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No Outubro Rosa a 100 Juízo coloriu Mogi. Circuito Oscar – Etapa Mogi

O Circuito é bem organizado, a corrida é boa, sempre com novidades e atrações pros corredores, e ai a galera comparece. Na Etapa Mogi, a 100 Juízo em peso prestigiou, fora um Busão lotado, foi gente de van, de carro, de moto, enfim, se fosse em casa a gente vai, se é mais longe, a gente a gente dá um jeito e faz a nossa parte. Colorimos as ruas de Mogi das Cruzes, quem tinha foi de rosa, e quem não não tinha coloriu do mesmo jeito.

Quem não corre, não entende o que leva alguém a acordar as 4 da manhã do domingo. Trocar a cama quente, pela zoeira do Busão na madrugada, a tiração de sarro dos amigos, pegar kit, alfinetar o número de peito, colocar chip no tênis, fazer aquecimento, muitas vezes dançando e pagando mico, se alinhar apertado no meio dos corredores, esperar ansioso pela largada, e partir, no meu caso, pra 10km, tentando correr mais do que aguenta.

Tratamento VIP da Core Sport

Tratamento VIP da Core Sport

Muitas vezes correndo próximo do limite, para buscar uma ‘melhor marca pessoal’. Pra quem não corre, isso é coisa de louco, assim como, para quem corre, o cara que não madruga pra correr, tá perdendo seu domingo. Cada louco com seu gosto.

E foi nesse pique, que larguei focado em buscar no plano percurso nas ruas de Mogi das Cruzes, um melhor resultado. A cada corrida, venho conseguindo bem melhorar meu tempo. Na Etapa Taubaté fiz em 49:05. Na corrida da Unimed fiz em 48:07, ai veio a Corrida de Jacareí, aonde fiz 47:21 e na Etapa SJC da Oscar 47:34.

Tô chegando! Tô chegando!

Tô chegando! Tô chegando!

Mantive um ritmo forte no começo, na casa dos 4:35/km e fui firme assim até a metade da prova. Aproveitei para focar nas corredoras mulheres, e cheguei a ultrapassar a terceira colocada no km 5, aonde passei com 23 minutos cravados. Repetir o tempo, ou mesmo buscar um split negativo me levaria a quebrar meu recorde pessoal, mas para conseguir isso, ainda preciso de muito treino, e nos kms seguintes, o ritmo cairia um pouco, e eu seria ultrapassado não só pela terceira, mas também pela 4ª corredora feminina. Mas aproveitei

Gela até a alma...

Gela até a alma…

o ritmo delas, para tentar manter o meu. Nos dois últimos kms apertei busquei forças para voltar a correr como no início, e fechei, com muita alegria e apitando com a marca de 47:13, meu segundo melhor tempo nos 10k (o ‘meu recorde mundial’ nos 10k é de 46:54 conquistados em Maio no Centro Histórico de São Paulo).

medalhas

Tá formando a Mandala

Mais uma vez, entrei no gelo, e apesar da dificuldade em aguentar ficar ao menos 2 minuto no balde, a recuperação que ele oferece é sensacional. Pernas novas e recuperadas, e mais a medalha verde da mandala conquistada. Agora só faltam duas, e a próxima é na Etapa Guaratinguetá, na Meia-Maratona Frei Galvão. Baixar o tempo nos 10 vai ficar pra novembro, fechando a mandala em Caraguatatuba.

A gente dorme e acorda correndo.

Na temporada das corridas grátis, o final de semana foi agraciado com duas: Jacareí no sábado a noite e Eugênio de Melo no Domingo de manhã. 10 km em cada uma delas, separadas por 12 horas de diferença.

A dobradinha de correr no sábado e no domingo, pode parecer exagero até para alguns corredores. Para quem não foi mordido pelo bichinho da corrida então, loucura! Mas para os viciados em endorfina é mais uma oportunidade de superação. E se o desafio era esse, duas provas de 10k seguidas, foquei que correria forte uma delas e ‘brincaria’ na outra, duas formas diferentes de se divertir correndo.

Minha escolha foi ir forte na primeira em Jacareí, já gastar as pernas de uma vez, e no dia seguinte relaxar nas ruas do distrito de Eugênio de Melo.

Vamos então as provas:

29ª Corrida Noturna de Jacareí
Corrida grátis não é sinônimo de corrida ruim. Muito bem organizada,

Primeira etapa da dobradinha.

Primeira etapa da dobradinha.

distribuição dos kits rápida, camiseta, e apesar de ter que chegar cedo para retirada do kit, quase 1 hora e meia antes da largada, acaba sendo bom, ainda mais para quem ainda se perde pelas ruas da “grande Jacareí”.
O Parque da Cidade já é conhecido nosso, fizemos recentemente um treino de 25k, passando pela Dom Pedro e Via Dutra, mas partindo dali.
O percurso, apesar de ser duas voltas, é rápido (em 2012 eu teria feito ali minha melhor marca na época: 10k em 48:09), e foi focado em fazer bem a primeira volta e usar a superação na segunda que parti. Acabei achando um bom coelho, que me fez fechar os 5km iniciais em 23:20, só que o coelho parou nos 5 e eu tinha mais 5 pela frente, e logo as pernas acusaram o cansaço, dando uma boa travada a partir do km 7. Ainda arrumei forças pra forçar no final, chegar apitando e fechar a prova com 47:21, meio minuto acima do meu recorde pessoal. A medalha, uma das mais bonitas da temporada, pequena, simples, mas em forma de troféu.

Corrida de Aniversário de Eugênio de Melo – 138 anos

Dormir correndo para acordar correndo e partir para o distrito de Eugênio de Melo, para segunda parte da dobradinha.
Outra corrida grátis e com cara de corrida paga. Se agora não dão mais camisetas é só um detalhe, mas até bom, que afasta os “corredores de boutique”, que tirava a vaga de quem quer correr por causa de uma peça de roupa. Retirada organizada do chip e número de peito, com a obrigação de doar 1kg de arroz, foi feita rapidamente.

A diversão do domingo seria light, mas não menos prazerosa, sem pressa, diferente das outras provas, coloquei os fones no ouvido e fui pro fundão. Se largar lá na frente a galera é mais “sangue nos zóio”, largar no fundo é só alegria e selfies.
Focado em ir de boa, mas nem por isso “tão” devagar assim, fui abrindo caminho, encontrando espaço e fazendo ‘belas ultrapassagens’ ao som do Ira! e as “Manhãs de Domingo”. Clique no player para escutar

Passei na placa dos 5k com 26 minutos, não queria chegar tão acima dos 50 minutos, então dei uma boa apertada, mas logo nesse momento tive que fazer uso do meu apito: Um carro, que aguardava a passagem da corrida, insistiu e cortou os corredores. Apitei, e entrei na frente, correndo até o risco de ser atropelado. Para muitos, trânsito fechado pode ser um transtorno, mas cabe um pouco de paciência, o carro insistiu em trafegar entre os atletas, mesmo devagar, colocando em risco muitos corredores que nem percebiam o veículo que vinha por trás.

Compenetrado no final da dobradinha.

Compenetrado no final da dobradinha.

Apertei o passo, já com o sol esquentando, e com alguma sobra nas pernas, arrisquei um sprint nos kms finais. Ainda teria um sofrimento da subidinha da Rua Barão de Loreto, para virar na Avenida do Poliesportivo e soltar as pernas, chegar feliz e apitando com 51:40. Até que não estourei muito o tempo acima dos 50 min, e me diverti bastante na dobradinha, tanto correndo forte na primeira, como correndo tranquilo na segunda.

Para alegria final, ainda fui agraciado pelo nosso Diretor Edward com o troféu de 2ª Maior Equipe da Equipe 100 Juízo na Prova de Aniversário de São José dos Campos, prova que aconteceu no dia 26 de Julho e que fora entregue somente agora. Uma grande lembrança daquela prova em que fiz meu melhor tempo nos 15k, e que veio coroar meu final de semana de superação,  diversão e que como diz a música: Nas Manhãs de Domingo, parece que realmente, a noite valeu a pena!

Lembranças da dobradinha.

Lembranças da dobradinha.

O Mundo é Bão, Sebastião! – Virada da Fé – 2015

Se para muitos o Treino da Fé começou após a Benção do Padre em frente da

Primeira etapa do desafio: Show do Nando Reis e os Infernais

Primeira etapa do desafio: Show do Nando Reis e os Infernais

Basílica de Tremembé. O meu foi Virada da Fé, e começou no sábado a noite, embalado ao som de Nando Reis e os Infernais, programa da noite com a minha Paula Fortaleza. Rock’n Roll e diversão, chegar em casa as 4 da manhã, e nem dormir pra pular da cama as 5 rumo a Tremembé.

A cidade ficou pequena para tanta gente reunida. Um primor de organização e união da Equipe 100 Juízo e todos os parceiros que fizeram acontecer esse tremendo evento que vai pro seu 5 ano consecutivo, e a cada ano melhorando e crescendo.

Depois de um café quente para espantar o sono e devidamente abençoado, partimos, cerca de 450 Malucos do Asfalto, rumo a Basílica de Aparecida, distante 41km.

Dessa vez o percurso seguiu pela Estrada Velha, sem os riscos e a poluição da Dutra, bem mais tranquila e segura. Cada qual com seu objetivo em mente e na capacidade das pernas. E eu ciente da minha capacidade, dificilmente faria os 41k, e sem cobranças, iria até onde as pernas aguentassem.

E “sem horas e sem dores”, sai tranquilo, fazendo do desafio diversão, acompanhando e sendo acompanhado pelos amigos, aproveitando para conhecer o novo percurso, com o sol despontando e mandando embora a neblina, mas não necessariamente trazendo calor.

Com a trilha do iPod aleatória nos fones, alternando canções leves e rocks mais fortes, mantive as passadas no ritmo que, acreditava, me levaria até o fim, pace de 6:15.

Já vi essa cena em algum filme...

Já vi essa cena em algum filme… http://migre.me/qpi3d

Os primeiros 10km tranquilos, nos levaram a Pindamonhangaba, e muito agradável correr pelas ciclovias, e com o apoio dos ‘marronzinhos’ nos cruzamentos e rotatórias.

Já chegando no km 20, em Moreira César, a noitada começou a pesar. As pernas que a menos de 5 horas atras pulavam no show do Nando Reis, mostravam que realmente é bão, mas doí tudo.

Foi por ali que encontrei o amigo e veterano, Sr. Toninho, tentei me animar na sua vitalidade para seguir, mas as pernas duras me fizeram o ritmo cair. Logo passaria por mim o Fábio, que eu passara em Pinda. Querendo desanimar de vez, vi a amiga Josy caminhando. Pensei comigo, se é pra ir caminhando, que seja com companhia, mas ao alcança-la revigoramos os ânimos e partimos num trotinho rumo ao km 25.

Correr uma maratona é isso, ajudar e ser ajudado o tempo todo. Quase sempre, aquele que pensa que você está ajudando a correr, ele sim, que está te ajudando a encontrar as forças para continuar.

Um ajuda o outro a chegar no km 25

Um ajudando o outro a chegar no km 25

A Josy foi resgatada pelo Claudemir, e eu segui, alternando trotes e caminhadas curtas, que foram ficando longas, quando no km 28 o Alex Marini passou de carro e ofereceu tudo o que eu não queria, mas as pernas pediam: carona.

Me largou uns 4km a frente, achei que tinha que chegar correndo, mas ai é que as pernas travaram de vez. A posição no carro endureceram as pernas e junto vieram as câimbras, alonguei um pouco e segui trotando e caminhando. Ao passar por um carro de apoio, perguntei a distância que faltava: 6km.

Foram os 6km mais longos que já corri, pois 2km a frente, perguntei de novo, e a resposta foi a mesma: 6km.

Essa plaquinha iludiu muita gente...

Essa plaquinha iludiu muita gente…

Ao avistar a subida que dá acesso a entrada da cidade de Aparecida, uma placa indicava Hospital em Aparecida 1,5km. Ledo engano, dali até a Basílica seriam ainda mais 4km que continuei fazendo alternados.

Foi ai que como que para terminar o desafio, começou a tocar Nando Reis e “O Mundo é bom Sebastião!”. A mesma balada na qual algumas horas antes pulávamos ao vivo com o Nando Reis no Clube Luso, e quando eu comecei a cansar as pernas. Deu um alento, pra chegar ao final, contornar a Basílica, passando a primeira entrada, onde muitos corredores terminavam ali seu desafio, mas segui devagar, mas rumo ao final oficial, dando a volta toda, passou em minha mente os momentos mágicos de quando completei a prova em 2014, aquilo que desejei um ano atrás, e estava ali novamente chegando, levando minha Fé comigo, e as novas resoluções e reflexões que fazemos ao longo do percurso, o que deixamos e o que buscamos para as novas etapas que se abrem na vida.

Galera reunida na frente da Basílica de Tremembé

Galera reunida na frente da Basílica de Tremembé

Se não fiz os 41km, fiz o que minhas pernas e a noitada me permitiram. Fiz o que os amigos me apoiaram, me empurraram e me ajudaram a completar nessa bonita festa da 100 Juizo. Nota 10 para todos os envolvidos, que se empenharam, buscaram fizeram e aconteceram. Cada vez mais gente participando, se envolvendo, e dando aquilo que pode, e até o que não pode, para fazer desse evento algo único não só no Vale do Paraíba, mas diria no Brasil. A estrutura que foi oferecida, gratuitamente aos participantes, deixa no chinelo muitas provas caras que acontecem por ai. Parabéns a todos e fica ai a certeza: Juntos somos sempre mais fortes!

Correr para Refletir – Centro Histórico de SP

Sempre gostei muito de correr no Centro Histórico de São Paulo. Descobri isso logo na minha primeira São Silvestre, em 2009. Nos trechos em que a prova percorre a região, vem um sentimento de paulistano, de correr na sua cidade natal pelas ruas onde a cidade nasceu. Voltaria a participar de outras provas nos anos seguintes, e sempre fascinado pela arquitetura central das ruas aonde pequeno andei. Quando vi, em fevereiro a Etapa Centro Histórico do Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, corrida gratuita, não pestanejei e fiz logo a inscrição, que acabam rapidamente. Mas por conta do carnaval a prova seria transferida para essa data.

Largada as 7 horas da manhã, e os Malucos do Asfalto madrugaram para ir pra Terra da Garoa. E a trupe foi formada com o Natanael, a Angélica, a Ana Paula e a Ana Lucia, que acabou seguindo no carro da Vanessa, que resolveu de última hora que ia também. Madrugada fria e com um fog londrino na Via Dutra. Chegamos no horário, as 6h30 estacionamos nas imediações da Catedral da Sé, e seguimos o fluxo de corredores apressados rumo ao Vale do Anhangabau, local da largada, onde encontramos minha sobrinha Sefirah, encarregada de pegar os kits da galera.

E deu 7 horas, a desorganização do Guarda Volumes, acabou nos atrasando, e quando finalmente terminei de embalar minhas coisas, já haviam se passado mais de 3 minutos da largada. Parti em disparada, e até os caminhantes já estavam adiantados.

Passei pelo pórtico, um tanto desanimado com a situação inédita em partir com atraso, pensando em desistir da minha prova e correr com as meninas, que também estavam saindo naquele momento, mas ai deu um estalo, ajustei o volume da música e parti na caça do tempo perdido.

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Descendo a São João

Se na corrida do SESI, por largar bem na frente fui sendo ultrapassado, dessa vez foi diferente. Tive até que segurar o ímpeto inicial, sem o devido aquecimento, mas mesmo assim, saí forte, e buscando espaço para sair ultrapassando. De cara já uma subidinha rápida e a passagem pelo Mosteiro de São Bento, virando no sentido da Praça Pedro Lessa, e completando o km 1 (pace 4:59) no Largo do Paissandu. Os moradores de rua ainda acordando, sonolentos e intrigados com aquela invasão de corredores na “sala de estar”. Fui ultrapassando corredores, em meio ao fétido cheiro de urina que paira pelos becos, até Av.Ipiranga, já no km 2 (pace 4:31), cruzamos a São João, e a Praça da República, para virar na Av.São Luis e passar no km 3 (pace 4:38). Mais ou menos por ai, acabei encontrando um coelho, que iria me ajudar a manter o ritmo durante quase toda a prova. O cara me passou, e eu segui tentando acompanhá-lo, viramos na Xavier de Toledo, passamos ao lado do Teatro e fizemos a volta pela 24 de Maio, voltando na Ipiranga e retornando pela São João (km4 – pace 4:13), aonde os boêmios, travestis e prostitutas terminavam a noite de sábado ainda zombando e mexendo com os malucos a correr tão cedo. Seguimos novamente ao Teatro Municipal dessa vez pelo outro lado, fazendo a volta e descendo a Libero Badaró, para fechar os 5km iniciais em 22:39 (pace do km 5 – 4:18)

Iniciei a segunda metade com uma ligeira queda no ritmo, km 6 em 4:40.

No km 7, o que tem acontecido sempre, acabei desconcentrando e o pace aumentou para 5:17. Parti então no encalço do meu coelho, que havia aberto uma boa distância. Alguns dos moradores de rua já começavam seu dia, enquanto outros continuavam embrulhados, alheios ao frio e ao movimento dos atletas. Fiz o km 8 com 5:09 e no km 9 voltei a casa de sub-5 com 4:56. Apesar de estarmos repetindo o percurso, mal deu para perceber, era só uma leve impressão de ‘já passei por aqui’, foi quando ultrapassei o meu coelho, e fiz o décimo e último km em 4:55 fechando a prova com o tempo total de 46:54 (Meu novo recorde mundial na distância). Se no SESI havia feito com 47 minutos cravados, mas faltaram 300 metros para fechar os 10k, dessa vez o GPS bateu quase em cima (sendo que, no de alguns outros corredores deu até mais).

Cheguei apitando muito e comemorando, sendo até anunciado pelo locutor da

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

prova. Mal peguei a medalha e retornei para o asfalto no sentido inverso, para dar uma força pra galera que ainda vinha voltando. As meninas 100 Juízo receberam meu incentivo e merecidas apitadas, se superaram para atingir seus objetivos, não fugiram no desafio, acordaram cedo e foram todas para os 10km. Logo achei a Sefirah, e completei a prova ‘novamente’ com ela, muito feliz em correr com mais uma sobrinha (já tinha corrido com o Rafael), que o tio serviu de incentivo.

No final um misto de alegria por mais uma prova e meta concluída, mas de reflexão e um sentimento depressivo. Não que o Centro tenha se degradado tanto nesses anos nos quais corri por ali, está do mesmo jeito, com o mesmo abandono de sempre, as mesmas pichações, o mesmo fedor, e não que eu não conheça a realidade brasileira, mas, creio a diferença foi o horário em que invadimos o local e meu olhar com relação a isso.

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Corrida e Reflexão…

Num domingo, Dia das Mães, onde a capital paulista teve corridas em profusão, (além dessa ainda tivemos a corrida do GRAACC- em prol das Crianças com Câncer, corrida da TrackInField no Center Norte, e muitas outras por ai), o Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, uma corrida gratuita, pela inclusão ao esporte, numa região que deveria ser a mais bela da cidade mais rica do Brasil, mas a beleza que vemos ali, é outra, é uma beleza degradada, gótica, deprimente. Seus moradores, esquecidos e escondidos da sociedade, e que para muitos que ali correram, passaram despercebidos durante as passadas, como se fizesse parte daquela paisagem apocalíptica.

 

É para se pensar: Correr e Caminhar para Viver Bem! Será só isso o que precisamos mesmo para Viver Bem?

 

Aonde suas pernas podem te levar…

PQP_capaO nome já indicava aonde iriamos chegar: Treinão PQP! Organizado pelo amigo Claudemir de Paula, de Taubaté, e que levou os Malucos do Asfalto em peso a madrugarem no pacato bairro de Piedade, na cidade de Caçapava.

As 7 horas a turma estava a postos, sem bem saber o que vinha pela frente, mas muito bem avisados pelo organizador: guardem as pernas, que vocês irão precisar. Corredor tem muito de São Tomé, e precisa de ver, ou correr lá, para acreditar. Hoje não seria diferente.

Galera animada e após as fotos partimos, na manhã agradável e fresca. Parti com meus fones no ouvido, mas ao adentrar na zona rural, me rendi aos sons da natureza, curtir os pássaros, sons dos córregos e trocando ideias com os amigos, desconhecendo ainda o que vinha pela frente.

Depois do km 3, foi possível ver o tamanho da encrenca. Ao olhar a imponente subida que nos esperava, só me deu vontade de rir. Uma capelinha ainda marcava o início, ali me benzi e segui até onde deu correndo, e como na Volta ao Cristo em Poços de Caldas, o único jeito é alternar trotes e caminhadas, que logo passam a ser só caminhada mesmo.

Mas todo cansaço e dor nas pernas, principalmente nas panturrilhas são recompensados pela beleza da paisagem lá de cima.

No retorno, fica até difícil segurar na descida, ladeira abaixo todo santo ajuda, mas tem que ser com cuidado, por conta do cascalho e pedras, além de forçar muito as já desgastadas pernas.

No final a satisfação e alegria de confraternizar com os amigos corredores a façanha realizada.

Sim, nossas pernas nos levaram lá!

2014: corri pouco, mas a diversão foi grande!

Fim de ano, hora do balanço geral: 2014 foi um ano atípico na minha vida de corredor. Pela primeira vez, desde 2009 não ultrapasso a marca de 1000 km rodados, cheguei bem perto, mas não corri nem 70% do volume do volume do ano passado, quando rodei 1.425km.

Não tive nenhuma contusão grave, mas tive interrupções leves, cirurgias, e tratamentos que diminuíram o ritmo de treino, mas nem por isso fizeram meu ano menos divertido. Então vamos aos meus destaques do Ano:

(para ler mais sobre os destaques, clique nos títulos e leia os relatos completos)

Galera 100 Juízo em Barueri 2014!

Galera 100 Juízo em Barueri 2014!

O último e difícil km registrado pelo Jorge Ultramaratonista.

Volta ao Cristo no registro do amigo carioca Jorge Ultramaratonista.

XXXII Volta ao Cristo (26/Jan)A cada ano a turma da 100 Juízo aumenta, prestigiando essa que é uma das melhores corridas do Brasil, em todos os aspectos. E a cada ano melhoro meu tempo um pouquinho, nesse que também é um dos percursos mais desafiadores do circuito.

15K de Barueri (30/Mar): Todo ano uma grande surpresa. A revanche com o Tonicão não deu nem graça, só a massagem no fina. Organização nota 10 e gratuita. Sempre deixa boas lembranças e vontade de voltar.

Treino da Fé – Taubaté – Aparecida (1º/Jun): O Treino mais especial do ano, se não fui para fazer o total de 42km, percorri 32k, para chegar no abraço da Basílica de Aparecida. Momentos mágicos que só o mundo das corridas podem nos proporcionar.

A Dutra verde e amarela

A Dutra verde e amarela

Unimed Run (29/06): Meu melhor tempo de2014 nos 10k: 47m21s

Foi porque quis, agora sobe ai e não reclama!

Subindo a Ladeira

Treinão Ladeiras da Penha (14/12): Se já havia encerrado minha temporada de corridas, quando surgiu o convite de última hora, fui meio sem saber o que esperava, e pude participar de um dos mais legais treinos e evento esportivo na minha terra natal. Correr com os amigos pelas ladeiras da Penha (tá bom que na última foi andando), foi o Treinão para fechar meu ano esportivo.

 

 

Números finais:

Total percorridos: 979,4 Km
Total em minutos: 5.448 minutos (90h47m)
Volume mensal médio: 81,6 Km
Mês com maior Volume: Junho (118,8 km)
Pace médio do ano: 5:33 min/km
Dia da Semana em que mais corri: Domingo (497,37km)

Total de Provas: 12
Km total em Provas: 111,6k – Pace médio: 5:13 min/km
Prova mais longa de 2014: XXXII Volta ao Cristo – 16K (1h38m20s)
Melhor Pace: Corrida da Longevidade Bradesco: 6k em 28m16s – Pace de 4:42 min/km
Melhor Prova de 10k: Unimed Run: 47m21s – Pace de 4:44 min/km
Treino mais longo: Treino da Fé: 32km – 3h43m

Como eu sei desses números? Eu uso a planilha de registros do Fabio Namiuti
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Se fiquei um pouco afastado dos treinos e eventos da 100 Juízo, principalmente por incompatibilidade de datas, não deixei de contribuir com aquilo que sei fazer. O grande diferencial de 2014 foram as camisetas personalizadas e alusivas aos treinos, que graças ao empenho da Diretoria, e do apoio dos patrocinadores, tornaram-se realidade, coloriram e abrilhantaram ainda mais as atividades da equipe, e para 2015 muitas novidades virão!
Até lá!!!

Camisetas

Pra baixo todo “santo” ajuda, mas e pra cima?

vista do Pico

Vista do Pico do Itapeva – Foto: Cristiane Hallrs

Se o provérbio diz que para baixo todo “santo” ajuda, e para cima? Quem ajuda?

No treino “Ataque ao Cume”, não tem santo para ajudar não, você vai precisar das suas pernas, muita determinação, e claro, contar com o apoio dos amigos para não desanimar na subida.

Chegando no Pico

Quando passa ai é porque tá chegando!
Foto: Cristiane Hallsr

Nosso amigo de 100 Juízo Fabio Namiuti (leia o relato do Fabio aqui) teve a ideia e criou o treino em 2011. O percurso sai da Praça do Capivari no centro de Campos do Jordão, e sobe para o Pico do Itapeva, um dos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira no Vale do Paraíba, e que, curiosamente fica no município de Pindamonhangaba, apesar de o único acesso por estrada ser esse mesmo do nosso percurso, que sai de Campos do Jordão.

Em 2011 participei da primeira edição, quando eramos cerca de 20 pessoas desafiando os 10 km com cerca de 300 metros de altimetria. Dessa vez foram mais de 50 malucos, que partiram da altitude de 1587 metros para chegar no cume do pico, que oficialmente tem 2030 metros (segundo os mapas do IBGE), talvez em algum outro ponto. No final do treino o Garmin marcava 1871m sendo que em alguns trechos alcançamos 1888m.

 

Subidinha brava. Foto: Helber Costa

Subidinha brava.
Foto: Helber Costa

O início do percurso é a parte mais puxada, não me lembrava bem disso da primeira edição, e fui no ritmo que a subida me permitia, sem me preocupar, afinal o objetivo é chegar lá em cima, além é claro de apreciar a bela paisagem.

O apito trabalhou bastante, como alerta da aproximação dos veículos. A estrada é estreita, e alguns motoristas, mesmo num dia de domingo, numa estrada turística, num local totalmente aprazível, ainda são sem paciência, ou insistem em acelerar em velocidade incompatível com o local. Mas o pessoal já é escolado e sabe correr pelo cantinho, sem correr riscos desnecessários.

Errar o caminho é difícil, todo trecho é sinalizado, mas tudo é muito parecido, e o “pelotão de elite” acabou entrando a direita numa dessas bifurcações, mas tudo bem para eles, para quem é “elite” correr 2 ou 3 km a mais não faz diferença. Para mim que estava firme no intuito de subir tudo correndo, mesmo que num ritmo lento faria sim, e tratei de prestar bem atenção nas placas.

Sentando a bota na cola do Fabio. Foto: Suelen Carvalho

Sentando a bota na cola do Fabio.
Foto: Suelen Carvalho

Até o km 4, o ritmo seguiu na casa dos 7:30 min/km, depois dá para aumentar um pouquinho, num trecho muito bonito no alto da montanha, baixando da casa dos 6:00 min/km, e fui seguindo assim. Teve até um pace mágico de 5:19 no km 9, num longo trecho de descida, quando eu e meu parceiro Fabio Namiuti descemos a bota, relembrando a descida do Cristo em Poços de Caldas.

Aliás eu e o Fabio estamos com o ritmo parecidos, e tem sido frequente a parceria nos treinos, se em 2011 fizemos um bom trecho juntos, mas sucumbi na última subida, dessa vez nos ajudamos a não perder o ritmo para chegarmos no final, que foi uma tremenda festa da 100 Juízo, que tomou conta do mirante, de onde dizem ser possível avistar 15 cidades do Vale do Paraíba. Como bem disse nosso Diretor Edward, chegar lá em cima qualquer um chega, mas correndo, só os Malucos do Asfalto.

Galera 100 Juízo no Pico do Itapeva

Galera 100 Juízo no Pico do Itapeva

Pic-nic na beira do Lago e a alegria de todos pelo desafio concluído, cada qual com sua metacumprida. Eu só queria chegar, e se em 2011 fiz em 1h16m terminar em 1h12 foi bem legal.

Mais um treino daqueles que valem muito mais que uma corrida. Fica a lembrança das belas paisagens por onde passamos, e o companheirismo e amizades que fazemos praticando aquilo que mais gostamos.

Até o próximo!

VII Corrida de Eugênio de Melo – SJC/SP

Normalmente participo de uma corrida por mês, mas agosto tem sempre muitas provas e como no ano passado, fiz três provas no mês. Depois de ter ficado feliz com meus resultados em São Paulo na Night Run e na Corrida do Centro Histórico, a Corrida de Eugênio de Melo seria a oportunidade de sentir que realmente já estou “bem” recuperado.
Eugênio de Melo é um distrito de São José dos Campos e a corrida, que está na sua 7ª edição, comemora o aniversário do distrito, que completa 136 no dia 31.
Dessa vez fui com o mano Maurílio, que em preparação para São Silvestre, participou de sua primeira corrida na distância dos 10km, apesar de já ter cumprido essa distância várias vezes em treinos.
Chegamos cedo no Centro Esportivo, local da largada, e a barraca da 100 Juízo, pra variar, já estava animada. É sempre bom reencontrar os amigos de treinos e provas, dar um reforço no Café da Manhã com o bolo de fubá da Dona Marlene Andrade, e pegar algumas informações sobre o percurso, que teve alteração em relação ao de 2012. Já ciente de que as subidas e descidas do caminho, a meta era cumprir os 10k em 50 minutos, como fiz no ano passado, e foi com esse pensamento que segui para largada depois de um rápido aquecimento.

"Milagres acontecem quando a gente vai a luta" - OTM

“Milagres acontecem quando a gente vai a luta” – OTM

As ruas do bairro ficam estreitas para mais de 1000 corredores passarem, mas mantendo a atenção e controle deu para manter um bom ritmo no começo da prova, e consegui manter o ritmo alvo até metade da prova, quando passei no km 5 com 24m13s. Ainda sonhei em buscar o tão sonhado “split negativo”, mas naquela altura o sol já estava forte e os trechos de subidas são mais fortes no final. Tentando manter a média de 5:00/km, sem deixar subir muito disso achei que era hora de ligar o som, para tentar turbinar as passadas com O Teatro Mágico, e ao ouvir na faixa Transição: “Milagres acontecem quando você vai a luta”, achei até que dava. O “split negativo” não veio, mas consegui chegar no final feliz e dentro da meta: 50m17s.

A alegria do Maurílio em completar sua primeira prova de 10km

A alegria do Maurílio em completar sua primeira prova de 10km

Peguei minha medalha, tomei uma água e voltei até o km 9 para ajudar o amigo Maurílio a terminar sua prova, e tome novamente a subida e a virada para reta final, ali forcei o mano a aumentar seu ritmo, para passar forte, e fechar bem sua primeira corrida de 10km com 1h11m22s (número cabalístico). Está no caminho certo, e para os 15km falta pouco, e eu que pretendo acompanhá-lo nesse desafio também vou pegar firme para chegar bem no final do ano.

Algumas considerações sobre a Corrida:
Muito bem organizada como sempre, entrega do Chip e Número de peito sem atropelo. O local de concentração do Centro Esportivo de Eugênio de Melo é muito legal e teve ótima participação das equipes e atletas, e um percurso bem bacana, com ótimas variações.
A medalha muito bonita também, mas minha crítica fica com relação a falta da camiseta. Não participo de corridas por causa da camiseta, mas ela é uma propaganda da corrida e da cidade, e os corredores usam com orgulho as camisetas das provas que participaram.
Acredito que não seria difícil buscar um fornecedor para essas camisetas, que exibiriam sua marca, afinal se a cidade tem um Circuito de Corridas, não tem nenhuma empresa interessada em patrocinar?
E ainda, no “kit pós prova”, uma imensa sacola da Gamaia, praticamente vazia com o sanduba, suco, barrinha e maça lá no fundo, a meu ver é uma propaganda negativa, vai pro lixo, com sorte pode até ser reciclada, mas é um desperdício. Se não tinham nada para dar, colocassem ao menos um vale desconto, na pior das hipóteses alguém poderia ir na loja comprar alguma coisa.
Bons treinos e até a próxima.

Leia aqui o Relato do Fabio Namiuti

2ª Corrida de Verão 100 Juízo & Tribe of Runners

Quando for fazer algo na sua vida, não faça o que for possível, mas sim o seu melhor, ofereça aquilo que tem de melhor e depois colha os resultados. E foi isso que toda Equipe 100 Juízo & Tribe of Runners fez. Ofereceu o seu melhor e o resultado foi uma corrida sem precedentes. Falhas houveram? Claro que sim, mas nada que comprometesse o evento, e que serão levantadas e corrigidas.

O prestigio da presença dos amigos Vicente Sobrinho e Antonio Colucci

O prestigio da presença dos amigos Vicente Sobrinho e Antonio Colucci

E assim o domingo do dia 24 de Fevereiro foi marcado por uma grande festa dos corredores do Vale do Paraíba que prestigiaram nosso evento realizado no Clube da Sabesp em São José dos Campos. Começou cedo, cheguei ao local as 6 da manhã, e mais acompanhando o andamento dos últimos preparativos e dando uma força aonde precisava. Confesso que trabalhei mais nos preparativos pré-prova, naquilo que me acho mais apto a fazer, mas estava ali também dando o meu melhor para o que fosse necessário.

E a corrida foi chique, com direito a café da manhã, num oferecimento das nossas voluntárias, e ações que não se vê sempre por ai, como distribuição de RedBull, massoterapeutas, stand da New Balance, entre outras coisas que a gente só tem nas corridas tops por ai, ou seja, foi bem chique.

Pra se ter uma idéia, a largada foi disparada pelo apito de ninguém menos que o Corredor do Apito, bom, menos né, mas pra mim foi uma tremenda honra apitar para galera começar a correr. E foi assim que a corrida começou pra mim, apitei, esperei todos largarem e sai na minha, sem pretenção nenhuma de baixar tempo, mas queria correr e me divertir. Tanto é que só lembrei de disparar o relógio, quando já estava saindo do clube e entrando no trecho urbano da prova, que foi fechado pela Secretária de Trânsito para dar maior segurança aos participantes.

Correndo e apitando.

Correndo e apitando.

Diante disso, larguei mão de tempo, e simplesmente fui me divertindo ao longo do caminho. No retorno no Urbanova avistei o amigo Fábio Namiuti bem a frente, e coloquei como meta alcança-lo. Fui tentando alcança-lo, mas por 3 vezes meu tênis desamarrou. Ao chegar próximo a entrada do clube, finalmente alcancei o Fábio, e pudemos terminar a prova juntos, do jeito que eu gostaria de ter chegado na Maratona de São Paulo ano passado, lá não deu, minhas pernas acabaram antes, mas aqui fiz questão de chegar com o amigo, e saudá-lo na chegada da Corrida da qual ele foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso.

Foi curtinha, mas cansou.

Foi curtinha, mas cansou.

No final uma tremenda festa e a satisfação de que demos o nosso melhor, e a ver pelos comentários pós-prova, e que vão replicando pelas redes sociais, realmente foi um tremendo sucesso.
No blog do Fábio Namiuti tem um relato mais completo e preciso, como tudo que o corredor best-seller faz: clique aqui para ler.

Gostaria de fazer um agradecimento especial aos nossos apoiadores Grupo Cauana Comercio de Frutas, na pessoa do meu amigo e irmão Marcelo Souza, que nos abasteceu de frutas. Ao Maurício Roberto Tomé da Foot Company,

A medalha

A medalha

que patrocinou as medalhas antes de saber que ficariam tão bonitas. Ao Vicente Sobrinho e a Revista Contra Relógio, a M&F Eventos, a Run With Us Assessoria Esportiva, a Secretaria de Transportes e a Secretaria de Esportes de São José dos Campos, ao Vereador Robertinho da Padaria, a Associação Sabesp, a RedBull, a MRV, a SNC – Sports Nutrition Center, ao Antonio Colucci pela presença e se eu esqueci de alguém, favor me avisem que eu atualizo o post.

Merecido Troféu!

O Merecido Troféu!

E Parabéns a todos os envolvidos na organização, não vou nomear pois com certeza vou esquecer de alguém! Mas esse troféu foi mais do que merecido a todos!

Treino coletivo, treino solitário.

Domingo, se não tem prova, é o dia do meu Longão. Às vezes coletivo, às vezes solitário.

Domingo passado foi um treino coletivo com os companheiros de 100 Juízo, muito bom. Saímos do Parque Vicentina Aranha e seguimos para o Urbanova. O treino da turma era pra 22K, voltando do Paratehy, o meu era pra 18K, voltei um pouquinho antes.

Depois do treino a galera reunida no Vicentina.

Depois do treino a galera reunida no Vicentina.

O treino coletivo tem suas vantagens, com a companhia dos amigos, parece que ele vai fluindo melhor, e logo você acerta seu ritmo com alguém. Outra vantagem que tivemos foi que a amiga Vanda, impossibilitada de correr, mas não de participar, foi nosso Staff,  e montou um posto de abastecimento próximo ao GACC. Participar de um grupo de corridas tem disso, mais do que colegas de equipe, vamos nos tornando amigos, e participando do desenvolvimento do outro, a conquista de individual passa a ser de todos.

Na quarta um outro treino coletivo de sucesso da Equipe 100 Juízo, do qual não pude participar,  e acabei perdendo as “curvas alucinantes, subidas inesquecíveis, descidas maravilhosas e retas deslumbrantes” do percurso que o Edson Pontes preparou pelo Parque Aeronáutico Joseense. Fique só na vontade ao ver as fotos.

Então no Longão Solitário desse domingo de carnaval, para compensar o treino perdido da quarta, coloquei meu bloco para correr por aquelas bandas. Não me arrisquei a entrar no Jardim da Granja e procurar as tais “curvas alucinantes”. Fui no tradicional, seguindo pela Avenida dos Astronautas e retornando no Aeroporto.

Pausa pra foto no Museu Aerospacial

Pausa pra foto no Museu Aerospacial

Foi realmente um treino solitário, esqueci até do meu companheiro inseparável, o apito. E depois de tanto tempo correndo com o apito no pescoço, ele faz falta. É meu item de segurança, mesmo que não tenha tido necessidade de usá-lo nenhuma vez.

Hoje também testei uma nova fonte de energia. Como acabaram os energéticos em gel, comprei uma bananinha de Paraibuna para substituir. O gel é mais prático, abriu, manda pra dentro e bebe água, mas é ruim pra caramba. A bananinha é muito mais saborosa, mas tem que estar com a mandíbula treinada, é incrível como as pernas correm 20K de boa, mas mastigar a bananinha cansa a boca. Como achei que a absorção das calorias da banana seria mais lenta, mandei pra dentro no km 8, normalmente tomo o gel no km 10. Bom, não sei dizer se foi melhor ou pior, só que foi mais gostoso.

Concluindo: no coletivo trocamos idéias, contamos causos e nos divertimos bastante. O solitário é mais reflexivo, o pensamento vai longe, talvez a concentração no esforço seja maior, em compensação, no coletivo, se faltam pernas, o amigo ao lado te ajuda a terminar.
Mas seja Coletivo ou Solitário, treinar é tudo de bom.