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Parabéns São José dos Campos, com meu novo recorde nos 15K

São José dos Campos completa 248 anos, e comemorar a data com superação e quebra de recorde pessoal na corrida de aniversário da cidade foi minha forma de homenagear a cidade que me acolheu.

Quando se busca um recorde e a melhora da performance, tem que se treinar muito, debruçar nas planilhas, e toca treino de tiro, intervalado, disciplina e tudo mais, e foi exatamente isso que eu NÃO fiz.

Se não for pra se divertir, que graça teria?

Se não for pra se divertir, que graça teria?

 

Em 2013 o overtraining me levou para Maratona do Rio baleado, em 2014, também tive meu desempenho comprometido por contusões e talvez algum exagero. Então, em 2015 mudei tudo, desapeguei de planilhas, de controle e do acompanhamento metódico dos treinamentos, e passei a correr pelo prazer de correr.

O trabalho também me impediu de seguir um cronograma ao pé da letra. Sem saber que horas e quanto tempo teria para os treinos, e as vezes até aonde treinar, passei a correr sem preocupação, e aproveitando as oportunidades de soltar as pernas em locais nunca antes visitados, como ver o Sol nascer na orla de Santos.

Poderia achar que esse “descompromisso” afetaria meu rendimento, mas não foi bem isso que aconteceu, muito pelo contrário, em Maio já havia registrado minha melhor marca nos 10k (46m54s) na Corrida do Centro Histórico.

Depois disso dei uma relaxada, mas nas provas seguintes, fiz sempre os 10k abaixo de 50 minutos, e consolidado como um sub-5, a meta seria manter o mesmo pace na corrida de Aniversário da Cidade, com 15km.

No domingo anterior fizera os 10k na Corrida da Oscar em Taubaté em 49m06s, e foi com a estratégia de repetir esse tempo nos 10k e me superar nos 5k a mais da prova que segui para o Paço Municipal, local da largada.

A dúvida era só qual camiseta usar, e acabei optando pela minha 100 Juízo ‘exclusiva’ que usei na Maratona do Rio em 2012, estampada com o Cristo Redentor, em homenagem a prova que estava sendo realizada na mesma hora, e onde meu sobrinho e discípulo Rafael estava debutando em sua primeira Maratona.

Aquecimento rápido com o Carneiro, que passou as últimas dicas, é sempre bom escutar a voz da experiência, mas meu plano já estava traçado.

Procurei não sair muito afoito, sem extrapolar, buscando um ritmo confortável

Foco nos 5km finais.

Foco nos 5km finais.

para não sair da meta. Mantive o pace proposto entre 4:45 a 4:55 nos primeiros 4km, até a primeira subida do Anel Viário, ali ele subiria um pouco para 5:08 no km5, mas já seria recuperado nos kms seguintes. Na subida voltando o Anel Viário ocorreu o mesmo, mas lá no finzinho dela, o amigo Bodão passou incentivando, e deu o fôlego para soltar as pernas na descida.

Ao chegar no fundo do Vale, o final da primeira volta, alcancei o Leandro, e deu pra calcular que chegaríamos no km 10 com 49 minutos, dentro da meta. Apertei o ritmo, e parti para os 5km extras, e ai o percurso plano ajudou. Não tomei conhecimento de cansaço e segui para fechar ‘meu novo recorde mundial’ nos 15km: 1h13m20s. (Meu melhor tempo na distância era de 2013 em Barueri com 1h16m31s).

Chegada feliz, apitando e anunciada com alegria pelo locutor da prova: Olha o Corredor do Apito chegando!

A estratégia de superação deu certo, dos 15km da prova, somente 3 foram acima de 5:00 (e bem pouco), e que foram bem recuperados nos demais, e o pace total na prova foi 4:55min/km. Satisfação e alegria, compartilhada com os amigos e companheiros na festa de sempre na tenda da 100 Juízo.

E assim a resolução de 2015, de correr simplesmente pelo prazer, “sem instrumentos e a favor do vento”, tem me feito bem. A melhora nos resultados simplesmente vieram, mas se não viessem, teria me divertido do mesmo jeito. Afinal, é para isso que corro, para minha saúde, bem estar e diversão, e se assim, estou me superando, baixando o tempo, e adquirindo qualidade de vida, e de sobra me divertindo nas manhãs de domingo, que mais posso querer?

 

5ª Corrida15K de Barueri 2014

Corrida boa a gente volta, e pela 3ª vez consecutiva, voltei a Barueri para aquela que já está ficando tradicional no meu calendário pessoal.

A trupe dos Malucos do Asfalto ficou dividida entre as provas General Salgado em Taubaté e a 23K de Igaratá, e para Barueri enchemos uma Van, fora os atletas que foram de carro.

Chegamos cedo no Poliesportivo José Correa e não tivemos dificuldade nenhuma para estacionar. Retirada do kit fácil, tranquila e rápida, e o mais importante, 30 minutos antes da largada, medida simples e que facilita a vida de quem vem de fora. Quando será que todas as provas vão adotar isso?

Retornando aos treinos a pouco, fui para Barueri somente para me divertir, sem nenhuma expectativa de baixar minha melhor marca na distância dos 15 km, e foi exatamente o que fiz, mas para ter emoção acabou rolando um desafio. Em 2012 tive uma grande disputa nos kms finais com o nosso Queniano da 100 Juízo, o Tonicão, que acabou chegando na frente, em 2013, ele não foi, fizemos então a aposta: Quem perdesse iria passar gel na perna do outro.

Antes do aquecimento é a hora de rever os muitos amigos que “encontramos” todos os dias no Facebook, mas que pessoalmente só temos essas oportunidades para ver, e em Barueri foram muitos os que encontramos. As fotos estão espalhadas por ai no Face.

Segui com o Tonico para largada, e minha ideia era correr a prova a seu lado,

Depois da chegada no registro do Corretor Corredor.

Depois da chegada no registro do Corretor Corredor.

segurando o cara. Mas logo no Km 02, o Tonico começou a ficar para trás. Mesmo num ritmo baixo, ele não acompanhou, e eu fui na minha toada, correndo e apitando de vez em quando, para não perder o costume.

A hidratação, apesar de não estar gelada, foi boa, pontos bem localizados e mais que suficientes. Para essa corrida ficar perfeita, só quando limparem o rio Tietê, enquanto isso não acontece, temos que nos acostumar com o trecho fétido pela avenida que beira o rio.

O sol também ajudou e só pegou para valer mesmo no último km, mas nada que prejudicasse.

Fiz a prova toda alternando o pace de 5:30 a 6:00 min/km. No último retorno ainda avistei o Tonicão, o final do nosso desafio, dessa vez não teve disputa.

Massagista Queniano é só para elite.

Massagista Queniano é só para elite.

Cheguei apitando e comemorando por mais uma prova concluída, dispersão tranquila e um kit satisfatório, com isotônico, maça, banana, barrinha e uma bela medalha. Quem disse que corredor tem que pagar caro para ser bem tratado? Para quem não sabe, essa prova é gratuita, em comemoração ao aniversário da cidade, e deixa muita prova paga no chinelo. Quem levou as crianças até aproveitou os brinquedos instalados ao redor do Ginásio, aonde também acontecia o 3º Torneio Integração de Artes Marciais.

No final só restou ao Tonicão pagar a aposta, para diversão e alegria da galera e agora que trate de treinar, pois essa prova estava muito fácil de chegar na minha frente, na próxima, não sei não…

15K de Barueri

Enquanto vemos muitas reclamações pelos aumentos abusivos nas corridas de rua, vou seguindo o mesmo caminho que deu certo em 2012, só correndo com inscrição que ganhei em promoções ou garimpando as provas gratuitas.
Em 2012 tivemos essa grata surpresa em Barueri. Uma prova de 15k (com opção de 5k), inscrições grátis, muito bem organizada e com respeito ao corredor. Organizada pela Prefeitura de Barueri em comemoração ao aniversário da cidade, é uma forma de fomentar o esporte e levar oportunidade e incentivo para quem quer fazer uma atividade saudável.

Menos numerosa dessa vez, mas não menos animada.

Menos numerosa dessa vez, mas não menos animada.

Então, se fomos bem tratados em 2012, voltamos em 2013. Dessa vez a 100 Juízo foi com uma comitiva menor (ano passado lotamos um ônibus), mas não menos animada. “Doze corredores e um destino”, cada um com seu objetivo em mente. Bom corrigindo: Onze corredores e uma corredora, nossa amiga Vanda foi a única representante feminina da nossa turma.
Saímos cedo e sem problemas, e chegamos no local da prova, o Ginásio Poliesportivo José Correa dentro do horário previsto. As ruas no entorno já estavam fechadas, mas valendo-se do bom senso, os guardas de trânsito liberavam a passagem para quem iria correr. Diferente do que aconteceu na véspera na Night Run (Não fui, mas o Mineiro, que correu, contou), ao invés de facilitar o acesso eles dificultam, e muita gente, repetindo o que aconteceu na prova noturna do ano anterior, perdeu a largada, dado o trânsito da marginal aonde aconteceu a badalada corrida.
Retirada do chip e número de peito foi rápida, com tempo suficiente para cumprimentar um grande número de amigos corredores., que vemos mais pelo Facebook, e nessas provas temos a oportunidade de encontrar.
A largada foi pontual, com queima de fogos, que esse ano foi mais modesta. Saímos juntos, eu, o Fábio Namiuti e o Edson Pontes, firmes no ritmo 5 x 1 até mais ou menos o km 3, aonde o trecho beira o poluído e mal-cheiroso Tietê, ali me desgarrei um pouco dos companheiros. Seguindo na minha meta de baixar o tempo de 2012 (1h18m45s), e com o desejo oculto de fechar em 1h15. Sabia que para isso teria que chegar nos 10K com menos de 50 minutos, e fui no ritmo, que em virtude dos aclives do percurso e do sol, que estava ausente mas resolveu aparecer, caiu alguns segundos.
Cheguei na placa de 10K com 51m30s (1m30s acima do tempo desejado). Para cumprir a meta teria que manter os mesmos 5×1 nos 5km finais. Apertei o passo, e ainda tentei ir um pouco mais rápido, pois se ainda quisesse bater 1h15, teria que me superar.

Mas correr mais rápido não significa deixar de se divertir, e passando por um campo de futebol, aonde acontecia uma animada peleja, times uniformizados e até juíz, deve ser de algum campeonato municipal de várzea. Usei o apito e apitei uma falta, o jogo parou, e os jogadores olharam para o juiz perguntando o que ele havia marcado, apertei o passo rindo por dentro, e aumentei a velocidade, vai que algum jogador identifica o Corredor do Apito brincalhão.

Voltar a passar na beira do fetido Tietê, é um incentivo a mais para correr rápido e sair logo dali. No trecho final ainda fiz uma confusão com as placas, pois haviam as do percurso de 5 e de 15, e achei que faltava 1km quando na realidade era 1,5. Isso também contribuiu para que eu corresse mais, vislumbrando o tempo recorde desejado, mas ao avistar a volta que ainda faltava fazer, mentalmente vi que fecharia com 1h16s, e foi o que consegui: Tempo oficial 1h16s29s, novo Recorde Mundial Pessoal na distância (2m16s mais rápido que em 2012).

Chegando e Apitando

Chegando e Apitando

Pose para foto do Mineiro (que correu 2 provas em menos de 24horas – 5K na Night Run e os 5K em Barueri, terminando a tempo de fotografar a turma).

Dispersão tranquila, medalha bonita (poderiam caprichar mais no design, que impresso na camiseta ficou incompreensível, e colocar a data), e um kit bacana.

Tempo para cumprimentar os que já chegaram e acompanhar a chegada dos amigos que ainda cumpriam suas metas.

Galera reunida, os Onze Corredores e a Corredora, com seus objetivos cumpridos e com a certeza de termos passado uma manhã agradável, fazendo aquilo que gostamos.

Ano que vem a gente volta.