89ª Corrida Internacional de São Silvestre

A mais tradicional corrida de rua do Brasil é um caso de amor e ódio do corredor. Todos os anos os corredores reclamam, choramingam, enchem as redes sociais com as mais diversas críticas e reclamações, mas ela continua batendo recordes de participação mesmo com uma das inscrições mais caras do circuito nacional.

Corri em 2009 (Leia aqui: Como comecei a correr) e em 2010, e não tinha a intenção de retornar a São Silvestre tão cedo, mas por conta do convite do amigo Maurílio Chagas, que tinha como meta do ano, além de começar a correr, ir para São Silvestre, parti para minha 3ª participação. Meu sobrinho Rafael, que também é outro que incentivei a correr, também foi para sua primeira participação, junto com a sua noiva Mayra. E assim, cada qual com suas metas, objetivos e expectativas, seguimos cedo para a Paulista.

A turma se hospeda no Hostel mas tira foto na frente do Maksoud Plaza.

A turma se hospeda no Hostel mas tira foto na frente do Maksoud Plaza.

Encontramos o Matheus Personal e sua turma da Equilibrio de Ribeirão Preto no Gol Backpacker Hostel. Do meu amigo Maurílio acabei desencontrando, tentamos marcar um local, que acabou não dando certo, é muita gente num espaço muito grande. Só dando sorte mesmo.

Apesar de todas as recomendações e dicas dos corredores experientes, de que a São Silvestre não é uma prova para se baixar tempo, fui para Paulista com a expectativa de tentar fazer minha melhor marca na prova e na distância dos 15km (Em Março fiz 1:16:30 na Corrida de Barueri e cheguei perto disso nos treinamentos), mas ao alinhar para largada, junto ao Rafael e a Mayra, deu para prever que ali não teria tempo baixo. A largada foi dada pontualmente as 9 horas, e 15 minutos depois ainda não havíamos saído do lugar. Aos poucos começamos a “procissão” como disse o amigo Colucci, e as 9h25 enfim passamos no pórtico para começar a correr.

Eu e o Rafa no click do amigo @antoniocolucci_13

Eu e o Rafa no click do amigo @antoniocolucci_13

Começamos a tentando buscar o ritmo desejado e abrindo caminho aonde não existe. A Mayra seguiu no seu ritmo, e eu e o Rafael dentro do planejamento de irmos juntos até o final. Ele achando que eu iria puxa-lo, mas na verdade ele é que era o meu coelho. O primeiro km até foi satisfatório feito em 5:09, e ai nas descidas que levam ao Pacaembu, diferente das recomendações que manda segurar, deixamos a descida nos levar. Os próximos 3 km foram dentro do plano de 4:45, mas no primeiro posto de água, já foi uma aglomeração tremenda, e a velocidade foi caindo. É impossível manter um bom ritmo, tendo que desviar a abrir espaço a todo instante, e ai cabe um adendo, ao correr dessa maneira, desviando, mudando o curso, buscando espaço nas calçadas, pulando guias, você acaba utilizando uma musculatura que normalmente não é utilizada, o que acaba desgastando as pernas. Você só vai sentir isso lá na frente.

Correndo de casalzinho com o sobrinho no túnel de acesso a Av.Dr.Arnaldo

Correndo de casalzinho com o sobrinho no túnel de acesso a Av.Dr.Arnaldo

O Rafael seguia firme ao meu lado, ora ele me indicava por onde passar, ora era eu que mostrava o caminho, e achei até que chegamos rápido a Av. Rudge Ramos e o Memorial da América Latina, mas na subida do Viaduto Orlando Murgel a minha corrida desandou de vez. O calor e a tentativa de tentar impor um ritmo que o fluxo não permitia, acabou desanimando e minando meu desempenho. Ao ver que o relógio marcava 54 minutos ao passarmos pelo km 10 foi um banho de água “quente” nas intenções, e restando 1/3 da prova por fazer, seguimos aproveitando a parte mais bela da prova, que passa por alguns pontos do Centro Histórico da capital, como a Praça da República, Largo do Paiçandu, Teatro Municipal, Viaduto do Chá e o Largo do São Francisco, onde cantei a música aprendida em 2009.

Chegando à Brigadeiro, seguimos a mesma estratégia da equipe queniana e que levou o  Kipsang a sua segunda vitória na prova e aos 3 lugares mais altos do podium para a equipe. Dali pra frente seria cada um por si, e o Rafa seguiu forte na subida, enquanto eu subi guardando as pernas e o folego para a chegada, e ao virar na Paulista, deixei a alegria me embalar num sprint final, muito comemorado. Com o apito eu agitava a galera, e segui saudando a plateia, afinal  terminar a prova é mais um momento que representa a superação, o dever cumprido, fechar 2013 e ir com tudo para 2014.

Medalha no peito e missão cumprida!

Medalha no peito e missão cumprida!

Tempo final 1:25:41, medalha no peito, por sinal, uma das mais belas da minha coleção, ainda revi alguns amigos de São José na dispersão. Fica aqui o meu registro de agradecimento, ao meu sobrinho Rafael, que me ajudou muito durante a prova, e ao amigo Maurílio, não o encontrei, mas fiquei muito feliz pelo seu feito, e por ter sido um dos seus incentivadores a essa mudança de vida. Aproveito aqui e deixo meu abraço a todos os amigos que estavam lá, corremos juntos e vibramos todos nessa confraternização de fim de ano.

Parabéns a todos, e que possamos correr muito mais em 2014!