Milagre na Meia Maratona Frei Galvão!?

Milagre? Não, não foi um milagre do 1.º Santo brasileiro eu fazer meu melhor tempo em Meia Maratona justamente na sua corrida. Alcançar uma meta, completar um objetivo, superar as próprias expectativas, desafiando o corpo e chegar lá, no final, com a minha melhor corrida, não é obra de milagre, qualquer um pode fazer, e não requer reza e sim de treino e dedicação.

Venho treinando descontraidamente, isso é verdade. Não tenho seguido planilhas, não tenho anotado nada, tampouco sei quanto já corri esse ano. Mas, isso não significa ficar sem treino. Mantenho regularidade, já me considero macaco velho, e sei os tipos de treino que tenho que fazer, mesmo os casca duras, faço conforme dão na telha, e mesmo assim, venho me superando e baixando meus tempos, corrida após corrida, em 2015, e o melhor, sem as lesões que me atrapalharam no ano passado.

E foi assim, confiante de que poderia fazer meu melhor, nessa que era uma das muitas provas tradicionais que haviam desaparecido, só conhecia de ouvir falar, mas quando foi incluída no Circuito Oscar, não pensei duas vezes em confirmar a distância.

O tempo parecia que ia ajudar, até uma garoa fina pegamos na estrada, mas

Pousando na chegada...

Pousando na chegada…

na hora da largada, o sol já dava sinais de que iria pegar.

Percursos de duas voltas sempre são sempre chatos, e parti concentrado em avaliar a primeira volta, pra saber como me comportar na segunda. Segui mantendo o ritmo na casa dos 5:00/km, conhecendo as subidas que dariam trabalho na segunda volta e assim fui, pra fechar os 10,5km em 53 minutos. Na cabeça já fiz as contas, repeti-lo, seria um super tempo. Passei pelo pórtico agitando e brincando com os escoteiros: Sempre Alerta. E ainda deu pra abrir a volta em bom ritmo, manter é que foi osso, principalmente nas subidinhas que tinha pela frente. Deixei o Garmin marcando o ritmo médio, e tentando mante-lo na casa dos 5:10. Mas o calor e o desgaste foram dando sinais de que não daria pra fazer o repeteco da primeira metade, e no km 17 começou um desconforto abdominal, ao entrar na FEG, parei, ergui os braços, respirei, e parti para os 4km finais em busca de fechar na casa dos 1h50m, a meta que tinha em minha cabeça.

Ao entrar na reta final, e avistar o pórtico longe, busquei o que sobrara das pernas e um resto fôlego para chegar apitando e comemorando Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona 1h50m48s. Muito feliz pela marca, pela superação e pela Fé. Quanto ao Milagre, sim, eles acontecem quando a gente vai a luta.

Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona: 1h50m48s

Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona: 1h50m48s