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Dorzinha chata no pé ou “Neuroma de Morton”

É ai que dói.

Começou com uma dorzinha chata no antepé, e uma sensação de luxação no dedo, mas nem dei muita bola e continuei correndo. Na Volta ao Cristo ela estava lá, mas fiz um banho de imersão com água sulfurosa, e tipo, o “desconforto” passou, ou pelo menos ainda não estava tão forte.

Nos treinos seguintes a dor foi aumentando, e resolvi parar: gelo, antinflamatório e 10 dias de descanso.
Diminuiu bem, mas ainda não estava zerado, mas resolvi testar mesmo assim e fiz um treino leve de 12km, aonde a dorzinha estava de leve, mais no final do treino.

Agora ela voltou de vez, e com uma irradiação mais forte no dedo médio do pé. Uma radiografia não indicou nenhuma lesão óssea, mas pelo tipo de dor, o médico diagnosticou como o nome chique de “Neuroma de Morton”, passou mais antinflamatório, descanso nos pés e mandou pro especialista.

Essa lesão atinge o terceiro e o quarto ossos metatarsais, normalmente entre o segundo ou terceiro espaço, e a dor pode se irradiar para trás ou para os dedos. No meu caso vai para os dedos. Enfim, agora vou ter que parar mesmo até ela curar totalmente, e aproveitar a pausa na corrida para fortalecer na academia.

Para saber mais sobre essa lesão podem consultar o Manual Merk para Saúde da Família ou essa matéria que saiu na Webrun sobre o Neuroma de Morton.

Um buraco no meio do caminho.

GPS do miCoach registrou a queda.

GPS do Adidas miCoach registrou a queda.

Sempre tem uma primeira vez. Depois de 4 anos correndo, tomei um tombo. Quarta-feira, dia 03 de abril, saí a noite para o meu treininho básico, que seria simples de 8km, ritmo moderado. Para variar um pouco o trajeto e sair um pouco do Parque Vicentina durante a semana, resolvi descer a Heitor Villa Lobos e seguir para o Urbanova, pela Avenida Jorge Zarur (Vidóca).

Faço sempre esse caminho, e já acho um absurdo que as calçadas na Vila Ema sejam tão estreitas, e ainda tenhamos que competir com postes, vasos de plantas e lixeiras. Passando os “Edifícios Clubes” do começo da Heitor Villa Lobos, tem uma ruazinha de acesso a Jorge Zarur. É uma rua de fundos de alguns prédios com a calçada mal iluminada e mal cuidada.

No meio da calçada a tampa de bueiro desalinhada, com buraco e um ferro para você tropeçar.

No meio da calçada a tampa de bueiro desalinhada, com buraco e um ferro para você tropeçar.

Passo sempre por ali, e sempre tomo cuidado, não acho que tenha sido o excesso de confiança e falta de atenção. Estava no começo do treino, ainda em aquecimento, quando você fica ainda procurando e observando cada passada e foi quando pisei na tampa do bueiro desalinhada no meio da calçada e que torceu meu pé. Na hora nem tentei forçar, deixei o corpo cair no movimento, e rolei no chão. Acho até que a queda foi bonita, nunca fiz aulas de judô, mas acho que cai certinho, tanto é que, apesar de ter rolado no cimento, não me ralei e nem dei nenhuma pancada. Na hora, somente a dor forte no tornozelo, tentei ficar de pé, mas permaneci por mais alguns minutos no sentindo que o treino acabara por ali.

Uma senhora que passava na rua, ainda me perguntou se estava tudo bem, no que respondi que sim. Levantei, desliguei o cronometro e o GPS do Adidas miCoach, o treino teve pouco mais de 850 metros (será que eu lanço na planilha?), e mancando voltei pra casa.

Tala no Pé.

Tala no Pé.

Tirei o tênis para ver o estrago, com a intenção de colocar gelo, mas ao ver a bola que estava meu tornozelo, não pensei duas vezes. Peguei o carro e fui pro PS. Além da visível torção a radiografia indicou uma fissura no tálus, um dos ossos do tornozelo. Colocaram uma tala e anti-inflamatório por 7 dias. Bom, pelo menos dessa vez a fratura foi visualizada, pois em 2010 tive um acidente no pé e o médico não viu o trincado no dedinho. Resultado, coloquei gelo por 3 dias e no domingo corri a Etapa Ribeirão da prova do Bradesco, com direito a recorde nos 6km, mesmo com o dedinho quebrado, o que só foi constatado na semana seguinte da prova.

Imagem do Google Street View. Em Maio de 2011 já estava assim.

Imagem do Google Street View. Em Maio de 2011 já estava assim.

Bom, agora estou de molho por pelo menos 10 dias, e com mais uma lição aprendida, de ter sempre mais atenção por onde corremos, mesmo que os caminhos sejam velhos conhecidos. Por sinal, o buraco na tampa do bueiro está lá desde maio de 2011, conforme a foto do Google Street View, e nesse tempo todo, ninguém fez nada. Talvez agora façam.