de amigos, alguns que vemos mais, outros que vemos menos, e muitos que só conhecemos nas redes sociais. Atletas que admiramos pelas suas façanhas, carisma ou tão somente pela amizade compartilhada na paixão pelo atletismo. Tem que chegar cedo na largada, para ver e conseguir cumprimentar todos mundo.

Estreando em provas na minha nova categoria “Veterano B” (45 a 50 anos) e me sentindo também como um veterano na prova, após a ativação do chip, me posicionei nem tanto a frente, mas nem tanto ao fundo. A Volta ao Cristo só tem tempo bruto, largar bem posicionado é importante.
Decidido a tentar baixar meu tempo, mesmo sem o devido preparo, já aprendi que não adianta querer brigar com a subida, como é ela que manda, a diferença tem que ser feita na parte plana, dividi a prova em 4 partes e cada uma delas com um desempenho específico:

1ª parte: 5km plano (correr no meu ritmo forte, na casa dos 5:00 min/km);
2ª parte: 4,5 km subida (caminhada/trote/caminhada);
3ª parte: 4,5 km descida (sentar a bota e extrapolar na descida);
4ª parte os 2 km finais de plano (superação para finalizar).

Apesar do calor, mantive na 1ª parte o ritmo próximo a 5:00 min/km, chegando na placa de 5km com pouco mais de 25 minutos. Correndo focado, mas sem deixar de me divertir, apitando e pedindo incentivo aos espectadores que ficam nas calçadas assistindo a galera correr, e que ao ouvir o apito gritavam e aplaudiam. Fui encontrando amigos pelo caminho, correndo ou assitindo.

No início da 2ª parte já na subida da Av. Assis Figueiredo o veloz companheiro Carneiro me passou, e o meu ritmo foi caindo naturalmente,  faria o 6 km em 6m19s. Peguei água no posto do início da mata, e ali, bem antes que no ano passado, comecei a caminhar. Intercalando caminhada e corrida, mais caminhada que corrida, segui apreciando a bela mata do Morro de São Domingos, e aproveitando para fazer amigos, encontrar mais gente conhecida e até leitores do blog.
Foi engraçado quando dois cachorros passaram correndo a todo vapor entre os “corredores caminhantes”, e ainda pararam na frente, fizeram as necessidades e voltaram a correr, como a desdenhar de todos nós, só faltou falarem: “cuidado para não pisar.”
Segui na caminhada/trote/caminhada até escutar o Hino Nacional, avisando que o Cristo está próximo e avistar o Seu Gonçalo, veterano e ex-combatente do Exército a homenagear os atletas. Após saudá-lo, fui inflamado a apertar o passo, e até ritmar para galera, para finalmente chegar ao Cristo. Os paces dessa etapa foram na casa dos 10min/km e fechei o 9km com 1h05 de prova. Muita água na cabeça, agradecimento aos Céus, respirei e iniciei a 3ª parte da prova.
Bem diferente ao ano passado, estava muito seco, e o cascalho solto no canto da estrada pode ser perigoso, convém usar o meio e buscar o chão batido, e nos trechos perigosos, alguns até sinalizados, manter toda atenção. Eu teria que fazer os 7km restantes em 35 minutos, se quisesse ao menos igualar ao ano anterior. O km 10 foi feito em 5:27 minutos, mas depois embalei em alucinada carreira, fazendo os paces mais incríveis da vida (km 11: 4:36 – km 12: 4:33 – km 13: 4:21 e km 14: 4:25). Fechei a 3ª parte com 1h28m. O meu recorde estava a dois quilômetros de distância, e bastava manter o ritmo proposto, o km 15 fiz em 5:15 e entrei no último e mais difícil km de toda a prova. No trecho de serra, a mata mantém a temperatura fresca, mas ao voltar para cidade, o sol e o calor pegaram de vez. Já sabia que isso aconteceria e ali as pernas simplesmente travam. Esbocei uma caminhada, mas passou um corredor me incentivando, não deixei a peteca cair.

O último e difícil km registrado pelo Jorge Ultramaratonista.

O último e difícil km registrado pelo Jorge Ultramaratonista.

Foi quando passou o carioca Jorge Ultramaratonista, que veio conhecer o Cristo mineiro, e registrou esse momento. Faltando 500 metros para terminar a prova, mentalizei e apertei o ritmo. Na entrada do Estádio a veterana e amiga Dona Alda aguardava torcendo e me acompanhou até o portão. Adentrei o Estádio Ronaldo Junqueira apitando a plenos pulmões, saudando e sendo ovacionado, e até o “grande” Lelo, da Secretaria de Esportes, anunciou no microfone a chegada em grande estilo do atleta da 100 Juízo, o “Corredor do Apito!”. Deixo aqui meu registro de parabéns a toda equipe da Secretaria de Esportes pela ótima organização, e por estar sempre buscando corrigir e melhorar a prova a cada ano.
Chegada mais que emocionante e comemorada, ultimo km com altos 6:09min/km mas suficientes para fechar a prova com 1h38m20s, dois minutos mais rápido que em 2013. Medalha, com novo lay-out no peito, e uma certeza no coração:
Volta ao Cristo, em 2015 a gente volta!

A Zeferina dessa vez chegou em 3º mas não deixou de esbanjar a simpatia de sempre.

A Zeferina dessa vez chegou em 3. mas não deixou de esbanjar a simpatia de sempre.

XXXI Volta ao Cristo – Poços de Caldas

E a tão esperada Volta ao Cristo chegou. Desde que corri a primeira vez em 2011, retornei ano passado, e agora novamente. Essa prova vai fazer parte do meu calendário permanente de corridas, e como já escrevi aqui, todo corredor deve faze-la pelo menos uma vez.

Esse ano tive a oportunidade de não só de correr, mas de ser o cicerone dos amigos Fábio Namiuti e Luis Carlos Cândido na bela e aconchegante Poços de Caldas. Tenho certeza que eles não tinham a menor ideia do que esperava por eles lá, em todos os aspectos, e foi muito legal ver a surpresa e reação.

Tinha 100 opções, mas apesar de 100 Juízo ficamos na tradicional.

Tinham 100 opções, mas mesmo 100 Juízo, ficamos na opção tradicional.

Na véspera fizemos o passeio tradicional pelo centro da cidade, praças, e na 3 Canários, dentre uma variedade de 100 sucos diferentes, tinha até um Refresco Rosa, mas ficamos mesmo com a tradicional “A Moda da Casa”, sem querer fazer propaganda, mas a jarra de 1 litro da vitamina que leva 6 frutas na sua receita, custa R$ 5,90. Pelas bandas de cá, por esse valor tomaríamos somente um copinho e com menos frutas também.

Não recomendo a ninguém que não conheça a prova, a subir na véspera o Cristo pelo percurso da corrida, mesmo de carro ou moto. Mas se a vontade for tamanha, que o faça de bondinho, e para minha surpresa, os valores para subir foram ajustados a níveis populares. Muitas vezes voltei para trás ao ver o preço para o passeio, dessa vez subimos para alegria dos corredores turistas. Ótima iniciativa, que só faz valorizar e tornar acessível o turismo na cidade.

Depois do city-tour voltamos ao Quisisana, aonde fizemos um Quisi-tour. Quem conhece, sabe do que estou falando, e os amigos não tiveram nem a oportunidade de conhecer tudo. Mas aproveitamos bem do que precisávamos. A piscina e o ofurô de água sulfurosa. Depois do ping-pong e sinuca, jantar de massas e cama.

No domingo cedo, seguimos para o objetivo que nos levará a estar ali, a XXXI Volta ao Cristo. Como nos últimos dois anos, minha amiga e companheira de treinos, a veteraníssima Alda seguiu conosco, dessa vez ela declinou a correr, mas não perderia a largada por nada.

Esse índio marcaria meu ritmo no final da prova.Crédito: Antonio Colucci

Esse índio a carater marcaria meu ritmo no final da prova.
Crédito: Antonio Colucci

A Volta ao Cristo é uma corrida pra lá de especial. Tem uma atmosfera diferente, e a quantidade de amigos que encontramos é sem tamanho, e vou fazer como o Fábio Namiuti, se for citar algum, muitos ficarão de fora, mas todo esse astral contribui para sentir-se bem para o que vem pela frente.

Havia feito muitas teorias e simulações de como enfrentar as 4 etapas da prova (trecho plano, subida, descida e plano de novo) e durante as férias em janeiro fiz 2 subidas ao Cristo, que me ajudaram a ficar com o percurso na cabeça. Gostaria de conseguir subir sem andar, mas depois que a Maria Zeferina Baldaia, que ficou em 2º lugar na prova, nos confessou que foi a primeira vez que ela não caminhou na subida, em 7 participações, quem sou eu para querer fazer tudo correndo. Apesar que tenho certeza que não acompanharia o caminhar dela nem correndo a todo vapor.

Nosso script inicial estava saindo direitinho, mas ao avistar a subida da Assis Figueiredo, achei por bem alertar meus companheiros: “Esqueça tudo que planejamos, a partir de agora quem manda é a Montanha!”. Não sei se serviu de estímulo ou desânimo, mas a verdade é que nós a desafiamos, mas quem manda é ela. No posto de água no final da avenida e começo da estrada do Cristo o Fábio diminui seu ritmo e fui seguindo com o Luis, até onde imaginei mesmo que iria conseguir ir correndo, e em determinado momento as pernas passaram a andar naturalmente. O Luis seguiu em seu trote, e fui alternando caminhadas e corrida nos trechos menos acentuados. E assim fui, sempre mantendo o Luis no meu campo de visão, o Fábio não veria mais até a sua chegada.

Ouvir o Hino Nacional e ver em meio a neblina a Bandeira Nacional e o Senhor Veterano do Exército que ali saúda todos os participantes, além de emocionante e incentivador, é sinal que o Cristo está próximo. Na última subida corri alcançando o amigo Luis Carlos. Seguimos juntos ao tapete, aonde o Grande Lelo, que junto a todo pessoal da Secretária de Esportes organiza essa corrida com afinco e perfeição, cuidando de todos os detalhes que eu até desconhecia, e li no blog do amigo Colucci, alertava que a descida estava muito escorregadia.

Engatei a marcha, e hidratado parti para 3ª etapa da prova: a descida. Nunca havia passado ali com tanta lama, e num primeiro momento cheguei a esquiar alguns metros, consegui evitar a queda e fui tentando manter firmeza, até sentir segurança nas passadas, e ai “sentar a bota” na descida. Foi minha melhor descida, e compensei todo tempo perdido na subida. Quando chegou no asfalto até diminui um “cadinho”, como dizem os mineiros, mas logo retomei o ritmo forte.

No bairro da Vila Rica a população saudava os corredores, e quando não o fazia eu apitava e ai era ovacionado. Achei mais uma utilidade de se correr com o apito.

O Corredor da Maraca e o Corredor do Apito. Crédito da Foto: João Brás Crédito da legenda: Fábio Namiuti

O Corredor da Maraca e o Corredor do Apito.
Crédito da Foto: João Brás Teixeira
Crédito da legenda: Fábio Namiuti

No final da prova, faltam pernas, e só a vontade de chegar te empurra, mas tive a ajuda da maraca marcando o ritmo do Índio, que correu a carater e descalço. Eu havia passado por ele no trecho de lama, mas ele já estava na minha cola, e consegui acompanha-lo até quase a entrada do Estádio, aonde a prova é finalizada, com muita alegria e agradecimento aos céus e a Nossa Senhora, que sempre corre comigo.
Das três vezes que participei, essa foi a mais difícil. Dificuldades extras, que não tive nas outras vezes, como chuva e lama, mas com a satisfação de correr com os amigos e fechar os 16km em 1h40m22s, minha melhor marca e 6 minutos mais rápido que no ano passado.

A satisfação dos corredores com a 2ª colocada Maria Zeferina Baldaia

A satisfação dos corredores com a 2ª colocada Maria Zeferina Baldaia

Ano que vem, faça chuva ou faça sol, estaremos lá de Volta ao Cristo, mas é bem provável que faça chuva, sol, chuvisco, neblina, e se bobear pode até nevar.

Promoção Volta ao Cristo – Resultado

A comissão julgadora, da qual eu não fiz parte, escolheu as duas frases mais criativas da promoção que deu Duas Inscrições para XXXI Volta ao Cristo que acontecerá no dia 27 de Janeiro em Poços de Caldas.

E os ganhadores foram:

Antonio Pedro Maria Filho
Caio Amaral

Já entramos em contato para pegar os dados e a confirmação da participação de ambos.
Parabéns aos ganhadores e nos vemos em Poços de Caldas.

Promoção Volta ao Cristo – Poços de Caldas

XXXI Volta ao CristoO Corredor do Apito numa parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer de Poços de Caldas vai dar 2 inscrições para a XXXI Volta ao Cristo, que será realizada em 27/01/2012.
Para participar é muito fácil:
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O que passa na cabeça do corredor ao encarar o Morro do São Domingos (Morro do Cristo) e sua imponência a 1686 mts de altitude?
As DUAS respostas mais criativas (escolhidas por um juri definido pelo Corredor do Apito) levam as inscrições.
A promoção encerra-se no domingo – dia 13 e os ganhadores serão divulgados na segunda-feira dia 14 de janeiro, aqui mesmo no blog.
Obs.: Despesas com transporte, hospedagem e alimentação não estão incluídos no prêmio, o prêmio é tão somente a inscrição.
Para saber mais sobre a XXXI Volta ao Cristo clique aqui.

Seja criativo e boa sorte!

Treino do Final de Ano.

Meu 31 de dezembro foi marcado por um treino pra lá de especial. Não inscrito em nenhuma prova, e passando o réveillon em Poços de Caldas, resolvi organizar um treino de virada de ano e até preparatório para Volta ao Cristo, a famosa prova local que acontece no dia 27/12.Meus companheiros nesse desafio foram o meu filho João Paulo, meu sobrinho Rafael e sua namorada Mayra.

Pra baixo todo Santo ajuda.

Pra baixo todo Santo ajuda.

O percurso de pouco mais de 10 km reservava a desafiadora Serra de São Domingos pela estrada que leva ao Cristo Redentor de Poços de Caldas. Para se ter uma ideia, é uma escalada de 449 metros, em cerca de 4 km. Pela imagem da altimetria dá para ter uma noção.

A programação era começar as 7h30, mas uma chuvinha chata acabou dos dando mais um pouquinho de sono, e saímos somente as 9h30. Fui segurando o ritmo inicial, para que os meninos não se empolgassem e queimassem as energias antes do morro. E isso é fundamental, eu já sabia o que me esperava, eles não. E como treino recreativo, fomos muito bem, correndo até onde deu, e depois intercalando caminhadas e corridas, até chegarmos ao objetivo e avistarmos o imponente monumento do Cristo Redentor.

Pausa para fotos, água, e descemos ladeira abaixo. Aqui um parenteses, pudemos comprovar a eficiência do apito. A estrada é estreita, e com o horário foi aumentando o movimento de turistas, e a cada veículo que passava, uma forte apitada alertava a todos, corredores e motoristas, que ficavam atentos.

É estranho como o percurso de volta acaba num instante, apesar de todo cuidado para não desembalar carreira abaixo. Olhando na altimetria se vê bem que para baixo todo Santo ajuda, mas se for o São Silvestre, tem que pedir “permissão pro dono”

Nós chegamos lá!

Nós chegamos lá!

Foi um treino especial, num dia especial, com belas imagens que ficam na lembrança da mata e da Serra da Mantiqueira, que só lá de cima dá pra ver. Finalizamos 2012 com tudo que o esporte e a natureza pode nos oferecer. E que venha 2013, Feliz Ano Novo para todos!

 

Essa você tem que correr.

Existem provas que devem fazer parte do calendário de qualquer corredor pelo menos uma vez. Mesmo não sendo tão badaladas como as realizadas nas grandes capitais, nem tendo sua largada atrasada para a transmissão ao vivo no “Esporte Espetacular”, são provas que tem características peculiares e que todo corredor deve participar, seja pelo desafio de um percurso incomum, seja pela beleza desse mesmo percurso ou mesmo pela atmosfera da cidade.

A Volta ao Cristo, em Poços de Caldas, é uma prova dessas e este ano chega na sua 31ª Edição. É uma prova diferente, numa cidade linda e de clima agradável, mas com um percurso desafiador.

Sou suspeito para falar de Poços de Caldas, morei lá toda minha adolescência, e subi muitas vezes a Serra de São Domingos e seus 1.686 m de altitude, tanto pela estrada ou pela trilha que sai da Fonte dos Amores e corta a mata, chegando ao pé da imponente imagem do Cristo Redentor, que é o segundo maior do Brasil com 16 metros de altura, perdendo apenas em tamanho para o Cristo Redentor do Rio de Janeiro.

A Corrida Volta ao Cristo, acontece sempre no último domingo do mês de janeiro. E muitos corredores a evitam pelo seu grau de dificuldade aliado ao início de temporada, quando ainda não deu para se preparar adequadamente e nem se recuperar dos abusos de final de ano.

Mas vale a pena ter um réveillon mais regrado, e dedicar-se um pouco aos treinos para Volta ao Cristo, principalmente de subida.

A largada ocorre ao lado do Estadio Municipal “Ronaldão”, mas não homenageia o Ronaldo Fenômeno e sim o Ex-Prefeito da cidade, Ronaldo Junqueira. O percurso começa muito bom, plano, seguindo pela avenida João Pinheiro, e suas quaresmeiras que só deviam florescer na quaresma, mas já estão floridas, e deixando o percurso, além de colorido, fresco e bem sombreado até o centro da cidade.

Um charme da prova é a hidratação que é feita pelos escoteiros, uniformizados, e é mais um estímulo, junto com os populares que prestigiam e incentivam os participantes.

Com 3km de percurso, chega-se na avenida Assis Figueiredo e no meio dela começa-se a subida, ainda leve em seu início, mas alguns corredores já desanimam por ali, ainda sem saber que a pior parte ainda está por vir. Um pouco antes do pé da serra uma moradora distribui geladinhos de caldo de cana, vale a pena procurar quando passar por ali, uma energia extra para os aproximadamente 4,5 km de subida que vem pela frente.

Volta ao Cristo 2010 - Tá chegando.

Subindo na Volta ao Cristo 2011

Esqueça todas as subidas pela qual você já passou, essa é “A Subida”. No começo ainda se tenta, mesmo diminuindo, manter o pique de subir correndo, mas é muito difícil, tem que se preparar especificamente para essa subida.

Outra curiosidade da prova, é que quando está chegando ao Cristo, você começa a escutar uma marchinha militar, chegando perto você vê um veterano de Exército, fardado e incentivando os corredores.

Chegar ali é uma sensação indescritível e não é a toa que tem um prêmio especial para o primeiro corredor que chega no Cristo, desde que ele termine a prova. É um desafio e incentivo a mais.

Depois da subida, vem a ladeira, que despenca, com muito cascalho, buracos e a atenção tem que ser redobrada. Conforme o estrago da subida, fica difícil até descer. Não tem essa de que pra baixo todo santo ajuda. Na prova de 2012 minhas pernas ficaram travadas de um jeito, que mesmo no asfalto plano era difícil aumentar o ritmo por causa das dores.

O trecho final é de superação. Muita gente na frente das casas, incentivando, jogando água, e dando aquela força final. E você vai precisar, até avistar o Estádio, tem que procurar energia de algum lugar.

A chegada dentro do Estádio Municipal também é muito legal, meia volta no campo e ali está o pórtico de chegada. A comemoração é inevitável, é um desafio e tanto, e chegar ali inteiro é uma vitória.

Corri a primeira vez em 2011 e em 2012 fui de novo, é uma prova singular, cheia de atrativos e bem organizada e ainda dá tempo de participar da edição 2013: Clique aqui e faça a sua inscrição