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Quem manda nas suas pernas? Sua cabeça ou seu coração?

Quem nunca se pegou no dilema: agir com a razão ou com o coração. Quantas vezes a cabeça te manda ir pra um lado, e o coração pro outro.

Quem tá iniciando na prática esportiva vive essa briga constante. Quer começar, o coração tá mandando ir, mas a cabeça sempre inventa uma desculpa para postergar um treino, faltar na academia ou não se dedicar direito.

E na Maratona então: Correr com a cabeça ou com o coração. Quem está treinando para os 42km com certeza já escutou isso, e quem já correu fala com propriedade de superar o muro do km 30. Ali é a briga da cabeça com o coração chega a ser visível, e as pernas na dúvida de quem deve obedecer.

As ilustrações criadas por Nick Seluk falam exatamente dessa dicotomia. Com o nome de Heart and Brain (“Coração e Cérebro”, em português).

O site Tudo Interessante traduziu, e elas estão bombando nas redes sociais.

Separei aqui, aquela que trata bem do dilema do corredor iniciante.

coracao10

 

 

Postagem 3 em 1 – RMC – Sprint e Oscar TTE

E o blog passou outubro e novembro as moscas. Quando a gente se mete a escrever, tem que saber das responsabilidades de manter o espaço atualizado, mas não deu. Até tentei, mas com mudança de casa, e um monte de trabalhos por entregar (Graças a Deus), mal sobrou tempo pra treinar, o que dirá para escrever.

Então vamos ao um resumão do período:

DIA 19/10 – Circuito RMC – Parque da Cidade – São José dos Campos

Corrida RMC

Foto: Aline Andrade

Prova Gratuita e muito agradável no Parque da Cidade, principalmente pelo percurso diferente pelas alamedas desse cartão postal da cidade. Como dizem, prova de 5km é como entrar no inferno, você tem que dar tudo de si para sair o mais rápido dele, e foi o que eu fiz. Mesmo sendo uma prova Country, no percurso de terra, fechei  em 24m09s, mas com muita diversão e dentro da meta que é fechar todas as provas restantes com tempo sub-5.

 

Dia 09/11 – Corrida Sprint – Jacareí

Sprint-Jacareí

Foto: Marlene Andrade

Essa eu não estava programado de ir, mas presenteado pela Equipe 100 Juízo, fui lá representar a malucada. Havia mudado na véspera, e mesmo assim, cansado da mudança, segui para Jacareí, e foi ai que tudo começou a dar errado: mesmo chegando cedo para prova, acabei, ao tentar estacionar o mais perto da chegada, enfiando o carro num bueiro escondido na grama. Estourou o pneu e o carro ficou preso, pra ajudar, na hora de tirar o carro, arrebentou a mangueira de combustível. Resolvi ir correr e ver a solução depois, e ai o Garmin pifou. Já nervoso com a situação, acabei indo pra prova sem relógio, e foi a primeira vez que corri assim, sem noção de tempo e ritmo. Foi uma ótima experiência, e o diferencial dessa prova é que havia uma classificação especial para o último km, com o Sprint Final. Acabei guardando um pouco de pernas pro final, mas não tenho a menor noção das minhas voltas. Só sei que terminei os 7km em 34m20s, e dentro da meta do sub-5. Depois da prova, com a ajuda dos amigos, e de um auto-peças de Jacareí, que fica aberto aos domingos, consegui arrumar o carro.

Dia 23/11 – Circuito Oscar – Etapa Taubaté

Circuito Oscar Taubaté

Foto: PePê Abreu

A corrida da Oscar virou Circuito com a Etapa São José, Mogi e Taubaté. Participei da primeira, pulei a segunda e na última hora resolvi ir pra última etapa. As corridas da Oscar são sem sombra de dúvida, as de melhores organização na região, e essa etapa de Taubaté não seria diferente. Fui sem conhecer o percurso, que a 100 Juízo já havia testado no Treino da Madrugada. O tempo ajudou, e uma garoa refrescou o corpo. segui forte, e mesmo deixando o ritmo cair um pouco no meio da prova, recuperei no final, pra fechar, no limite, com 49m06s. E na meta sub-5.

Então foi isso, 3 provas no período, alguns treinos, e muito trabalho realizado. A próxima prova será a 3ªCorrida Cross Country Gamaia, e provavelmente a última de 2014, e com o blog novamente voltando a atualizações com mais frequência.

 

O dia que eu conversei com o nosso Recordista Mundial da Maratona

No ano de 1998 eu nem sonhava que um dia seria um corredor, e que correria até uma maratona. Aliás, em 1998 eu pouco me interessava por corrida de rua, e tampouco acompanhava o atletismo, somente nas Olimpíadas e no último dia do ano assitia a São Silvestre.

Ronaldo da Costa - Berlin 1998

Ronaldo da Costa – Berlin 1998

Nesse ano, um atleta brasileiro, que já vencera a São Silvestre em 1994, subiria no lugar mais alto do podium de uma das mais conceituadas maratonas do mundo, a de Berlim, e com quebra de um recorde que já durava cerca de 10 anos.

O Brasil acompanhou seu feito, “passou no Jornal Nacional”, e o Ronaldo foi muito festejado. Passados 15 anos, é mais um daqueles atletas que não tem em solo brasileiro o reconhecimento de seu feito, enquanto que lá fora é sempre reverenciado e lembrado. Em Berlim, sempre prestam homenagens aos vencedores da Maratona, e ele já teve até medalha com seu recorde estampado.

Hoje como corredor, sei bem quem é o Ronaldo, e é um dos meus ídolos do meu esporte preferido. Como disse bem o amigo Vicent Sobrinho, o Ronaldo é o nosso Pelé do Atletismo. Mas além disso tudo, o Ronaldo é um cara simples e humilde. Não o conheço pessoalmente, pode até ser que já tenha participado de alguma prova aonde ele estivesse presente, mas a internet me proporcionou a oportunidade de conversar com essa lenda do nosso atletismo.

Estava eu em casa no ano passado, quando o Ronaldo me chama no Facebook, pergunta se eu tenho Skype e se poderia adiciona-lo. Achei que era trote, e confesso que fiquei até desconfiado, mas, fiz o que ele pediu, e iniciamos uma ligação no Skype. E era ele mesmo, o Ronaldo da Costa. Conversou comigo como se fosse um velho amigo, me contou que estava em Brasilia, aonde faz um trabalho de formação de jovens atletas junto a Secretaria de Esportes, e precisava mesmo era aprender a falar no Skype, pois daria uma entrevista online para a ESPN e nunca havia utilizado a ferramenta. Queria saber se o som e a imagem estavam bons. Fizemos vários testes e acho que deu certo.

Depois disso voltaríamos a nos falar, quando ele me chamou para contar sobre o episódio em que foi assaltado no ponto de ônibus no começo do ano, quando ia para o trabalho.

Ainda quero conhecê-lo pessoalmente, qualquer hora a gente se encontra em uma prova por ai. Mas foi uma tremenda honra para mim conversar e ter a amizade, mesmo que virtual, com o cara que correu a Maratona de Berlin em 2h06m05s, e que é o recorde sulamericano a ser batido até hoje, um exemplo de simplicidade e uma referência para todos nós, corredores ou não.

Um buraco no meio do caminho.

GPS do miCoach registrou a queda.

GPS do Adidas miCoach registrou a queda.

Sempre tem uma primeira vez. Depois de 4 anos correndo, tomei um tombo. Quarta-feira, dia 03 de abril, saí a noite para o meu treininho básico, que seria simples de 8km, ritmo moderado. Para variar um pouco o trajeto e sair um pouco do Parque Vicentina durante a semana, resolvi descer a Heitor Villa Lobos e seguir para o Urbanova, pela Avenida Jorge Zarur (Vidóca).

Faço sempre esse caminho, e já acho um absurdo que as calçadas na Vila Ema sejam tão estreitas, e ainda tenhamos que competir com postes, vasos de plantas e lixeiras. Passando os “Edifícios Clubes” do começo da Heitor Villa Lobos, tem uma ruazinha de acesso a Jorge Zarur. É uma rua de fundos de alguns prédios com a calçada mal iluminada e mal cuidada.

No meio da calçada a tampa de bueiro desalinhada, com buraco e um ferro para você tropeçar.

No meio da calçada a tampa de bueiro desalinhada, com buraco e um ferro para você tropeçar.

Passo sempre por ali, e sempre tomo cuidado, não acho que tenha sido o excesso de confiança e falta de atenção. Estava no começo do treino, ainda em aquecimento, quando você fica ainda procurando e observando cada passada e foi quando pisei na tampa do bueiro desalinhada no meio da calçada e que torceu meu pé. Na hora nem tentei forçar, deixei o corpo cair no movimento, e rolei no chão. Acho até que a queda foi bonita, nunca fiz aulas de judô, mas acho que cai certinho, tanto é que, apesar de ter rolado no cimento, não me ralei e nem dei nenhuma pancada. Na hora, somente a dor forte no tornozelo, tentei ficar de pé, mas permaneci por mais alguns minutos no sentindo que o treino acabara por ali.

Uma senhora que passava na rua, ainda me perguntou se estava tudo bem, no que respondi que sim. Levantei, desliguei o cronometro e o GPS do Adidas miCoach, o treino teve pouco mais de 850 metros (será que eu lanço na planilha?), e mancando voltei pra casa.

Tala no Pé.

Tala no Pé.

Tirei o tênis para ver o estrago, com a intenção de colocar gelo, mas ao ver a bola que estava meu tornozelo, não pensei duas vezes. Peguei o carro e fui pro PS. Além da visível torção a radiografia indicou uma fissura no tálus, um dos ossos do tornozelo. Colocaram uma tala e anti-inflamatório por 7 dias. Bom, pelo menos dessa vez a fratura foi visualizada, pois em 2010 tive um acidente no pé e o médico não viu o trincado no dedinho. Resultado, coloquei gelo por 3 dias e no domingo corri a Etapa Ribeirão da prova do Bradesco, com direito a recorde nos 6km, mesmo com o dedinho quebrado, o que só foi constatado na semana seguinte da prova.

Imagem do Google Street View. Em Maio de 2011 já estava assim.

Imagem do Google Street View. Em Maio de 2011 já estava assim.

Bom, agora estou de molho por pelo menos 10 dias, e com mais uma lição aprendida, de ter sempre mais atenção por onde corremos, mesmo que os caminhos sejam velhos conhecidos. Por sinal, o buraco na tampa do bueiro está lá desde maio de 2011, conforme a foto do Google Street View, e nesse tempo todo, ninguém fez nada. Talvez agora façam.

Vicio

Eu tenho um vício, um vício saudável: Corrida de rua é a minha droga.
Acho que como em qualquer atividade que você desenvolva, saber dosar e manter o equilíbrio é fundamental para que ela seja realmente saudável.

Por isso a certeza de que meu vício só me trouxe saúde e melhora na minha qualidade de vida, e que não tenho que esconde-lo de ninguém: Gosto de correr e gosto que os outros saibam disso. É uma forma de disseminar meu vício e influenciar outros a também adotarem hábitos saudáveis.

As vezes é engraçado você saindo cedo para correr no domingo e a alguém falar: “mas hoje é domingo, não precisa correr”. Como assim? Eu não preciso mesmo de correr dia nenhum, corro por prazer, e esperei a semana inteira por esse dia. Se não tem prova, o domingo é o dia do Longão, aonde vou ir mais longe e até para lugares aonde nunca fui. Aproveitar melhor a manhã de sol ou de chuva, correr tranquilo pelas ruas, podendo me preocupar “menos” com os motoristas apressados da semana.

Seria mesmo melhor passar o domingo sentado na frente da TV com uma lata de cerveja na mão? Porque antes era assim. E cada qual segue com seus vícios, alguns as escondidas, e se tem que esconder, é porque sabem que não é algo bom.

Depois de 4 anos viciado em corrida de uma coisa eu tenho certeza, como disse o poeta, hoje sou muito melhor do que eu mesmo quando não corria.

Corredores do Brasil, uni-vos!

Sempre escutei que a Corrida de Rua é o esporte mais democrático do mundo, que basta calçar um tênis no pé e sair correndo por ai. Se fosse só isso, realmente seria, mas as empresas organizadoras de corrida estão mudando essa escrita e transformando um esporte de todos para um esporte de poucos.

Correr virou moda. Basta uma volta pelos parques e bairros da sua cidade para ver como tem gente correndo. Gente de todo tipo, uns buscando uma melhora na condição física, buscando emagrecer, buscando qualidade de vida, e claro tem aqueles também em busca de performance e que querem ver nas provas o resultado desse treinamento.

É ai que a coisa muda de figura. As grandes e tradicionais provas já vem subindo seus valores ano após ano, e muitas delas sem justificativa alguma, simplesmente é a lei da oferta e da procura, e quando a procura é tanta, nem se preocupam melhorar a qualidade para fazer jus ao aumento, muito pelo contrário, muitas ainda pioram os serviços oferecidos e sobem o preço. Quem quer correr, paga, e como as inscrições se esgotam rapidamente, elas nem dão bola aos gritos dos excluídos.

Criou-se então um efeito dominó. Se a São Silvestre, que é uma das provas que tem o maior descaso, trata muito mal seus “clientes”, só justificando a participação pelo nome, pois a tradição da prova já foi perdida a muito tempo, aumenta seus valores em 33% de um ano para o outro e ainda assim tem as inscrições esgotadas rapidamente, as demais corridas também se sentem no direito de subirem também.
E assim vamos vendo provas como por exemplo, a Fila Night Race, (que mudou de nome justificando pela troca de organizador, ou será que foi pelas diversas falhas ocorridas em várias etapas e passou a ser chamada de Fila Night Ruim?) se sente no direito de cobrar R$ 112,00 pela inscrição. O mesmo organizador dessa prova lançou uma campanha contra o corredor pipoca (leia mais aqui). Mas o que ele realmente fez para evitar os pipocas em suas provas? Nada, simplesmente aumentou o preço, deixando ainda mais corredores insatisfeitos e na condição de pipoca.

Isso vale? Se tiver quem pague, muitos dirão que vale. Mas só vem a acabar com um esporte que deveria ser de todos e passa a ser de elite, não dos atletas de elite, mas sim daquela turma que não precisa de se preocupar com o valor da prova, mas que tenho certeza que não vai querer participar de provas esvaziadas.

Sem falar que muitas provas ainda recebem apoio do Governo através da Lei de Incentivo ao Esporte, porém, quem paga a inscrição cara somos nós. Pode procurar nas suas camisetas de corrida, e você vai encontrar várias com o selo, depois avalie se ele merece estar ali.

Mas existe luz no fim do túnel. Um novo movimento começa a ser articulado, e parece que dessa vez veremos os corredores unidos por um objetivo comum: o RESPEITO e PREÇO JUSTO para aquele que realmente faz a corrida de rua.

Cabe a nós corredores fazermos nossa parte, não ajudando a esse mercado que vem sufocando nosso esporte. Como? Não pagando 80 reais numa prova que no ano passado custava 50.

Não se inscreva por impulso, avalie a sua participação em provinhas caça-níquel, que nada vão acrescentar ao seu currículo de corredor amador, a não ser uma medalhinha bonitinha ou uma camisetinha transada, mas quem em relação aos anos anteriores não buscou nada para melhorar, nem os percursos melhoram de uma etapa para outra.

Para saber mais sobre o Movimento acesse o blog Corro por Correr

Vamos começar a boicotar provas que aumentem seus valores descaradamente e sem justificativa. Organize com seus amigos e faça um treino no mesmo dia e hora. Vamos correr no parque, na praia, ou em qualquer outro lugar. E deixemos para correr somente as provas de preço justo, que respeitam o corredor, que buscam melhorar e trazer novidades. E ainda, vamos prestigiar as provas gratuitas, que são várias. Basta procurar.

Corredores do Brasil! Uni-vos! E não deixemos que acabem com o nosso esporte de coração!

O Corredor do Apito na Runner’s World Brasil

Olha ai a dica do Corredor do Apito na Runner's World

Olha ai a dica do Corredor do Apito na Runner’s World

Foi o amigo Aldo que me falou: Lendo a edição de Fevereiro da Runner’s World Brasil, encontrou lá na página 81, na Seção “Leis do Asfalto”, a dica do corredor Silvio Américo, de São José dos Campos, popularmente conhecido por essas bandas como “O Corredor do Apito”.

Bom, muitos comentário a respeito da minha “superstição”. Mas explico: minha dica vai além da superstição. Então vamos lá:

Nunca correr correr com a camiseta da prova: Nessa própria edição da Revista Runner’s, na página 72 a técnica de triatlo de New England (EUA), Monica Brookman, não recomenda estrear uma peça de roupa na corrida. A camiseta pode ser confortável, ou não, e deixar pra descobrir isso no meio da corrida pode ser uma roubada.

 

Não usar a camiseta de uma corrida da qual não participei: Pode até parecer superstição, e pode até ser um pouquinho, afinal falo de correr o risco de nunca correr a tal prova da camiseta. Mas vejo a camiseta, assim como a medalha, o símbolo de uma conquista. Como não se fica andando com a medalha por ai, a camiseta é uma maneira de mostrar que sim, eu corri essa prova.

 

Para ler a Runner's Word na internet acesse o link: http://runnersworld.abril.com.br/

Para ler a Runner’s Word na internet acesse o link: http://runnersworld.abril.com.br/

Certa vez encontrei um amigo na academia, com a camiseta da Volta da Pampulha, como é uma prova que ainda pretendo correr, e curioso que sou, perguntei como era essa prova, o que ele achou, e tudo mais. Enfim, o cara ficou sem graça, e disse que nunca correu, que a camiseta foi presente. Mas ai, todo ano que ele se prepara para ir pra lá, acontece alguma coisa e mela a participação. (Esse é o lado superstição).

Fica então a dica, seja por superstição ou não, eu não uso camiseta no dia da prova e nem daquela prova tão sonhada, que ainda não corri, mas um dia irei participar.

 

Santo tem dono?

Final de ano é tempo das famosas resoluções de ano novo, prometem-se mudanças de hábitos e novas atividades, principalmente ligadas à saúde: como parar de fumar, começar a caminhar ou até correr.

O último dia do ano também é data para agradecer mais um ano que finda e homenagear o Santo do dia: São Silvestre.

São Silvestre foi o 33º Papa da Igreja Católica e morreu no dia 31 de dezembro do ano de 335 e hoje as corridas que levam seu nome espalham-se pelo mundo a fora.

Só para se ter uma ideia tem Corridas de São Silvestre em Hannover, Berlim, Munique e Nuremberg na Alemanha. Corre-se a São Silvestre também nas cidades austríacas de Viena e Innsbruck. Na Espanha a San Silvestre Vallecana, realizada em Madrid, é uma das mais famosas, mas existem cerca de 300 Corridas que levam o nome do Santo espalhadas por todo o país. Na Eslováquia a São Silvestre é em Bratislava. Na Suiça também tem São Silvestre mas é no dia 16 em Zurique, assim como em Portugal, onde a São Silvestre da Cidade do Porto ocorre no dia 16 e a São Silvestre de Lisboa no dia 29. Até mesmo aqui na vizinha Argentina, tem a San Silvestre de Buenos Aires.

Cada qual com suas características e distâncias, mas em comum prestam sua homenagem ao Santo do último dia do ano.

No Brasil não é diferente, também temos dezenas de corridas de São Silvestre espalhadas por ai. Só para citar algumas mais tradicionais, temos a 56ª de São Silvestre de Pratápolis-MG, a 57ª São Silvestre de Brotas-SP, 48ª São Silvestre de Franco da Rocha-SP, 67ª São Silvestre de Avaré- SP, 60ª São Silvestre de Conchal-SP, 50ª Corrida de São Silvestre de Iguape-SP e muitas outras vão surgindo ou não.

Como havia escrito aqui na minha primeira coluna, na cidade aonde resido, São José dos Campos, teríamos a 2ª Corrida de São Silvestre Joseense, sim teríamos, agora será Corrida da Virada, foi obrigada a mudar o nome para evitar um possível processo da Fundação Casper Líbero, que registrou o nome do São Silvestre para si. E uma a uma, as Corridas de São Silvestre brasileiras vão sendo “convidadas” a mudar seu nome, sejam novas ou as já tradicionais, e que não mais poderão homenagear o São Silvestre. A Fundação que organiza a São Silvestre da capital paulista virou a dona do Santo.

Ano passado, em meio às confusões por conta da mudança de percurso, que colocou a chegada no Parque do Ibirapuera e que desagradou a 99% dos corredores, o amigo Antonio Colucci, que segundo o diretor da prova faz parte do 1% dos descontentes com a mudança, organizou um treino em São Paulo, no percurso antigo da São Silvestre, com largada e chegada na Paulista, e teve a ideia de chamá-lo de “Treino da São Silvestre Cover”. Um treino, que reuniu os corredores contrariados com as mudanças repentinas e teve até a participação do Senador Suplicy. Pois bem, o Colucci foi processado pelo uso indevido do nome num “treino”. Talvez uma retaliação por conta de ele ter encabeçado o movimento contrario as mudanças. Esse ano o final da prova voltou para Paulista, será que o protesto atingiu seu objetivo?

A Corrida de São Silvestre de São Paulo tem um histórico de falta de respeito com aqueles que realmente fazem uma corrida de rua, os corredores amadores, muitas vezes chamados pejorativamente pelos locutores que transmitem a prova, de “atletas de final de semana”, mal sabendo do quanto esses “atletas de final de semana” têm que se preparar a semana toda, conciliando treino e trabalho para completar uma prova de 15 km.

As mudanças arbitrárias no regulamento as vésperas da prova, como em 2010 quando entregou a medalha de participação antes mesmo da corrida ou que mudou o local da chegada em 2011, por conta de um alegado problema na dispersão, mas que depois se mostrou ser um problema mesmo de falta de organização. Falta de organização que ocorre todos os anos na largada da prova, sem critério, aonde os fantasiados atrapalham aqueles que querem correr. Por que não seguir o exemplo das grandes provas mundiais e fazer a largada em ondas? Ou separar os corredores por ritmo e colocar os fantasiados no final do pelotão? Sem falar no aumento abusivo das inscrições, e que chegou ao valor de 120 reais para prova desse ano. E mesmo assim, bate recordes de participação a cada ano e as inscrições encerram-se cada vez mais cedo, atingindo o limite de participantes que passa dos 25.000 atletas.

É de se perguntar: Será que uma prova como a 50ª Corrida de São Silvestre de Iguape, que tem inscrições de 30 reais e o limite máximo de 300 participantes, tirará o interesse de se correr nas ruas de São Paulo na “Internacional” São Silvestre da Fundação Casper Líbero?

Faria bem se a organização da Corrida Internacional de São Silvestre, que nesse ano chega a sua 88ª edição, medisse esforços para transformá-la em exemplo de organização e respeito pelos atletas, e não ficar mesquinhamente tirando o nome de provas espalhadas pelo Brasil. Provas que são somente uma oportunidade para se correr no último dia do ano homenageando o Santo da sua Fé.

Coluna publicada no Ribeirão Preto Online

Ampliando horizontes

Um dia o Ribeirão Preto Online me deu a oportunidade de começar a correr, o que começou meio que por acaso, tornou-se uma atividade da qual não consegui largar mais. A corrida me trouxe a oportunidade de começar a escrever, e também vai se tornando uma atividade da qual vou pegando gosto. Agora tenho a oportunidade de retribuir ao Ribeirão Preto Online aquilo que um dia ele fez por mim. Esse blogueiro passa  a ter uma coluna fixa no maior portal de notícias e entretenimento de Ribeirão Preto. Quem quiser conferir segue o link: http://www.ribeiraopretoonline.com.br/colunistas/coluna-silvio-americo/25

Mais um benefício de se correr: fazer amigos.

A Corrida de Rua é o hábito mais saudável que adquiri na minha vida. Só me trouxe benefícios, passei a cuidar da minha saúde, a conhecer e respeitar meu corpo, descobri meus limites, e que sou capaz de muitas coisas que jamais imaginei que fosse.
Mas um dos maiores benefícios que a corrida me trouxe foi o de fazer amigos.
Escadinha de Amigos da Equilibrio – RP,  na SSilvestre 2009
Você passa a trocar idéias, combinar treinos, dividir experiências, (a internet ajuda e muito também) e com isso o circulo de amizades vai crescendo. Quando se vê a amizade vai além das corridas.
Ainda em Ribeirão comecei a correr com a turma da Equilibrio, e assim começaram muitas amizades, que mesmo eu tendo mudado para São José dos Campos, continuam, firmes e fortes.
Tem também os amigos virtuais, que acabam se tornando reais quando nos encontramos nas provas.
E os amigos de equipe, ou poderiamos chamar de irmãos. A Equipe 100 Juízo que me adotou em São José dos Campos, nem se fala: É uma família. Compartilhamos treinos, experiências, contusões, água, inscrição, carona, ônibus e o que vier pela frente. Às vezes se desafiando, mas aquele desafio saudável, um desafio de ficar feliz, quando o companheiro se supera em seu desempenho, no verdadeiro sentido de cooperação, amizade e superação.
Então, se você pensa em um ou dois benefícios que poderá ter nas corridas de rua, saiba que muitos outros virão agregados, e depois que viciar nessa hábito saudável, não tem mais como parar.

Família 100 Juízo + amigos nos 15k de Barueri em 2012