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A prova era Meia, a diversão foi por inteiro

Enfim o Blog começou 2015.

Realmente estava as moscas, mas se  somente no mês de março começou o meu calendário de corridas, então, que voltemos com força total e com mais uma corrida resolvida na véspera, não estava nos planos, mas veio em boa hora.

No ano passado, sem objetivo, fui perdendo o ritmo de treinamento, e entrei o ano dessa forma, querendo colocar um objetivo em mente, mas ainda sem definição. Treinando estou, mas pro gasto, e simplesmente pelo prazer que a corrida proporciona, mas sem nenhum foco, ou prova específica.

Eu tô ai nesse formigueiro.

Eu tô ai nesse formigueiro.

Quando amigo Alex postou que tinha inscrições disponíveis para Meia Maratona Internacional de São Paulo, e o Diretor da 100 Juízo Edward disse que tinha vaga no Busão da Alegria da 100 Juizo, já era mais de 9 horas da noite da véspera, mas nem pensei duas vezes: Estou nessa!

Meu treino mais longo nos últimos 4 meses foi de 15 ou 16k, mas iria assim mesmo para minha segunda Meia Maratona da carreira. A primeira foi no Rio em 2011, depois disso aumentei as distâncias, foram 3 Maratonas, e diversas outras provas de 10, 15, 16k, nunca contei ao certo quantas (qualquer hora faço a conta), mas as “meias”, sempre por algum motivo (quase sempre o alto valor das inscrições), foram passando em branco.

Saída na madrugada e já muitas risadas e diversão ao rever os amigos 100 Juízo que não via a um bom tempo. Chegando no Pacaembu em São Paulo, não seria diferente, outros amigos e conhecidos entre os mais de 10.000 atletas na concentração da largada. Mais risadas e papo em dia na manhã, que de sonolenta não tinha mais nada.

Larguei no fundão, tranquilo, a única preocupação era me divertir nos 21k, e se possível em 2 horas. Não foi difícil de encontrar um ritmo confortável, com pace entre 5:30 a 5:45 e apreciando o percurso.

É sempre bom correr em São Paulo, rever caminhos conhecidos da capital e ruas que corri, o trajeto coincide em alguns trechos de outras provas, como a São Silvestre ou a do Centro Histórico, então sempre vem um déjà vu a cada esquina.

Segui como um relógio, sem deixar o ritmo cair e sem me aventurar em querer ir mais rápido, de estranheza somente a diferença nas placas de distância com o GPS do Garmin, que a cada km os números não batiam, com uma diferença de uns 70 metros sempre para mais.

Largar no fundão tem suas vantagens, você acaba ultrapassando muito mais gente do que sendo ultrapassado, e isso ajuda no desempenho. Cheguei nos 10km com cerca de 57 minutos, e me sentindo bem, esbocei até um leve aumento no ritmo, aproveitando as descidas, e acompanhando alguns corredores mais rápidos, mas, ao chegar no KM 15 a falta de treinos se apresentou, e as pernas começaram a pesar. A partir dali seria a “superação” para continuar na mesma batida e não deixar a peteca cair.

Meu amigo e escudeiro Aldo nos últimos 5km da prova!

Meu amigo e escudeiro Aldo nos últimos 5km da Meia Maratona Internacional de São Paulo.

Foi nesse momento que encontrei, ou fui alcançado pelo amigo Aldo, que treinando para distâncias maiores e recuperando-se do treino/promessa de mais de 70km entre São José dos Campos à Aparecida, resolveu me escoltar até o final. Tremenda ajuda, que confesso, sem ela, o ritmo iria cair. Não por falta de fôlego, mas por falta de pernas mesmo, que simplesmente travaram.

Algumas vezes até tentei deixar o Aldo seguir seu ritmo, mas ele continuou me puxando a todo instante, até que ao avistar o imponente Estádio do Pacaembu, soltei as pernas e entrei na Praça Charles Muller apitando, comemorando e muito feliz pela chegada dos 21,600 km (foi o que o GPS acusou), em 2h01m16s.

Terminar uma prova é sensacional, toda a tensão, esforço e superação é recompensado naquele momento mágico em que você passa o pórtico e completa seu desafio. Desconhecidos se congratulam e parabenizam, você se orgulha de sua superação e também pela dos outros, e é sempre grato, por aquele que correu a teu lado e te ajudou de alguma forma nas suas passadas.

Momento de mais encontros com amigos que conheci ao longo desses 6 anos correndo. Muitas fotos, mais bate papo e diversão. A volta com os Malucos do Asfalto é sempre animada e não poderia faltar o sumiço do Tonicão, que pra variar, se perdeu mais uma vez, atrasando a partida, mas rendendo boas risadas e piadas.

Se a corrida era Meia, a diversão foi por inteiro.

PS.: Foi confirmado que a distância da prova foi mal aferido, e que realmente a distância estava errado, diante disse o resultado oficial não foi homologado, e o meu resultado oficial descontando-se a distância a mais passa a ser 01h57m52s que foi o que marcava o relógio ao completar os 21km. – Fonte: Corrida no Ar