Archive for julho 2015

Parabéns São José dos Campos, com meu novo recorde nos 15K

São José dos Campos completa 248 anos, e comemorar a data com superação e quebra de recorde pessoal na corrida de aniversário da cidade foi minha forma de homenagear a cidade que me acolheu.

Quando se busca um recorde e a melhora da performance, tem que se treinar muito, debruçar nas planilhas, e toca treino de tiro, intervalado, disciplina e tudo mais, e foi exatamente isso que eu NÃO fiz.

Se não for pra se divertir, que graça teria?

Se não for pra se divertir, que graça teria?

 

Em 2013 o overtraining me levou para Maratona do Rio baleado, em 2014, também tive meu desempenho comprometido por contusões e talvez algum exagero. Então, em 2015 mudei tudo, desapeguei de planilhas, de controle e do acompanhamento metódico dos treinamentos, e passei a correr pelo prazer de correr.

O trabalho também me impediu de seguir um cronograma ao pé da letra. Sem saber que horas e quanto tempo teria para os treinos, e as vezes até aonde treinar, passei a correr sem preocupação, e aproveitando as oportunidades de soltar as pernas em locais nunca antes visitados, como ver o Sol nascer na orla de Santos.

Poderia achar que esse “descompromisso” afetaria meu rendimento, mas não foi bem isso que aconteceu, muito pelo contrário, em Maio já havia registrado minha melhor marca nos 10k (46m54s) na Corrida do Centro Histórico.

Depois disso dei uma relaxada, mas nas provas seguintes, fiz sempre os 10k abaixo de 50 minutos, e consolidado como um sub-5, a meta seria manter o mesmo pace na corrida de Aniversário da Cidade, com 15km.

No domingo anterior fizera os 10k na Corrida da Oscar em Taubaté em 49m06s, e foi com a estratégia de repetir esse tempo nos 10k e me superar nos 5k a mais da prova que segui para o Paço Municipal, local da largada.

A dúvida era só qual camiseta usar, e acabei optando pela minha 100 Juízo ‘exclusiva’ que usei na Maratona do Rio em 2012, estampada com o Cristo Redentor, em homenagem a prova que estava sendo realizada na mesma hora, e onde meu sobrinho e discípulo Rafael estava debutando em sua primeira Maratona.

Aquecimento rápido com o Carneiro, que passou as últimas dicas, é sempre bom escutar a voz da experiência, mas meu plano já estava traçado.

Procurei não sair muito afoito, sem extrapolar, buscando um ritmo confortável

Foco nos 5km finais.

Foco nos 5km finais.

para não sair da meta. Mantive o pace proposto entre 4:45 a 4:55 nos primeiros 4km, até a primeira subida do Anel Viário, ali ele subiria um pouco para 5:08 no km5, mas já seria recuperado nos kms seguintes. Na subida voltando o Anel Viário ocorreu o mesmo, mas lá no finzinho dela, o amigo Bodão passou incentivando, e deu o fôlego para soltar as pernas na descida.

Ao chegar no fundo do Vale, o final da primeira volta, alcancei o Leandro, e deu pra calcular que chegaríamos no km 10 com 49 minutos, dentro da meta. Apertei o ritmo, e parti para os 5km extras, e ai o percurso plano ajudou. Não tomei conhecimento de cansaço e segui para fechar ‘meu novo recorde mundial’ nos 15km: 1h13m20s. (Meu melhor tempo na distância era de 2013 em Barueri com 1h16m31s).

Chegada feliz, apitando e anunciada com alegria pelo locutor da prova: Olha o Corredor do Apito chegando!

A estratégia de superação deu certo, dos 15km da prova, somente 3 foram acima de 5:00 (e bem pouco), e que foram bem recuperados nos demais, e o pace total na prova foi 4:55min/km. Satisfação e alegria, compartilhada com os amigos e companheiros na festa de sempre na tenda da 100 Juízo.

E assim a resolução de 2015, de correr simplesmente pelo prazer, “sem instrumentos e a favor do vento”, tem me feito bem. A melhora nos resultados simplesmente vieram, mas se não viessem, teria me divertido do mesmo jeito. Afinal, é para isso que corro, para minha saúde, bem estar e diversão, e se assim, estou me superando, baixando o tempo, e adquirindo qualidade de vida, e de sobra me divertindo nas manhãs de domingo, que mais posso querer?

 

Correndo em busca da mandala da Oscar Running Adidas em Taubaté

Focado no objetivo

Focado no objetivo

Está aberto o Circuito Oscar Running Adidas com a Etapa Taubaté. Já havia participado dessa prova no ano passado, que, como todas as provas organizadas pela Avatar, prezam pela qualidade, organização e respeito aos seus atletas. Se a Corrida de Rua virou comércio, os organizadores devem tratar bem seus clientes, e é isso o que a Avatar tem feito, sempre escutando os corredores e melhorando naquilo que é possível, e tem sempre melhorado a cada ano.

Acordar de madrugada no domingo para correr é para os fortes e foi assim que seguimos cedo para Taubaté, com e incumbência de montar a Tenda (o puxadinho) para o Malucos do Asfalto que estariam presentes nessa primeira Etapa do Circuito.

Dessa vez, troquei a camiseta da 100 Juízo, para prestigiar o meu amigo Mineiro, com as camisetas novas de sua futura Assessoria. Farda de Elite, responsabilidade de correr forte. E foi assim que fui para um aquecimento rápido, antes de me alinhar para largada.

Partida pontual e tranquila, e como sempre alguns corredores atabalhoados, querendo dar tudo de si, nos primeiros 100 metros, sendo que ainda faltariam 9.900 metros a correr, para alguns 5, mas tem que saber dosar o ritmo, pois essas pernas farão falta lá no final.

Manhã agradável de sol, bem diferente da chuva de 2014 e segui tranquilo dentro da meta de pace entre 4:45 e 4:50. Logo encontraria o mano Solito, que me acompanharia em quase metade do percurso. Morador local (mais precisamente de Tremembé), o Solito conhece os “atalhos da pista”, ou melhor, aonde o bicho pega. E ele pega mesmo lá pelo km 5, no final da Rua Marrocos, aonde uma serie de descidas e subidas quebram o ritmo. Cheguei na metade da prova com 24 minutos e repetir o tempo na volta me colocaria dentro do que estou proposto para os 10k, correr sempre abaixo de 50 minutos, e foi ali no último aclive que deixei meu parceiro pra trás, e tentei não cair no ritmo da volta.

Encontraria um novo parceiro de ritmo, o José Luis Nunes, que seguia na

Satisfação de chegar.

Satisfação de chegar.

mesma passada que a minha, e fomos boa parte do sobe e desce da volta lado a lado. O km 8, com a última subida da Rua Prof. Ernesto, seria o único com pace alto, 5:15, mas sem desanimar, recuperei o ritmo, e dando a volta no Estádio Joaquinzão retomei a faixa de 4:50. Uma mudança de última hora no percurso, ainda colocaria duas subidinhas chatas no km final, mas, já sentindo a vibração  da chegada próxima, parti para o sprint final, com alegria, apitando e recebendo a saudação da galera, e fechando a prova com o tempo de 49:05.

Primeira medalha do semestre no peito e a primeira da Mandala do Circuito Oscar, que pretendo buscar nas outras 4 provas que restam (São José, Mogi, Guaratinguetá e Caraguá), se Deus e as pernas assim permitirem.