Archive for outubro 2015

Milagre na Meia Maratona Frei Galvão!?

Milagre? Não, não foi um milagre do 1.º Santo brasileiro eu fazer meu melhor tempo em Meia Maratona justamente na sua corrida. Alcançar uma meta, completar um objetivo, superar as próprias expectativas, desafiando o corpo e chegar lá, no final, com a minha melhor corrida, não é obra de milagre, qualquer um pode fazer, e não requer reza e sim de treino e dedicação.

Venho treinando descontraidamente, isso é verdade. Não tenho seguido planilhas, não tenho anotado nada, tampouco sei quanto já corri esse ano. Mas, isso não significa ficar sem treino. Mantenho regularidade, já me considero macaco velho, e sei os tipos de treino que tenho que fazer, mesmo os casca duras, faço conforme dão na telha, e mesmo assim, venho me superando e baixando meus tempos, corrida após corrida, em 2015, e o melhor, sem as lesões que me atrapalharam no ano passado.

E foi assim, confiante de que poderia fazer meu melhor, nessa que era uma das muitas provas tradicionais que haviam desaparecido, só conhecia de ouvir falar, mas quando foi incluída no Circuito Oscar, não pensei duas vezes em confirmar a distância.

O tempo parecia que ia ajudar, até uma garoa fina pegamos na estrada, mas

Pousando na chegada...

Pousando na chegada…

na hora da largada, o sol já dava sinais de que iria pegar.

Percursos de duas voltas sempre são sempre chatos, e parti concentrado em avaliar a primeira volta, pra saber como me comportar na segunda. Segui mantendo o ritmo na casa dos 5:00/km, conhecendo as subidas que dariam trabalho na segunda volta e assim fui, pra fechar os 10,5km em 53 minutos. Na cabeça já fiz as contas, repeti-lo, seria um super tempo. Passei pelo pórtico agitando e brincando com os escoteiros: Sempre Alerta. E ainda deu pra abrir a volta em bom ritmo, manter é que foi osso, principalmente nas subidinhas que tinha pela frente. Deixei o Garmin marcando o ritmo médio, e tentando mante-lo na casa dos 5:10. Mas o calor e o desgaste foram dando sinais de que não daria pra fazer o repeteco da primeira metade, e no km 17 começou um desconforto abdominal, ao entrar na FEG, parei, ergui os braços, respirei, e parti para os 4km finais em busca de fechar na casa dos 1h50m, a meta que tinha em minha cabeça.

Ao entrar na reta final, e avistar o pórtico longe, busquei o que sobrara das pernas e um resto fôlego para chegar apitando e comemorando Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona 1h50m48s. Muito feliz pela marca, pela superação e pela Fé. Quanto ao Milagre, sim, eles acontecem quando a gente vai a luta.

Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona: 1h50m48s

Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona: 1h50m48s

Quem manda nas suas pernas? Sua cabeça ou seu coração?

Quem nunca se pegou no dilema: agir com a razão ou com o coração. Quantas vezes a cabeça te manda ir pra um lado, e o coração pro outro.

Quem tá iniciando na prática esportiva vive essa briga constante. Quer começar, o coração tá mandando ir, mas a cabeça sempre inventa uma desculpa para postergar um treino, faltar na academia ou não se dedicar direito.

E na Maratona então: Correr com a cabeça ou com o coração. Quem está treinando para os 42km com certeza já escutou isso, e quem já correu fala com propriedade de superar o muro do km 30. Ali é a briga da cabeça com o coração chega a ser visível, e as pernas na dúvida de quem deve obedecer.

As ilustrações criadas por Nick Seluk falam exatamente dessa dicotomia. Com o nome de Heart and Brain (“Coração e Cérebro”, em português).

O site Tudo Interessante traduziu, e elas estão bombando nas redes sociais.

Separei aqui, aquela que trata bem do dilema do corredor iniciante.

coracao10

 

 

No Outubro Rosa a 100 Juízo coloriu Mogi. Circuito Oscar – Etapa Mogi

O Circuito é bem organizado, a corrida é boa, sempre com novidades e atrações pros corredores, e ai a galera comparece. Na Etapa Mogi, a 100 Juízo em peso prestigiou, fora um Busão lotado, foi gente de van, de carro, de moto, enfim, se fosse em casa a gente vai, se é mais longe, a gente a gente dá um jeito e faz a nossa parte. Colorimos as ruas de Mogi das Cruzes, quem tinha foi de rosa, e quem não não tinha coloriu do mesmo jeito.

Busão dos Malucos do Asfalto, e parte da turma que madrugou pra correr em Mogi!

Busão dos Malucos do Asfalto, e parte da turma que madrugou pra correr em Mogi!

Quem não corre, não entende o que leva alguém a acordar as 4 da manhã do domingo. Trocar a cama quente, pela zoeira do Busão na madrugada, a tiração de sarro dos amigos, pegar kit, alfinetar o número de peito, colocar chip no tênis, fazer aquecimento, muitas vezes dançando e pagando mico, se alinhar apertado no meio dos corredores, esperar ansioso pela largada, e partir, no meu caso, pra 10km, tentando correr mais do que aguenta.

Tratamento VIP da Core Sport

Tratamento VIP da Core Sport

Muitas vezes correndo próximo do limite, para buscar uma ‘melhor marca pessoal’. Pra quem não corre, isso é coisa de louco, assim como, para quem corre, o cara que não madruga pra correr, tá perdendo seu domingo. Cada louco com seu gosto.

E foi nesse pique, que larguei focado em buscar no plano percurso nas ruas de Mogi das Cruzes, um melhor resultado. A cada corrida, venho conseguindo bem melhorar meu tempo. Na Etapa Taubaté fiz em 49:05. Na corrida da Unimed fiz em 48:07, ai veio a Corrida de Jacareí, aonde fiz 47:21 e na Etapa SJC da Oscar 47:34.

Tô chegando! Tô chegando!

Tô chegando! Tô chegando!

Mantive um ritmo forte no começo, na casa dos 4:35/km e fui firme assim até a metade da prova. Aproveitei para focar nas corredoras mulheres, e cheguei a ultrapassar a terceira colocada no km 5, aonde passei com 23 minutos cravados. Repetir o tempo, ou mesmo buscar um split negativo me levaria a quebrar meu recorde pessoal, mas para conseguir isso, ainda preciso de muito treino, e nos kms seguintes, o ritmo cairia um pouco, e eu seria ultrapassado não só pela terceira, mas também pela 4ª corredora feminina. Mas aproveitei

Gela até a alma...

Gela até a alma…

o ritmo delas, para tentar manter o meu. Nos dois últimos kms apertei busquei forças para voltar a correr como no início, e fechei, com muita alegria e apitando com a marca de 47:13, meu segundo melhor tempo nos 10k (o ‘meu recorde mundial’ nos 10k é de 46:54 conquistados em Maio no Centro Histórico de São Paulo).

medalhas

Tá formando a Mandala

Mais uma vez, entrei no gelo, e apesar da dificuldade em aguentar ficar ao menos 2 minuto no balde, a recuperação que ele oferece é sensacional. Pernas novas e recuperadas, e mais a medalha verde da mandala conquistada. Agora só faltam duas, e a próxima é na Etapa Guaratinguetá, na Meia-Maratona Frei Galvão. Baixar o tempo nos 10 vai ficar pra novembro, fechando a mandala em Caraguatatuba.