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A Frequência do Corredor

Quando você começa a correr, começa a conhecer seu corpo, seu tipo de pisada, seus ritmos cardíacos, sua pressão, e tudo ligado a atividade. Nas planilhas os treinos vem com a porcentagem do BPM (batimentos por minuto) que se deve atingir em cada tipo de atividade.
Assim comecei eu, sem me preocupar muito com isso, mas logo ganhei um Monitor Polar da esposa, e passei a me viciar nos meus números.
E todo esse controle ajuda na evolução e no desenvolvimento do corredor, mas comigo acabou ajudando numa outra coisa.
Em 2011 passei a usar a Planilha de Corridas do Fábio Namiuti, e a ter um melhor controle dos meus treinos, dos meus ritmos e frequência cardiáca. E comecei a notar que, meus Batimentos estavam aos poucos ficando mais acelerado que o normal, mas nada que até então me preocupasse.
No mês de agosto de 2011, o que não me preocupava, passou a preocupar, qualquer trote e os BPM chegava a 180, e isso veio acompanhado de insônia, tremedeiras após os treinos, e sintomas estranhos.
Como faço anualmente, voltei ao cardiologista, e os exames do coração deram normais, mas no sangue foi encontrada uma disfunção da tireóide, o hipertireoidismo, que é quando a glândula, localizada no pescoço, passa, sem explicação, a produzir mais hormônio do que o normal, e esse excesso faz o organismo trabalhar desregulado e acelerado.
E fui proibido de correr até que voltasse a níveis normais.
Em outubro comecei o tratamento com um endocrinologista, e somente no final do ano os hormônios voltaram a níveis normais, quando fui liberado para meus treinos. A tireóide passou a ter altos e baixos, hora trabalha demais, aumenta o remédio e ela trabalha de menos, o hipotireoidismo, diminue-se a dose, e ela volta a ser hiper. Bom, agora ela está controlada, e dentro de 1 mês devo interromper o remédio, e fazer novo exame de sangue para ver como ela reagiu.
Mas o interessante é que, com o resultado em ordem, voltei ao cardiologista, e a recomendação que ele me deu foi para guardar o Polar na gaveta e corresse sem preocupação de tempos, de ritmos, de paces, etc. Tirasse da atividade somente o prazer de correr. Eu entendo o que ele quis dizer, mas ao mesmo tempo, sei que, se não tivesse o conhecimento do meu corpo e dos meus ritmos, poderia ter demorado mais para detectar os sintomas que me atacavam.
Continuo correndo com o monitor, mas, pelo menos uma vez na semana, faço um treino livre de equipamentos, correndo somente pelo prazer que a atividade me proporciona.

Por que correr com o apito?

Pode parecer brincadeira, ou excentricidade, mas correr com um apito é algo muito útil.
Aprendi com a amiga e veterana corredora Alda, em Poços de Caldas, que preza e muito pela sua segurança nas ruas. Munida de seu apito, a qualquer movimento estranho, uma pessoa suspeita no caminho, a Alda apita forte, o que inibe uma possível ação inesperada.
Então arrumei um apito, e passei a utiliza-lo nos treinos e corridas, e realmente ele é útil, principalmente na hora de atravessar as ruas e alertar motoristas desatentos. Gosto também de usar no sinal, quando algum carro passa no vermelho, dou uma apitada de dois silvos breves (Será que alguém se lembra o que significa? Quem tem CNH tem obrigação de saber).
O apito também já me salvou, ou pelo menos ajudou a espantar cachorros, que queriam fazer eu dar tiros em dia de trotinho.
E nas corridas, é ótimo para sinalizar aos amigos que encontramos pelo percurso: “estou passando”, além de avisar o fotógrafo desavisado, para não perder a minha chegada.
Claro que tem que saber dosar, para não ser o chatão da corrida.
Enfim, fica a dica, o apito é mais um dos meus acessórios de corredor.

Chegada apitando da Volta ao Cristo 2012 - Poços de Caldas
Apitando na chegada da Volta ao Cristo – 2012
Poços de Caldas – MG