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Nem só de corridas vive o homem: A escalaminhada do Pico dos Marins

Marins_Panoramica_SOUGRATO

Diante de um desafio sem precedentes pela frente, muitas coisas se passam na sua cabeça. Quando nos vimos no Acampamento Base do Marins, desencontrados de nosso guia, e com toda trilha e escalada a fazer  muita coisa veio em mente, mas desistir foi algo que não pensamos em momento algum.

Quando eu e a Paula aceitamos o convite que o amigo montanhista de longa data Carlos Alberto, o Beto, fez para essa escalada, nem imaginávamos que as dificuldades já começariam ao ficarmos parados por mais de 1 hora na Via Dutra, o que provocou o desencontro que seria no Graal Clube dos 500. Seguimos direto para Piquete rumo ao Acampamento Base, sem saber que a subida de carro já fazia parte da escalada. Em alguns trechos o carro patinava no cascalho empoeirado, estrada de difícil acesso, mas de rara beleza, e a cada curva, avistávamos o maciço de pedra, nosso motivo de termos acordados na madrugada gelada de inverno em nosso primeiro dia de férias.

No Acampamento Base, meio sem rumos pelo desencontro, mas logo, nos  identificamos com outros amigos do grupo, que ainda nem conhecíamos, e que assim como nós, se atrasaram no transito. O Norio seria nosso Guia, e a Daniela e a Jessica seriam nossas professoras de trilha, e mais companheiros foram se chegando e fazendo as devidas apresentações. Nossa turma inicial da trilha ainda teria o Bruno, o Marcelo e o Fernando, o cara que não sente frio.

Marinheiro de primeira viagem em trilhas e escaladas, calculei mentalmente o ritmo para percorrer os 6km até o Cume dos Marins no tempo das 4 horas previstos, em bem lento, então, quando fizemos o primeiro km em apenas 15 minutos, não deu pra ter a noção do que nos esperava a frente, até porque o início é só uma trilha na mata de baixo grau de dificuldade.

Aos poucos vamos pegando o ritmo, e a cada parada para um descanso muitas fotos da Serra da Mantiqueira, que é bonita de qualquer ponto, mas vai ficando mais linda na medida que subimos.

Minha preocupação era de cumprir o tempo programado de subida para

Falta muito!

Falta muito?

descermos sem atropelos. Como nunca fiz uma trilha desse tipo, e como nem imaginava o que nos esperava pela frente, achei que o Norio mantinha um ritmo bom, apesar de a Paula, às vezes, ficar um pouco para trás na companhia das meninas, o que nos fazia aguardar para que o grupo subisse junto.

Mais ou menos na metade da subida encontramos com o Beto, que seguiu o início por outra trilha, e ao invés do que imaginávamos, vinha atrás. Continuamos no nosso ritmo, enquanto ele passou com a turma mais ligeira.

Na medida em que se sobe o grau de dificuldade vai subindo também, e sentimos também a falta de um equipamento adequado, como tênis com solado específico e luvas. Itens que já nos prontificamos em investir, se formos seguir agora na vida de montanhista.

O último paredão a ser escalado.

O último paredão a ser escalado.

A vista do alto parece cena de filme, sentiamos como os Hobbits em sua jornada, andando pelas montanhas da Terra Média, e que na próxima curva avistaríamos o Olho de Sauron. Mas o que víamos sempre era o maciço de pedra, imponente e distante, como a nos desafiar a continuar em nossa trilha para conquistá-lo.

No último platô, um misto de estar perto da realização, mas ao mesmo tempo, o medo de escalar talvez o trecho mais íngreme e difícil. Muitos ficam por ali, pelo cansaço ou mesmo pelo medo de enfrentar o paredão de pedra que leva ao cume, mas em nossas cabeças isso não passou, seguimos firmes e fomos recompensados pela mais bela vista que já tivemos.

A alegria de sentir a energia do objetivo alcançado.

Quem acredita sempre alcança!

Um misto de realização, de superação, de alegria e de agradecimento por estarmos ali, no topo a 2.430 metros. Aonde chegamos com nossas próprias forças, após mais de 4 horas de escalaminhada.
Pausa para fotos, um lanche e as mais belas imagens que nem em sonho imaginamos. Mas não poderíamos ficar muito tempo. Muitos escalam o Pico, acampam e voltam no dia seguinte, o que não era nosso caso, fomos para subir e descer, o que é muito desgastante, só que eu não tinha noção desse desgaste todo para Paula. Acostumado a correr longas distancias, sentia as dores dos músculos que foram forçados na escalada, mas minha amada Paula, em certo ponto chegou ao seu limite de forças, e ali, diante do caminho de volta, a Montanha cobrava a ousadia de ter subido sem o devido preparo físico. Nessa hora é que nossos anjos apareceram. Já escrevi sobre eles, de como fui e encontrei anjos ao desafiar a Maratona do Rio de Janeiro 2013 com uma contusão, do quanto o incentivo e ajuda se faz necessário e é nessas horas que os anjos aparecem.

No topo do Marins com o responsável por isso tudo, o Beto.

No topo do Marins com o responsável por isso tudo, o Beto.

Na montanha é que vemos o real sentido do companheirismo, pessoas que acabamos de conhecer, fortalecem os laços de uma amizade que começou ali, na subida. Os mais experientes nos dão dicas importantes e inclusive nos auxiliam como o Marcelo Suguyama, que levou a mochila da Paula, depois de ter ajudado um amigo cão, que encontramos no caminho, a descer um trecho complicado. Na montanha a solidariedade e carinho não tem raças nem espécie.

A nossa turma lá no alto!

A nossa turma lá no alto!

Nosso Guia Norio, manteve-se sempre alerta e junto a nós, que éramos os últimos da turma. A Daniela não arredou pé, e seguiu sempre ao nosso lado, compartilhando inclusive suas forças, quando se fizeram necessárias.

Meu medo era o de chegarmos ao final de noite, e isso acabou acontecendo. Já próximos ao Acampamento Base, o Norio foi buscar um carro para nos “resgatar“. As dificuldades finais deram ainda mais valor a tudo que passamos nesse dia. Para mim, a sensação das pernas era a de ter terminado de correr uma Maratona, imagino então que Paula estava aquém dos seus limites, guerreira, demonstrou toda sua FORTALEZA ao encarar essa aventura ao meu lado.

O que aprendi na minha primeira trilha e escalada: Na corrida de rua somos

O Garmin não mente: 4 horas de trilha, 6km percorridos e os 2.430 metros de altitude alcançados.

O Garmin não mente: 4 horas de trilha, 6km percorridos e os 2.430 metros de altitude. Agora volta tudo!!!

mais competitivos buscando a superação de marcas pessoais. Na montanha o ritmo é outro. A atenção constante na trilha e o envolvimento com a natureza e a beleza da paisagem te levam a uma outra dimensão, enquanto na corrida muitas vezes nos concentramos em pensamentos e idéias (aliás muitas boas idéias e soluções acontecem na oxigenação de um treino de corrida), na escalada o desligamento é quase que total, um relax total da mente. Bom, comigo foi assim. Aprendi também que nos momentos de dificuldades temos nos companheiros de trilha, verdadeiros amigos, prontos a compartilhar, ensinar e ajudar.

E finalmente, que na Montanha, quem manda é ela. (isso eu já sabia depois de correr varias vezes a Volta ao Cristo em Poços), mas ali tivemos mais uma vez a certificação dessa máxima. Preparo físico, equipamentos, solidariedade e determinação são itens indispensáveis ao desafio, mas acima de tudo sem o respeito à natureza e a sua energia, sabedor de que ela é que nos permite desafia-la e atingir o objetivo e por isso, para terminar só posso dizer: SOU GRATO!

Maratona Cidade do Rio de Janeiro – 2013

Um ano depois, de volta ao Rio para a Maratona. Se em 2012 uma gripe na véspera me deixou baleado, dessa vez já cheguei contundido pelo excesso de treino no curto tempo que tive para me preparar. Mas se não estava inteiro, sobrava a vontade de estar lá, e essa superação poderia fazer a diferença.
Fomos então, os cinco companheiros de jornada: Eu, o Fabio Namiuti, o Tonicão, o Edson Cassiano e o Aldo Lopes, os dois últimos, debutantes na distância. Todos cheios de expectativas, e confiantes nas suas possibilidades.
A viagem foi tranquila, mas com o pesar da notícia do passamento do filho do nosso Capitão Zebra, quando já estávamos na estrada, seguimos de luto para o nosso destino.

Os Arcos da Lapa na decoração do Hostel Cidade Maravilhosa

Os Arcos da Lapa na decoração do Hostel Cidade Maravilhosa

A chegada no Rio também tranquila. Fila na retirada do Kit, mas que faz parte para entrar no clima, e com os kits na mão, seguimos para o nosso Hostel Cidade Maravilhosa, que fica na Gloria, no comecinho da subida para Santa Tereza. Caipiras no Rio, vamos aonde o GPS manda, e ele resolve falhar, quando já estávamos na esquina do Hostel, mas como se acreditar na informação do satélite fosse mais confiável do que a placa da rua na nossa frente, passamos reto. Caminho errado, mas que nos seu a possibilidade de dar uma volta completa em Santa Tereza, e conhecer, mesmo que dentro do carro, esse belo e pitoresco bairro do Rio, com suas ruas cortadas pelos trilhos do famoso Bonde de Santa Tereza. As vezes o errado dá certo.

Aldo, Tonico, Edson, Silvio, Vinicius e Fábio. Parte dos "100 Juízo" patrocinados pela Construtora Tabaporã e Galter Imóveis

Aldo, Tonico, Edson, Silvio, Vinicius e Fábio. Parte dos “100 Juízo” patrocinados pela Construtora Tabaporã e Galter Imóveis

A noite noite, jantar de massa no Catete, e encontramos a turma toda para um rodada de pizza carioca. Primeira vez na vida que vi pizza de salsicha, não sei dizer se é boa, pois não experimentei, fiquei nos sabores tradicionais, a moda carioca, como “pizza de queijo coalho” e no crepe, finalizando com uma pizza de chocolate com banana.

Findo o jantar, eu e o Edson preferimos voltar para o Maracanã, que era o nome do nosso quarto no Hostel, enquanto os outros seguiram de metrô para conhecer Copacabana, essa sim, a de verdade.

O sono foi leve, pulamos cedo e caminho rápido pela Linha Amarela rumo ao Pontal do Tim Maia. O motorista não perdeu tempo, dessa vez não errou o caminho, e chegamos com folga, comemos ali um segundo café da manhã, previamente comprado na véspera, o primeiro foi no Hostel.

100 Juizos no Rio!

100 Juizos no Rio!

Hora de rever amigos, parece que São José dos Campos baixou ali e pose para algumas poucas fotos. Estava arisco, ainda temeroso das minhas condições e do que me esperava, mas muito confiante, seguimos para alinhar na largada, que foi dada pontualmente as 7h30, mais alguns minutinhos para chegar no tapete de cronometragem, e as 7h34 estávamos correndo. Os primeiros quilômetros foram tranquilos, fui acertando o ritmo, e com uma leve pontada no tendão direito, mas totalmente controlável. Aqueci nos 3 primeiros km, num ritmo entre 6:30 a 6:00/km, e a partir dai pegamos a velocidade de cruzeiro: 5:50/km, que consegui manter com poucas variações até o km 10. Meus companheiros estavam logo a frente, dentro do meu campo de visão, e fui mantendo assim. O calor já começava a se mostrar, mas concentrado na minha perna nem percebi, só me dei conta de que o sol derrubara muita gente lá no final, segui sempre me hidratando bem nos postos de água, e me molhando bastante.
Passada a primeira hora, tomei meu primeiro CarboGel, e logo a frente por volta do km 15, tomei um gatorade, muito bem servido, gelado e em saquinhos. Mas ai, como diria o Capitão Zebra, começou a “azedar o pé do frango”. Talvez a mistura do gatorade com o gel tomado um pouco antes, enfim, precisava de um banheiro urgente. Ai fica uma boa dica para quem for correr no Rio, e que aprendi com o Matheus Personal, ele até marca em seu planejamento de prova os banheiros aonde vai parar: Nos postos de Salva Vidas, (tem um praticamente a cada km), tem banheiros, cuja a taxa de uso é de R$ 1,70. Leve sempre dinheiro, e se possível trocado para agilizar e não perder tempo.
Dei dois reais para menina, e nem peguei o troco, resolvi ali mesmo no km 16, em pouco tempo, mas retornar é que foi o problema, o pit-stop foi rápido, mas o tempo parado fez o tendão voltar doendo, e não consegui mais encontrar o ritmo que vinha impondo até ali, achei até que era o fato de encontrar corredores mais lentos na volta, mas não consegui mais baixar de 6:30/km. Fui tentando melhorar, mas ao chegar na metade da prova, a dor aumentou bastante. Cheguei no km 21, na Praia do Pepe, e a bela Pedra da Gavea, com 2h11m, era muito pouco acima do que eu esperava, mas sentia que já estava minado para correr a outra metade que me restava. Vi um cara sendo atendido no posto médico, fui lá e pedi também alguma coisa para passar no tendão, tipo aquele veneninho que passam na perna de jogador de futebol que parecia ter ficado aleijado, e o cara levanta correndo na hora. Era mais para efeito psicológico, e voltei a correr pensando aonde buscar forças para seguir adiante.

Ao iniciar a subida da Ponte da Joatinga, liguei para casa, eram 10 horas da manhã, e acordei a Paula, para buscar em seu incentivo a força que me faltava, e que ela me deu naquele momento. Mas ao entrar no Túnel do Joa, senti que não dava mais, e ali, o ritmo caiu e comecei a caminhar no escuro, a dor tomou conta. Nesse momento um monte de pensamentos vem a cabeça, e simplesmente calculei, que se seguisse andando não conseguiria nem chegar no tempo limite de 6 horas que temos para completar a prova. No trecho aberto do túnel, aproveitei para apreciar a bela vista do mar batendo nas pedras. Lamentei não estar com a câmera, afinal, se não iria mais correr, ao menos poderia fotografar, e no último trecho fechado, tocava música clássica, que ecoava por todo o túnel, o que deu um alento de tentar voltar a correr. É uma sensação totalmente estranha e diferente, a escuridão, a música, e no meu caso a dor, e a busca pela luz no final do túnel. Na saída do tunel, tem um contorno para entrar em São Conrado, e um posto de água, tinha ali um atleta parado, com dores, e com Kinésio Tape na perna direita, igual ao que eu estava usando. Perguntei para ele se era o tendão, e ele disse que era o tornozelo. Desejei forças pro cara, e segui minha caminhada. Naquele momento a corrida já havia acabado para mim. A temida subida da Niemeyer não me botava mais medo,

A cara de desolado do Alto da Niemeyer

A cara de desolado do Alto da Niemeyer

resolvi até aproveitar o sol, e tirei a camiseta, pelo menos volto pra casa bronzeado, subi apreciando a bela vista do alto. E assim, segui minha caminhada, aproveitando para conhecer outros corredores andantes como eu, como um senhor sergipano, que dizia que era a primeira e última maratona da vida, ou um professor de educação de física, que só me lembro que era de uma cidade cearense famosa por suas redes, com câimbra nas duas pernas, ele disse só ter vindo para acompanhar o pai, que naquela altura 3h30m de prova, já devia ter completado a prova. Nesse trecho o percurso passa por dentro da Favela do Vidigal, e tem uma vista muito bela, e algumas crianças incentivando os corredores por ali.
Foi nesse momento que apareceu o primeiro anjo corredor. João, o carioca que estava com o tornozelo estourado poucos quilômetros atrás, voltava, junto com um outro corredor, que ele chamava de Mineiro, e uma moça de nome Alexandra. Ao me ver andando, João disse que eu havia lhe dado força lá trás, e que agora, ele me daria forças para seguir em frente. Não tive como não voltar, chamei o Cearense para se juntar a trupe, mas ele declinou nos primeiros passos. E assim seguimos, conquistando cada km a frente, trotando, e controlando, passamos pelo 30, 31, 32 e fomos alternando, quando um parava o outro incentivava a continuar. Ao entrarmos em Ipanema, o Mineiro já tinha ficado pra trás. Eramos 3 e ali o João ficou também, suas dores aumentaram muito, ainda tentei incentivá-lo, mas não podia perder o ritmo do trotinho que ele me ajudara a pegar. Dos 4 guerreiros, restaram eu e a Alexandra, um tentando acompanhar o outro. E ai você segue tentando incentivar os outros, como um Santista que seguia andando, e eu fiz ele se juntar ao nosso trote, um km por vez, até o final de Vieira Souto. Ainda encontraria outro anjo corredor. Um cara, que nem fiquei sabendo seu nome, mas que é um ultra-maratonista, com o logo do Ironman tatuado na perna, disse que passou mal no começo da prova, e ficou somente a acompanhando e incentivando a esposa.

Aonde eu fui amarrar meu burro?

Aonde eu fui amarrar meu burro?

Logo no começo de Copacabana tem um ponto de distribuição de frutas e guloseimas, mas quando passei só tinha mesmo Maxi-Goiabinha, peguei uma, e sem água fiquei com aquilo entalado. Era mais ou menos o km 35 e o posto de água ainda estava longe, o cara correu até o posto de água, mais ou menos 1,5km a frente, e voltava com água para esposa, mas me deu dois copos, que não só desceram a goiabinha como serviram para um banho refrescante. Ele ainda faria isso mais uma vez, no trecho da Princesa Isabel. Entrar em Botafogo, avistar o Pão de Açúcar a direita e o Cristo Redentor a esquerda, não foi bem como eu havia sonhado nas minhas mentalizações para corrida, mas estava ali, chegando no Flamengo e faltando 2km para finalizar a prova, ali, por mais que tenha doído, senti que fiz o que tinha que ter feito. Fiz mais uma ligação para casa, para compartilhar com a Paula, que eu estava acabando. Logo mais a frente ainda avistei a parceira de agrura dos kms anteriores, e ainda a incentivei a chegar firme e correndo e tive forças para chegar apitando, quase no tempo limite, com 5h50, mas isso pouco importa, eu estava terminando a prova da qual havia desistido tantas vezes durante o caminho.

Agradeci aos céus ao passar no pórtico e deixei minha apitada final, que ficou registrada no vídeo da chegada.
Meus companheiros já estavam a tempos ali, só aguardando o lanterna, mas não menos contente e realizado, se não foi como eu gostaria que tivesse sido, foi muito mais difícil do que eu imaginava, e dessa conquista fica mais que uma medalha, fica um grande aprendizado, e uma experiência tremenda que vai ficar para as próximas que ainda virão. O estrago maior só fui ver no dia seguinte, já em casa, depois da tranquila viagem de volta com meus companheiros de jornada. O pé amanheceu inchado e vermelho. A inflamação desceu para o tornozelo, e uma visita ao PS não mostrou nada grave, mas serão 3 semanas de tratamento, gelo e longe dos treinos. Porém fica a certeza de que faria tudo de novo, pois desistir antes de tentar teria sido muito mais frustante.
Fica aqui registrado meus agradecimentos especiais a todos aqueles que contribuíram para essa viagem, meus companheiros de jornada, Fábio Namiuti (leia seu relato aqui), Tonico, Edson Pontes e Aldo Lopes; O Vinícius Veneziani, que levantou o patrocínio da Construtora Tabaporã e da Galter Imóveis, conceituadas empresas do ramo imobiliário de Caraguatatuba, e que apoiam o esporte amador; Os companheiros de 100 Juízo e de tantos treinos; O Matheus Henrique, que me avisou que ia doer; A minha família, a Paula, o João Paulo e a Ana Luiza, que me apoiam e ficam felizes pela minha realização e a Deus, que nos dá a força para superar as dores e todas as adversidades que encontraremos na Maratona da Vida.

PS: Findo o relato, por essas coisas que as redes sociais nos possibilitam, me informaram que o ultramaratonista que me trouxe água por duas vezes, e me deu uma tremenda força para terminar a prova foi o Marco Santos, o qual agradeço profundamente aqui.

Agradecendo aos céus!

Agradecendo aos céus!