Correndo em busca da mandala da Oscar Running Adidas em Taubaté

Focado no objetivo

Focado no objetivo

Está aberto o Circuito Oscar Running Adidas com a Etapa Taubaté. Já havia participado dessa prova no ano passado, que, como todas as provas organizadas pela Avatar, prezam pela qualidade, organização e respeito aos seus atletas. Se a Corrida de Rua virou comércio, os organizadores devem tratar bem seus clientes, e é isso o que a Avatar tem feito, sempre escutando os corredores e melhorando naquilo que é possível, e tem sempre melhorado a cada ano.

Acordar de madrugada no domingo para correr é para os fortes e foi assim que seguimos cedo para Taubaté, com e incumbência de montar a Tenda (o puxadinho) para o Malucos do Asfalto que estariam presentes nessa primeira Etapa do Circuito.

Dessa vez, troquei a camiseta da 100 Juízo, para prestigiar o meu amigo Mineiro, com as camisetas novas de sua futura Assessoria. Farda de Elite, responsabilidade de correr forte. E foi assim que fui para um aquecimento rápido, antes de me alinhar para largada.

Partida pontual e tranquila, e como sempre alguns corredores atabalhoados, querendo dar tudo de si, nos primeiros 100 metros, sendo que ainda faltariam 9.900 metros a correr, para alguns 5, mas tem que saber dosar o ritmo, pois essas pernas farão falta lá no final.

Manhã agradável de sol, bem diferente da chuva de 2014 e segui tranquilo dentro da meta de pace entre 4:45 e 4:50. Logo encontraria o mano Solito, que me acompanharia em quase metade do percurso. Morador local (mais precisamente de Tremembé), o Solito conhece os “atalhos da pista”, ou melhor, aonde o bicho pega. E ele pega mesmo lá pelo km 5, no final da Rua Marrocos, aonde uma serie de descidas e subidas quebram o ritmo. Cheguei na metade da prova com 24 minutos e repetir o tempo na volta me colocaria dentro do que estou proposto para os 10k, correr sempre abaixo de 50 minutos, e foi ali no último aclive que deixei meu parceiro pra trás, e tentei não cair no ritmo da volta.

Encontraria um novo parceiro de ritmo, o José Luis Nunes, que seguia na

Satisfação de chegar.

Satisfação de chegar.

mesma passada que a minha, e fomos boa parte do sobe e desce da volta lado a lado. O km 8, com a última subida da Rua Prof. Ernesto, seria o único com pace alto, 5:15, mas sem desanimar, recuperei o ritmo, e dando a volta no Estádio Joaquinzão retomei a faixa de 4:50. Uma mudança de última hora no percurso, ainda colocaria duas subidinhas chatas no km final, mas, já sentindo a vibração  da chegada próxima, parti para o sprint final, com alegria, apitando e recebendo a saudação da galera, e fechando a prova com o tempo de 49:05.

Primeira medalha do semestre no peito e a primeira da Mandala do Circuito Oscar, que pretendo buscar nas outras 4 provas que restam (São José, Mogi, Guaratinguetá e Caraguá), se Deus e as pernas assim permitirem.

O Mundo é Bão, Sebastião! – Virada da Fé – 2015

Se para muitos o Treino da Fé começou após a Benção do Padre em frente da

Primeira etapa do desafio: Show do Nando Reis e os Infernais

Primeira etapa do desafio: Show do Nando Reis e os Infernais

Basílica de Tremembé. O meu foi Virada da Fé, e começou no sábado a noite, embalado ao som de Nando Reis e os Infernais, programa da noite com a minha Paula Fortaleza. Rock’n Roll e diversão, chegar em casa as 4 da manhã, e nem dormir pra pular da cama as 5 rumo a Tremembé.

A cidade ficou pequena para tanta gente reunida. Um primor de organização e união da Equipe 100 Juízo e todos os parceiros que fizeram acontecer esse tremendo evento que vai pro seu 5 ano consecutivo, e a cada ano melhorando e crescendo.

Depois de um café quente para espantar o sono e devidamente abençoado, partimos, cerca de 450 Malucos do Asfalto, rumo a Basílica de Aparecida, distante 41km.

Dessa vez o percurso seguiu pela Estrada Velha, sem os riscos e a poluição da Dutra, bem mais tranquila e segura. Cada qual com seu objetivo em mente e na capacidade das pernas. E eu ciente da minha capacidade, dificilmente faria os 41k, e sem cobranças, iria até onde as pernas aguentassem.

E “sem horas e sem dores”, sai tranquilo, fazendo do desafio diversão, acompanhando e sendo acompanhado pelos amigos, aproveitando para conhecer o novo percurso, com o sol despontando e mandando embora a neblina, mas não necessariamente trazendo calor.

Com a trilha do iPod aleatória nos fones, alternando canções leves e rocks mais fortes, mantive as passadas no ritmo que, acreditava, me levaria até o fim, pace de 6:15.

Já vi essa cena em algum filme...

Já vi essa cena em algum filme… http://migre.me/qpi3d

Os primeiros 10km tranquilos, nos levaram a Pindamonhangaba, e muito agradável correr pelas ciclovias, e com o apoio dos ‘marronzinhos’ nos cruzamentos e rotatórias.

Já chegando no km 20, em Moreira César, a noitada começou a pesar. As pernas que a menos de 5 horas atras pulavam no show do Nando Reis, mostravam que realmente é bão, mas doí tudo.

Foi por ali que encontrei o amigo e veterano, Sr. Toninho, tentei me animar na sua vitalidade para seguir, mas as pernas duras me fizeram o ritmo cair. Logo passaria por mim o Fábio, que eu passara em Pinda. Querendo desanimar de vez, vi a amiga Josy caminhando. Pensei comigo, se é pra ir caminhando, que seja com companhia, mas ao alcança-la revigoramos os ânimos e partimos num trotinho rumo ao km 25.

Correr uma maratona é isso, ajudar e ser ajudado o tempo todo. Quase sempre, aquele que pensa que você está ajudando a correr, ele sim, que está te ajudando a encontrar as forças para continuar.

Um ajuda o outro a chegar no km 25

Um ajudando o outro a chegar no km 25

A Josy foi resgatada pelo Claudemir, e eu segui, alternando trotes e caminhadas curtas, que foram ficando longas, quando no km 28 o Alex Marini passou de carro e ofereceu tudo o que eu não queria, mas as pernas pediam: carona.

Me largou uns 4km a frente, achei que tinha que chegar correndo, mas ai é que as pernas travaram de vez. A posição no carro endureceram as pernas e junto vieram as câimbras, alonguei um pouco e segui trotando e caminhando. Ao passar por um carro de apoio, perguntei a distância que faltava: 6km.

Foram os 6km mais longos que já corri, pois 2km a frente, perguntei de novo, e a resposta foi a mesma: 6km.

Essa plaquinha iludiu muita gente...

Essa plaquinha iludiu muita gente…

Ao avistar a subida que dá acesso a entrada da cidade de Aparecida, uma placa indicava Hospital em Aparecida 1,5km. Ledo engano, dali até a Basílica seriam ainda mais 4km que continuei fazendo alternados.

Foi ai que como que para terminar o desafio, começou a tocar Nando Reis e “O Mundo é bom Sebastião!”. A mesma balada na qual algumas horas antes pulávamos ao vivo com o Nando Reis no Clube Luso, e quando eu comecei a cansar as pernas. Deu um alento, pra chegar ao final, contornar a Basílica, passando a primeira entrada, onde muitos corredores terminavam ali seu desafio, mas segui devagar, mas rumo ao final oficial, dando a volta toda, passou em minha mente os momentos mágicos de quando completei a prova em 2014, aquilo que desejei um ano atrás, e estava ali novamente chegando, levando minha Fé comigo, e as novas resoluções e reflexões que fazemos ao longo do percurso, o que deixamos e o que buscamos para as novas etapas que se abrem na vida.

Galera reunida na frente da Basílica de Tremembé

Galera reunida na frente da Basílica de Tremembé

Se não fiz os 41km, fiz o que minhas pernas e a noitada me permitiram. Fiz o que os amigos me apoiaram, me empurraram e me ajudaram a completar nessa bonita festa da 100 Juizo. Nota 10 para todos os envolvidos, que se empenharam, buscaram fizeram e aconteceram. Cada vez mais gente participando, se envolvendo, e dando aquilo que pode, e até o que não pode, para fazer desse evento algo único não só no Vale do Paraíba, mas diria no Brasil. A estrutura que foi oferecida, gratuitamente aos participantes, deixa no chinelo muitas provas caras que acontecem por ai. Parabéns a todos e fica ai a certeza: Juntos somos sempre mais fortes!

Correr para Refletir – Centro Histórico de SP

Sempre gostei muito de correr no Centro Histórico de São Paulo. Descobri isso logo na minha primeira São Silvestre, em 2009. Nos trechos em que a prova percorre a região, vem um sentimento de paulistano, de correr na sua cidade natal pelas ruas onde a cidade nasceu. Voltaria a participar de outras provas nos anos seguintes, e sempre fascinado pela arquitetura central das ruas aonde pequeno andei. Quando vi, em fevereiro a Etapa Centro Histórico do Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, corrida gratuita, não pestanejei e fiz logo a inscrição, que acabam rapidamente. Mas por conta do carnaval a prova seria transferida para essa data.

Largada as 7 horas da manhã, e os Malucos do Asfalto madrugaram para ir pra Terra da Garoa. E a trupe foi formada com o Natanael, a Angélica, a Ana Paula e a Ana Lucia, que acabou seguindo no carro da Vanessa, que resolveu de última hora que ia também. Madrugada fria e com um fog londrino na Via Dutra. Chegamos no horário, as 6h30 estacionamos nas imediações da Catedral da Sé, e seguimos o fluxo de corredores apressados rumo ao Vale do Anhangabau, local da largada, onde encontramos minha sobrinha Sefirah, encarregada de pegar os kits da galera.

E deu 7 horas, a desorganização do Guarda Volumes, acabou nos atrasando, e quando finalmente terminei de embalar minhas coisas, já haviam se passado mais de 3 minutos da largada. Parti em disparada, e até os caminhantes já estavam adiantados.

Passei pelo pórtico, um tanto desanimado com a situação inédita em partir com atraso, pensando em desistir da minha prova e correr com as meninas, que também estavam saindo naquele momento, mas ai deu um estalo, ajustei o volume da música e parti na caça do tempo perdido.

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Descendo a São João

Se na corrida do SESI, por largar bem na frente fui sendo ultrapassado, dessa vez foi diferente. Tive até que segurar o ímpeto inicial, sem o devido aquecimento, mas mesmo assim, saí forte, e buscando espaço para sair ultrapassando. De cara já uma subidinha rápida e a passagem pelo Mosteiro de São Bento, virando no sentido da Praça Pedro Lessa, e completando o km 1 (pace 4:59) no Largo do Paissandu. Os moradores de rua ainda acordando, sonolentos e intrigados com aquela invasão de corredores na “sala de estar”. Fui ultrapassando corredores, em meio ao fétido cheiro de urina que paira pelos becos, até Av.Ipiranga, já no km 2 (pace 4:31), cruzamos a São João, e a Praça da República, para virar na Av.São Luis e passar no km 3 (pace 4:38). Mais ou menos por ai, acabei encontrando um coelho, que iria me ajudar a manter o ritmo durante quase toda a prova. O cara me passou, e eu segui tentando acompanhá-lo, viramos na Xavier de Toledo, passamos ao lado do Teatro e fizemos a volta pela 24 de Maio, voltando na Ipiranga e retornando pela São João (km4 – pace 4:13), aonde os boêmios, travestis e prostitutas terminavam a noite de sábado ainda zombando e mexendo com os malucos a correr tão cedo. Seguimos novamente ao Teatro Municipal dessa vez pelo outro lado, fazendo a volta e descendo a Libero Badaró, para fechar os 5km iniciais em 22:39 (pace do km 5 – 4:18)

Iniciei a segunda metade com uma ligeira queda no ritmo, km 6 em 4:40.

No km 7, o que tem acontecido sempre, acabei desconcentrando e o pace aumentou para 5:17. Parti então no encalço do meu coelho, que havia aberto uma boa distância. Alguns dos moradores de rua já começavam seu dia, enquanto outros continuavam embrulhados, alheios ao frio e ao movimento dos atletas. Fiz o km 8 com 5:09 e no km 9 voltei a casa de sub-5 com 4:56. Apesar de estarmos repetindo o percurso, mal deu para perceber, era só uma leve impressão de ‘já passei por aqui’, foi quando ultrapassei o meu coelho, e fiz o décimo e último km em 4:55 fechando a prova com o tempo total de 46:54 (Meu novo recorde mundial na distância). Se no SESI havia feito com 47 minutos cravados, mas faltaram 300 metros para fechar os 10k, dessa vez o GPS bateu quase em cima (sendo que, no de alguns outros corredores deu até mais).

Cheguei apitando muito e comemorando, sendo até anunciado pelo locutor da

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

Só quem termina uma prova, sabe o significado desse sorriso de satisfação.

prova. Mal peguei a medalha e retornei para o asfalto no sentido inverso, para dar uma força pra galera que ainda vinha voltando. As meninas 100 Juízo receberam meu incentivo e merecidas apitadas, se superaram para atingir seus objetivos, não fugiram no desafio, acordaram cedo e foram todas para os 10km. Logo achei a Sefirah, e completei a prova ‘novamente’ com ela, muito feliz em correr com mais uma sobrinha (já tinha corrido com o Rafael), que o tio serviu de incentivo.

No final um misto de alegria por mais uma prova e meta concluída, mas de reflexão e um sentimento depressivo. Não que o Centro tenha se degradado tanto nesses anos nos quais corri por ali, está do mesmo jeito, com o mesmo abandono de sempre, as mesmas pichações, o mesmo fedor, e não que eu não conheça a realidade brasileira, mas, creio a diferença foi o horário em que invadimos o local e meu olhar com relação a isso.

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Corrida e Reflexão…

Num domingo, Dia das Mães, onde a capital paulista teve corridas em profusão, (além dessa ainda tivemos a corrida do GRAACC- em prol das Crianças com Câncer, corrida da TrackInField no Center Norte, e muitas outras por ai), o Circuito Correr e Caminhar para Viver Bem, uma corrida gratuita, pela inclusão ao esporte, numa região que deveria ser a mais bela da cidade mais rica do Brasil, mas a beleza que vemos ali, é outra, é uma beleza degradada, gótica, deprimente. Seus moradores, esquecidos e escondidos da sociedade, e que para muitos que ali correram, passaram despercebidos durante as passadas, como se fizesse parte daquela paisagem apocalíptica.

 

É para se pensar: Correr e Caminhar para Viver Bem! Será só isso o que precisamos mesmo para Viver Bem?

 

Meu novo recorde nos 10K na Corrida do SESI 2015. SQN

Mesmo decidido a não colocar mais a mão no bolso para correr, como tem sido rotina agora, na véspera aparece uma inscrição para Corrida do SESI de São José dos Campos de presente. Dessa vez foi o amigo João Ávila, que impedido de estar em São José dos Campos no domingo, dia 26. Me passou sua inscrição, e com uma meta: Fazer a prova em 48 minutos.

Estava disposto a ir pro SESI, para fazer em 50 minutos, mas o desafio proposto pelo amigo, serviu de incentivo para ir animado para prova. Confesso que ultimamente a animação com baixar tempo e correr cada vez mais rápido anda em baixa. Tenho corrido mais, simplesmente pelo prazer de calçar o tênis, ligar o iPod e curtir as ruas. Nem treinos específicos estou fazendo, mas tenho rodado regularmente, na faixa de 30 a 40 km semanais.

Por conta da profusão de provas acontecendo no mesmo dia, a 100 Juízo acabou ficando Sem Teto, mas nada que nos abalou, o Fabio Ragacini, da Academia K2, liberou a tenda para galera, que não se fez de rogada, e se acomodou ali mesmo. Valeu Fabião!

Com a cabeça nos 48 minutos, fui para um aquecimento rápido, e consegui lugar na boca do funil, ao lado dos feras Odair e Helber. Pelotão de Elite.

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Correndo e apitando na chegada!

A vantagem de se largar na frente, é pegar pouco tráfego, o que desenvolve legal o começo da prova, mas, no caso dos pangarés feito eu, acontece um efeito negativo, de ser muito ultrapassado pelos corredores com pace muito mais rápido que o meu. Quando se larga lá no fundão, você se sente ‘o corredor’, ultrapassando todo mundo. Ser ultrapassado acaba fazendo você até forçar um pouco o ritmo antes da hora. Mas fui na minha, segui no ritmo da música, sem me abalar por ser ultrapassado e sem querer correr mais rápido do que o proposta, e aproveitei o embalo da descida da Cidade Jardim, para achar o ritmo desejado.

As placas posicionadas na descida já davam ideia de que teriam algumas voltas para completar os 10k, dá uma desanimadinha, mas como é descida, vai no embalo. O problema é quando chega lá embaixo na esquina da Cassiopeia, e a volta é numa subida que parece não ser. Desde que comecei a correr, sempre me dei bem nas subidas, aprendi logo na minha primeira corrida em 2009, a da Solidariedade em Ribeirão Preto: na subida a gente corre para descansar na descida. E o pace de 4:45 da descida, subiu um pouco acima dos 5:00, e muita gente que me passara na descida, foi sendo ultrapassado na subida.

Já perto do 1º retorno dos 5km, o Carlos Severiano, que já tinha terminado (correu a distância menos de 5K) e vinha voltando para puxar a galera, gritou: “Tá andando Silvio!!!”. Ainda tentei argumentar que não estava, e ele reforçou: “Tá sim!!!” Foi a deixa pra apertar o passo, e passar na placa de 5km com 24 minutos, só faltava repetir o trajeto no mesmo ritmo para cumprir a meta. Parece fácil, mas não é.

Baixei o pace novamente na descida, ciente que precisa das pernas e do fôlego para subir tudo de novo. Novamente ultrapassei gente que havia me passado, e segui em bom ritmo, até as placas de 8 e 9, ali, já na frente do SESI, foi a hora de buscar as forças finais fazer o último cotovelo e partir pro sprint. Como sempre cheguei apitando muito e comemorando a façanha, a meta estava próxima, e fechou com exatos 47m00s, o que se confirmaria depois no tempo oficial. Chegada animada que contagiou o já animado locutor Maquininha.

Meta cumprida, apesar que o GPS acusou uns 300 metros a menos, mas se “oficialmente” eram 10k, poderia valer como recorde. Só que não, prefiro deixar como meta futura de correr a distância correta nesses mesmos 47 minutos.

 

Aonde suas pernas podem te levar…

PQP_capaO nome já indicava aonde iriamos chegar: Treinão PQP! Organizado pelo amigo Claudemir de Paula, de Taubaté, e que levou os Malucos do Asfalto em peso a madrugarem no pacato bairro de Piedade, na cidade de Caçapava.

As 7 horas a turma estava a postos, sem bem saber o que vinha pela frente, mas muito bem avisados pelo organizador: guardem as pernas, que vocês irão precisar. Corredor tem muito de São Tomé, e precisa de ver, ou correr lá, para acreditar. Hoje não seria diferente.

Galera animada e após as fotos partimos, na manhã agradável e fresca. Parti com meus fones no ouvido, mas ao adentrar na zona rural, me rendi aos sons da natureza, curtir os pássaros, sons dos córregos e trocando ideias com os amigos, desconhecendo ainda o que vinha pela frente.

Depois do km 3, foi possível ver o tamanho da encrenca. Ao olhar a imponente subida que nos esperava, só me deu vontade de rir. Uma capelinha ainda marcava o início, ali me benzi e segui até onde deu correndo, e como na Volta ao Cristo em Poços de Caldas, o único jeito é alternar trotes e caminhadas, que logo passam a ser só caminhada mesmo.

Mas todo cansaço e dor nas pernas, principalmente nas panturrilhas são recompensados pela beleza da paisagem lá de cima.

No retorno, fica até difícil segurar na descida, ladeira abaixo todo santo ajuda, mas tem que ser com cuidado, por conta do cascalho e pedras, além de forçar muito as já desgastadas pernas.

No final a satisfação e alegria de confraternizar com os amigos corredores a façanha realizada.

Sim, nossas pernas nos levaram lá!

Tô atrasado – Night Run Twist

Mal tem dado tempo de treinar, e o que dirá manter em dia os relatos do blog,night_run e assim tem sido a minha correria. Nem tenho feito inscrição para as provas, e para Night Run Twist, etapa São José dos Campos, realizada no dia 28 de Março, não foi diferente. Apesar do valor subsidiado e baixo de R$ 20,00 pela inscrição, acabei esquecendo de fazer, e como não estou tão focado nas provas, deixei quieto. Mas quando me foi oferecida, na véspera, a inscrição para a prova, não pensei duas vezes, e parti em busca da 2ª medalha do ano.

O local já está ficando manjado, se antes todas as provas de São José aconteciam no Vidoca, agora a maioria vai para Via Norte. Mas dessa vez com uma novidade, sentido inverso do normal, e sem a subida da Av. São José que sempre derruba os atletas, principalmente na segunda volta nos 10K.

Focado em terminar os 10K em 50 minutos, logo peguei o ritmo e na primeira volta deu para sentir que a novidade iria ajudar. Completei os primeiros 5K em 24 minutos, dá até uma vontade de parar ao cruzar o pórtico, mas continuei firme nas passadas, deixando cair um pouco o ritmo na subida, no km 6, ali encontrei a Suellen, com dores de lado, e sofrendo para subir, passei uma dica rápida de soltar mais o ar do que puxar, isso equilibra a respiração e não me pergunte o motivo, mas ajuda a diminuir esse mal estar, que derruba o ritmo de qualquer um.

Segui firme, fiz a volta, embalei na descida, e segui firma na meta, até que no KM 8, a mesma Suellen que a pouco eu ajudara, passou como um foguete, mostrando que havia superado a dor e seguia em ritmo bem forte. Aproveitei o embalo, e parti em seu encalço, afinal, se eu perdesse o ritmo, não cumpriria a meta.

Ao focar o pórtico no final do km 9, estava no limite, mas ainda achei forças para fechar em 49m48s, apitando e comemorando muito a consolidação do sub-5 nos 10k.

 

 

 

A prova era Meia, a diversão foi por inteiro

Enfim o Blog começou 2015.

Realmente estava as moscas, mas se  somente no mês de março começou o meu calendário de corridas, então, que voltemos com força total e com mais uma corrida resolvida na véspera, não estava nos planos, mas veio em boa hora.

No ano passado, sem objetivo, fui perdendo o ritmo de treinamento, e entrei o ano dessa forma, querendo colocar um objetivo em mente, mas ainda sem definição. Treinando estou, mas pro gasto, e simplesmente pelo prazer que a corrida proporciona, mas sem nenhum foco, ou prova específica.

Eu tô ai nesse formigueiro.

Eu tô ai nesse formigueiro.

Quando amigo Alex postou que tinha inscrições disponíveis para Meia Maratona Internacional de São Paulo, e o Diretor da 100 Juízo Edward disse que tinha vaga no Busão da Alegria da 100 Juizo, já era mais de 9 horas da noite da véspera, mas nem pensei duas vezes: Estou nessa!

Meu treino mais longo nos últimos 4 meses foi de 15 ou 16k, mas iria assim mesmo para minha segunda Meia Maratona da carreira. A primeira foi no Rio em 2011, depois disso aumentei as distâncias, foram 3 Maratonas, e diversas outras provas de 10, 15, 16k, nunca contei ao certo quantas (qualquer hora faço a conta), mas as “meias”, sempre por algum motivo (quase sempre o alto valor das inscrições), foram passando em branco.

Saída na madrugada e já muitas risadas e diversão ao rever os amigos 100 Juízo que não via a um bom tempo. Chegando no Pacaembu em São Paulo, não seria diferente, outros amigos e conhecidos entre os mais de 10.000 atletas na concentração da largada. Mais risadas e papo em dia na manhã, que de sonolenta não tinha mais nada.

Larguei no fundão, tranquilo, a única preocupação era me divertir nos 21k, e se possível em 2 horas. Não foi difícil de encontrar um ritmo confortável, com pace entre 5:30 a 5:45 e apreciando o percurso.

É sempre bom correr em São Paulo, rever caminhos conhecidos da capital e ruas que corri, o trajeto coincide em alguns trechos de outras provas, como a São Silvestre ou a do Centro Histórico, então sempre vem um déjà vu a cada esquina.

Segui como um relógio, sem deixar o ritmo cair e sem me aventurar em querer ir mais rápido, de estranheza somente a diferença nas placas de distância com o GPS do Garmin, que a cada km os números não batiam, com uma diferença de uns 70 metros sempre para mais.

Largar no fundão tem suas vantagens, você acaba ultrapassando muito mais gente do que sendo ultrapassado, e isso ajuda no desempenho. Cheguei nos 10km com cerca de 57 minutos, e me sentindo bem, esbocei até um leve aumento no ritmo, aproveitando as descidas, e acompanhando alguns corredores mais rápidos, mas, ao chegar no KM 15 a falta de treinos se apresentou, e as pernas começaram a pesar. A partir dali seria a “superação” para continuar na mesma batida e não deixar a peteca cair.

Meu amigo e escudeiro Aldo nos últimos 5km da prova!

Meu amigo e escudeiro Aldo nos últimos 5km da Meia Maratona Internacional de São Paulo.

Foi nesse momento que encontrei, ou fui alcançado pelo amigo Aldo, que treinando para distâncias maiores e recuperando-se do treino/promessa de mais de 70km entre São José dos Campos à Aparecida, resolveu me escoltar até o final. Tremenda ajuda, que confesso, sem ela, o ritmo iria cair. Não por falta de fôlego, mas por falta de pernas mesmo, que simplesmente travaram.

Algumas vezes até tentei deixar o Aldo seguir seu ritmo, mas ele continuou me puxando a todo instante, até que ao avistar o imponente Estádio do Pacaembu, soltei as pernas e entrei na Praça Charles Muller apitando, comemorando e muito feliz pela chegada dos 21,600 km (foi o que o GPS acusou), em 2h01m16s.

Terminar uma prova é sensacional, toda a tensão, esforço e superação é recompensado naquele momento mágico em que você passa o pórtico e completa seu desafio. Desconhecidos se congratulam e parabenizam, você se orgulha de sua superação e também pela dos outros, e é sempre grato, por aquele que correu a teu lado e te ajudou de alguma forma nas suas passadas.

Momento de mais encontros com amigos que conheci ao longo desses 6 anos correndo. Muitas fotos, mais bate papo e diversão. A volta com os Malucos do Asfalto é sempre animada e não poderia faltar o sumiço do Tonicão, que pra variar, se perdeu mais uma vez, atrasando a partida, mas rendendo boas risadas e piadas.

Se a corrida era Meia, a diversão foi por inteiro.

PS.: Foi confirmado que a distância da prova foi mal aferido, e que realmente a distância estava errado, diante disse o resultado oficial não foi homologado, e o meu resultado oficial descontando-se a distância a mais passa a ser 01h57m52s que foi o que marcava o relógio ao completar os 21km. – Fonte: Corrida no Ar

 

2014: corri pouco, mas a diversão foi grande!

Fim de ano, hora do balanço geral: 2014 foi um ano atípico na minha vida de corredor. Pela primeira vez, desde 2009 não ultrapasso a marca de 1000 km rodados, cheguei bem perto, mas não corri nem 70% do volume do volume do ano passado, quando rodei 1.425km.

Não tive nenhuma contusão grave, mas tive interrupções leves, cirurgias, e tratamentos que diminuíram o ritmo de treino, mas nem por isso fizeram meu ano menos divertido. Então vamos aos meus destaques do Ano:

(para ler mais sobre os destaques, clique nos títulos e leia os relatos completos)

Galera 100 Juízo em Barueri 2014!

Galera 100 Juízo em Barueri 2014!

O último e difícil km registrado pelo Jorge Ultramaratonista.

Volta ao Cristo no registro do amigo carioca Jorge Ultramaratonista.

XXXII Volta ao Cristo (26/Jan)A cada ano a turma da 100 Juízo aumenta, prestigiando essa que é uma das melhores corridas do Brasil, em todos os aspectos. E a cada ano melhoro meu tempo um pouquinho, nesse que também é um dos percursos mais desafiadores do circuito.

15K de Barueri (30/Mar): Todo ano uma grande surpresa. A revanche com o Tonicão não deu nem graça, só a massagem no fina. Organização nota 10 e gratuita. Sempre deixa boas lembranças e vontade de voltar.

Treino da Fé – Taubaté – Aparecida (1º/Jun): O Treino mais especial do ano, se não fui para fazer o total de 42km, percorri 32k, para chegar no abraço da Basílica de Aparecida. Momentos mágicos que só o mundo das corridas podem nos proporcionar.

A Dutra verde e amarela

A Dutra verde e amarela

Unimed Run (29/06): Meu melhor tempo de2014 nos 10k: 47m21s

Foi porque quis, agora sobe ai e não reclama!

Subindo a Ladeira

Treinão Ladeiras da Penha (14/12): Se já havia encerrado minha temporada de corridas, quando surgiu o convite de última hora, fui meio sem saber o que esperava, e pude participar de um dos mais legais treinos e evento esportivo na minha terra natal. Correr com os amigos pelas ladeiras da Penha (tá bom que na última foi andando), foi o Treinão para fechar meu ano esportivo.

 

 

Números finais:

Total percorridos: 979,4 Km
Total em minutos: 5.448 minutos (90h47m)
Volume mensal médio: 81,6 Km
Mês com maior Volume: Junho (118,8 km)
Pace médio do ano: 5:33 min/km
Dia da Semana em que mais corri: Domingo (497,37km)

Total de Provas: 12
Km total em Provas: 111,6k – Pace médio: 5:13 min/km
Prova mais longa de 2014: XXXII Volta ao Cristo – 16K (1h38m20s)
Melhor Pace: Corrida da Longevidade Bradesco: 6k em 28m16s – Pace de 4:42 min/km
Melhor Prova de 10k: Unimed Run: 47m21s – Pace de 4:44 min/km
Treino mais longo: Treino da Fé: 32km – 3h43m

Como eu sei desses números? Eu uso a planilha de registros do Fabio Namiuti
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Se fiquei um pouco afastado dos treinos e eventos da 100 Juízo, principalmente por incompatibilidade de datas, não deixei de contribuir com aquilo que sei fazer. O grande diferencial de 2014 foram as camisetas personalizadas e alusivas aos treinos, que graças ao empenho da Diretoria, e do apoio dos patrocinadores, tornaram-se realidade, coloriram e abrilhantaram ainda mais as atividades da equipe, e para 2015 muitas novidades virão!
Até lá!!!

Camisetas

As Ladeiras da Penha

Na largada

Na largada

Na semana passada havia participado da minha última prova do ano, e não pretendia participar de mais nenhuma. Mas quando o companheiro de 100 Juízo, Alex Marini, chamou, na véspera, para ir com os Malucos do Asfalto pras “Ladeiras da Penha”, não pensei muito não, e como não era corrida, e sim um Treinão de Luxo, que o pessoal tá comentando e planejando a ida faz tempo, nem pestanejei.

Partimos cedo para Penha, um dos bairros mais antigos da capital paulista, para o desafiador percurso de 15km com uma sequência de subidas insanas, um ótimo treino para a Volta ao Cristo, que acontece daqui a 40 dias em Poços de Caldas.

Boa parte da 100 Juízo prestigiando o evento idealizado por Junior Diesel, que transformou um

Na Igreja da Penha

Na Igreja da Penha

treino entre amigos, em um evento que reuniu cerca de 500 corajosos corredores.

Fui em ritmo de treino, focado em fazer todo o percurso correndo, marquei o pace do Garmin pra correr em 6:00/km e assim segui para diversão da manhã, que no horário da largada, por volta de 8h já estava quente.

Foi porque quis, agora sobe ai e não reclama!

Foi porque quis, agora sobe ai e não reclama!

 

 

 

 

As ladeiras são realmente insanas, mas, o percurso tem uma variação de subidas e descidas, que dá para seguir cansando e descansando, sem forçar muito nas descidas para evitar lesão.

Depois de passar pela Igreja Nossa Senhor da Penha, construída em 1682, achei que já tinha pago todos os meus pecados, mas a subida fatal ainda estava por vir, e ali não teve jeito de não entregar os pontos. Retomar a corrida só depois do Cruzeiro que tem lá no alto.

Meu amigo Egídio que lembra muito meu saudoso avô Tibúrcio.

Meu amigo Egídio que lembra muito meu saudoso avô Tibúrcio.

No final as pernas sofrem para chegar, travando, tamanho é o desgaste, mas a sensação de

ver o final e passar o pórtico é de mais uma vitória, de vencer os 15K e as dificuldades que somente quem enfrentou as Ladeiras da Penha sabem como é.

Nota 10 para o Treinão, boa hidratação, frutas, gatorade, medalhas e inclusive troféu pros primeiros colocados, que o amigão Helber garantiu o de 3ª colocado, representando bem a 100 Juízo nessa que foi uma grande confraternização de quem ama correr.

Parte dos Malucos do Asfalto que prestigiaram o evento.

Parte dos Malucos do Asfalto que prestigiaram o evento.

A última corrida do ano!

Esse ano foi atípico, desde que 2009, foi o que menos volume percorri. Não cheguei nem a 1000 km rodados. Contusões, cirurgia e mudança na rotina, quebraram o ritmo e ditaram a falta de treinos, que me levaram a um final de ano melancólico para quem almeja tempo, mas bem divertido, que é o que eu realmente me proponho a fazer quando calço meu tênis e saiu por ai a correr.

Já estava meio que em ritmo de férias depois da Corrida da Oscar em Taubaté, mas ainda tinha essa última prova, a Cross Country Gamaia, no Campus Urbanova da Univap, local muito agradável de se correr, e não menos desafiador, por tratar-se de uma prova de montanha.

Concentração na reta final!

Concentração na reta final!

Ciente do meu nível atual, parti até que forte, para quem não correu nem 1km durante a semana, e tampouco fiz o devido aquecimento, mas sabendo, mais ou menos, da pedreira que viria pela frente, e fui bem até ela, da subida em diante, deixei que o percurso ditasse meu ritmo, e soltei mesmo as pernas no trecho de declive, lembrando a bem a subida e descida do Cristo em Poços de Caldas, numa proporção bem minimalista.

Completei os 8km em 45min quase cravados e satisfeito pelo dever cumprido ao longo do ano. Se treinei pouco, foi o que deu. Se participei pouco dos eventos e treinos da Equipe, os que fui valeram por muitos.

Agora é hora de passar a régua e fechar a conta, fazer o balanço e planejar 2015 com novos desafios, ou velhos desafios com uma nova pegada.