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Dorzinha chata no pé ou “Neuroma de Morton”

É ai que dói.

Começou com uma dorzinha chata no antepé, e uma sensação de luxação no dedo, mas nem dei muita bola e continuei correndo. Na Volta ao Cristo ela estava lá, mas fiz um banho de imersão com água sulfurosa, e tipo, o “desconforto” passou, ou pelo menos ainda não estava tão forte.

Nos treinos seguintes a dor foi aumentando, e resolvi parar: gelo, antinflamatório e 10 dias de descanso.
Diminuiu bem, mas ainda não estava zerado, mas resolvi testar mesmo assim e fiz um treino leve de 12km, aonde a dorzinha estava de leve, mais no final do treino.

Agora ela voltou de vez, e com uma irradiação mais forte no dedo médio do pé. Uma radiografia não indicou nenhuma lesão óssea, mas pelo tipo de dor, o médico diagnosticou como o nome chique de “Neuroma de Morton”, passou mais antinflamatório, descanso nos pés e mandou pro especialista.

Essa lesão atinge o terceiro e o quarto ossos metatarsais, normalmente entre o segundo ou terceiro espaço, e a dor pode se irradiar para trás ou para os dedos. No meu caso vai para os dedos. Enfim, agora vou ter que parar mesmo até ela curar totalmente, e aproveitar a pausa na corrida para fortalecer na academia.

Para saber mais sobre essa lesão podem consultar o Manual Merk para Saúde da Família ou essa matéria que saiu na Webrun sobre o Neuroma de Morton.

Seven days!

Correr uma Maratona requer uma programação longa, são pelo menos 16 semanas de treinamento. Quando torci o pé no dia 03 de abril, e fiquei parado em tratamento até o dia 20 de maio, todo o meu planejamento para a Maratona do Rio (dia 07 de Julho) ficou prejudicado. Me restaram  6 semanas para recuperar o condicionamento físico, aumentar a rodagem e estar apto a correr os 42km. Ainda pensei em trocar a inscrição para Meia, mas estas já estavam encerradas, então, foi planejar um “treino intensivo”, sabendo que correria alguns riscos nessa preparação.
Quando fiz o treino da Volta ao Banhado no dia 16 de junho, completando 29,5km, achei que ainda não estava pronto. Na semana seguinte fiz mais um treino, dessa vez de 32km, para buscar a confiança, e encontrei, ao fazer mais duas voltas dentro do Parque Vicentina, depois de já ter corrido 30km nas ruas.
Três dias depois, na quarta-feira, dia 26, treinando tiros no mesmo Vicentina Aranha, comecei a sentir o Tendão de Aquiles após a 5 volta. Parei, e depois que esfriou, doeu muito. Tendão inflamado por excesso de treino. Iniciei o tratamento, sem pensar na possibilidade de desistir da Maratona. Gelo, compressa quente, anti-inflamatório. Mas o tendão seguiu doendo muito nos dias seguintes, até que hoje, dia da Unimed Run, levantei sem dor alguma. Fui para prova, mas não para correr, mas sim rever os amigos, o que é sempre bom num momento como esse, e ainda aproveitei para tirar fotos da prova, que foi bem bacana, com uma chuva despencando minutos antes da largada, e que deixou o percurso bem pesado, ou seja, nada recomendado para alguém querendo uma recuperação rápida.
Ainda tenho mais alguns dias de compressa quente e anti-inflamatório, mas só de não sentir dores, tenho certeza de que estarei bem. Além do que, já sou escolado em ter lesões pré-provas chave, quem leu meu relato da primeira São Silvestre sabe como foi pisar num ouriço faltando 1 semana para corrida.

Sete dias! “Seven days” para espantar a uruca, afinal, com emoção é mais gostoso!

Seven days to the Marathon

Seven days!

 

I’m back

Depois de 1 mês e meio parado, 45 longos dias, estou de volta.
Foram duas semanas de pé imobilizado (7 dias com gesso e 7 dias com a Robofoot cedida gentilmente pelo mano Thiago Rolim, sem falar da muleta do mano Valdecir. Foram muito bem utilizados e agradeço de coração, e espero não precisar nunca mais), e 20 sessões de fisioterapia, falta uma ainda, na segunda-feira, mas só para a Fisioterapeuta Tanise da Policlin ver que o seu trabalho deixou meu pé 100%, e sou tremendamente grato a ela pela dedicação e empenho na minha recuperação.

O primeiro trotinho correu normal e dentro do esperado. Fui de leve, fiz um bom alongamento antes, e corri meus primeiros 6,4km no mês de maio.

Agora, tenho 49 dias para o próximo desafio: Maratona Cidade do Rio de Janeiro no dia 07 de Julho. Será que dá? O Matheus Henrique Personal Trainer disse que vai ser duro, mas dá. Como vou lá para me divertir, tenho certeza que vai dar.

Recuperação

Nesses 4 anos de vida de “atleta” tive que parar algumas poucas vezes de correr. Mais por problemas que vem com a idade e sem nenhuma relação com a corrida. O hipertireoidismo me afastou das ruas por alguns períodos, assim como os pólipos intestinais. Mas parar de correr por conta de uma contusão acontecida treinando foi a primeira vez. Os 15 dias de perna imobilizada já passaram, e agora estou na segunda fase: 3 aplicações de gelo e pomada diárias, e 20 sessões de fisioterapia. Ontem foi a primeira. As previsões são otimistas, segundo a fisioterapeuta, depois de 10 sessões já devo estar dando uns trotinhos leves. Espero que sim, e   sigo no tratamento e contando os dias para voltar a correr.

Um buraco no meio do caminho.

GPS do miCoach registrou a queda.

GPS do Adidas miCoach registrou a queda.

Sempre tem uma primeira vez. Depois de 4 anos correndo, tomei um tombo. Quarta-feira, dia 03 de abril, saí a noite para o meu treininho básico, que seria simples de 8km, ritmo moderado. Para variar um pouco o trajeto e sair um pouco do Parque Vicentina durante a semana, resolvi descer a Heitor Villa Lobos e seguir para o Urbanova, pela Avenida Jorge Zarur (Vidóca).

Faço sempre esse caminho, e já acho um absurdo que as calçadas na Vila Ema sejam tão estreitas, e ainda tenhamos que competir com postes, vasos de plantas e lixeiras. Passando os “Edifícios Clubes” do começo da Heitor Villa Lobos, tem uma ruazinha de acesso a Jorge Zarur. É uma rua de fundos de alguns prédios com a calçada mal iluminada e mal cuidada.

No meio da calçada a tampa de bueiro desalinhada, com buraco e um ferro para você tropeçar.

No meio da calçada a tampa de bueiro desalinhada, com buraco e um ferro para você tropeçar.

Passo sempre por ali, e sempre tomo cuidado, não acho que tenha sido o excesso de confiança e falta de atenção. Estava no começo do treino, ainda em aquecimento, quando você fica ainda procurando e observando cada passada e foi quando pisei na tampa do bueiro desalinhada no meio da calçada e que torceu meu pé. Na hora nem tentei forçar, deixei o corpo cair no movimento, e rolei no chão. Acho até que a queda foi bonita, nunca fiz aulas de judô, mas acho que cai certinho, tanto é que, apesar de ter rolado no cimento, não me ralei e nem dei nenhuma pancada. Na hora, somente a dor forte no tornozelo, tentei ficar de pé, mas permaneci por mais alguns minutos no sentindo que o treino acabara por ali.

Uma senhora que passava na rua, ainda me perguntou se estava tudo bem, no que respondi que sim. Levantei, desliguei o cronometro e o GPS do Adidas miCoach, o treino teve pouco mais de 850 metros (será que eu lanço na planilha?), e mancando voltei pra casa.

Tala no Pé.

Tala no Pé.

Tirei o tênis para ver o estrago, com a intenção de colocar gelo, mas ao ver a bola que estava meu tornozelo, não pensei duas vezes. Peguei o carro e fui pro PS. Além da visível torção a radiografia indicou uma fissura no tálus, um dos ossos do tornozelo. Colocaram uma tala e anti-inflamatório por 7 dias. Bom, pelo menos dessa vez a fratura foi visualizada, pois em 2010 tive um acidente no pé e o médico não viu o trincado no dedinho. Resultado, coloquei gelo por 3 dias e no domingo corri a Etapa Ribeirão da prova do Bradesco, com direito a recorde nos 6km, mesmo com o dedinho quebrado, o que só foi constatado na semana seguinte da prova.

Imagem do Google Street View. Em Maio de 2011 já estava assim.

Imagem do Google Street View. Em Maio de 2011 já estava assim.

Bom, agora estou de molho por pelo menos 10 dias, e com mais uma lição aprendida, de ter sempre mais atenção por onde corremos, mesmo que os caminhos sejam velhos conhecidos. Por sinal, o buraco na tampa do bueiro está lá desde maio de 2011, conforme a foto do Google Street View, e nesse tempo todo, ninguém fez nada. Talvez agora façam.

Vicio

Eu tenho um vício, um vício saudável: Corrida de rua é a minha droga.
Acho que como em qualquer atividade que você desenvolva, saber dosar e manter o equilíbrio é fundamental para que ela seja realmente saudável.

Por isso a certeza de que meu vício só me trouxe saúde e melhora na minha qualidade de vida, e que não tenho que esconde-lo de ninguém: Gosto de correr e gosto que os outros saibam disso. É uma forma de disseminar meu vício e influenciar outros a também adotarem hábitos saudáveis.

As vezes é engraçado você saindo cedo para correr no domingo e a alguém falar: “mas hoje é domingo, não precisa correr”. Como assim? Eu não preciso mesmo de correr dia nenhum, corro por prazer, e esperei a semana inteira por esse dia. Se não tem prova, o domingo é o dia do Longão, aonde vou ir mais longe e até para lugares aonde nunca fui. Aproveitar melhor a manhã de sol ou de chuva, correr tranquilo pelas ruas, podendo me preocupar “menos” com os motoristas apressados da semana.

Seria mesmo melhor passar o domingo sentado na frente da TV com uma lata de cerveja na mão? Porque antes era assim. E cada qual segue com seus vícios, alguns as escondidas, e se tem que esconder, é porque sabem que não é algo bom.

Depois de 4 anos viciado em corrida de uma coisa eu tenho certeza, como disse o poeta, hoje sou muito melhor do que eu mesmo quando não corria.

Medida Certa

Como já escrevi por aqui, um dos benefícios de se correr é fazer amizades no universo de corredores que vamos conhecendo por ai. Uma outra coisa legal é quando passamos a ser incentivadores de quem não corre, mas tem muita vontade começar. Tenho muitos amigos nessa condição, e quando o cara quer ser mordido pelo bichinho da corrida pede dicas e ajuda para começar a treinar.
O amigo Maurílio Chagas é um desses e me pediu uma mão para começar, o Personal Trainer Matheus Henrique, da Studio Personal Equilíbrio, que foi o responsável pelo meu início, vai dar uma força. Hoje fizemos o teste dos 12 minutos: 2,120km e demos início a base para montar sua planilhas de treinos que começam em janeiro. Objetivo: São Silvestre de 2013.
E eu vou aqui, relatando sua evolução e conquistas, é mais um que logo vai se juntar aos Malucos do Asfalto.

 

Correndo pela Vida!

Semana passada, por indicação do amigo corredor Jorge Cerqueira, conheci o blog do corretor e também corredor, Maurício Parpineli de Araujo. Não poderia deixar de comentar a sua batalha contra o câncer.
Aos 37 anos Maurício foi surpreendido por um tumor no intestino, e sua luta tem sido dura. Depois de retirado o tumor, a guerra agora é contra a metástase, e nesse momento difícil, Maurício fez uma reavaliação da sua vida e compartilha uma bela mensagem para quem quiser ler em seu Blog Corretor Corredor.
Além de bons conselhos de como devemos passar pelas adversidades da vida, ele fala também algo muito importante aos HOMENS, que temos aversão a médicos, que sempre achamos que somos imunes a doenças e que adiamos exames e consultas que deveriam ser de rotina: Cuidem de sua saúde!
O câncer de intestino é mais comum do que se imagina. Ano passado eu tive um pequeno problema intestinal e num exame simples chamado colonoscopia foram encontrados 2 pólipos, que é uma espécie de verruga no intestino. Foram estirpados no próprio exame, mas, segundo o médico, se não fossem retirados, em 2 ou 3 anos poderiam evoluir para algo pior. No meu caso, o diagnóstivo e solução se deram por pura sorte, pois vinha postergando essa consulta a tempos.
Faço minhas as palavras do Maurício, que compartilhou sua batalha e faz da sua corrida pela vida um alerta para aqueles que negligenciam a saúde: Vá ao médico, amigo!

A Frequência do Corredor

Quando você começa a correr, começa a conhecer seu corpo, seu tipo de pisada, seus ritmos cardíacos, sua pressão, e tudo ligado a atividade. Nas planilhas os treinos vem com a porcentagem do BPM (batimentos por minuto) que se deve atingir em cada tipo de atividade.
Assim comecei eu, sem me preocupar muito com isso, mas logo ganhei um Monitor Polar da esposa, e passei a me viciar nos meus números.
E todo esse controle ajuda na evolução e no desenvolvimento do corredor, mas comigo acabou ajudando numa outra coisa.
Em 2011 passei a usar a Planilha de Corridas do Fábio Namiuti, e a ter um melhor controle dos meus treinos, dos meus ritmos e frequência cardiáca. E comecei a notar que, meus Batimentos estavam aos poucos ficando mais acelerado que o normal, mas nada que até então me preocupasse.
No mês de agosto de 2011, o que não me preocupava, passou a preocupar, qualquer trote e os BPM chegava a 180, e isso veio acompanhado de insônia, tremedeiras após os treinos, e sintomas estranhos.
Como faço anualmente, voltei ao cardiologista, e os exames do coração deram normais, mas no sangue foi encontrada uma disfunção da tireóide, o hipertireoidismo, que é quando a glândula, localizada no pescoço, passa, sem explicação, a produzir mais hormônio do que o normal, e esse excesso faz o organismo trabalhar desregulado e acelerado.
E fui proibido de correr até que voltasse a níveis normais.
Em outubro comecei o tratamento com um endocrinologista, e somente no final do ano os hormônios voltaram a níveis normais, quando fui liberado para meus treinos. A tireóide passou a ter altos e baixos, hora trabalha demais, aumenta o remédio e ela trabalha de menos, o hipotireoidismo, diminue-se a dose, e ela volta a ser hiper. Bom, agora ela está controlada, e dentro de 1 mês devo interromper o remédio, e fazer novo exame de sangue para ver como ela reagiu.
Mas o interessante é que, com o resultado em ordem, voltei ao cardiologista, e a recomendação que ele me deu foi para guardar o Polar na gaveta e corresse sem preocupação de tempos, de ritmos, de paces, etc. Tirasse da atividade somente o prazer de correr. Eu entendo o que ele quis dizer, mas ao mesmo tempo, sei que, se não tivesse o conhecimento do meu corpo e dos meus ritmos, poderia ter demorado mais para detectar os sintomas que me atacavam.
Continuo correndo com o monitor, mas, pelo menos uma vez na semana, faço um treino livre de equipamentos, correndo somente pelo prazer que a atividade me proporciona.