Tag Archive for Unimed Run

Dobrei a meta na Unimed Run – SJC

Fazia tempo que eu não tinha 3 domingos seguidos de Corrida no meu calendário. No dia 19/07 foram 10k na Oscar de Taubaté, dia 26/07 subiu para15k na corrida de Aniversário de São José, e no domingo, dia 02/08 os 10k da Unimed Run.
A corrida que acontece na Via Norte, com duas voltas para os 10km, o que leva muita gente optar pelos 5k e evitar a subir duas vezes a Avenida São José. Confesso que não gostava muito de fazer duas voltas, mas hoje passei a gostar desse percurso, e fazer duas voltas iguais dá pra preparar na primeira a estratégia da segunda.
E foi assim, com o pensamento de me manter um sub-5, mas de forma tranquila e confortável, diga-se, sem uma meta estabelecida, que fui cedo para corrida.
Manhã gelada, neblina fria na via norte, que dá a volta no trecho norte do Banhado. Cafezinho quente na Tenda 100 Juizo, aos poucos o sol foi dissipando a neblina, e no solzinho que fiz meu aquecimento e me alinhei para largada.
Encontrar o ritmo no começo da prova não tem sido fácil, na ânsia de não deixar o tempo escapar, correr mais rápido no começo acaba-se gastando o fôlego que fará falta no final.
O tempo frio ajudou, e mantendo a média de 4:45min/km, e na primeira volta nem senti a subida da Avenida São José, no km 4, soltei as pernas e fechei os primeiros 5km em 00:23:50.
Se meta eu não tinha, ao passar com esse tempo, resolvi “dobrar a meta”, ainda que perdi um pouco o ritmo nesse início de repetição de percurso no km 6. Nesse momento, o amigo Claudemir foi quem deu a força, gritando para que mantivesse o ritmo, e deixasse pra descansar na subida lá no final.

Meta dobrada com alegria.

Meta dobrada com alegria. – Foto: Fábio Namiuti

 

Firmei as pernas, e concentrei nas passadas, e ao chegar na temida subida, nem parecia a mesma que eu passara 25 minutos antes. Diminuir foi inevitável, mas ao chegar ao ápice e fazer o retorno, foi dar uma respirada, e soltar as pernas. Aproveitando que pra baixo todo Santo ajuda, busquei no último km minha melhor volta com 4:30 min para fechar os 10km da prova com 48m07s, como sempre, apitando muito e comemorando mais uma medalha conquistada.

E foi assim, correndo sem meta, que fui lá, e dobrei a minha, sem demagogia, somente com o resultado do esforço e treinamento.

Unimed Run 2014

Todo ano me acontecia alguma coisa que me impedia de correr a Unimed Run.

Correndo com frio e de pipoca em na Unimed 2010

Correndo com frio e de pipoca na Unimed Run de 2010

No ano passado uma dor no tendão que surgiu bem no dia da prova, e me preservei para Maratona do Rio que ocorreria na semana seguinte. Em 2012, foi uma viagem no final de semana da corrida, e acabei perdendo também. Talvez isso fosse uma daquelas “maldições”, pois em 2010, morando em Ribeirão Preto, eu estava em São José no dia da corrida, e acabei participando de pipoca, num percurso bem bacana, saindo do Colinas e correndo pelo Esplanada.

Mas dessa vez nada iria me tirar da corrida. Focado nos 10k como estou esse ano, acordei com “Sangue nos Zóio” e segui cedo pra Via Norte. Passei rapidamente pela Tenda 100 Juízo, cumprimentei os amigos, mas nem fiquei para foto oficial de antes da prova. Parti para o aquecimento, e me alinhei junto ao pelotão de elite. Adepto do fundão, fazia tempo que eu não largava ali, quem me conhece até estranhou.

Pontualmente as 8h05 partimos para mais um desafio, e se na Corrida do Bradesco, a trilha sonora ajudou, segui novamente com meu dopping musical, Led Zeppeling, ACDC e Pixies iriam ditar o ritmo. Largar na frente tem os prós e os contras. Se você larga livre, sem tráfego, por outro lado, tem que segurar para não correr mais forte do que pode. Com o pace do parceiro virtual do GARMIN programado para 4:45 e foi esse ritmo que tentei manter. 1º km em 4:35, 2º em 4:31 e mesmo no 3º, com a subida da Av.São José caiu para 4:54, mas recuperei na descida, voltando a correr na casa dos 4:30 e com forças para incentivar os amigos que ainda iam enfrentar subida: tome apito e gritos de incentivo pra galera. Consegui fechar a primeira volta de 5k em 23:00. Muito bom, mas fazer tudo de novo é que são elas.

Correndo, apitando e chegando pro abraço!

Correndo, apitando e chegando pro abraço!  Foto: Aline Andrade

Perdi um pouco o ritmo no início da 2ª volta e demorei alguns minutos para voltar a rodar para parte decisiva. Cheguei forte de novo na subida, mas dessa vez o ritmo iria cair mais, fui brigando com ele, foi o único km rodado bem acima de 5:00, mas depois do retorno compensei com tudo. Me lembrei da descida do Cristo em Poços de Caldas, e soltei a bota. Foi o trecho mais rápido que fiz, fui decidido a ir com tudo, iniciei o sprint final com 1km para terminar, talvez fosse cedo, mas estava seguro que iria até o final com todas as forças, chegando no limite.

Ao avistar o pórtico de chegada, apertei ainda mais, e segui, como sempre, apitando e agitando a galera, que contagiada pela minha alegria, acaba passando mais força, e não tem como não chegar com festa e comemoração.

Prova fechada com 47m21s, não foi meu recorde na distância por 7 segundos, mas foi como se fosse. Medalha bonita e mais que merecida no peito e camiseta finisher da seleção brasileira no kit pós prova. Mais uma daquelas corridas muito bem organizadas pela Avatar, e que busca sempre melhorar e trazer novidades a cada edição.

A festa final na Tenda dos Malucos do Asfalto não poderia ser diferente, lanche comunitário, fotos, alegria de cada um com sua própria superação. Podemos não ser a maior, mas com certeza a 100 Juízo é a mais alegre!

100 Juizo, primeiro lugar em alegria. Foto: Aline Andrade

100 Juizo, primeiro lugar em alegria.
Foto: Aline Andrade

Leia também o relato do Fabio Namiuti clicando aqui

 

Seven days!

Correr uma Maratona requer uma programação longa, são pelo menos 16 semanas de treinamento. Quando torci o pé no dia 03 de abril, e fiquei parado em tratamento até o dia 20 de maio, todo o meu planejamento para a Maratona do Rio (dia 07 de Julho) ficou prejudicado. Me restaram  6 semanas para recuperar o condicionamento físico, aumentar a rodagem e estar apto a correr os 42km. Ainda pensei em trocar a inscrição para Meia, mas estas já estavam encerradas, então, foi planejar um “treino intensivo”, sabendo que correria alguns riscos nessa preparação.
Quando fiz o treino da Volta ao Banhado no dia 16 de junho, completando 29,5km, achei que ainda não estava pronto. Na semana seguinte fiz mais um treino, dessa vez de 32km, para buscar a confiança, e encontrei, ao fazer mais duas voltas dentro do Parque Vicentina, depois de já ter corrido 30km nas ruas.
Três dias depois, na quarta-feira, dia 26, treinando tiros no mesmo Vicentina Aranha, comecei a sentir o Tendão de Aquiles após a 5 volta. Parei, e depois que esfriou, doeu muito. Tendão inflamado por excesso de treino. Iniciei o tratamento, sem pensar na possibilidade de desistir da Maratona. Gelo, compressa quente, anti-inflamatório. Mas o tendão seguiu doendo muito nos dias seguintes, até que hoje, dia da Unimed Run, levantei sem dor alguma. Fui para prova, mas não para correr, mas sim rever os amigos, o que é sempre bom num momento como esse, e ainda aproveitei para tirar fotos da prova, que foi bem bacana, com uma chuva despencando minutos antes da largada, e que deixou o percurso bem pesado, ou seja, nada recomendado para alguém querendo uma recuperação rápida.
Ainda tenho mais alguns dias de compressa quente e anti-inflamatório, mas só de não sentir dores, tenho certeza de que estarei bem. Além do que, já sou escolado em ter lesões pré-provas chave, quem leu meu relato da primeira São Silvestre sabe como foi pisar num ouriço faltando 1 semana para corrida.

Sete dias! “Seven days” para espantar a uruca, afinal, com emoção é mais gostoso!

Seven days to the Marathon

Seven days!