Archive for junho 2014

Unimed Run 2014

Todo ano me acontecia alguma coisa que me impedia de correr a Unimed Run.

Correndo com frio e de pipoca em na Unimed 2010

Correndo com frio e de pipoca na Unimed Run de 2010

No ano passado uma dor no tendão que surgiu bem no dia da prova, e me preservei para Maratona do Rio que ocorreria na semana seguinte. Em 2012, foi uma viagem no final de semana da corrida, e acabei perdendo também. Talvez isso fosse uma daquelas “maldições”, pois em 2010, morando em Ribeirão Preto, eu estava em São José no dia da corrida, e acabei participando de pipoca, num percurso bem bacana, saindo do Colinas e correndo pelo Esplanada.

Mas dessa vez nada iria me tirar da corrida. Focado nos 10k como estou esse ano, acordei com “Sangue nos Zóio” e segui cedo pra Via Norte. Passei rapidamente pela Tenda 100 Juízo, cumprimentei os amigos, mas nem fiquei para foto oficial de antes da prova. Parti para o aquecimento, e me alinhei junto ao pelotão de elite. Adepto do fundão, fazia tempo que eu não largava ali, quem me conhece até estranhou.

Pontualmente as 8h05 partimos para mais um desafio, e se na Corrida do Bradesco, a trilha sonora ajudou, segui novamente com meu dopping musical, Led Zeppeling, ACDC e Pixies iriam ditar o ritmo. Largar na frente tem os prós e os contras. Se você larga livre, sem tráfego, por outro lado, tem que segurar para não correr mais forte do que pode. Com o pace do parceiro virtual do GARMIN programado para 4:45 e foi esse ritmo que tentei manter. 1º km em 4:35, 2º em 4:31 e mesmo no 3º, com a subida da Av.São José caiu para 4:54, mas recuperei na descida, voltando a correr na casa dos 4:30 e com forças para incentivar os amigos que ainda iam enfrentar subida: tome apito e gritos de incentivo pra galera. Consegui fechar a primeira volta de 5k em 23:00. Muito bom, mas fazer tudo de novo é que são elas.

Correndo, apitando e chegando pro abraço!

Correndo, apitando e chegando pro abraço!  Foto: Aline Andrade

Perdi um pouco o ritmo no início da 2ª volta e demorei alguns minutos para voltar a rodar para parte decisiva. Cheguei forte de novo na subida, mas dessa vez o ritmo iria cair mais, fui brigando com ele, foi o único km rodado bem acima de 5:00, mas depois do retorno compensei com tudo. Me lembrei da descida do Cristo em Poços de Caldas, e soltei a bota. Foi o trecho mais rápido que fiz, fui decidido a ir com tudo, iniciei o sprint final com 1km para terminar, talvez fosse cedo, mas estava seguro que iria até o final com todas as forças, chegando no limite.

Ao avistar o pórtico de chegada, apertei ainda mais, e segui, como sempre, apitando e agitando a galera, que contagiada pela minha alegria, acaba passando mais força, e não tem como não chegar com festa e comemoração.

Prova fechada com 47m21s, não foi meu recorde na distância por 7 segundos, mas foi como se fosse. Medalha bonita e mais que merecida no peito e camiseta finisher da seleção brasileira no kit pós prova. Mais uma daquelas corridas muito bem organizadas pela Avatar, e que busca sempre melhorar e trazer novidades a cada edição.

A festa final na Tenda dos Malucos do Asfalto não poderia ser diferente, lanche comunitário, fotos, alegria de cada um com sua própria superação. Podemos não ser a maior, mas com certeza a 100 Juízo é a mais alegre!

100 Juizo, primeiro lugar em alegria. Foto: Aline Andrade

100 Juizo, primeiro lugar em alegria.
Foto: Aline Andrade

Leia também o relato do Fabio Namiuti clicando aqui

 

Treino Solidário Gamaia

Equipe de Apoio do Treinão Solidário Gamaia

Equipe de Apoio do Treinão Solidário Gamaia

Quando o amigo Vander Maciel, o Mineiro, me chamou para ajudar no Treino Solidário da Gamaia, em prol do GACC (Grupo de Apoio a Criança com Cancêr), não pensei duas vezes: Vesti a camisa da S-CORE, Assessoria Multiesportiva, e junto com outros parceiros da 100 Juízo fomos atender a “convocação”.

A função era simples, acompanhar a galera que iria participar do Treino, seja nos 5 ou nos 8km, dando apoio, auxiliando no percurso e até incentivando.

Munido do meu fiel companheiro, o Apito, parti junto com a turma dos 8km, e fiz um ótimo Treino de Fartlek. Fui várias do início até o final do dois pelotões, no final percorri 10,5km em 58 minutos, alternando ritmos e variações. Incentivei, ajudei no trânsito, distribui água, acelerei a galera que queria desanimar na subida final do Carrefour, e no final, satisfação total de de acompanhar a chegada do Oswaldo Filho com toda a galera do apoio. Isso não tem preço!

Estamos a postos e que venham os próximos!

Os últimos serão os primeiros!

Os últimos serão os primeiros!

Corrida da Longevidade 2014 – São José dos Campos

Domingo no ParqueEssa é uma das minhas corridas especiais. Posso dizer que foi aqui que tudo começou em 2009 nessa prova. Mal tinha começado a correr, já tinha participado “não oficialmente” de duas corridas, a da Solidariedade em Ribeirão e a Corrida de Pitangueiras, ambas sem inscrição, ou seja, de pipoca, mas foi aqui que conquistei minha primeira medalha. Voltei em 2010 para repetir a prova, fiquei de fora em 2011 e em 2012 tive o privilégio de correr ao lado da minha mulher Paula (corri ao seu lado os 6km, mas ela não pegou gosto pela corrida). Ano passado passou em branco, e passaria novamente, mas aos 45 do segundo tempo, sobraram umas vaguinhas e lá fui eu, comemorar meus 5 anos de corredor, correndo no cartão postal da cidade em que vivo, o Parque da Cidade Roberto Burle Marx.

Cão 100 Juízo

Esse carinha me ultrapassou duas vezes.

Cheguei cedo na companhia do amigo Mineiro, e ficamos acompanhando os preparativos e vendo a turma chegar. Apesar do sol, o tempo estava bem fresco, e o gramado bem úmido pelo sereno. Uns 15 minutos antes da largada, fiz meu aquecimento, e foi nessa hora que senti que seria um dia de sangue nos olhos.

Não costumo correr ouvindo música, mas sempre levo meu sonzinho para usar como doping no final dos treinos e longões. Dessa vez, iria com o som desde o começo. Ainda na concentração a primeira música da trilha, foi Bod Dylan “Like a Rolling Stone” e assim, ainda me sentido perdidão, como uma pedra rolando, não consegui ir para uma posição mais a frente, sairia ali no meio mesmo, pegando o tráfego.

Marquei o parceiro virtual do Garmin para correr a 4:45/km, minha briga hoje seria com ele.

Sangue nos olhos na reta final. Foto: Aline Andrade

Sangue nos olhos na reta final.
Foto: Aline Andrade

Ao passar o pórtico, e tomar o caminho para o trecho fora do Parque, fui procurando meu ritmo, e o som certo para me achar na prova. Foi quando tocou “Iron Man” do Black Sabath, e como um Cavaleiro de Aço fui para cima decidido a superação, coloquei o João Ávila na alça de mira, ele seguia num bom ritmo, e preferi não ir além do meu ritmo, segui aproveitando que ele me puxava. Primeiro km em 4:44 e o segundo em 4:29, o parceiro virtual começou a ficar pra trás, foi ai que avistei os parceiros reais, o Tonicão com o Fábio Namiuti. Tive algumas boas disputas com o Tonico, as vezes ganho, as vezes perco, mas, nessa não tinha pra ninguém, só dei uma leve apitada e falei: Estou te passando…

 

 

O Km 03 começou com Jethro Tull, “Cross Eyed Mary” e como a Maria Vesga, passei sem conseguir pegar água no posto, o copo escapou das mãos,  mas quando o Danilo Feltran passou batido, bem mais forte do que eu imaginaria correr, vi que tinha que aproveitar seu embalo para não relaxar. Fechei o km 03 com 4:48 e recuperei no km 04 com 4:40.

É goooooooooooooollll

É goooooooooooooollll

O ritmo acabou caindo no km 05, foi único alto, com 5:04, e foi ai, ao som de “Transição” do O Teatro Mágico que fiz a minha transição, como um cãozinho que já me passara duas vezes correndo, fui ao ataque do último km como se tivesse quatro patas. O normal seria seguir o ritmo continuar caindo, mas como “milagres acontecem quando a gente vai à luta“, apertei como nunca, ao entrar na reta final, apitei, apitei muito e chamei a plateia, estava forte, mas ainda tinha fôlego, e ao cruzar o pórtico, fechando o km 06 em 4:43, pulando, comemorando o Gol marcado com 28m16s de prova, meu recorde nesse percurso, que ficou registrado no relógio, mas a comemoração me fez perder o registro do chip no tapete final, pouco importa, a emoção foi maior.

Final feliz para um Domingo no Parque, verde-amarelo e repleto de amigos da 100 Juízo e de todas as tribos que se juntaram ao nosso pic-nic no gramado, dessa vez sem barraca, mas para que barraca, se o Céu Azul é o telhado do mundo inteiro!

Leia também o relato do Cantor Corredor – Luiz França

Leia também o relato do Fabio Namiuti

4º Treino da Fé – Taubaté > Aparecida

Na primeira edição, em 2011, eu ainda não era um 100 Juízo, e tampouco morava em São José dos Campos. Na segunda, eu já estava por aqui, dei minha contribuição desenhando a medalha do evento, mas por algum motivo que não me lembro, acabei não participando do desafio. Ano passado eu estava pronto e treinado, mas aconteceu no mesmo dia que levei minha filha para embarcar para Jornada Mundial da Juventude, e tive que ficar de fora, apesar de também ter feito as medalhas e as camisetas.

Em 2014, não poderia ficar de fora de maneira nenhuma, e apesar de não ter treinado para a distância principal (42K), iria de qualquer jeito, na Fé, para completar o quanto as pernas aguentassem.

Momento de Oração.

Momento de Oração.

Se na edição do ano passado, o treino tenha se destacado, por coincidir com a visita do Papa ao Brasil, nessa, ele tomou proporções ainda maiores. Com o grande amigo Fábio Namiuti na coordenação e organização, e com a participação de toda a equipe, mais pessoas e grupos foram se agregando ao evento e trazendo não só mais participantes como também as doações de água, frutas, prêmios, etc, etc, etc.

Muita gente vindo de fora participando, como o José Robertos Fortes, que veio com a sua assessoria esportiva em peso, abrilhantando ainda mais nosso Treinão da Fé.

E bota Treinão nisso, vontade não me faltava, e após os preparativos finais, foto oficial do grupo e a Oração para Nossa Senhora aos pés do Cristo de Taubaté, a turma foi saindo em grupos conforme seus ritmos, e logo achei o meu.

Segui nesse início ao lado dos amigos Toninho, Ronaldo, Leandro e do Marcos Leandro, esse

A Dutra verde e amarela

A Dutra verde e amarela

último que indo para fazer 21k. Na minha cabeça achava até que poderia ir pra distância total, mas já conhecedor do que são 42k, sabia que lá na frente o bicho vai pegar.

Fomos sem atropelos e num bom ritmo, pace de 6:00min/km certinho, e apesar do risco de se correr na Dutra, estava tudo em segurança. A turma do apoio sempre em pontos seguros, mais parecia um pic-nic as margens da Rodovia, tamanha era a quantidade de produtos oferecidos aos atletas.

Estava bonito de se ver o verde e amarelo colorindo a estrada, e nesse momento senti muito orgulho em ser o autor da camiseta, e ter seguido a sugestão de cores dada pelo Toninho.

Os grandes parceiros de equipe.

Os grandes parceiros de equipe.

Para não dizer que não teve nenhuma ocorrência, teve sim. Não me lembro ao certo a distância percorrida, mas passou um chevettinho que deixou um forte cheiro de gasolina, e logo a frente esse carro pegara fogo, já estava controlado, inclusive auxiliado pelo pessoal do apoio, mas quando passamos por ele, as rodas estavam em brasa.

Fui seguindo bem até metade da prova, por volta do km 22, veio uma barreira mental. Essa foi a maior distância que eu treinei nesse ano, dali pra frente eu já estaria no lucro. Foi mais ou menos por esse trecho que encontrei o Alex Marini, o qual já conhecia da turma, mas foi a primeira vez que batemos um papo e oficialmente nos conhecemos, demos boas risadas, enquanto fomos deixando o ritmo ir caindo, alternando com caminhadas, mas quando víamos alguém fotografando, apertava um trotinho, sair na foto andando jamais. Fui com ele até o km 25. Ali entreguei os pontos, e acabei aceitando a carona dos “Vanelli”, indo de carro até o km 35.

Se a gente não correu tudo, pelo menos riu bastante.

Se a gente não correu tudo, pelo menos riu bastante.

Ali fiquei olhando a galera passar, já quase no acesso ao viaduto que entra em Aparecida, foi quando passou o Michel e me encorajou a finalizar os 7km que faltavam. E foram duros, voltar a correr depois de ter parado é mais difícil, as pernas já estavam travadas, mas fui seguindo como dava, somente com a Fé de chegar. Próximo a Basílica, somente comigo e minhas orações, avistei a melhor recepção que poderia ter ao terminar meu desafio, vendo meus amigos cada qual com suas conquistas, seus feitos pessoais, mas todos com a satisfação de terem feito muito mais do que um simples treino. Foi uma demonstração de Fé, amor ao esporte e amizade. Uma profusão de sentimentos e agradecimentos a Nossa Senhora basílicaAparecida por chegar, dolorido, mas inteiro, talvez mais leve por tudo aquilo que vamos refletindo e deixando pelo caminho, como numa peregrinação. Se não fiz os 42km totais, ter feito 32k foi além das minhas expectativas e condicionamento atual.

Aproveito para agradecer a todos que participaram e ajudaram para que esse evento fosse o que foi, e que possamos no ano quem faze-lo se não maior, melhor.

 

Leia também o relato do Fábio Namiuti