Tag Archive for hipertireoidismo

Correndo pela Vida!

Semana passada, por indicação do amigo corredor Jorge Cerqueira, conheci o blog do corretor e também corredor, Maurício Parpineli de Araujo. Não poderia deixar de comentar a sua batalha contra o câncer.
Aos 37 anos Maurício foi surpreendido por um tumor no intestino, e sua luta tem sido dura. Depois de retirado o tumor, a guerra agora é contra a metástase, e nesse momento difícil, Maurício fez uma reavaliação da sua vida e compartilha uma bela mensagem para quem quiser ler em seu Blog Corretor Corredor.
Além de bons conselhos de como devemos passar pelas adversidades da vida, ele fala também algo muito importante aos HOMENS, que temos aversão a médicos, que sempre achamos que somos imunes a doenças e que adiamos exames e consultas que deveriam ser de rotina: Cuidem de sua saúde!
O câncer de intestino é mais comum do que se imagina. Ano passado eu tive um pequeno problema intestinal e num exame simples chamado colonoscopia foram encontrados 2 pólipos, que é uma espécie de verruga no intestino. Foram estirpados no próprio exame, mas, segundo o médico, se não fossem retirados, em 2 ou 3 anos poderiam evoluir para algo pior. No meu caso, o diagnóstivo e solução se deram por pura sorte, pois vinha postergando essa consulta a tempos.
Faço minhas as palavras do Maurício, que compartilhou sua batalha e faz da sua corrida pela vida um alerta para aqueles que negligenciam a saúde: Vá ao médico, amigo!

Na geladeira

Assim como eu, o blog ficou parado. Impossibilitado de correr, mais por precaução do que por imposição, acabei me desanimando a escrever. Mas vamos aos fatos. 
Como já relatei aqui, a cerca de um ano fui diagnosticado com hipertiroidismo, uma disfunção da tireóide, que passa a produzir mais hormônio do que o necessário, e esse excesso de hormônio altera todo o metabolismo do organismo. Aceleração dos batimentos cardiácos, dores musculares, intolerância ao calor, calafrios, são alguns dos sintomas. 
Tão logo o problema foi descoberto no ano passado, passei a tomar um inibidor da Tireóide, e no mês julho, o exame apontou níveis normais do hormônio. Por recomendação médica, o remédio foi suspenso em setembro, e agora um novo exame deverá ser feito. Porém, após 1 mês sem remédio, não sei se por motivos pscicologicos ou reais, voltei a sentir os sintomas do hipertireodismo, nada grave, mas na minha corridinha normal, já achei que os batimentos estavam alterados, e por precaução suspendi os treinos até que o exame confirme ou não a doença, quando passaremos a outra etapa do tratamento. 
O resultado só sai na semana que vem, até lá, se eu aguentar, fico na geladeira, aguardando o resultado, para voltar o mais rápido possível para as ruas, pois os sintomas de ficar sem correr também são ruins. 
Espero estar em forma pro Ataque ao Cume II, no dia 28/10, quando iremos repetir o treino feito no ano passado, partindo de uma altitude de 1650m no centro de Campos do Jordão para os 2030m do Pico do Itapeva, num percurso de 10,5km, cheio de desafios, subidas, mas com uma das mais belas paisagens da região, e com direito de, no final, lá de cima, avistar 15 cidades do Vale do Paraíba, ou pros corajosos, um mergulho no lago que tem lá em cima!
Pico do Itapeva no Ataque ao Cume I – 2011

A Frequência do Corredor

Quando você começa a correr, começa a conhecer seu corpo, seu tipo de pisada, seus ritmos cardíacos, sua pressão, e tudo ligado a atividade. Nas planilhas os treinos vem com a porcentagem do BPM (batimentos por minuto) que se deve atingir em cada tipo de atividade.
Assim comecei eu, sem me preocupar muito com isso, mas logo ganhei um Monitor Polar da esposa, e passei a me viciar nos meus números.
E todo esse controle ajuda na evolução e no desenvolvimento do corredor, mas comigo acabou ajudando numa outra coisa.
Em 2011 passei a usar a Planilha de Corridas do Fábio Namiuti, e a ter um melhor controle dos meus treinos, dos meus ritmos e frequência cardiáca. E comecei a notar que, meus Batimentos estavam aos poucos ficando mais acelerado que o normal, mas nada que até então me preocupasse.
No mês de agosto de 2011, o que não me preocupava, passou a preocupar, qualquer trote e os BPM chegava a 180, e isso veio acompanhado de insônia, tremedeiras após os treinos, e sintomas estranhos.
Como faço anualmente, voltei ao cardiologista, e os exames do coração deram normais, mas no sangue foi encontrada uma disfunção da tireóide, o hipertireoidismo, que é quando a glândula, localizada no pescoço, passa, sem explicação, a produzir mais hormônio do que o normal, e esse excesso faz o organismo trabalhar desregulado e acelerado.
E fui proibido de correr até que voltasse a níveis normais.
Em outubro comecei o tratamento com um endocrinologista, e somente no final do ano os hormônios voltaram a níveis normais, quando fui liberado para meus treinos. A tireóide passou a ter altos e baixos, hora trabalha demais, aumenta o remédio e ela trabalha de menos, o hipotireoidismo, diminue-se a dose, e ela volta a ser hiper. Bom, agora ela está controlada, e dentro de 1 mês devo interromper o remédio, e fazer novo exame de sangue para ver como ela reagiu.
Mas o interessante é que, com o resultado em ordem, voltei ao cardiologista, e a recomendação que ele me deu foi para guardar o Polar na gaveta e corresse sem preocupação de tempos, de ritmos, de paces, etc. Tirasse da atividade somente o prazer de correr. Eu entendo o que ele quis dizer, mas ao mesmo tempo, sei que, se não tivesse o conhecimento do meu corpo e dos meus ritmos, poderia ter demorado mais para detectar os sintomas que me atacavam.
Continuo correndo com o monitor, mas, pelo menos uma vez na semana, faço um treino livre de equipamentos, correndo somente pelo prazer que a atividade me proporciona.