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Correndo no Cartão Postal

Vista da Rampa de Paraglider em Poços de Caldas

Vista da Rampa de Paraglider – Poços de Caldas/MG

O ano nem bem começou e já tive oportunidade de treinar nos dois mais belos lugares por onde já corri: Poços de Caldas e Rio de Janeiro.
Poços de Caldas tem uma das mais belas vistas do alto do Morro do São Domingos. Tanto para o lado da cidade, como para o lado de trás, de onde se avista toda imensidão da Mantiqueira Mineira. Se a Volta ao Cristo é famosa pela dificuldade de subir a serra, a beleza que se vê lá de cima compensa todo esforço. Vou incluir mais treinos por lá nas minhas próximas idas a Cidade das Águas Sulfurosas.

No dia 14 tive uma viagem de trabalho para o Rio. Pude pela primeira vez treinar no mais belo cartão postal brasileiro. Só tinha corrido ali em provas, na Meia-maratona Internacional em 2011 e na Maratona Cidade do Rio de Janeiro em 2012. A lembrança do Aterro do Flamengo era de dor e superação do trecho final das provas. Mas dessa vez pude então simplesmente correr e curtir, tendo o Pão de Açúcar de um lado e abençoado pelo Cristo Redentor do outro. Muito grande o número de atletas treinando e assessorias esportivas ali montadas, em plena terça-feira às 7 horas da manhã. Foi um ótimo treino, e que deixou aquela vontade de “quero voltar”.
Em Poços estarei dia 27 de Janeiro para minha 3ª participação na Volta ao Cristo. Para o Rio de Janeiro ainda falta planejar. Quem sabe em julho.

Meia do Rio

Ano passado eu estava lá, fazendo minha primeira e única, até agora, meia-maratona. Correr no Rio de Janeiro é algo que todo corredor deve ao menos uma vez na vida fazer. A paisagem, o clima, as pessoas, tudo gira num ritmo diferente, sem falar na frase clichê, de que você corre no cartão postal.
Um 100 Juizo com a Turma da Embraer.
Tive a oportunidade de ir com a turma da Embraer, convidado pelo mais que amigo Paulo Marques, e viagem foi capitaneada pelo amigo Sergio Freitas, que cuidou de tudo, desde o transporte, a hospedagem, e praticamente só tive que ir lá e correr. E acho que fui bem terminei com 1h54m.
Esse ano não vou, já corri no Rio em julho a Maratona inteira, então só me resta desejar aos amigos corredores, companheiros de 100 Juizo, do Face, e todos que irão desafiar os 21k, que possam superar suas metas e que tenham uma ótima prova, e tragam no coração a bela lembrança de ter corrido na Cidade Maravilhosa.

Maratona do Rio 2012

Minha Maratona começou logo na chegada ao Rio, e achei que minha garganta estava irritada, na dúvida se seria a gripe que me rondava a dias, ou era psicológico por conta do desafio, tomei uma aspirina e acordei melhor e disposto para correr a prova pela qual me preparei durante todo o semestre.
Fui pro busão na madrugada, e ai começou a primeira batalha: O motorista levou a gente pra largada da Meia, e disse que era pra lá que mandaram ele nos levar e não iria pra nenhum outro lugar. Começou uma rebelião, com ameaças de jogar o motorista pra fora e alguém assumir a direção. Sentindo o perigo, ele resolveu nos levar pro Recreio, mas não sabia bem o caminho, mas sempre tem alguém que conhece e guiou. Chegando lá o motorista trancou as portas e disse que só abriria se pagassemos a diferença, pois mandaram ele ir pra um lugar, e ele foi pra outro, e não seria reembolsado ou sei lá o que. Nova revolta, com ameaças de sairmos do ônibus pelas saidas de emergência, e finalmente o cara abriu. já eram 7h15, foi o tempo de colocar minhas coisas no guarda-volumes, e me preparar para largada. Não achei ninguém da 100 Juízo, mas encontrei o Rogerio Carvalho Lelão, grande amigo de treinos de Ribeirão, e fomos juntos.
O Rogério me levou bem até o 28k, dali em diante, o cansaço da gripe me pegou. Não tive dores, não tive caimbras, só tive cansaço da gripe mesmo, estava derrubado, e dali pra frente foi uma batalha, mas tinha colocado na minha cabeça que não andaria, e consegui ir assim até o 30 e poucos, e dali em diante, a cada posto médico que passava, eu olhava, desejando que me chamassem para atendimento, mas, se não me chamaram é que a aparência não estava tão ruim. Fui intercalando caminhadas e trotes até o final, e assim cheguei, esgotado, meu tempo foi maior que em SP: 4h49, mas com a alegria de ver a Paula Fortaleza, a Ana Luíza Araújo, o João Fortaleza de Araújo e Adriana Fortaleza, a família toda, essa Fortaleza toda, comemorando e incentivando e me dando forças na minha chegada.
De noite e na segunda tive febre, mas ainda deu pra passear na cidade maravilhosa, aproveitando o feriado paulista de 9 de julho.
Valeu pela experiência, pelo aprendizado, e que deveria ter respeitado a gripe. Mas se eu não fosse correr também, e a gripe não viesse, ficaria uma sensação de amarelão. Enfim, foi como tinha que ser, e ano que vem eu melhoro isso.