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Dia dos Pais: 18ª Corrida do Centro Histórico

A galera de São José dos Campos estava grande.

A galera de São José dos Campos estava grande.

Filho de pai corredor, tem que esperar a corrida acabar para dar seu abraço. Meu dia hoje começou cedo: 4h15 da madrugada já estava me arrumando de pé para mais uma corrida na Terra da Garoa com os amigos. Mais uma vez presenteado numa promoção do Facebook pela Líquido, dessa vez o bonde da 100 Juízo seria com o Fábio (Relato do Fábio), o Tonicão, o Elias e o Giovani. Os outros amigos encontraríamos por lá. Ainda imaginava dar mais um cochilo durante o trajeto, mas com esses companheiros é impossível: e tome risada pela viagem tranquila e rápida.

Chegamos cedo no Centro Histórico da Capital Paulista, ainda juntos com a organização da prova, que ainda estava montado o local. A prometida garoa não apareceu, mas a manhã estava bem fria, e os “moradores” da Praça da República nem se incomodavam, ainda, com a movimentação diferente, e seguiam embrulhados em suas “tocas”.

O Grande Maestro José Eduardo Martins!

O Grande Pianista e Professor José Eduardo Martins!

Café para acordar, e nos encontramos com o resto da turma, que estava grande com a “Tropa de Elite” arrebanhada pelo amigo Mineiro para correr com a Líquido.
Se no dia dos pais não pude dar um abraço no meu pai, pude encontrar seu amigo, o Pianista e Professor José Eduardo Martins (Conheça seu blog aqui) e abraçar esse ilustre corredor. Já estivemos várias vezes na mesma prova, inclusive na minha primeira São Silvestre em 2009, mas foi a primeira vez que nos encontramos.

Os preparativos pré-prova (guarda-volumes e banheiro) acabaram tomando mais tempo, por sorte conseguimos uma brecha para largar na frente, logo atrás do pelotão de elite, mas sem o devido aquecimento, porém o grande número de corredores fez a prova começar muito lenta. Largamos na Ipiranga e viramos na São Luis em ritmo de aquecimento. Na Rua Maria Paula fecharíamos o primeiro km com altos 5:56. Seguimos juntos, eu, o Fábio e o Tonico, um abrindo caminho para o outro, logo o Wagner, que está contundido, e correndo num ritmo mais baixo do que o seu normal, passou a puxar a turma. Seguimos a esquerda na Brigadeiro Luiz Antonio, mas nesse trecho ela não bota medo como na São Silvestre, seguindo até a primeira volta, fazendo o retorno passando pela Senador Feijó, Quintino Bocaiuva, Riachuelo e voltando para Brigadeiro, já fazendo no segundo Km um pace desejado de 4:52.
O percurso é muito bonito, e vale a pena ficar atento aos prédios históricos que vão passando.

Voltando pegamos o Viaduto Dona Paulina, aonde encontraríamos o Ricardo Mourão, identificado

Wagner de laranja puxando a fila dos 100 Juízo

Wagner de laranja puxando a fila dos 100 Juízo

de longe com a camiseta alusiva do “Treino de Aparecida”, e passamos juntos pela Praça João Mendes, virando no Tribunal de Justiça e seguindo em direção a Praça Clóvis Beviláqua. O terceiro km foi ainda melhor 4:36, seguindo firme na cola do Wagner, o coelho de elite. Mais ou menos nesse ponto, um portal registrava o momento e postava instantaneamente no Facebook, muito legal, e ficou o registro da nossa que continuava junta: Wagner, eu e o Fábio.
Passamos pelo Patio do Colégio, local aonde a cidade nasceu, e resgataram lembranças da minha infância na capital. Viramos na Libero Badaró e seguimos ao Viaduto do Chá.
Muito legal também o som do rock tocado pelas bandas estrategicamente colocadas ao longo do percurso, ecoa pelos prédios, e ajuda a manter e até a aumentar o ritmo, e assim segui firme, na cola do Wagner, que experimentava uma corrida diferente, correr devagar, mas para mim estava forte, e continuei conseguindo manter. Passamos pelo Viaduto do Chá, viramos em direção Largo da Memória e retornamos na Praça Dom José Gaspar, fazendo uma volta e retornando Rua 7 de Abril, e fazendo nova volta em torno do imponente Teatro Municipal. A essa altura, já passados 6km de prova, fiquei somente eu na cola do Wagner, e perdi o Fábio de vista. Voltamos pelo Viaduto do Chá, agora em direção a Santa Efigênia, e quase defronte a Igreja, viramos na Rua do Seminário, aonde relembrei do Restaurante Fuentes, aonde meu pai nos levava para comer uma deliciosa Paeja, mais lembranças da infância, e mais uma voltinha passando pelo Largo do Paissandu e retornando para Santa Efigênia, ao som de “Welcome to the Jungle” tocada por uma banda rock só de mulheres. Se no km 7 o pace foi de 5:06, ele seria recuperado no 8º, voltando a casa dos 4:45. Só faltava retornar a Avenida Ipiranga e voltar ao ponto de partida, mas ainda restava um último cotovelo na Avenida São João. O relógio marcou os 9km com 44m20s, mas ainda restavam 450m, que deram de diferença entre a distância oficial e a registrada pelo GPS.

Chegada!

Chegada!

Depois da conferência no mapa, vou ficar com o GPS, e fechei 9,450km em 46m23s, o que teu um pace médio de 4:54/km. Do jeito que eu gostaria que fosse e que enche de satisfação pois estava ali somente para me divertir, e foi exatamente o que aconteceu, me diverti com meus amigos, fazendo o que gosto, na cidade aonde nasci e num percurso histórico e que ainda me trouxe boas lembranças. Depois disso só faltava mesmo voltarmos bem para casa, para receber o abraço da família e termos nosso merecido almoço do Dia dos Pais.

 

Night Run Special Edition SP – 2013

O retorno às provas, pós Maratona, não poderia ter sido melhor. Ganhador de uma promoção da Líquido, juntamente com vários amigos, fizemos uma caravana rumo a USP, para participar da badalada corrida em comemoração aos 10 anos da O² e também pelos 120 anos da Politécnica.

A galera de São José dos Campos na Night Run!

A galera de São José dos Campos na Night Run!

Turma animada e uma grande risadaria com as tiradas no poeta e agora estilista de moda para corredores, Tonicão, que sempre tem um verso na ponta da língua para alegrar os corredores: “Correr com os amigos também é vitória”.

Chegamos cedo, e o local me trouxe lembranças da Maratona de São Paulo do ano passado, a primeira e “melhor” (ou seria menos ruim) participação na distância, mas dessa vez estava ali na USP para correr somente 10km, e na expectativa de avaliar minhas condições pós contusões.

A Night Run é uma balada muito legal, com clima de festa, muito bem organizada e com um

O discípulo do Corredor do Apito: meu sobrinho Rafael.

O discípulo do Corredor do Apito: meu sobrinho Rafael.

clima futurista, e enquanto ainda não tinha a muvuca de gente, que ainda estava chegando, encontrei meu sobrinho e discípulo Rafael e sua noiva Mayra. Seria a primeira vez que correríamos juntos. Acabamos nos desencontrando depois de guardar as tralhas no guarda-volumes, e só nos veríamos novamente no final da prova.

Aquecimento rápido, eu, o Fábio (Leia o relato do Fábio aqui) e o Tonicão, e dali cada qual foi para o seu pelotão de largada. Eles seguiram para o Quenia, e eu fiquei no azul, e o Edson largaria um pouco atrás de mim.
A largada pontual, mas com o congestionamento normal das corridas com um grande número de participantes. E logo nos primeiros metros, acho que um erro da organização em colocar um grande buraco em obras, logo de cara, e ainda numa prova noturna. Enfim, atenção redobrada, e passei sem maiores percalços, mas soube de corredores que acabaram caindo e se machucando.

Correndo com Fé!

Correndo com Fé!

Sai num ritmo satisfatório, mas no primeiro Km tive a impressão de que havia ido muito lento. Foi mais impressão, mas segui evitando ficar olhando a todo instante no relógio, escondi o visor do relógio, e segui tentando estabelecer o ritmo certo, de vez em quando dava uma olhadinha, e no km 3 vi que havia conseguido manter o alvo de 5:00/km até ali, e fui assim até a metade da prova, quando o ritmo começou a cair um pouquinho. O Edson acabou me passando, e ainda tentei pegar seu pique para melhorar meu tempo, mas ele seguiu com todo gás. No km 8 uma subida não esperada, e nem tão acentuada assim, mas que colocou em prova a resistência final, o ritmo caiu bem, mas foi legal fazer um último km rápido para recuperar o tempo perdido. No balanço final, cheguei 1m40s acima do tempo almejado, que era de 50 minutos, mas fiquei satisfeito com o retorno, e da oportunidade de correr mais uma na faixa, por conta da Líquido. Aliás, a camiseta da prova é muito bonita, e a medalha, apesar de não ter data nem especificação da distância, também.

E que venha a próxima, no domingo que vem já tem a 18ª Corrida Líquido Corpore Centro Histórico, também na faixa, de outra promoção no Facebook!