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Seven days!

Correr uma Maratona requer uma programação longa, são pelo menos 16 semanas de treinamento. Quando torci o pé no dia 03 de abril, e fiquei parado em tratamento até o dia 20 de maio, todo o meu planejamento para a Maratona do Rio (dia 07 de Julho) ficou prejudicado. Me restaram  6 semanas para recuperar o condicionamento físico, aumentar a rodagem e estar apto a correr os 42km. Ainda pensei em trocar a inscrição para Meia, mas estas já estavam encerradas, então, foi planejar um “treino intensivo”, sabendo que correria alguns riscos nessa preparação.
Quando fiz o treino da Volta ao Banhado no dia 16 de junho, completando 29,5km, achei que ainda não estava pronto. Na semana seguinte fiz mais um treino, dessa vez de 32km, para buscar a confiança, e encontrei, ao fazer mais duas voltas dentro do Parque Vicentina, depois de já ter corrido 30km nas ruas.
Três dias depois, na quarta-feira, dia 26, treinando tiros no mesmo Vicentina Aranha, comecei a sentir o Tendão de Aquiles após a 5 volta. Parei, e depois que esfriou, doeu muito. Tendão inflamado por excesso de treino. Iniciei o tratamento, sem pensar na possibilidade de desistir da Maratona. Gelo, compressa quente, anti-inflamatório. Mas o tendão seguiu doendo muito nos dias seguintes, até que hoje, dia da Unimed Run, levantei sem dor alguma. Fui para prova, mas não para correr, mas sim rever os amigos, o que é sempre bom num momento como esse, e ainda aproveitei para tirar fotos da prova, que foi bem bacana, com uma chuva despencando minutos antes da largada, e que deixou o percurso bem pesado, ou seja, nada recomendado para alguém querendo uma recuperação rápida.
Ainda tenho mais alguns dias de compressa quente e anti-inflamatório, mas só de não sentir dores, tenho certeza de que estarei bem. Além do que, já sou escolado em ter lesões pré-provas chave, quem leu meu relato da primeira São Silvestre sabe como foi pisar num ouriço faltando 1 semana para corrida.

Sete dias! “Seven days” para espantar a uruca, afinal, com emoção é mais gostoso!

Seven days to the Marathon

Seven days!

 

Recuperação

Nesses 4 anos de vida de “atleta” tive que parar algumas poucas vezes de correr. Mais por problemas que vem com a idade e sem nenhuma relação com a corrida. O hipertireoidismo me afastou das ruas por alguns períodos, assim como os pólipos intestinais. Mas parar de correr por conta de uma contusão acontecida treinando foi a primeira vez. Os 15 dias de perna imobilizada já passaram, e agora estou na segunda fase: 3 aplicações de gelo e pomada diárias, e 20 sessões de fisioterapia. Ontem foi a primeira. As previsões são otimistas, segundo a fisioterapeuta, depois de 10 sessões já devo estar dando uns trotinhos leves. Espero que sim, e   sigo no tratamento e contando os dias para voltar a correr.

Vicio

Eu tenho um vício, um vício saudável: Corrida de rua é a minha droga.
Acho que como em qualquer atividade que você desenvolva, saber dosar e manter o equilíbrio é fundamental para que ela seja realmente saudável.

Por isso a certeza de que meu vício só me trouxe saúde e melhora na minha qualidade de vida, e que não tenho que esconde-lo de ninguém: Gosto de correr e gosto que os outros saibam disso. É uma forma de disseminar meu vício e influenciar outros a também adotarem hábitos saudáveis.

As vezes é engraçado você saindo cedo para correr no domingo e a alguém falar: “mas hoje é domingo, não precisa correr”. Como assim? Eu não preciso mesmo de correr dia nenhum, corro por prazer, e esperei a semana inteira por esse dia. Se não tem prova, o domingo é o dia do Longão, aonde vou ir mais longe e até para lugares aonde nunca fui. Aproveitar melhor a manhã de sol ou de chuva, correr tranquilo pelas ruas, podendo me preocupar “menos” com os motoristas apressados da semana.

Seria mesmo melhor passar o domingo sentado na frente da TV com uma lata de cerveja na mão? Porque antes era assim. E cada qual segue com seus vícios, alguns as escondidas, e se tem que esconder, é porque sabem que não é algo bom.

Depois de 4 anos viciado em corrida de uma coisa eu tenho certeza, como disse o poeta, hoje sou muito melhor do que eu mesmo quando não corria.

Voltei

Homem-Aranha e o Homem-do-Apito na 1º Corrida Vinac

Depois de 2 meses sem participar de uma corrida e nem ao menos treinar, voltei a correr na 1ª Corrida VINAC. Ainda era cedo para voltar, tomei o Iodeto¹³¹ no dia 14/11 e os níveis do hormônio da tireoide levam de 30 a 45 dias para voltar ao normal (tomara que voltem). Os batimentos ainda estão um pouco acelerados. Fiz o que o médico recomendou, e corri controlando e não deixando o BPM chegar ao máximo. É como andar acelerando em 2ª marcha, você vê o ponteiro do RPM chegar no vermelho e o carro andando devagar.
Valeu pelo retorno, por correr e confraternizar com os amigos. A 100 Juízo e a maioria das equipes ficaram divididas entre as corridas acontecendo na mesma data, sendo duas em São José dos Campos, e nos alojamos na tenda dos amigos da VINAC. É uma pena que os promotores de corridas não programem seu calendário em conjunto, os eventos ficam prejudicados e quem perde, além dos patrocinadores, são os corredores impedidos de participar das duas.
Mas quem foi, tenho certeza que gostou. O percurso dentro da UNIVAP é bem agradável, esperava até mais dificuldade, a garoa que caiu não foi suficiente para transformar o trajeto em lama e sim para deixar a temperatura agradável. Corri tranquilamente sempre com um olho no relógio, controlando os batimentos. No final deu tudo certo, e consegui terminar até com uma média boa de 6:00 min/km.
Agora é voltar devagar aos treinos, preparando para começar tudo de novo em 2013.

PS: Para ver mais fotos da 1ª Corrida VINAC clique aqui.

Correndo pela Vida!

Semana passada, por indicação do amigo corredor Jorge Cerqueira, conheci o blog do corretor e também corredor, Maurício Parpineli de Araujo. Não poderia deixar de comentar a sua batalha contra o câncer.
Aos 37 anos Maurício foi surpreendido por um tumor no intestino, e sua luta tem sido dura. Depois de retirado o tumor, a guerra agora é contra a metástase, e nesse momento difícil, Maurício fez uma reavaliação da sua vida e compartilha uma bela mensagem para quem quiser ler em seu Blog Corretor Corredor.
Além de bons conselhos de como devemos passar pelas adversidades da vida, ele fala também algo muito importante aos HOMENS, que temos aversão a médicos, que sempre achamos que somos imunes a doenças e que adiamos exames e consultas que deveriam ser de rotina: Cuidem de sua saúde!
O câncer de intestino é mais comum do que se imagina. Ano passado eu tive um pequeno problema intestinal e num exame simples chamado colonoscopia foram encontrados 2 pólipos, que é uma espécie de verruga no intestino. Foram estirpados no próprio exame, mas, segundo o médico, se não fossem retirados, em 2 ou 3 anos poderiam evoluir para algo pior. No meu caso, o diagnóstivo e solução se deram por pura sorte, pois vinha postergando essa consulta a tempos.
Faço minhas as palavras do Maurício, que compartilhou sua batalha e faz da sua corrida pela vida um alerta para aqueles que negligenciam a saúde: Vá ao médico, amigo!

Na geladeira

Assim como eu, o blog ficou parado. Impossibilitado de correr, mais por precaução do que por imposição, acabei me desanimando a escrever. Mas vamos aos fatos. 
Como já relatei aqui, a cerca de um ano fui diagnosticado com hipertiroidismo, uma disfunção da tireóide, que passa a produzir mais hormônio do que o necessário, e esse excesso de hormônio altera todo o metabolismo do organismo. Aceleração dos batimentos cardiácos, dores musculares, intolerância ao calor, calafrios, são alguns dos sintomas. 
Tão logo o problema foi descoberto no ano passado, passei a tomar um inibidor da Tireóide, e no mês julho, o exame apontou níveis normais do hormônio. Por recomendação médica, o remédio foi suspenso em setembro, e agora um novo exame deverá ser feito. Porém, após 1 mês sem remédio, não sei se por motivos pscicologicos ou reais, voltei a sentir os sintomas do hipertireodismo, nada grave, mas na minha corridinha normal, já achei que os batimentos estavam alterados, e por precaução suspendi os treinos até que o exame confirme ou não a doença, quando passaremos a outra etapa do tratamento. 
O resultado só sai na semana que vem, até lá, se eu aguentar, fico na geladeira, aguardando o resultado, para voltar o mais rápido possível para as ruas, pois os sintomas de ficar sem correr também são ruins. 
Espero estar em forma pro Ataque ao Cume II, no dia 28/10, quando iremos repetir o treino feito no ano passado, partindo de uma altitude de 1650m no centro de Campos do Jordão para os 2030m do Pico do Itapeva, num percurso de 10,5km, cheio de desafios, subidas, mas com uma das mais belas paisagens da região, e com direito de, no final, lá de cima, avistar 15 cidades do Vale do Paraíba, ou pros corajosos, um mergulho no lago que tem lá em cima!
Pico do Itapeva no Ataque ao Cume I – 2011

Quando o descanso é o treino.

Domingo passado corri 10k em 50 minutos cravados, no seletivo percurso de Eugênio de Melo. No próximo domingo tenho na Etapa China da Série Delta, nova oportunidade de tentar ao menos chegar perto da minha melhor marca, que é 48m09s. Mas seria possível tirar 2 minutos de diferença em apenas 1 semana?
Não vou entrar em detalhes com relação ao percurso, que são diferentes, outro grau de dificuldade me espera. Se a Etapa China fosse no manjado e plano percurso do Vidoca, acho que seria mais fácil, mas no percurso da Via Norte, que também já está ficando manjado, apesar que será a primeira vez que disputo uma prova lá, tem uma senhora subida, quando a Rua Ana Eufrásia vira Avenida São José, e como para 10k são duas voltas, ela vem em dose dupla.
Sempre tentei ter o acompanhamento profissional nos meus treinos, apesar do meu “personal” não estar por perto, o Matheus da Equilibrio Personal de Ribeirão Preto, sempre me auxiliou e tirou minhas dúvidas,  virtualmente, e até já se despencou até São José para fazermos juntos um longão de 30K. Então essa semana eu fiz a consulta:  É possível baixar esses 2 minutos em apenas 1 semana?
A resposta foi sucinta: Sim!
Claro que esses 120 segundos terão que ser tirados na raça e na força de vontade, pois o treino que ele me passou para isso foi “descansar”.
Nada de correr forte essa semana, e somente dedicar-se aos treinos educativos. Se você quer também fazer treinos educativos, procure na internet, vai achar vários deles, que vão auxiliar na postura, nas passadas, e ajudar, e muito, no melhor aproveitamento do esforço na corrida.
Então vamos lá, de treino educativo, e domingo a gente vê se tive força de vontade suficiente para melhorar esse tempo.

A Frequência do Corredor

Quando você começa a correr, começa a conhecer seu corpo, seu tipo de pisada, seus ritmos cardíacos, sua pressão, e tudo ligado a atividade. Nas planilhas os treinos vem com a porcentagem do BPM (batimentos por minuto) que se deve atingir em cada tipo de atividade.
Assim comecei eu, sem me preocupar muito com isso, mas logo ganhei um Monitor Polar da esposa, e passei a me viciar nos meus números.
E todo esse controle ajuda na evolução e no desenvolvimento do corredor, mas comigo acabou ajudando numa outra coisa.
Em 2011 passei a usar a Planilha de Corridas do Fábio Namiuti, e a ter um melhor controle dos meus treinos, dos meus ritmos e frequência cardiáca. E comecei a notar que, meus Batimentos estavam aos poucos ficando mais acelerado que o normal, mas nada que até então me preocupasse.
No mês de agosto de 2011, o que não me preocupava, passou a preocupar, qualquer trote e os BPM chegava a 180, e isso veio acompanhado de insônia, tremedeiras após os treinos, e sintomas estranhos.
Como faço anualmente, voltei ao cardiologista, e os exames do coração deram normais, mas no sangue foi encontrada uma disfunção da tireóide, o hipertireoidismo, que é quando a glândula, localizada no pescoço, passa, sem explicação, a produzir mais hormônio do que o normal, e esse excesso faz o organismo trabalhar desregulado e acelerado.
E fui proibido de correr até que voltasse a níveis normais.
Em outubro comecei o tratamento com um endocrinologista, e somente no final do ano os hormônios voltaram a níveis normais, quando fui liberado para meus treinos. A tireóide passou a ter altos e baixos, hora trabalha demais, aumenta o remédio e ela trabalha de menos, o hipotireoidismo, diminue-se a dose, e ela volta a ser hiper. Bom, agora ela está controlada, e dentro de 1 mês devo interromper o remédio, e fazer novo exame de sangue para ver como ela reagiu.
Mas o interessante é que, com o resultado em ordem, voltei ao cardiologista, e a recomendação que ele me deu foi para guardar o Polar na gaveta e corresse sem preocupação de tempos, de ritmos, de paces, etc. Tirasse da atividade somente o prazer de correr. Eu entendo o que ele quis dizer, mas ao mesmo tempo, sei que, se não tivesse o conhecimento do meu corpo e dos meus ritmos, poderia ter demorado mais para detectar os sintomas que me atacavam.
Continuo correndo com o monitor, mas, pelo menos uma vez na semana, faço um treino livre de equipamentos, correndo somente pelo prazer que a atividade me proporciona.