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No Outubro Rosa a 100 Juízo coloriu Mogi. Circuito Oscar – Etapa Mogi

O Circuito é bem organizado, a corrida é boa, sempre com novidades e atrações pros corredores, e ai a galera comparece. Na Etapa Mogi, a 100 Juízo em peso prestigiou, fora um Busão lotado, foi gente de van, de carro, de moto, enfim, se fosse em casa a gente vai, se é mais longe, a gente a gente dá um jeito e faz a nossa parte. Colorimos as ruas de Mogi das Cruzes, quem tinha foi de rosa, e quem não não tinha coloriu do mesmo jeito.

Busão dos Malucos do Asfalto, e parte da turma que madrugou pra correr em Mogi!

Busão dos Malucos do Asfalto, e parte da turma que madrugou pra correr em Mogi!

Quem não corre, não entende o que leva alguém a acordar as 4 da manhã do domingo. Trocar a cama quente, pela zoeira do Busão na madrugada, a tiração de sarro dos amigos, pegar kit, alfinetar o número de peito, colocar chip no tênis, fazer aquecimento, muitas vezes dançando e pagando mico, se alinhar apertado no meio dos corredores, esperar ansioso pela largada, e partir, no meu caso, pra 10km, tentando correr mais do que aguenta.

Tratamento VIP da Core Sport

Tratamento VIP da Core Sport

Muitas vezes correndo próximo do limite, para buscar uma ‘melhor marca pessoal’. Pra quem não corre, isso é coisa de louco, assim como, para quem corre, o cara que não madruga pra correr, tá perdendo seu domingo. Cada louco com seu gosto.

E foi nesse pique, que larguei focado em buscar no plano percurso nas ruas de Mogi das Cruzes, um melhor resultado. A cada corrida, venho conseguindo bem melhorar meu tempo. Na Etapa Taubaté fiz em 49:05. Na corrida da Unimed fiz em 48:07, ai veio a Corrida de Jacareí, aonde fiz 47:21 e na Etapa SJC da Oscar 47:34.

Tô chegando! Tô chegando!

Tô chegando! Tô chegando!

Mantive um ritmo forte no começo, na casa dos 4:35/km e fui firme assim até a metade da prova. Aproveitei para focar nas corredoras mulheres, e cheguei a ultrapassar a terceira colocada no km 5, aonde passei com 23 minutos cravados. Repetir o tempo, ou mesmo buscar um split negativo me levaria a quebrar meu recorde pessoal, mas para conseguir isso, ainda preciso de muito treino, e nos kms seguintes, o ritmo cairia um pouco, e eu seria ultrapassado não só pela terceira, mas também pela 4ª corredora feminina. Mas aproveitei

Gela até a alma...

Gela até a alma…

o ritmo delas, para tentar manter o meu. Nos dois últimos kms apertei busquei forças para voltar a correr como no início, e fechei, com muita alegria e apitando com a marca de 47:13, meu segundo melhor tempo nos 10k (o ‘meu recorde mundial’ nos 10k é de 46:54 conquistados em Maio no Centro Histórico de São Paulo).

medalhas

Tá formando a Mandala

Mais uma vez, entrei no gelo, e apesar da dificuldade em aguentar ficar ao menos 2 minuto no balde, a recuperação que ele oferece é sensacional. Pernas novas e recuperadas, e mais a medalha verde da mandala conquistada. Agora só faltam duas, e a próxima é na Etapa Guaratinguetá, na Meia-Maratona Frei Galvão. Baixar o tempo nos 10 vai ficar pra novembro, fechando a mandala em Caraguatatuba.

Montando a Mandala – Circuito Oscar – Etapa SJC

E a mandala do Circuito Oscar 2015 começa a tomar forma. O primeiro dos 5 pedaços foi conquistado em Taubaté dia 20/07. Agora na etapa São José dos Campos, dia 20/09, o segundo. E uma conquista com superação e também muita diversão.

Medalhas Circuito Oscar

Formando a Mandala

Na véspera o amigo Tonicão, convidou-me para um churras de aniversário do seu filho, e ali senti que o cara estava de maruagem. A ‘rivalidade’ com o Tonico vem de longa data. Antes mesmo de eu ser um ‘100 Juízo’, fizemos uma disputa no sprint final da corrida do Sesi, em 2011, e dali pra frente, sempre que corremos juntos, tem disputa. Em Barueri 2012, ele me deu um coro nos 15k, mantive ele na ‘alça de mira’ a prova toda, e resolvi dar o bote no km 13. Só não esperava que ele tivesse pernas para recuperar, e me deixar pra trás no último km. Essa disputa só foi reeditada em 2014, mas não dei chances de um novo pega, ganhei de ponta a ponta. Então, quando o churras na véspera, junto com o PH Love, o Corredor do Amor, regado a cerveja até altas horas foi oferecido pelo anfitrião, já senti que estavam tentando me tirar do páreo de outra forma.

E foi assim mesmo, marcamos de irmos juntos, mas meus companheiros, de ressaca braba, deram o cano me deixando na mão. Parti só para o Vale Sul, local da largada. Tenda armada na véspera e muita gente animada. O calor já se fazia presente, mas as nuvens tratavam de esconder o sol, que poderia derrubar muitos corredores.

Chegada etapa SJC

Superação e alegria no sprint – Foto: Aline Andrade

O percurso é muito interessante, rápido, e desafiador. Tem uma pequena descida logo no começo, mas depois vai de subida da Avenida Cidade Jardim até a metade da prova. Manter o ritmo nessa etapa é de suma importância para quem tem objetivos de baixar tempo, ao mesmo tempo que não se pode gastar as energias que vai serão necessárias no final.

Foi assim que segui, tentando manter o ritmo abaixo de 5:00/km, e só perdi mesmo (como no ano passado), no km 5, no retorno próximo ao Sesi. Dali em diante foi ‘pernas pra que te quero’, soltei mesmo as pernas, até lembrando a descida do Cristo de Poços de Caldas e recuperando o tempo perdido no final da subida. Tem que ir na ‘banguela’ pra subir no embalo o pequeno aclive do final do km 8 e seguir sem desanimar para o final.

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Entrando numa fria – Foto: Vini Morais

Os metros finais, como sempre de superação e alegria, de ver a bonita festa que o Circuito Oscar proporciona, e fechar os 10k em 47m34s. Já vou para o meu 5º ano consecutivo e a cada um deles, sempre tem novidades proporcionadas pela Oscar e pela Avatar, que é a organizadora do evento. Dessa vez me arrisquei na critoterapia, entrando literalmente numa fria. Não suportei nem 1 minuto com metade do corpo no balde de gelo, mas ao sair, nem parecia que aquelas pernas se superaram.

O próximo ‘gomo’ da mandala será conquistado no dia 04/10. Com direito a busão da 100 Juízo, rumo a ‘Moji’ ou  seria ‘Mogi’ das Cruzes. Com ‘G’ ou com ‘J’, será mais um domingo de superação, mas também de festa e alegria dos Malucos do Asfalto pelas ruas da ‘Terra do Caqui’.

 

 

Parabéns São José dos Campos, com meu novo recorde nos 15K

São José dos Campos completa 248 anos, e comemorar a data com superação e quebra de recorde pessoal na corrida de aniversário da cidade foi minha forma de homenagear a cidade que me acolheu.

Quando se busca um recorde e a melhora da performance, tem que se treinar muito, debruçar nas planilhas, e toca treino de tiro, intervalado, disciplina e tudo mais, e foi exatamente isso que eu NÃO fiz.

Se não for pra se divertir, que graça teria?

Se não for pra se divertir, que graça teria?

 

Em 2013 o overtraining me levou para Maratona do Rio baleado, em 2014, também tive meu desempenho comprometido por contusões e talvez algum exagero. Então, em 2015 mudei tudo, desapeguei de planilhas, de controle e do acompanhamento metódico dos treinamentos, e passei a correr pelo prazer de correr.

O trabalho também me impediu de seguir um cronograma ao pé da letra. Sem saber que horas e quanto tempo teria para os treinos, e as vezes até aonde treinar, passei a correr sem preocupação, e aproveitando as oportunidades de soltar as pernas em locais nunca antes visitados, como ver o Sol nascer na orla de Santos.

Poderia achar que esse “descompromisso” afetaria meu rendimento, mas não foi bem isso que aconteceu, muito pelo contrário, em Maio já havia registrado minha melhor marca nos 10k (46m54s) na Corrida do Centro Histórico.

Depois disso dei uma relaxada, mas nas provas seguintes, fiz sempre os 10k abaixo de 50 minutos, e consolidado como um sub-5, a meta seria manter o mesmo pace na corrida de Aniversário da Cidade, com 15km.

No domingo anterior fizera os 10k na Corrida da Oscar em Taubaté em 49m06s, e foi com a estratégia de repetir esse tempo nos 10k e me superar nos 5k a mais da prova que segui para o Paço Municipal, local da largada.

A dúvida era só qual camiseta usar, e acabei optando pela minha 100 Juízo ‘exclusiva’ que usei na Maratona do Rio em 2012, estampada com o Cristo Redentor, em homenagem a prova que estava sendo realizada na mesma hora, e onde meu sobrinho e discípulo Rafael estava debutando em sua primeira Maratona.

Aquecimento rápido com o Carneiro, que passou as últimas dicas, é sempre bom escutar a voz da experiência, mas meu plano já estava traçado.

Procurei não sair muito afoito, sem extrapolar, buscando um ritmo confortável

Foco nos 5km finais.

Foco nos 5km finais.

para não sair da meta. Mantive o pace proposto entre 4:45 a 4:55 nos primeiros 4km, até a primeira subida do Anel Viário, ali ele subiria um pouco para 5:08 no km5, mas já seria recuperado nos kms seguintes. Na subida voltando o Anel Viário ocorreu o mesmo, mas lá no finzinho dela, o amigo Bodão passou incentivando, e deu o fôlego para soltar as pernas na descida.

Ao chegar no fundo do Vale, o final da primeira volta, alcancei o Leandro, e deu pra calcular que chegaríamos no km 10 com 49 minutos, dentro da meta. Apertei o ritmo, e parti para os 5km extras, e ai o percurso plano ajudou. Não tomei conhecimento de cansaço e segui para fechar ‘meu novo recorde mundial’ nos 15km: 1h13m20s. (Meu melhor tempo na distância era de 2013 em Barueri com 1h16m31s).

Chegada feliz, apitando e anunciada com alegria pelo locutor da prova: Olha o Corredor do Apito chegando!

A estratégia de superação deu certo, dos 15km da prova, somente 3 foram acima de 5:00 (e bem pouco), e que foram bem recuperados nos demais, e o pace total na prova foi 4:55min/km. Satisfação e alegria, compartilhada com os amigos e companheiros na festa de sempre na tenda da 100 Juízo.

E assim a resolução de 2015, de correr simplesmente pelo prazer, “sem instrumentos e a favor do vento”, tem me feito bem. A melhora nos resultados simplesmente vieram, mas se não viessem, teria me divertido do mesmo jeito. Afinal, é para isso que corro, para minha saúde, bem estar e diversão, e se assim, estou me superando, baixando o tempo, e adquirindo qualidade de vida, e de sobra me divertindo nas manhãs de domingo, que mais posso querer?

 

Correr para Refletir – Centro Histórico de SP

Sempre gostei muito de correr no Centro Histórico de São Paulo. Descobri isso logo na minha primeira São Silvestre, em 2009. Nos trechos em que a prova percorre a região, vem um sentimento de paulistano, de correr na sua cidade natal pelas ruas onde a cidade nasceu. Voltaria a participar de outras provas nos anos seguintes, e sempre fascinado pela arquitetura central das ruas aonde pequeno andei. Quando vi, em fevereiro a Etapa Centro Histórico do Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, corrida gratuita, não pestanejei e fiz logo a inscrição, que acabam rapidamente. Mas por conta do carnaval a prova seria transferida para essa data.

Largada as 7 horas da manhã, e os Malucos do Asfalto madrugaram para ir pra Terra da Garoa. E a trupe foi formada com o Natanael, a Angélica, a Ana Paula e a Ana Lucia, que acabou seguindo no carro da Vanessa, que resolveu de última hora que ia também. Madrugada fria e com um fog londrino na Via Dutra. Chegamos no horário, as 6h30 estacionamos nas imediações da Catedral da Sé, e seguimos o fluxo de corredores apressados rumo ao Vale do Anhangabau, local da largada, onde encontramos minha sobrinha Sefirah, encarregada de pegar os kits da galera.

E deu 7 horas, a desorganização do Guarda Volumes, acabou nos atrasando, e quando finalmente terminei de embalar minhas coisas, já haviam se passado mais de 3 minutos da largada. Parti em disparada, e até os caminhantes já estavam adiantados.

Passei pelo pórtico, um tanto desanimado com a situação inédita em partir com atraso, pensando em desistir da minha prova e correr com as meninas, que também estavam saindo naquele momento, mas ai deu um estalo, ajustei o volume da música e parti na caça do tempo perdido.

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Descendo a São João

Se na corrida do SESI, por largar bem na frente fui sendo ultrapassado, dessa vez foi diferente. Tive até que segurar o ímpeto inicial, sem o devido aquecimento, mas mesmo assim, saí forte, e buscando espaço para sair ultrapassando. De cara já uma subidinha rápida e a passagem pelo Mosteiro de São Bento, virando no sentido da Praça Pedro Lessa, e completando o km 1 (pace 4:59) no Largo do Paissandu. Os moradores de rua ainda acordando, sonolentos e intrigados com aquela invasão de corredores na “sala de estar”. Fui ultrapassando corredores, em meio ao fétido cheiro de urina que paira pelos becos, até Av.Ipiranga, já no km 2 (pace 4:31), cruzamos a São João, e a Praça da República, para virar na Av.São Luis e passar no km 3 (pace 4:38). Mais ou menos por ai, acabei encontrando um coelho, que iria me ajudar a manter o ritmo durante quase toda a prova. O cara me passou, e eu segui tentando acompanhá-lo, viramos na Xavier de Toledo, passamos ao lado do Teatro e fizemos a volta pela 24 de Maio, voltando na Ipiranga e retornando pela São João (km4 – pace 4:13), aonde os boêmios, travestis e prostitutas terminavam a noite de sábado ainda zombando e mexendo com os malucos a correr tão cedo. Seguimos novamente ao Teatro Municipal dessa vez pelo outro lado, fazendo a volta e descendo a Libero Badaró, para fechar os 5km iniciais em 22:39 (pace do km 5 – 4:18)

Iniciei a segunda metade com uma ligeira queda no ritmo, km 6 em 4:40.

No km 7, o que tem acontecido sempre, acabei desconcentrando e o pace aumentou para 5:17. Parti então no encalço do meu coelho, que havia aberto uma boa distância. Alguns dos moradores de rua já começavam seu dia, enquanto outros continuavam embrulhados, alheios ao frio e ao movimento dos atletas. Fiz o km 8 com 5:09 e no km 9 voltei a casa de sub-5 com 4:56. Apesar de estarmos repetindo o percurso, mal deu para perceber, era só uma leve impressão de ‘já passei por aqui’, foi quando ultrapassei o meu coelho, e fiz o décimo e último km em 4:55 fechando a prova com o tempo total de 46:54 (Meu novo recorde mundial na distância). Se no SESI havia feito com 47 minutos cravados, mas faltaram 300 metros para fechar os 10k, dessa vez o GPS bateu quase em cima (sendo que, no de alguns outros corredores deu até mais).

Cheguei apitando muito e comemorando, sendo até anunciado pelo locutor da

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

prova. Mal peguei a medalha e retornei para o asfalto no sentido inverso, para dar uma força pra galera que ainda vinha voltando. As meninas 100 Juízo receberam meu incentivo e merecidas apitadas, se superaram para atingir seus objetivos, não fugiram no desafio, acordaram cedo e foram todas para os 10km. Logo achei a Sefirah, e completei a prova ‘novamente’ com ela, muito feliz em correr com mais uma sobrinha (já tinha corrido com o Rafael), que o tio serviu de incentivo.

No final um misto de alegria por mais uma prova e meta concluída, mas de reflexão e um sentimento depressivo. Não que o Centro tenha se degradado tanto nesses anos nos quais corri por ali, está do mesmo jeito, com o mesmo abandono de sempre, as mesmas pichações, o mesmo fedor, e não que eu não conheça a realidade brasileira, mas, creio a diferença foi o horário em que invadimos o local e meu olhar com relação a isso.

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Corrida e Reflexão…

Num domingo, Dia das Mães, onde a capital paulista teve corridas em profusão, (além dessa ainda tivemos a corrida do GRAACC- em prol das Crianças com Câncer, corrida da TrackInField no Center Norte, e muitas outras por ai), o Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, uma corrida gratuita, pela inclusão ao esporte, numa região que deveria ser a mais bela da cidade mais rica do Brasil, mas a beleza que vemos ali, é outra, é uma beleza degradada, gótica, deprimente. Seus moradores, esquecidos e escondidos da sociedade, e que para muitos que ali correram, passaram despercebidos durante as passadas, como se fizesse parte daquela paisagem apocalíptica.

 

É para se pensar: Correr e Caminhar para Viver Bem! Será só isso o que precisamos mesmo para Viver Bem?

 

Meu novo recorde nos 10K na Corrida do SESI 2015. SQN

Mesmo decidido a não colocar mais a mão no bolso para correr, como tem sido rotina agora, na véspera aparece uma inscrição para Corrida do SESI de São José dos Campos de presente. Dessa vez foi o amigo João Ávila, que impedido de estar em São José dos Campos no domingo, dia 26. Me passou sua inscrição, e com uma meta: Fazer a prova em 48 minutos.

Estava disposto a ir pro SESI, para fazer em 50 minutos, mas o desafio proposto pelo amigo, serviu de incentivo para ir animado para prova. Confesso que ultimamente a animação com baixar tempo e correr cada vez mais rápido anda em baixa. Tenho corrido mais, simplesmente pelo prazer de calçar o tênis, ligar o iPod e curtir as ruas. Nem treinos específicos estou fazendo, mas tenho rodado regularmente, na faixa de 30 a 40 km semanais.

Por conta da profusão de provas acontecendo no mesmo dia, a 100 Juízo acabou ficando Sem Teto, mas nada que nos abalou, o Fabio Ragacini, da Academia K2, liberou a tenda para galera, que não se fez de rogada, e se acomodou ali mesmo. Valeu Fabião!

Com a cabeça nos 48 minutos, fui para um aquecimento rápido, e consegui lugar na boca do funil, ao lado dos feras Odair e Helber. Pelotão de Elite.

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Correndo e apitando na chegada!

A vantagem de se largar na frente, é pegar pouco tráfego, o que desenvolve legal o começo da prova, mas, no caso dos pangarés feito eu, acontece um efeito negativo, de ser muito ultrapassado pelos corredores com pace muito mais rápido que o meu. Quando se larga lá no fundão, você se sente ‘o corredor’, ultrapassando todo mundo. Ser ultrapassado acaba fazendo você até forçar um pouco o ritmo antes da hora. Mas fui na minha, segui no ritmo da música, sem me abalar por ser ultrapassado e sem querer correr mais rápido do que o proposta, e aproveitei o embalo da descida da Cidade Jardim, para achar o ritmo desejado.

As placas posicionadas na descida já davam ideia de que teriam algumas voltas para completar os 10k, dá uma desanimadinha, mas como é descida, vai no embalo. O problema é quando chega lá embaixo na esquina da Cassiopeia, e a volta é numa subida que parece não ser. Desde que comecei a correr, sempre me dei bem nas subidas, aprendi logo na minha primeira corrida em 2009, a da Solidariedade em Ribeirão Preto: na subida a gente corre para descansar na descida. E o pace de 4:45 da descida, subiu um pouco acima dos 5:00, e muita gente que me passara na descida, foi sendo ultrapassado na subida.

Já perto do 1º retorno dos 5km, o Carlos Severiano, que já tinha terminado (correu a distância menos de 5K) e vinha voltando para puxar a galera, gritou: “Tá andando Silvio!!!”. Ainda tentei argumentar que não estava, e ele reforçou: “Tá sim!!!” Foi a deixa pra apertar o passo, e passar na placa de 5km com 24 minutos, só faltava repetir o trajeto no mesmo ritmo para cumprir a meta. Parece fácil, mas não é.

Baixei o pace novamente na descida, ciente que precisa das pernas e do fôlego para subir tudo de novo. Novamente ultrapassei gente que havia me passado, e segui em bom ritmo, até as placas de 8 e 9, ali, já na frente do SESI, foi a hora de buscar as forças finais fazer o último cotovelo e partir pro sprint. Como sempre cheguei apitando muito e comemorando a façanha, a meta estava próxima, e fechou com exatos 47m00s, o que se confirmaria depois no tempo oficial. Chegada animada que contagiou o já animado locutor Maquininha.

Meta cumprida, apesar que o GPS acusou uns 300 metros a menos, mas se “oficialmente” eram 10k, poderia valer como recorde. Só que não, prefiro deixar como meta futura de correr a distância correta nesses mesmos 47 minutos.

 

Tô atrasado – Night Run Twist

Mal tem dado tempo de treinar, e o que dirá manter em dia os relatos do blog,night_run e assim tem sido a minha correria. Nem tenho feito inscrição para as provas, e para Night Run Twist, etapa São José dos Campos, realizada no dia 28 de Março, não foi diferente. Apesar do valor subsidiado e baixo de R$ 20,00 pela inscrição, acabei esquecendo de fazer, e como não estou tão focado nas provas, deixei quieto. Mas quando me foi oferecida, na véspera, a inscrição para a prova, não pensei duas vezes, e parti em busca da 2ª medalha do ano.

O local já está ficando manjado, se antes todas as provas de São José aconteciam no Vidoca, agora a maioria vai para Via Norte. Mas dessa vez com uma novidade, sentido inverso do normal, e sem a subida da Av. São José que sempre derruba os atletas, principalmente na segunda volta nos 10K.

Focado em terminar os 10K em 50 minutos, logo peguei o ritmo e na primeira volta deu para sentir que a novidade iria ajudar. Completei os primeiros 5K em 24 minutos, dá até uma vontade de parar ao cruzar o pórtico, mas continuei firme nas passadas, deixando cair um pouco o ritmo na subida, no km 6, ali encontrei a Suellen, com dores de lado, e sofrendo para subir, passei uma dica rápida de soltar mais o ar do que puxar, isso equilibra a respiração e não me pergunte o motivo, mas ajuda a diminuir esse mal estar, que derruba o ritmo de qualquer um.

Segui firme, fiz a volta, embalei na descida, e segui firma na meta, até que no KM 8, a mesma Suellen que a pouco eu ajudara, passou como um foguete, mostrando que havia superado a dor e seguia em ritmo bem forte. Aproveitei o embalo, e parti em seu encalço, afinal, se eu perdesse o ritmo, não cumpriria a meta.

Ao focar o pórtico no final do km 9, estava no limite, mas ainda achei forças para fechar em 49m48s, apitando e comemorando muito a consolidação do sub-5 nos 10k.

 

 

 

Você está vivo ou morto?

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O que leva uma pessoa a acordar no domingo as 6 horas da manhã? Se a pergunta for feita para mim, a resposta é obvia: Correr!

Lendo o clássico dos quadrinhos “Watchmen” deparei-me com a afirmação do Dr.Manhatan de que não há diferenças estruturais entre um corpo morto e um corpo vivo, ambos possuem o mesmo número de partículas.

Então a escolha em ter um corpo morto ou vivo é sua, e eu escolhi estar vivo e correndo.

O que é uma dificuldade durante a semana, madrugar no domingo parece uma coisa natural. Pulei cedo para ir correr nos Altos de Santana, a última etapa do Circuito Joseense de Corridas de Rua, do qual eu não corri nenhuma, seria minha única participação no circuito que agitou os bairros de São José dos Campos.

O local já é velho conhecido nosso, o Poliesportivo dos Altos de Santana, as beiras do Rio Paraíba e de onde partimos para o já tradicional treino da 100 Juízo: A Volta do Banhado.

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Vivo e apitando! Foto: Marlene Andrade

Focado na distância de 10k, e com o tempo da semana anterior na corrida da Oscar na cabeça (49m17s), não tinha o devido conhecimento do percurso, e seus morrinhos terríveis. Pode até enganar, mas a variação do terreno vai minando a performance. Até que consegui um bom ritmo até metade da prova, com o pace na casa de 5:00/km. Na volta é que o bicho pegou, as pernas pesaram, e as subidas cresceram, o ritmo foi caindo consideravelmente até o km 8, mas ali busquei forças para voltar a correr os dois últimos km na casa dos 4:50/km e fechar os 10km em 51 minutos.

Cheguei no limite, mas cheguei inteiro e bem vivo. Se estivesse lá, e visse a galera correndo e feliz, talvez o Dr.Manhatan tivesse que rever seu conceito sobre vivos e mortos.

8ª Oscar Running Adidas ou “A Volta do que não Foi!”

Esse blog ficou as moscas por um longo período. Desde julho afastado das corridas por conta de uma cirurgia de polipectomia nos seios da face, que, alias, a falta de informação acabou gerando muita especulação e muita gente confundido as bolas, então fica o esclarecimento: Não coloquei silicone, minha cirurgia foi nos “seios da face” e não nos peitos.

Voltei a correr no começo do mês, ainda treinando pouco, estou voltando a recuperar a melhor forma, e nada como uma boa corrida para sentir o corpo, e quando a Corrida é a Oscar Running Adidas a diversão está garantida.

Trabalhei no sábado até a 1 hora da manhã, poucas horas de sono depois, segui as 6h15 na carona do amigo “Mineiro Corredor”. Chegar cedo sempre é bom, tempo suficiente para rever os amigos que a muito não via, botar o papo em dia, e se concentrar para a prova.

Se em 2013 fiz meu recorde pessoal com 47m13s, longe de querer repetir o tempo, fui decidido a fechar pelo menos abaixo de 50 minutos. Fiz um bom aquecimento e fui para largada disposto, nem sentindo que tivera poucas horas de sono, o que tem me incomodado mesmo é o “Neuroma de Morton“, que sarou do pé direito, mas atacou com tudo no pé esquerdo, inclusive refletindo a dor para a perna, mas só doi quando esfria, e se o médico não deu solução que não seja cirúrgica, vai com ela mesma.

chegada_oscarAcho que o segredo dessa prova é manter um bom ritmo na primeira metade da prova, praticamente subida o tempo todo, e fui o que eu fiz, segui na Avenida Cidade Jardim ao som do AC-DC e tentando manter o pace de 5min/km e com a ajuda do meu mano Paulo Marques, cheguei na pracinha do SESI com 24 minutos, respirei e “taca-lhe pau” no retorno em descida. Aproveitei mesmo a força da gravidade e soltei as pernas, no km 8 ainda tem mais uma subidinha, e foi ali que me concentrei mais, e pensei muito em meu pai, ainda se recuperando do enfarte que sofreu e mentalizei o mantra: Saúde, Sabedoria e Segurança. Foi com o mantra na cabeça e a passos largos que fiz o último retorno para completar a prova em 49m17s. Se fiquei 2 minutos acima do ano passado mantive o objetivo de continuar sub-5, com muito Apito na chegada e final feliz para a “Volta daquele que não foi”.

No final da confraternização e reencontro com a turma mais animada das corridas, a galera 100 Juízo que é 1000 em animação!

Fica meu registro a ótima corrida e organização da prova, acho que a melhor de São José dos Campos. A organizadora Avatar, na pessoa do meu chará Silvio, sempre buscando melhorar e escutar os corredores, para corrigir aquilo que não tenha agradado, e mais uma vez, a mim, agradou muito, já querendo participar das outras etapas do Circuito (Mogi e Taubaté).

Até domingo que vem na corrida dos Altos de Santana!

Leia o relato do Fábio Namiuti aqui

 

 

Corrida de Pinda – 2014

Participei dessa prova em 2011, uma daquelas corridas gratuitas e que surpreendem pelo que oferece. Três anos atrás fui para Pindamonhangaba, terra do João do Pulo, com o objetivo de tentar correr os 10km abaixo de 50 minutos. Não me lembro exatamente do tempo, mas cerca de 1 ou 2 minutos longe da meta, que só iria alcançar no ano seguinte.

Agora, já um sub-5 nos 10km, voltei para Pindamonhangaba no dia 06 de julho, com a meta de me manter esse ritmo, e ainda, tentar repetir marca obtida na Unimed-Run uma semana antes.

Manhã fria, mas nada que abalasse os Malucos do Asfalto, aos poucos mais “100 Juízos” foram chegando e a coisa foi ficando animada. Agradecimento especial ao Helber Costa, que pegou o kit de todos na véspera, com muita confusão.

Dessa vez não tínhamos cor da farda a escolher, a obrigatoriedade de correr com a camisa da prova dividiu a galera em cinzas (10km) e azuis (4km). Coloquei logo a minha cinza e mantendo o foco e fiz um bom aquecimento, que acabou prejudicado pelo atraso de 15 minutos na largada, por conta da corrida da criançada.

Sai com um ritmo forte, apesar do tráfego inicial, e mantive os três primeiros km na casa de 4:40, sem tomar conhecimento da passagem do viaduto e sua subida. Logo aviste o João Ávila, meu coelho na Corrida do Bradesco, e consegui manter o ritmo até a metade da prova, fechada com 23:30. No retorno volta o bicho iria pegar, e o ritmo caiu no km 06 para 5:09, mas no km 07 encontrei o Rodrigo Almeida e segui com ele, retomando o ritmo do início da prova, mas ai o calor, a subida, e o desgaste da semana anterior começaram a cobrar, foram dois quilômetros difíceis, aonde voltei a rodar acima de 5:00, perdendo preciosos segundos, mas ainda teria um gás para o último km, dar a volta no batalhão e buscar as pernas para chegada que é em subida, mas não deixei de apitar forte para buscar as forças finais. Prova fechada com 48:30, mais uma vez ritmo sub-5, cumprindo a meta que buscara 3 anos atrás.

Final da prova e pra variar, confraternização dos 100 Juízos, que com ou sem tenda, sempre arrumam um jeito de ser a turma mais animada das corridas.

Valeu e até a próxima!

Chegando forte e apitando!

Chegando forte e apitando!

 

Unimed Run 2014

Todo ano me acontecia alguma coisa que me impedia de correr a Unimed Run.

Correndo com frio e de pipoca em na Unimed 2010

Correndo com frio e de pipoca na Unimed Run de 2010

No ano passado uma dor no tendão que surgiu bem no dia da prova, e me preservei para Maratona do Rio que ocorreria na semana seguinte. Em 2012, foi uma viagem no final de semana da corrida, e acabei perdendo também. Talvez isso fosse uma daquelas “maldições”, pois em 2010, morando em Ribeirão Preto, eu estava em São José no dia da corrida, e acabei participando de pipoca, num percurso bem bacana, saindo do Colinas e correndo pelo Esplanada.

Mas dessa vez nada iria me tirar da corrida. Focado nos 10k como estou esse ano, acordei com “Sangue nos Zóio” e segui cedo pra Via Norte. Passei rapidamente pela Tenda 100 Juízo, cumprimentei os amigos, mas nem fiquei para foto oficial de antes da prova. Parti para o aquecimento, e me alinhei junto ao pelotão de elite. Adepto do fundão, fazia tempo que eu não largava ali, quem me conhece até estranhou.

Pontualmente as 8h05 partimos para mais um desafio, e se na Corrida do Bradesco, a trilha sonora ajudou, segui novamente com meu dopping musical, Led Zeppeling, ACDC e Pixies iriam ditar o ritmo. Largar na frente tem os prós e os contras. Se você larga livre, sem tráfego, por outro lado, tem que segurar para não correr mais forte do que pode. Com o pace do parceiro virtual do GARMIN programado para 4:45 e foi esse ritmo que tentei manter. 1º km em 4:35, 2º em 4:31 e mesmo no 3º, com a subida da Av.São José caiu para 4:54, mas recuperei na descida, voltando a correr na casa dos 4:30 e com forças para incentivar os amigos que ainda iam enfrentar subida: tome apito e gritos de incentivo pra galera. Consegui fechar a primeira volta de 5k em 23:00. Muito bom, mas fazer tudo de novo é que são elas.

Correndo, apitando e chegando pro abraço!

Correndo, apitando e chegando pro abraço!  Foto: Aline Andrade

Perdi um pouco o ritmo no início da 2ª volta e demorei alguns minutos para voltar a rodar para parte decisiva. Cheguei forte de novo na subida, mas dessa vez o ritmo iria cair mais, fui brigando com ele, foi o único km rodado bem acima de 5:00, mas depois do retorno compensei com tudo. Me lembrei da descida do Cristo em Poços de Caldas, e soltei a bota. Foi o trecho mais rápido que fiz, fui decidido a ir com tudo, iniciei o sprint final com 1km para terminar, talvez fosse cedo, mas estava seguro que iria até o final com todas as forças, chegando no limite.

Ao avistar o pórtico de chegada, apertei ainda mais, e segui, como sempre, apitando e agitando a galera, que contagiada pela minha alegria, acaba passando mais força, e não tem como não chegar com festa e comemoração.

Prova fechada com 47m21s, não foi meu recorde na distância por 7 segundos, mas foi como se fosse. Medalha bonita e mais que merecida no peito e camiseta finisher da seleção brasileira no kit pós prova. Mais uma daquelas corridas muito bem organizadas pela Avatar, e que busca sempre melhorar e trazer novidades a cada edição.

A festa final na Tenda dos Malucos do Asfalto não poderia ser diferente, lanche comunitário, fotos, alegria de cada um com sua própria superação. Podemos não ser a maior, mas com certeza a 100 Juízo é a mais alegre!

100 Juizo, primeiro lugar em alegria. Foto: Aline Andrade

100 Juizo, primeiro lugar em alegria.
Foto: Aline Andrade

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