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Aonde suas pernas podem te levar…

PQP_capaO nome já indicava aonde iriamos chegar: Treinão PQP! Organizado pelo amigo Claudemir de Paula, de Taubaté, e que levou os Malucos do Asfalto em peso a madrugarem no pacato bairro de Piedade, na cidade de Caçapava.

As 7 horas a turma estava a postos, sem bem saber o que vinha pela frente, mas muito bem avisados pelo organizador: guardem as pernas, que vocês irão precisar. Corredor tem muito de São Tomé, e precisa de ver, ou correr lá, para acreditar. Hoje não seria diferente.

Galera animada e após as fotos partimos, na manhã agradável e fresca. Parti com meus fones no ouvido, mas ao adentrar na zona rural, me rendi aos sons da natureza, curtir os pássaros, sons dos córregos e trocando ideias com os amigos, desconhecendo ainda o que vinha pela frente.

Depois do km 3, foi possível ver o tamanho da encrenca. Ao olhar a imponente subida que nos esperava, só me deu vontade de rir. Uma capelinha ainda marcava o início, ali me benzi e segui até onde deu correndo, e como na Volta ao Cristo em Poços de Caldas, o único jeito é alternar trotes e caminhadas, que logo passam a ser só caminhada mesmo.

Mas todo cansaço e dor nas pernas, principalmente nas panturrilhas são recompensados pela beleza da paisagem lá de cima.

No retorno, fica até difícil segurar na descida, ladeira abaixo todo santo ajuda, mas tem que ser com cuidado, por conta do cascalho e pedras, além de forçar muito as já desgastadas pernas.

No final a satisfação e alegria de confraternizar com os amigos corredores a façanha realizada.

Sim, nossas pernas nos levaram lá!

Treino Solidário Gamaia

Equipe de Apoio do Treinão Solidário Gamaia

Equipe de Apoio do Treinão Solidário Gamaia

Quando o amigo Vander Maciel, o Mineiro, me chamou para ajudar no Treino Solidário da Gamaia, em prol do GACC (Grupo de Apoio a Criança com Cancêr), não pensei duas vezes: Vesti a camisa da S-CORE, Assessoria Multiesportiva, e junto com outros parceiros da 100 Juízo fomos atender a “convocação”.

A função era simples, acompanhar a galera que iria participar do Treino, seja nos 5 ou nos 8km, dando apoio, auxiliando no percurso e até incentivando.

Munido do meu fiel companheiro, o Apito, parti junto com a turma dos 8km, e fiz um ótimo Treino de Fartlek. Fui várias do início até o final do dois pelotões, no final percorri 10,5km em 58 minutos, alternando ritmos e variações. Incentivei, ajudei no trânsito, distribui água, acelerei a galera que queria desanimar na subida final do Carrefour, e no final, satisfação total de de acompanhar a chegada do Oswaldo Filho com toda a galera do apoio. Isso não tem preço!

Estamos a postos e que venham os próximos!

Os últimos serão os primeiros!

Os últimos serão os primeiros!

4º Treino da Fé – Taubaté > Aparecida

Na primeira edição, em 2011, eu ainda não era um 100 Juízo, e tampouco morava em São José dos Campos. Na segunda, eu já estava por aqui, dei minha contribuição desenhando a medalha do evento, mas por algum motivo que não me lembro, acabei não participando do desafio. Ano passado eu estava pronto e treinado, mas aconteceu no mesmo dia que levei minha filha para embarcar para Jornada Mundial da Juventude, e tive que ficar de fora, apesar de também ter feito as medalhas e as camisetas.

Em 2014, não poderia ficar de fora de maneira nenhuma, e apesar de não ter treinado para a distância principal (42K), iria de qualquer jeito, na Fé, para completar o quanto as pernas aguentassem.

Momento de Oração.

Momento de Oração.

Se na edição do ano passado, o treino tenha se destacado, por coincidir com a visita do Papa ao Brasil, nessa, ele tomou proporções ainda maiores. Com o grande amigo Fábio Namiuti na coordenação e organização, e com a participação de toda a equipe, mais pessoas e grupos foram se agregando ao evento e trazendo não só mais participantes como também as doações de água, frutas, prêmios, etc, etc, etc.

Muita gente vindo de fora participando, como o José Robertos Fortes, que veio com a sua assessoria esportiva em peso, abrilhantando ainda mais nosso Treinão da Fé.

E bota Treinão nisso, vontade não me faltava, e após os preparativos finais, foto oficial do grupo e a Oração para Nossa Senhora aos pés do Cristo de Taubaté, a turma foi saindo em grupos conforme seus ritmos, e logo achei o meu.

Segui nesse início ao lado dos amigos Toninho, Ronaldo, Leandro e do Marcos Leandro, esse

A Dutra verde e amarela

A Dutra verde e amarela

último que indo para fazer 21k. Na minha cabeça achava até que poderia ir pra distância total, mas já conhecedor do que são 42k, sabia que lá na frente o bicho vai pegar.

Fomos sem atropelos e num bom ritmo, pace de 6:00min/km certinho, e apesar do risco de se correr na Dutra, estava tudo em segurança. A turma do apoio sempre em pontos seguros, mais parecia um pic-nic as margens da Rodovia, tamanha era a quantidade de produtos oferecidos aos atletas.

Estava bonito de se ver o verde e amarelo colorindo a estrada, e nesse momento senti muito orgulho em ser o autor da camiseta, e ter seguido a sugestão de cores dada pelo Toninho.

Os grandes parceiros de equipe.

Os grandes parceiros de equipe.

Para não dizer que não teve nenhuma ocorrência, teve sim. Não me lembro ao certo a distância percorrida, mas passou um chevettinho que deixou um forte cheiro de gasolina, e logo a frente esse carro pegara fogo, já estava controlado, inclusive auxiliado pelo pessoal do apoio, mas quando passamos por ele, as rodas estavam em brasa.

Fui seguindo bem até metade da prova, por volta do km 22, veio uma barreira mental. Essa foi a maior distância que eu treinei nesse ano, dali pra frente eu já estaria no lucro. Foi mais ou menos por esse trecho que encontrei o Alex Marini, o qual já conhecia da turma, mas foi a primeira vez que batemos um papo e oficialmente nos conhecemos, demos boas risadas, enquanto fomos deixando o ritmo ir caindo, alternando com caminhadas, mas quando víamos alguém fotografando, apertava um trotinho, sair na foto andando jamais. Fui com ele até o km 25. Ali entreguei os pontos, e acabei aceitando a carona dos “Vanelli”, indo de carro até o km 35.

Se a gente não correu tudo, pelo menos riu bastante.

Se a gente não correu tudo, pelo menos riu bastante.

Ali fiquei olhando a galera passar, já quase no acesso ao viaduto que entra em Aparecida, foi quando passou o Michel e me encorajou a finalizar os 7km que faltavam. E foram duros, voltar a correr depois de ter parado é mais difícil, as pernas já estavam travadas, mas fui seguindo como dava, somente com a Fé de chegar. Próximo a Basílica, somente comigo e minhas orações, avistei a melhor recepção que poderia ter ao terminar meu desafio, vendo meus amigos cada qual com suas conquistas, seus feitos pessoais, mas todos com a satisfação de terem feito muito mais do que um simples treino. Foi uma demonstração de Fé, amor ao esporte e amizade. Uma profusão de sentimentos e agradecimentos a Nossa Senhora basílicaAparecida por chegar, dolorido, mas inteiro, talvez mais leve por tudo aquilo que vamos refletindo e deixando pelo caminho, como numa peregrinação. Se não fiz os 42km totais, ter feito 32k foi além das minhas expectativas e condicionamento atual.

Aproveito para agradecer a todos que participaram e ajudaram para que esse evento fosse o que foi, e que possamos no ano quem faze-lo se não maior, melhor.

 

Leia também o relato do Fábio Namiuti