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Correr para Refletir – Centro Histórico de SP

Sempre gostei muito de correr no Centro Histórico de São Paulo. Descobri isso logo na minha primeira São Silvestre, em 2009. Nos trechos em que a prova percorre a região, vem um sentimento de paulistano, de correr na sua cidade natal pelas ruas onde a cidade nasceu. Voltaria a participar de outras provas nos anos seguintes, e sempre fascinado pela arquitetura central das ruas aonde pequeno andei. Quando vi, em fevereiro a Etapa Centro Histórico do Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, corrida gratuita, não pestanejei e fiz logo a inscrição, que acabam rapidamente. Mas por conta do carnaval a prova seria transferida para essa data.

Largada as 7 horas da manhã, e os Malucos do Asfalto madrugaram para ir pra Terra da Garoa. E a trupe foi formada com o Natanael, a Angélica, a Ana Paula e a Ana Lucia, que acabou seguindo no carro da Vanessa, que resolveu de última hora que ia também. Madrugada fria e com um fog londrino na Via Dutra. Chegamos no horário, as 6h30 estacionamos nas imediações da Catedral da Sé, e seguimos o fluxo de corredores apressados rumo ao Vale do Anhangabau, local da largada, onde encontramos minha sobrinha Sefirah, encarregada de pegar os kits da galera.

E deu 7 horas, a desorganização do Guarda Volumes, acabou nos atrasando, e quando finalmente terminei de embalar minhas coisas, já haviam se passado mais de 3 minutos da largada. Parti em disparada, e até os caminhantes já estavam adiantados.

Passei pelo pórtico, um tanto desanimado com a situação inédita em partir com atraso, pensando em desistir da minha prova e correr com as meninas, que também estavam saindo naquele momento, mas ai deu um estalo, ajustei o volume da música e parti na caça do tempo perdido.

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Descendo a São João

Se na corrida do SESI, por largar bem na frente fui sendo ultrapassado, dessa vez foi diferente. Tive até que segurar o ímpeto inicial, sem o devido aquecimento, mas mesmo assim, saí forte, e buscando espaço para sair ultrapassando. De cara já uma subidinha rápida e a passagem pelo Mosteiro de São Bento, virando no sentido da Praça Pedro Lessa, e completando o km 1 (pace 4:59) no Largo do Paissandu. Os moradores de rua ainda acordando, sonolentos e intrigados com aquela invasão de corredores na “sala de estar”. Fui ultrapassando corredores, em meio ao fétido cheiro de urina que paira pelos becos, até Av.Ipiranga, já no km 2 (pace 4:31), cruzamos a São João, e a Praça da República, para virar na Av.São Luis e passar no km 3 (pace 4:38). Mais ou menos por ai, acabei encontrando um coelho, que iria me ajudar a manter o ritmo durante quase toda a prova. O cara me passou, e eu segui tentando acompanhá-lo, viramos na Xavier de Toledo, passamos ao lado do Teatro e fizemos a volta pela 24 de Maio, voltando na Ipiranga e retornando pela São João (km4 – pace 4:13), aonde os boêmios, travestis e prostitutas terminavam a noite de sábado ainda zombando e mexendo com os malucos a correr tão cedo. Seguimos novamente ao Teatro Municipal dessa vez pelo outro lado, fazendo a volta e descendo a Libero Badaró, para fechar os 5km iniciais em 22:39 (pace do km 5 – 4:18)

Iniciei a segunda metade com uma ligeira queda no ritmo, km 6 em 4:40.

No km 7, o que tem acontecido sempre, acabei desconcentrando e o pace aumentou para 5:17. Parti então no encalço do meu coelho, que havia aberto uma boa distância. Alguns dos moradores de rua já começavam seu dia, enquanto outros continuavam embrulhados, alheios ao frio e ao movimento dos atletas. Fiz o km 8 com 5:09 e no km 9 voltei a casa de sub-5 com 4:56. Apesar de estarmos repetindo o percurso, mal deu para perceber, era só uma leve impressão de ‘já passei por aqui’, foi quando ultrapassei o meu coelho, e fiz o décimo e último km em 4:55 fechando a prova com o tempo total de 46:54 (Meu novo recorde mundial na distância). Se no SESI havia feito com 47 minutos cravados, mas faltaram 300 metros para fechar os 10k, dessa vez o GPS bateu quase em cima (sendo que, no de alguns outros corredores deu até mais).

Cheguei apitando muito e comemorando, sendo até anunciado pelo locutor da

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

prova. Mal peguei a medalha e retornei para o asfalto no sentido inverso, para dar uma força pra galera que ainda vinha voltando. As meninas 100 Juízo receberam meu incentivo e merecidas apitadas, se superaram para atingir seus objetivos, não fugiram no desafio, acordaram cedo e foram todas para os 10km. Logo achei a Sefirah, e completei a prova ‘novamente’ com ela, muito feliz em correr com mais uma sobrinha (já tinha corrido com o Rafael), que o tio serviu de incentivo.

No final um misto de alegria por mais uma prova e meta concluída, mas de reflexão e um sentimento depressivo. Não que o Centro tenha se degradado tanto nesses anos nos quais corri por ali, está do mesmo jeito, com o mesmo abandono de sempre, as mesmas pichações, o mesmo fedor, e não que eu não conheça a realidade brasileira, mas, creio a diferença foi o horário em que invadimos o local e meu olhar com relação a isso.

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Corrida e Reflexão…

Num domingo, Dia das Mães, onde a capital paulista teve corridas em profusão, (além dessa ainda tivemos a corrida do GRAACC- em prol das Crianças com Câncer, corrida da TrackInField no Center Norte, e muitas outras por ai), o Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, uma corrida gratuita, pela inclusão ao esporte, numa região que deveria ser a mais bela da cidade mais rica do Brasil, mas a beleza que vemos ali, é outra, é uma beleza degradada, gótica, deprimente. Seus moradores, esquecidos e escondidos da sociedade, e que para muitos que ali correram, passaram despercebidos durante as passadas, como se fizesse parte daquela paisagem apocalíptica.

 

É para se pensar: Correr e Caminhar para Viver Bem! Será só isso o que precisamos mesmo para Viver Bem?

 

A prova era Meia, a diversão foi por inteiro

Enfim o Blog começou 2015.

Realmente estava as moscas, mas se  somente no mês de março começou o meu calendário de corridas, então, que voltemos com força total e com mais uma corrida resolvida na véspera, não estava nos planos, mas veio em boa hora.

No ano passado, sem objetivo, fui perdendo o ritmo de treinamento, e entrei o ano dessa forma, querendo colocar um objetivo em mente, mas ainda sem definição. Treinando estou, mas pro gasto, e simplesmente pelo prazer que a corrida proporciona, mas sem nenhum foco, ou prova específica.

Eu tô ai nesse formigueiro.

Eu tô ai nesse formigueiro.

Quando amigo Alex postou que tinha inscrições disponíveis para Meia Maratona Internacional de São Paulo, e o Diretor da 100 Juízo Edward disse que tinha vaga no Busão da Alegria da 100 Juizo, já era mais de 9 horas da noite da véspera, mas nem pensei duas vezes: Estou nessa!

Meu treino mais longo nos últimos 4 meses foi de 15 ou 16k, mas iria assim mesmo para minha segunda Meia Maratona da carreira. A primeira foi no Rio em 2011, depois disso aumentei as distâncias, foram 3 Maratonas, e diversas outras provas de 10, 15, 16k, nunca contei ao certo quantas (qualquer hora faço a conta), mas as “meias”, sempre por algum motivo (quase sempre o alto valor das inscrições), foram passando em branco.

Saída na madrugada e já muitas risadas e diversão ao rever os amigos 100 Juízo que não via a um bom tempo. Chegando no Pacaembu em São Paulo, não seria diferente, outros amigos e conhecidos entre os mais de 10.000 atletas na concentração da largada. Mais risadas e papo em dia na manhã, que de sonolenta não tinha mais nada.

Larguei no fundão, tranquilo, a única preocupação era me divertir nos 21k, e se possível em 2 horas. Não foi difícil de encontrar um ritmo confortável, com pace entre 5:30 a 5:45 e apreciando o percurso.

É sempre bom correr em São Paulo, rever caminhos conhecidos da capital e ruas que corri, o trajeto coincide em alguns trechos de outras provas, como a São Silvestre ou a do Centro Histórico, então sempre vem um déjà vu a cada esquina.

Segui como um relógio, sem deixar o ritmo cair e sem me aventurar em querer ir mais rápido, de estranheza somente a diferença nas placas de distância com o GPS do Garmin, que a cada km os números não batiam, com uma diferença de uns 70 metros sempre para mais.

Largar no fundão tem suas vantagens, você acaba ultrapassando muito mais gente do que sendo ultrapassado, e isso ajuda no desempenho. Cheguei nos 10km com cerca de 57 minutos, e me sentindo bem, esbocei até um leve aumento no ritmo, aproveitando as descidas, e acompanhando alguns corredores mais rápidos, mas, ao chegar no KM 15 a falta de treinos se apresentou, e as pernas começaram a pesar. A partir dali seria a “superação” para continuar na mesma batida e não deixar a peteca cair.

Meu amigo e escudeiro Aldo nos últimos 5km da prova!

Meu amigo e escudeiro Aldo nos últimos 5km da Meia Maratona Internacional de São Paulo.

Foi nesse momento que encontrei, ou fui alcançado pelo amigo Aldo, que treinando para distâncias maiores e recuperando-se do treino/promessa de mais de 70km entre São José dos Campos à Aparecida, resolveu me escoltar até o final. Tremenda ajuda, que confesso, sem ela, o ritmo iria cair. Não por falta de fôlego, mas por falta de pernas mesmo, que simplesmente travaram.

Algumas vezes até tentei deixar o Aldo seguir seu ritmo, mas ele continuou me puxando a todo instante, até que ao avistar o imponente Estádio do Pacaembu, soltei as pernas e entrei na Praça Charles Muller apitando, comemorando e muito feliz pela chegada dos 21,600 km (foi o que o GPS acusou), em 2h01m16s.

Terminar uma prova é sensacional, toda a tensão, esforço e superação é recompensado naquele momento mágico em que você passa o pórtico e completa seu desafio. Desconhecidos se congratulam e parabenizam, você se orgulha de sua superação e também pela dos outros, e é sempre grato, por aquele que correu a teu lado e te ajudou de alguma forma nas suas passadas.

Momento de mais encontros com amigos que conheci ao longo desses 6 anos correndo. Muitas fotos, mais bate papo e diversão. A volta com os Malucos do Asfalto é sempre animada e não poderia faltar o sumiço do Tonicão, que pra variar, se perdeu mais uma vez, atrasando a partida, mas rendendo boas risadas e piadas.

Se a corrida era Meia, a diversão foi por inteiro.

PS.: Foi confirmado que a distância da prova foi mal aferido, e que realmente a distância estava errado, diante disse o resultado oficial não foi homologado, e o meu resultado oficial descontando-se a distância a mais passa a ser 01h57m52s que foi o que marcava o relógio ao completar os 21km. – Fonte: Corrida no Ar

 

As Ladeiras da Penha

Na largada

Na largada

Na semana passada havia participado da minha última prova do ano, e não pretendia participar de mais nenhuma. Mas quando o companheiro de 100 Juízo, Alex Marini, chamou, na véspera, para ir com os Malucos do Asfalto pras “Ladeiras da Penha”, não pensei muito não, e como não era corrida, e sim um Treinão de Luxo, que o pessoal tá comentando e planejando a ida faz tempo, nem pestanejei.

Partimos cedo para Penha, um dos bairros mais antigos da capital paulista, para o desafiador percurso de 15km com uma sequência de subidas insanas, um ótimo treino para a Volta ao Cristo, que acontece daqui a 40 dias em Poços de Caldas.

Boa parte da 100 Juízo prestigiando o evento idealizado por Junior Diesel, que transformou um

Na Igreja da Penha

Na Igreja da Penha

treino entre amigos, em um evento que reuniu cerca de 500 corajosos corredores.

Fui em ritmo de treino, focado em fazer todo o percurso correndo, marquei o pace do Garmin pra correr em 6:00/km e assim segui para diversão da manhã, que no horário da largada, por volta de 8h já estava quente.

Foi porque quis, agora sobe ai e não reclama!

Foi porque quis, agora sobe ai e não reclama!

 

 

 

 

As ladeiras são realmente insanas, mas, o percurso tem uma variação de subidas e descidas, que dá para seguir cansando e descansando, sem forçar muito nas descidas para evitar lesão.

Depois de passar pela Igreja Nossa Senhor da Penha, construída em 1682, achei que já tinha pago todos os meus pecados, mas a subida fatal ainda estava por vir, e ali não teve jeito de não entregar os pontos. Retomar a corrida só depois do Cruzeiro que tem lá no alto.

Meu amigo Egídio que lembra muito meu saudoso avô Tibúrcio.

Meu amigo Egídio que lembra muito meu saudoso avô Tibúrcio.

No final as pernas sofrem para chegar, travando, tamanho é o desgaste, mas a sensação de

ver o final e passar o pórtico é de mais uma vitória, de vencer os 15K e as dificuldades que somente quem enfrentou as Ladeiras da Penha sabem como é.

Nota 10 para o Treinão, boa hidratação, frutas, gatorade, medalhas e inclusive troféu pros primeiros colocados, que o amigão Helber garantiu o de 3ª colocado, representando bem a 100 Juízo nessa que foi uma grande confraternização de quem ama correr.

Parte dos Malucos do Asfalto que prestigiaram o evento.

Parte dos Malucos do Asfalto que prestigiaram o evento.

Dia dos Pais: 18ª Corrida do Centro Histórico

A galera de São José dos Campos estava grande.

A galera de São José dos Campos estava grande.

Filho de pai corredor, tem que esperar a corrida acabar para dar seu abraço. Meu dia hoje começou cedo: 4h15 da madrugada já estava me arrumando de pé para mais uma corrida na Terra da Garoa com os amigos. Mais uma vez presenteado numa promoção do Facebook pela Líquido, dessa vez o bonde da 100 Juízo seria com o Fábio (Relato do Fábio), o Tonicão, o Elias e o Giovani. Os outros amigos encontraríamos por lá. Ainda imaginava dar mais um cochilo durante o trajeto, mas com esses companheiros é impossível: e tome risada pela viagem tranquila e rápida.

Chegamos cedo no Centro Histórico da Capital Paulista, ainda juntos com a organização da prova, que ainda estava montado o local. A prometida garoa não apareceu, mas a manhã estava bem fria, e os “moradores” da Praça da República nem se incomodavam, ainda, com a movimentação diferente, e seguiam embrulhados em suas “tocas”.

O Grande Maestro José Eduardo Martins!

O Grande Pianista e Professor José Eduardo Martins!

Café para acordar, e nos encontramos com o resto da turma, que estava grande com a “Tropa de Elite” arrebanhada pelo amigo Mineiro para correr com a Líquido.
Se no dia dos pais não pude dar um abraço no meu pai, pude encontrar seu amigo, o Pianista e Professor José Eduardo Martins (Conheça seu blog aqui) e abraçar esse ilustre corredor. Já estivemos várias vezes na mesma prova, inclusive na minha primeira São Silvestre em 2009, mas foi a primeira vez que nos encontramos.

Os preparativos pré-prova (guarda-volumes e banheiro) acabaram tomando mais tempo, por sorte conseguimos uma brecha para largar na frente, logo atrás do pelotão de elite, mas sem o devido aquecimento, porém o grande número de corredores fez a prova começar muito lenta. Largamos na Ipiranga e viramos na São Luis em ritmo de aquecimento. Na Rua Maria Paula fecharíamos o primeiro km com altos 5:56. Seguimos juntos, eu, o Fábio e o Tonico, um abrindo caminho para o outro, logo o Wagner, que está contundido, e correndo num ritmo mais baixo do que o seu normal, passou a puxar a turma. Seguimos a esquerda na Brigadeiro Luiz Antonio, mas nesse trecho ela não bota medo como na São Silvestre, seguindo até a primeira volta, fazendo o retorno passando pela Senador Feijó, Quintino Bocaiuva, Riachuelo e voltando para Brigadeiro, já fazendo no segundo Km um pace desejado de 4:52.
O percurso é muito bonito, e vale a pena ficar atento aos prédios históricos que vão passando.

Voltando pegamos o Viaduto Dona Paulina, aonde encontraríamos o Ricardo Mourão, identificado

Wagner de laranja puxando a fila dos 100 Juízo

Wagner de laranja puxando a fila dos 100 Juízo

de longe com a camiseta alusiva do “Treino de Aparecida”, e passamos juntos pela Praça João Mendes, virando no Tribunal de Justiça e seguindo em direção a Praça Clóvis Beviláqua. O terceiro km foi ainda melhor 4:36, seguindo firme na cola do Wagner, o coelho de elite. Mais ou menos nesse ponto, um portal registrava o momento e postava instantaneamente no Facebook, muito legal, e ficou o registro da nossa que continuava junta: Wagner, eu e o Fábio.
Passamos pelo Patio do Colégio, local aonde a cidade nasceu, e resgataram lembranças da minha infância na capital. Viramos na Libero Badaró e seguimos ao Viaduto do Chá.
Muito legal também o som do rock tocado pelas bandas estrategicamente colocadas ao longo do percurso, ecoa pelos prédios, e ajuda a manter e até a aumentar o ritmo, e assim segui firme, na cola do Wagner, que experimentava uma corrida diferente, correr devagar, mas para mim estava forte, e continuei conseguindo manter. Passamos pelo Viaduto do Chá, viramos em direção Largo da Memória e retornamos na Praça Dom José Gaspar, fazendo uma volta e retornando Rua 7 de Abril, e fazendo nova volta em torno do imponente Teatro Municipal. A essa altura, já passados 6km de prova, fiquei somente eu na cola do Wagner, e perdi o Fábio de vista. Voltamos pelo Viaduto do Chá, agora em direção a Santa Efigênia, e quase defronte a Igreja, viramos na Rua do Seminário, aonde relembrei do Restaurante Fuentes, aonde meu pai nos levava para comer uma deliciosa Paeja, mais lembranças da infância, e mais uma voltinha passando pelo Largo do Paissandu e retornando para Santa Efigênia, ao som de “Welcome to the Jungle” tocada por uma banda rock só de mulheres. Se no km 7 o pace foi de 5:06, ele seria recuperado no 8º, voltando a casa dos 4:45. Só faltava retornar a Avenida Ipiranga e voltar ao ponto de partida, mas ainda restava um último cotovelo na Avenida São João. O relógio marcou os 9km com 44m20s, mas ainda restavam 450m, que deram de diferença entre a distância oficial e a registrada pelo GPS.

Chegada!

Chegada!

Depois da conferência no mapa, vou ficar com o GPS, e fechei 9,450km em 46m23s, o que teu um pace médio de 4:54/km. Do jeito que eu gostaria que fosse e que enche de satisfação pois estava ali somente para me divertir, e foi exatamente o que aconteceu, me diverti com meus amigos, fazendo o que gosto, na cidade aonde nasci e num percurso histórico e que ainda me trouxe boas lembranças. Depois disso só faltava mesmo voltarmos bem para casa, para receber o abraço da família e termos nosso merecido almoço do Dia dos Pais.

 

Night Run Special Edition SP – 2013

O retorno às provas, pós Maratona, não poderia ter sido melhor. Ganhador de uma promoção da Líquido, juntamente com vários amigos, fizemos uma caravana rumo a USP, para participar da badalada corrida em comemoração aos 10 anos da O² e também pelos 120 anos da Politécnica.

A galera de São José dos Campos na Night Run!

A galera de São José dos Campos na Night Run!

Turma animada e uma grande risadaria com as tiradas no poeta e agora estilista de moda para corredores, Tonicão, que sempre tem um verso na ponta da língua para alegrar os corredores: “Correr com os amigos também é vitória”.

Chegamos cedo, e o local me trouxe lembranças da Maratona de São Paulo do ano passado, a primeira e “melhor” (ou seria menos ruim) participação na distância, mas dessa vez estava ali na USP para correr somente 10km, e na expectativa de avaliar minhas condições pós contusões.

A Night Run é uma balada muito legal, com clima de festa, muito bem organizada e com um

O discípulo do Corredor do Apito: meu sobrinho Rafael.

O discípulo do Corredor do Apito: meu sobrinho Rafael.

clima futurista, e enquanto ainda não tinha a muvuca de gente, que ainda estava chegando, encontrei meu sobrinho e discípulo Rafael e sua noiva Mayra. Seria a primeira vez que correríamos juntos. Acabamos nos desencontrando depois de guardar as tralhas no guarda-volumes, e só nos veríamos novamente no final da prova.

Aquecimento rápido, eu, o Fábio (Leia o relato do Fábio aqui) e o Tonicão, e dali cada qual foi para o seu pelotão de largada. Eles seguiram para o Quenia, e eu fiquei no azul, e o Edson largaria um pouco atrás de mim.
A largada pontual, mas com o congestionamento normal das corridas com um grande número de participantes. E logo nos primeiros metros, acho que um erro da organização em colocar um grande buraco em obras, logo de cara, e ainda numa prova noturna. Enfim, atenção redobrada, e passei sem maiores percalços, mas soube de corredores que acabaram caindo e se machucando.

Correndo com Fé!

Correndo com Fé!

Sai num ritmo satisfatório, mas no primeiro Km tive a impressão de que havia ido muito lento. Foi mais impressão, mas segui evitando ficar olhando a todo instante no relógio, escondi o visor do relógio, e segui tentando estabelecer o ritmo certo, de vez em quando dava uma olhadinha, e no km 3 vi que havia conseguido manter o alvo de 5:00/km até ali, e fui assim até a metade da prova, quando o ritmo começou a cair um pouquinho. O Edson acabou me passando, e ainda tentei pegar seu pique para melhorar meu tempo, mas ele seguiu com todo gás. No km 8 uma subida não esperada, e nem tão acentuada assim, mas que colocou em prova a resistência final, o ritmo caiu bem, mas foi legal fazer um último km rápido para recuperar o tempo perdido. No balanço final, cheguei 1m40s acima do tempo almejado, que era de 50 minutos, mas fiquei satisfeito com o retorno, e da oportunidade de correr mais uma na faixa, por conta da Líquido. Aliás, a camiseta da prova é muito bonita, e a medalha, apesar de não ter data nem especificação da distância, também.

E que venha a próxima, no domingo que vem já tem a 18ª Corrida Líquido Corpore Centro Histórico, também na faixa, de outra promoção no Facebook!