Archive for junho 2015

O Mundo é Bão, Sebastião! – Virada da Fé – 2015

Se para muitos o Treino da Fé começou após a Benção do Padre em frente da

Primeira etapa do desafio: Show do Nando Reis e os Infernais

Primeira etapa do desafio: Show do Nando Reis e os Infernais

Basílica de Tremembé. O meu foi Virada da Fé, e começou no sábado a noite, embalado ao som de Nando Reis e os Infernais, programa da noite com a minha Paula Fortaleza. Rock’n Roll e diversão, chegar em casa as 4 da manhã, e nem dormir pra pular da cama as 5 rumo a Tremembé.

A cidade ficou pequena para tanta gente reunida. Um primor de organização e união da Equipe 100 Juízo e todos os parceiros que fizeram acontecer esse tremendo evento que vai pro seu 5 ano consecutivo, e a cada ano melhorando e crescendo.

Depois de um café quente para espantar o sono e devidamente abençoado, partimos, cerca de 450 Malucos do Asfalto, rumo a Basílica de Aparecida, distante 41km.

Dessa vez o percurso seguiu pela Estrada Velha, sem os riscos e a poluição da Dutra, bem mais tranquila e segura. Cada qual com seu objetivo em mente e na capacidade das pernas. E eu ciente da minha capacidade, dificilmente faria os 41k, e sem cobranças, iria até onde as pernas aguentassem.

E “sem horas e sem dores”, sai tranquilo, fazendo do desafio diversão, acompanhando e sendo acompanhado pelos amigos, aproveitando para conhecer o novo percurso, com o sol despontando e mandando embora a neblina, mas não necessariamente trazendo calor.

Com a trilha do iPod aleatória nos fones, alternando canções leves e rocks mais fortes, mantive as passadas no ritmo que, acreditava, me levaria até o fim, pace de 6:15.

Já vi essa cena em algum filme...

Já vi essa cena em algum filme… http://migre.me/qpi3d

Os primeiros 10km tranquilos, nos levaram a Pindamonhangaba, e muito agradável correr pelas ciclovias, e com o apoio dos ‘marronzinhos’ nos cruzamentos e rotatórias.

Já chegando no km 20, em Moreira César, a noitada começou a pesar. As pernas que a menos de 5 horas atras pulavam no show do Nando Reis, mostravam que realmente é bão, mas doí tudo.

Foi por ali que encontrei o amigo e veterano, Sr. Toninho, tentei me animar na sua vitalidade para seguir, mas as pernas duras me fizeram o ritmo cair. Logo passaria por mim o Fábio, que eu passara em Pinda. Querendo desanimar de vez, vi a amiga Josy caminhando. Pensei comigo, se é pra ir caminhando, que seja com companhia, mas ao alcança-la revigoramos os ânimos e partimos num trotinho rumo ao km 25.

Correr uma maratona é isso, ajudar e ser ajudado o tempo todo. Quase sempre, aquele que pensa que você está ajudando a correr, ele sim, que está te ajudando a encontrar as forças para continuar.

Um ajuda o outro a chegar no km 25

Um ajudando o outro a chegar no km 25

A Josy foi resgatada pelo Claudemir, e eu segui, alternando trotes e caminhadas curtas, que foram ficando longas, quando no km 28 o Alex Marini passou de carro e ofereceu tudo o que eu não queria, mas as pernas pediam: carona.

Me largou uns 4km a frente, achei que tinha que chegar correndo, mas ai é que as pernas travaram de vez. A posição no carro endureceram as pernas e junto vieram as câimbras, alonguei um pouco e segui trotando e caminhando. Ao passar por um carro de apoio, perguntei a distância que faltava: 6km.

Foram os 6km mais longos que já corri, pois 2km a frente, perguntei de novo, e a resposta foi a mesma: 6km.

Essa plaquinha iludiu muita gente...

Essa plaquinha iludiu muita gente…

Ao avistar a subida que dá acesso a entrada da cidade de Aparecida, uma placa indicava Hospital em Aparecida 1,5km. Ledo engano, dali até a Basílica seriam ainda mais 4km que continuei fazendo alternados.

Foi ai que como que para terminar o desafio, começou a tocar Nando Reis e “O Mundo é bom Sebastião!”. A mesma balada na qual algumas horas antes pulávamos ao vivo com o Nando Reis no Clube Luso, e quando eu comecei a cansar as pernas. Deu um alento, pra chegar ao final, contornar a Basílica, passando a primeira entrada, onde muitos corredores terminavam ali seu desafio, mas segui devagar, mas rumo ao final oficial, dando a volta toda, passou em minha mente os momentos mágicos de quando completei a prova em 2014, aquilo que desejei um ano atrás, e estava ali novamente chegando, levando minha Fé comigo, e as novas resoluções e reflexões que fazemos ao longo do percurso, o que deixamos e o que buscamos para as novas etapas que se abrem na vida.

Galera reunida na frente da Basílica de Tremembé

Galera reunida na frente da Basílica de Tremembé

Se não fiz os 41km, fiz o que minhas pernas e a noitada me permitiram. Fiz o que os amigos me apoiaram, me empurraram e me ajudaram a completar nessa bonita festa da 100 Juizo. Nota 10 para todos os envolvidos, que se empenharam, buscaram fizeram e aconteceram. Cada vez mais gente participando, se envolvendo, e dando aquilo que pode, e até o que não pode, para fazer desse evento algo único não só no Vale do Paraíba, mas diria no Brasil. A estrutura que foi oferecida, gratuitamente aos participantes, deixa no chinelo muitas provas caras que acontecem por ai. Parabéns a todos e fica ai a certeza: Juntos somos sempre mais fortes!