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Correndo em busca da mandala da Oscar Running Adidas em Taubaté

Focado no objetivo

Focado no objetivo

Está aberto o Circuito Oscar Running Adidas com a Etapa Taubaté. Já havia participado dessa prova no ano passado, que, como todas as provas organizadas pela Avatar, prezam pela qualidade, organização e respeito aos seus atletas. Se a Corrida de Rua virou comércio, os organizadores devem tratar bem seus clientes, e é isso o que a Avatar tem feito, sempre escutando os corredores e melhorando naquilo que é possível, e tem sempre melhorado a cada ano.

Acordar de madrugada no domingo para correr é para os fortes e foi assim que seguimos cedo para Taubaté, com e incumbência de montar a Tenda (o puxadinho) para o Malucos do Asfalto que estariam presentes nessa primeira Etapa do Circuito.

Dessa vez, troquei a camiseta da 100 Juízo, para prestigiar o meu amigo Mineiro, com as camisetas novas de sua futura Assessoria. Farda de Elite, responsabilidade de correr forte. E foi assim que fui para um aquecimento rápido, antes de me alinhar para largada.

Partida pontual e tranquila, e como sempre alguns corredores atabalhoados, querendo dar tudo de si, nos primeiros 100 metros, sendo que ainda faltariam 9.900 metros a correr, para alguns 5, mas tem que saber dosar o ritmo, pois essas pernas farão falta lá no final.

Manhã agradável de sol, bem diferente da chuva de 2014 e segui tranquilo dentro da meta de pace entre 4:45 e 4:50. Logo encontraria o mano Solito, que me acompanharia em quase metade do percurso. Morador local (mais precisamente de Tremembé), o Solito conhece os “atalhos da pista”, ou melhor, aonde o bicho pega. E ele pega mesmo lá pelo km 5, no final da Rua Marrocos, aonde uma serie de descidas e subidas quebram o ritmo. Cheguei na metade da prova com 24 minutos e repetir o tempo na volta me colocaria dentro do que estou proposto para os 10k, correr sempre abaixo de 50 minutos, e foi ali no último aclive que deixei meu parceiro pra trás, e tentei não cair no ritmo da volta.

Encontraria um novo parceiro de ritmo, o José Luis Nunes, que seguia na

Satisfação de chegar.

Satisfação de chegar.

mesma passada que a minha, e fomos boa parte do sobe e desce da volta lado a lado. O km 8, com a última subida da Rua Prof. Ernesto, seria o único com pace alto, 5:15, mas sem desanimar, recuperei o ritmo, e dando a volta no Estádio Joaquinzão retomei a faixa de 4:50. Uma mudança de última hora no percurso, ainda colocaria duas subidinhas chatas no km final, mas, já sentindo a vibração  da chegada próxima, parti para o sprint final, com alegria, apitando e recebendo a saudação da galera, e fechando a prova com o tempo de 49:05.

Primeira medalha do semestre no peito e a primeira da Mandala do Circuito Oscar, que pretendo buscar nas outras 4 provas que restam (São José, Mogi, Guaratinguetá e Caraguá), se Deus e as pernas assim permitirem.

VII Corrida de Eugênio de Melo – SJC/SP

Normalmente participo de uma corrida por mês, mas agosto tem sempre muitas provas e como no ano passado, fiz três provas no mês. Depois de ter ficado feliz com meus resultados em São Paulo na Night Run e na Corrida do Centro Histórico, a Corrida de Eugênio de Melo seria a oportunidade de sentir que realmente já estou “bem” recuperado.
Eugênio de Melo é um distrito de São José dos Campos e a corrida, que está na sua 7ª edição, comemora o aniversário do distrito, que completa 136 no dia 31.
Dessa vez fui com o mano Maurílio, que em preparação para São Silvestre, participou de sua primeira corrida na distância dos 10km, apesar de já ter cumprido essa distância várias vezes em treinos.
Chegamos cedo no Centro Esportivo, local da largada, e a barraca da 100 Juízo, pra variar, já estava animada. É sempre bom reencontrar os amigos de treinos e provas, dar um reforço no Café da Manhã com o bolo de fubá da Dona Marlene Andrade, e pegar algumas informações sobre o percurso, que teve alteração em relação ao de 2012. Já ciente de que as subidas e descidas do caminho, a meta era cumprir os 10k em 50 minutos, como fiz no ano passado, e foi com esse pensamento que segui para largada depois de um rápido aquecimento.

"Milagres acontecem quando a gente vai a luta" - OTM

“Milagres acontecem quando a gente vai a luta” – OTM

As ruas do bairro ficam estreitas para mais de 1000 corredores passarem, mas mantendo a atenção e controle deu para manter um bom ritmo no começo da prova, e consegui manter o ritmo alvo até metade da prova, quando passei no km 5 com 24m13s. Ainda sonhei em buscar o tão sonhado “split negativo”, mas naquela altura o sol já estava forte e os trechos de subidas são mais fortes no final. Tentando manter a média de 5:00/km, sem deixar subir muito disso achei que era hora de ligar o som, para tentar turbinar as passadas com O Teatro Mágico, e ao ouvir na faixa Transição: “Milagres acontecem quando você vai a luta”, achei até que dava. O “split negativo” não veio, mas consegui chegar no final feliz e dentro da meta: 50m17s.

A alegria do Maurílio em completar sua primeira prova de 10km

A alegria do Maurílio em completar sua primeira prova de 10km

Peguei minha medalha, tomei uma água e voltei até o km 9 para ajudar o amigo Maurílio a terminar sua prova, e tome novamente a subida e a virada para reta final, ali forcei o mano a aumentar seu ritmo, para passar forte, e fechar bem sua primeira corrida de 10km com 1h11m22s (número cabalístico). Está no caminho certo, e para os 15km falta pouco, e eu que pretendo acompanhá-lo nesse desafio também vou pegar firme para chegar bem no final do ano.

Algumas considerações sobre a Corrida:
Muito bem organizada como sempre, entrega do Chip e Número de peito sem atropelo. O local de concentração do Centro Esportivo de Eugênio de Melo é muito legal e teve ótima participação das equipes e atletas, e um percurso bem bacana, com ótimas variações.
A medalha muito bonita também, mas minha crítica fica com relação a falta da camiseta. Não participo de corridas por causa da camiseta, mas ela é uma propaganda da corrida e da cidade, e os corredores usam com orgulho as camisetas das provas que participaram.
Acredito que não seria difícil buscar um fornecedor para essas camisetas, que exibiriam sua marca, afinal se a cidade tem um Circuito de Corridas, não tem nenhuma empresa interessada em patrocinar?
E ainda, no “kit pós prova”, uma imensa sacola da Gamaia, praticamente vazia com o sanduba, suco, barrinha e maça lá no fundo, a meu ver é uma propaganda negativa, vai pro lixo, com sorte pode até ser reciclada, mas é um desperdício. Se não tinham nada para dar, colocassem ao menos um vale desconto, na pior das hipóteses alguém poderia ir na loja comprar alguma coisa.
Bons treinos e até a próxima.

Leia aqui o Relato do Fabio Namiuti

15K de Barueri

Enquanto vemos muitas reclamações pelos aumentos abusivos nas corridas de rua, vou seguindo o mesmo caminho que deu certo em 2012, só correndo com inscrição que ganhei em promoções ou garimpando as provas gratuitas.
Em 2012 tivemos essa grata surpresa em Barueri. Uma prova de 15k (com opção de 5k), inscrições grátis, muito bem organizada e com respeito ao corredor. Organizada pela Prefeitura de Barueri em comemoração ao aniversário da cidade, é uma forma de fomentar o esporte e levar oportunidade e incentivo para quem quer fazer uma atividade saudável.

Menos numerosa dessa vez, mas não menos animada.

Menos numerosa dessa vez, mas não menos animada.

Então, se fomos bem tratados em 2012, voltamos em 2013. Dessa vez a 100 Juízo foi com uma comitiva menor (ano passado lotamos um ônibus), mas não menos animada. “Doze corredores e um destino”, cada um com seu objetivo em mente. Bom corrigindo: Onze corredores e uma corredora, nossa amiga Vanda foi a única representante feminina da nossa turma.
Saímos cedo e sem problemas, e chegamos no local da prova, o Ginásio Poliesportivo José Correa dentro do horário previsto. As ruas no entorno já estavam fechadas, mas valendo-se do bom senso, os guardas de trânsito liberavam a passagem para quem iria correr. Diferente do que aconteceu na véspera na Night Run (Não fui, mas o Mineiro, que correu, contou), ao invés de facilitar o acesso eles dificultam, e muita gente, repetindo o que aconteceu na prova noturna do ano anterior, perdeu a largada, dado o trânsito da marginal aonde aconteceu a badalada corrida.
Retirada do chip e número de peito foi rápida, com tempo suficiente para cumprimentar um grande número de amigos corredores., que vemos mais pelo Facebook, e nessas provas temos a oportunidade de encontrar.
A largada foi pontual, com queima de fogos, que esse ano foi mais modesta. Saímos juntos, eu, o Fábio Namiuti e o Edson Pontes, firmes no ritmo 5 x 1 até mais ou menos o km 3, aonde o trecho beira o poluído e mal-cheiroso Tietê, ali me desgarrei um pouco dos companheiros. Seguindo na minha meta de baixar o tempo de 2012 (1h18m45s), e com o desejo oculto de fechar em 1h15. Sabia que para isso teria que chegar nos 10K com menos de 50 minutos, e fui no ritmo, que em virtude dos aclives do percurso e do sol, que estava ausente mas resolveu aparecer, caiu alguns segundos.
Cheguei na placa de 10K com 51m30s (1m30s acima do tempo desejado). Para cumprir a meta teria que manter os mesmos 5×1 nos 5km finais. Apertei o passo, e ainda tentei ir um pouco mais rápido, pois se ainda quisesse bater 1h15, teria que me superar.

Mas correr mais rápido não significa deixar de se divertir, e passando por um campo de futebol, aonde acontecia uma animada peleja, times uniformizados e até juíz, deve ser de algum campeonato municipal de várzea. Usei o apito e apitei uma falta, o jogo parou, e os jogadores olharam para o juiz perguntando o que ele havia marcado, apertei o passo rindo por dentro, e aumentei a velocidade, vai que algum jogador identifica o Corredor do Apito brincalhão.

Voltar a passar na beira do fetido Tietê, é um incentivo a mais para correr rápido e sair logo dali. No trecho final ainda fiz uma confusão com as placas, pois haviam as do percurso de 5 e de 15, e achei que faltava 1km quando na realidade era 1,5. Isso também contribuiu para que eu corresse mais, vislumbrando o tempo recorde desejado, mas ao avistar a volta que ainda faltava fazer, mentalmente vi que fecharia com 1h16s, e foi o que consegui: Tempo oficial 1h16s29s, novo Recorde Mundial Pessoal na distância (2m16s mais rápido que em 2012).

Chegando e Apitando

Chegando e Apitando

Pose para foto do Mineiro (que correu 2 provas em menos de 24horas – 5K na Night Run e os 5K em Barueri, terminando a tempo de fotografar a turma).

Dispersão tranquila, medalha bonita (poderiam caprichar mais no design, que impresso na camiseta ficou incompreensível, e colocar a data), e um kit bacana.

Tempo para cumprimentar os que já chegaram e acompanhar a chegada dos amigos que ainda cumpriam suas metas.

Galera reunida, os Onze Corredores e a Corredora, com seus objetivos cumpridos e com a certeza de termos passado uma manhã agradável, fazendo aquilo que gostamos.

Ano que vem a gente volta.

Vicio

Eu tenho um vício, um vício saudável: Corrida de rua é a minha droga.
Acho que como em qualquer atividade que você desenvolva, saber dosar e manter o equilíbrio é fundamental para que ela seja realmente saudável.

Por isso a certeza de que meu vício só me trouxe saúde e melhora na minha qualidade de vida, e que não tenho que esconde-lo de ninguém: Gosto de correr e gosto que os outros saibam disso. É uma forma de disseminar meu vício e influenciar outros a também adotarem hábitos saudáveis.

As vezes é engraçado você saindo cedo para correr no domingo e a alguém falar: “mas hoje é domingo, não precisa correr”. Como assim? Eu não preciso mesmo de correr dia nenhum, corro por prazer, e esperei a semana inteira por esse dia. Se não tem prova, o domingo é o dia do Longão, aonde vou ir mais longe e até para lugares aonde nunca fui. Aproveitar melhor a manhã de sol ou de chuva, correr tranquilo pelas ruas, podendo me preocupar “menos” com os motoristas apressados da semana.

Seria mesmo melhor passar o domingo sentado na frente da TV com uma lata de cerveja na mão? Porque antes era assim. E cada qual segue com seus vícios, alguns as escondidas, e se tem que esconder, é porque sabem que não é algo bom.

Depois de 4 anos viciado em corrida de uma coisa eu tenho certeza, como disse o poeta, hoje sou muito melhor do que eu mesmo quando não corria.

2ª Corrida de Verão 100 Juízo & Tribe of Runners

Quando for fazer algo na sua vida, não faça o que for possível, mas sim o seu melhor, ofereça aquilo que tem de melhor e depois colha os resultados. E foi isso que toda Equipe 100 Juízo & Tribe of Runners fez. Ofereceu o seu melhor e o resultado foi uma corrida sem precedentes. Falhas houveram? Claro que sim, mas nada que comprometesse o evento, e que serão levantadas e corrigidas.

O prestigio da presença dos amigos Vicente Sobrinho e Antonio Colucci

O prestigio da presença dos amigos Vicente Sobrinho e Antonio Colucci

E assim o domingo do dia 24 de Fevereiro foi marcado por uma grande festa dos corredores do Vale do Paraíba que prestigiaram nosso evento realizado no Clube da Sabesp em São José dos Campos. Começou cedo, cheguei ao local as 6 da manhã, e mais acompanhando o andamento dos últimos preparativos e dando uma força aonde precisava. Confesso que trabalhei mais nos preparativos pré-prova, naquilo que me acho mais apto a fazer, mas estava ali também dando o meu melhor para o que fosse necessário.

E a corrida foi chique, com direito a café da manhã, num oferecimento das nossas voluntárias, e ações que não se vê sempre por ai, como distribuição de RedBull, massoterapeutas, stand da New Balance, entre outras coisas que a gente só tem nas corridas tops por ai, ou seja, foi bem chique.

Pra se ter uma idéia, a largada foi disparada pelo apito de ninguém menos que o Corredor do Apito, bom, menos né, mas pra mim foi uma tremenda honra apitar para galera começar a correr. E foi assim que a corrida começou pra mim, apitei, esperei todos largarem e sai na minha, sem pretenção nenhuma de baixar tempo, mas queria correr e me divertir. Tanto é que só lembrei de disparar o relógio, quando já estava saindo do clube e entrando no trecho urbano da prova, que foi fechado pela Secretária de Trânsito para dar maior segurança aos participantes.

Correndo e apitando.

Correndo e apitando.

Diante disso, larguei mão de tempo, e simplesmente fui me divertindo ao longo do caminho. No retorno no Urbanova avistei o amigo Fábio Namiuti bem a frente, e coloquei como meta alcança-lo. Fui tentando alcança-lo, mas por 3 vezes meu tênis desamarrou. Ao chegar próximo a entrada do clube, finalmente alcancei o Fábio, e pudemos terminar a prova juntos, do jeito que eu gostaria de ter chegado na Maratona de São Paulo ano passado, lá não deu, minhas pernas acabaram antes, mas aqui fiz questão de chegar com o amigo, e saudá-lo na chegada da Corrida da qual ele foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso.

Foi curtinha, mas cansou.

Foi curtinha, mas cansou.

No final uma tremenda festa e a satisfação de que demos o nosso melhor, e a ver pelos comentários pós-prova, e que vão replicando pelas redes sociais, realmente foi um tremendo sucesso.
No blog do Fábio Namiuti tem um relato mais completo e preciso, como tudo que o corredor best-seller faz: clique aqui para ler.

Gostaria de fazer um agradecimento especial aos nossos apoiadores Grupo Cauana Comercio de Frutas, na pessoa do meu amigo e irmão Marcelo Souza, que nos abasteceu de frutas. Ao Maurício Roberto Tomé da Foot Company,

A medalha

A medalha

que patrocinou as medalhas antes de saber que ficariam tão bonitas. Ao Vicente Sobrinho e a Revista Contra Relógio, a M&F Eventos, a Run With Us Assessoria Esportiva, a Secretaria de Transportes e a Secretaria de Esportes de São José dos Campos, ao Vereador Robertinho da Padaria, a Associação Sabesp, a RedBull, a MRV, a SNC – Sports Nutrition Center, ao Antonio Colucci pela presença e se eu esqueci de alguém, favor me avisem que eu atualizo o post.

Merecido Troféu!

O Merecido Troféu!

E Parabéns a todos os envolvidos na organização, não vou nomear pois com certeza vou esquecer de alguém! Mas esse troféu foi mais do que merecido a todos!

XXXI Volta ao Cristo – Poços de Caldas

E a tão esperada Volta ao Cristo chegou. Desde que corri a primeira vez em 2011, retornei ano passado, e agora novamente. Essa prova vai fazer parte do meu calendário permanente de corridas, e como já escrevi aqui, todo corredor deve faze-la pelo menos uma vez.

Esse ano tive a oportunidade de não só de correr, mas de ser o cicerone dos amigos Fábio Namiuti e Luis Carlos Cândido na bela e aconchegante Poços de Caldas. Tenho certeza que eles não tinham a menor ideia do que esperava por eles lá, em todos os aspectos, e foi muito legal ver a surpresa e reação.

Tinha 100 opções, mas apesar de 100 Juízo ficamos na tradicional.

Tinham 100 opções, mas mesmo 100 Juízo, ficamos na opção tradicional.

Na véspera fizemos o passeio tradicional pelo centro da cidade, praças, e na 3 Canários, dentre uma variedade de 100 sucos diferentes, tinha até um Refresco Rosa, mas ficamos mesmo com a tradicional “A Moda da Casa”, sem querer fazer propaganda, mas a jarra de 1 litro da vitamina que leva 6 frutas na sua receita, custa R$ 5,90. Pelas bandas de cá, por esse valor tomaríamos somente um copinho e com menos frutas também.

Não recomendo a ninguém que não conheça a prova, a subir na véspera o Cristo pelo percurso da corrida, mesmo de carro ou moto. Mas se a vontade for tamanha, que o faça de bondinho, e para minha surpresa, os valores para subir foram ajustados a níveis populares. Muitas vezes voltei para trás ao ver o preço para o passeio, dessa vez subimos para alegria dos corredores turistas. Ótima iniciativa, que só faz valorizar e tornar acessível o turismo na cidade.

Depois do city-tour voltamos ao Quisisana, aonde fizemos um Quisi-tour. Quem conhece, sabe do que estou falando, e os amigos não tiveram nem a oportunidade de conhecer tudo. Mas aproveitamos bem do que precisávamos. A piscina e o ofurô de água sulfurosa. Depois do ping-pong e sinuca, jantar de massas e cama.

No domingo cedo, seguimos para o objetivo que nos levará a estar ali, a XXXI Volta ao Cristo. Como nos últimos dois anos, minha amiga e companheira de treinos, a veteraníssima Alda seguiu conosco, dessa vez ela declinou a correr, mas não perderia a largada por nada.

Esse índio marcaria meu ritmo no final da prova.Crédito: Antonio Colucci

Esse índio a carater marcaria meu ritmo no final da prova.
Crédito: Antonio Colucci

A Volta ao Cristo é uma corrida pra lá de especial. Tem uma atmosfera diferente, e a quantidade de amigos que encontramos é sem tamanho, e vou fazer como o Fábio Namiuti, se for citar algum, muitos ficarão de fora, mas todo esse astral contribui para sentir-se bem para o que vem pela frente.

Havia feito muitas teorias e simulações de como enfrentar as 4 etapas da prova (trecho plano, subida, descida e plano de novo) e durante as férias em janeiro fiz 2 subidas ao Cristo, que me ajudaram a ficar com o percurso na cabeça. Gostaria de conseguir subir sem andar, mas depois que a Maria Zeferina Baldaia, que ficou em 2º lugar na prova, nos confessou que foi a primeira vez que ela não caminhou na subida, em 7 participações, quem sou eu para querer fazer tudo correndo. Apesar que tenho certeza que não acompanharia o caminhar dela nem correndo a todo vapor.

Nosso script inicial estava saindo direitinho, mas ao avistar a subida da Assis Figueiredo, achei por bem alertar meus companheiros: “Esqueça tudo que planejamos, a partir de agora quem manda é a Montanha!”. Não sei se serviu de estímulo ou desânimo, mas a verdade é que nós a desafiamos, mas quem manda é ela. No posto de água no final da avenida e começo da estrada do Cristo o Fábio diminui seu ritmo e fui seguindo com o Luis, até onde imaginei mesmo que iria conseguir ir correndo, e em determinado momento as pernas passaram a andar naturalmente. O Luis seguiu em seu trote, e fui alternando caminhadas e corrida nos trechos menos acentuados. E assim fui, sempre mantendo o Luis no meu campo de visão, o Fábio não veria mais até a sua chegada.

Ouvir o Hino Nacional e ver em meio a neblina a Bandeira Nacional e o Senhor Veterano do Exército que ali saúda todos os participantes, além de emocionante e incentivador, é sinal que o Cristo está próximo. Na última subida corri alcançando o amigo Luis Carlos. Seguimos juntos ao tapete, aonde o Grande Lelo, que junto a todo pessoal da Secretária de Esportes organiza essa corrida com afinco e perfeição, cuidando de todos os detalhes que eu até desconhecia, e li no blog do amigo Colucci, alertava que a descida estava muito escorregadia.

Engatei a marcha, e hidratado parti para 3ª etapa da prova: a descida. Nunca havia passado ali com tanta lama, e num primeiro momento cheguei a esquiar alguns metros, consegui evitar a queda e fui tentando manter firmeza, até sentir segurança nas passadas, e ai “sentar a bota” na descida. Foi minha melhor descida, e compensei todo tempo perdido na subida. Quando chegou no asfalto até diminui um “cadinho”, como dizem os mineiros, mas logo retomei o ritmo forte.

No bairro da Vila Rica a população saudava os corredores, e quando não o fazia eu apitava e ai era ovacionado. Achei mais uma utilidade de se correr com o apito.

O Corredor da Maraca e o Corredor do Apito. Crédito da Foto: João Brás Crédito da legenda: Fábio Namiuti

O Corredor da Maraca e o Corredor do Apito.
Crédito da Foto: João Brás Teixeira
Crédito da legenda: Fábio Namiuti

No final da prova, faltam pernas, e só a vontade de chegar te empurra, mas tive a ajuda da maraca marcando o ritmo do Índio, que correu a carater e descalço. Eu havia passado por ele no trecho de lama, mas ele já estava na minha cola, e consegui acompanha-lo até quase a entrada do Estádio, aonde a prova é finalizada, com muita alegria e agradecimento aos céus e a Nossa Senhora, que sempre corre comigo.
Das três vezes que participei, essa foi a mais difícil. Dificuldades extras, que não tive nas outras vezes, como chuva e lama, mas com a satisfação de correr com os amigos e fechar os 16km em 1h40m22s, minha melhor marca e 6 minutos mais rápido que no ano passado.

A satisfação dos corredores com a 2ª colocada Maria Zeferina Baldaia

A satisfação dos corredores com a 2ª colocada Maria Zeferina Baldaia

Ano que vem, faça chuva ou faça sol, estaremos lá de Volta ao Cristo, mas é bem provável que faça chuva, sol, chuvisco, neblina, e se bobear pode até nevar.

Adeus Ano Velho

Dois mil e doze já é passado, mas vamos ao balanço do ano devidamente registrados graças a Planilha do Fábio Namiuti:

Distância total percorrida de 1152,900 km
Tempo em minutos 7.154,52 ou em horas 119,24
Foram 115 treinos de corrida com um Ritmo médio de 6:12 min/km e velocidade média de 9,68 km/h

Pretendia correr mais, mas passei quase 14 semanas do ano parado por motivos de saúde. Praticamente 3 meses, e no final conclui apenas 14 provas, número bem modesto perto dos meus amigos de equipe, mas para mim está bom, média de mais de uma prova por mês e 3 marcas pessoas foram batidas em 2012 nessas provas:

5 km em 22m29s dia 20 de Maio na Etapa Inglaterra em São José dos Campos da Série Delta (pace de 4:29).
10 km em 48m09s dia 30 de Março na Corrida Noturna de Aniversário de Jacareí (pace de 4:48).
15 km em 1h18m45s dia 18 de Março nos 15K de Barueri (pace de 5:10).
E ainda conclui 2 Maratonas (SP e Rio), com um intervalo de 20 dias entre elas. O tempo nas duas foi aquém do meu desejo, mas foi o que eu consegui, então o tempo de SP 4h45m02s é a marca a ser batida.

Dois mil e treze chega com novos desafios e que possamos quebrar todos os nossos recordes.

Essa você tem que correr.

Existem provas que devem fazer parte do calendário de qualquer corredor pelo menos uma vez. Mesmo não sendo tão badaladas como as realizadas nas grandes capitais, nem tendo sua largada atrasada para a transmissão ao vivo no “Esporte Espetacular”, são provas que tem características peculiares e que todo corredor deve participar, seja pelo desafio de um percurso incomum, seja pela beleza desse mesmo percurso ou mesmo pela atmosfera da cidade.

A Volta ao Cristo, em Poços de Caldas, é uma prova dessas e este ano chega na sua 31ª Edição. É uma prova diferente, numa cidade linda e de clima agradável, mas com um percurso desafiador.

Sou suspeito para falar de Poços de Caldas, morei lá toda minha adolescência, e subi muitas vezes a Serra de São Domingos e seus 1.686 m de altitude, tanto pela estrada ou pela trilha que sai da Fonte dos Amores e corta a mata, chegando ao pé da imponente imagem do Cristo Redentor, que é o segundo maior do Brasil com 16 metros de altura, perdendo apenas em tamanho para o Cristo Redentor do Rio de Janeiro.

A Corrida Volta ao Cristo, acontece sempre no último domingo do mês de janeiro. E muitos corredores a evitam pelo seu grau de dificuldade aliado ao início de temporada, quando ainda não deu para se preparar adequadamente e nem se recuperar dos abusos de final de ano.

Mas vale a pena ter um réveillon mais regrado, e dedicar-se um pouco aos treinos para Volta ao Cristo, principalmente de subida.

A largada ocorre ao lado do Estadio Municipal “Ronaldão”, mas não homenageia o Ronaldo Fenômeno e sim o Ex-Prefeito da cidade, Ronaldo Junqueira. O percurso começa muito bom, plano, seguindo pela avenida João Pinheiro, e suas quaresmeiras que só deviam florescer na quaresma, mas já estão floridas, e deixando o percurso, além de colorido, fresco e bem sombreado até o centro da cidade.

Um charme da prova é a hidratação que é feita pelos escoteiros, uniformizados, e é mais um estímulo, junto com os populares que prestigiam e incentivam os participantes.

Com 3km de percurso, chega-se na avenida Assis Figueiredo e no meio dela começa-se a subida, ainda leve em seu início, mas alguns corredores já desanimam por ali, ainda sem saber que a pior parte ainda está por vir. Um pouco antes do pé da serra uma moradora distribui geladinhos de caldo de cana, vale a pena procurar quando passar por ali, uma energia extra para os aproximadamente 4,5 km de subida que vem pela frente.

Volta ao Cristo 2010 - Tá chegando.

Subindo na Volta ao Cristo 2011

Esqueça todas as subidas pela qual você já passou, essa é “A Subida”. No começo ainda se tenta, mesmo diminuindo, manter o pique de subir correndo, mas é muito difícil, tem que se preparar especificamente para essa subida.

Outra curiosidade da prova, é que quando está chegando ao Cristo, você começa a escutar uma marchinha militar, chegando perto você vê um veterano de Exército, fardado e incentivando os corredores.

Chegar ali é uma sensação indescritível e não é a toa que tem um prêmio especial para o primeiro corredor que chega no Cristo, desde que ele termine a prova. É um desafio e incentivo a mais.

Depois da subida, vem a ladeira, que despenca, com muito cascalho, buracos e a atenção tem que ser redobrada. Conforme o estrago da subida, fica difícil até descer. Não tem essa de que pra baixo todo santo ajuda. Na prova de 2012 minhas pernas ficaram travadas de um jeito, que mesmo no asfalto plano era difícil aumentar o ritmo por causa das dores.

O trecho final é de superação. Muita gente na frente das casas, incentivando, jogando água, e dando aquela força final. E você vai precisar, até avistar o Estádio, tem que procurar energia de algum lugar.

A chegada dentro do Estádio Municipal também é muito legal, meia volta no campo e ali está o pórtico de chegada. A comemoração é inevitável, é um desafio e tanto, e chegar ali inteiro é uma vitória.

Corri a primeira vez em 2011 e em 2012 fui de novo, é uma prova singular, cheia de atrativos e bem organizada e ainda dá tempo de participar da edição 2013: Clique aqui e faça a sua inscrição

 

Rumo a São Silvestre, mas aonde?

Domingo é dia de longão, então fiz hoje o meu primeiro “longuinho” depois do retorno. Mas foi um longuinho especial, tive a companhia do meu filho João Paulo, convencido de correr a São Silvestre no dia 31, ele me acompanhou e percorreu hoje sua maior distância. Corremos 11km em 1h11, e eu segurei ele muito durante o agradável percurso, com direito a uma volta dentro do magnífico Parque da Cidade Roberto Burle Marx.
Qual São Silvestre correremos no dia 31? Essa é a dúvida, se ganharmos a promoção da Água Schin, estaremos juntos em São Paulo, se não, fizemos um trato, com ou sem São Silvestre, no dia 31 correremos os 15km aonde estivermos.

Filho e Pai rumo a São Silvestre.

Recordar é viver!

Se não posso correr, pelo menos posso recordar. Hoje foi realizada a 2ª Corrida da Primavera, organizada pela Equipe 100 Juízo, dessa vez em parceria com os amigos da Tribe of Runners. Foi mais um sucesso e uma confraternização daqueles que tem o prazer de correr nas veias.

Não pude ir, depois de passar um ano brigando com uma tireoide que ora trabalha demais, ora de menos, resolvi seguir o conselhos dos médicos e tomar o Iodeto¹³¹, uma substância radioativa, 5 dias de quarentena para evitar a contaminação de quem não tem nada a ver com o meu problemas, mas que vai dar um jeito na tireoide  Repor o hormônio da tireoide é mais fácil do que ficar tentando controlar com bloqueadores.

Então, se não fui, vou lembrar da prova do ano passado: tinha cara de treinão, mas a turma foi chegando, e coloriu as ruas do Jardim das Flores, bairro do nosso Capitão Zebra. Um tiro curto, de 3 km, saindo da frente da igreja do bairro e nem me lembro se foram 2 ou 3 voltas, só me lembro que no final teve premiação, e pela primeira e única vez na vida, subi no pódio, 3º lugar na minha categoria (40 a 44), e olha que deviam ter uns 5 ou 6 dessa categoria, deixei gente boa pra trás. Não teve um lindo troféu, como os distribuídos na prova de hoje, mas teve uma medalha de bronze, e a bela lembrança desse momento registrada. 

O primeiro pódio a gente nunca esquece.