Archive for dezembro 2013

Circuito de Rua ETEP Taubaté – 7ª Etapa

Nem me lembrava direito que estava inscrito para essa prova. Quando abriram as inscrições, gratuitas, como não tinha nada para a data, me inscrevi. Sabia que os “Malucos do Asfalto” lá estariam, então companhia não iria faltar. E assim fomor eu, o Edson e o Fábio, partimos rumo a Taubaté, um pouco atrasados, mas poderiamos e até deveriamos ter atrasado mais. A entrega do kit até as 17 horas era somente preciosismo do regulamento. A entrega se estendeu por mais tempo, e acabamos é chegando cedo, com duas horas de antecedência para largada. Aos poucos a malucada foi chegando, e a turma da 100 Juízo estava quase completa.

Depois das provas mirins, onde os companheiros Aldo e Helber botaram a criançada pra correr, fizemos um aquecimento rápido e nos alinhamos para largada.

Prova de 5km não tem o que fazer, é sair correndo no ritmo desejado e ir até o fim, não tem o que guardar ou economizar, tem é que se superar pra acabar logo. E apesar do congestionamento inicial, deu pra partir forte, tentando se desviar e em alguns momentos usando a calçada, até perdi um boné velho, que já estava querendo jogar fora, uma árvore tratou de fazer isso por mim. Nem pestanejei, segui sem perder o ritmo, e consegui acompanhar o ritmo do Aldo na volta em torno do Estádio Joaquinzão e na subida do início da Avenida John Kennedy.

Disputa acirrada entre amigos na Avenida do Povo.

Disputa acirrada entre amigos na Avenida do Povo.

Mais ou menos no meio da John Kennedy tinha uma noiva, acho que ainda seguiria para o casamento, não aguentei, dei uma grande apitada e um “viva a noiva”, no que todos os corredores gritaram e a saudaram com gritos e aplausos. Mas continuei sem perder o ritmo e fazendo 4:26, 4:34 e 4:38 nos 3 primeiros kms.

Na Avenida Inglaterra, no último cotovelo, vi que o amigo Edson se aproximava, e me fez lembrar da Night Run na USP em São Paulo, quando ele me alcançou e passou sem me dar a menor chance de acompanhá-lo. Na OFR Adidas eu dei o troco. Mas ali, mesmo na distância menor (as outras duas foram de 10k), ele vinha para o tira-teima. Eu segui em frente forte, sem olhar para trás, mas sentindo a aproximação, só olhava de canto, e via o uniforme laranja 100 Juizo na cola. E isso me ajudou a manter o ritmo forte, entramos juntos na reta da Avenida do Povo, disputando as passadas e um ajudando o outro a chegar ao final quase no limite das forças, para cruzar o pórtico com 21m39s. Tudo bem que o GPS acusou 300 metros a menos, mesmo assim foi o meu melhor pace em prova, ritmo de 4:37 min/km.

100 Juízo e amigos de chaveirinho na mão!

100 Juízo e amigos de chaveirinho na mão!

O mico ficou por conta do chaveirinho que foi entregue no lugar da medalha.

A ETEP promoveu um circuito bacana, promovendo o hábito da corrida desde cedo, acaba fazendo uma economia boba ao não oferecer uma medalha aos participantes, e uma frustração para as crianças que correram as provas infantis esperam colocar uma medalha no peito, muitas correram pela primeira vez. Que o “marketing” da ETEP tenha melhor visão da próxima vez, e saiba premiar os atletas com um símbolo do tamanho que ela quer representar.

Leia o relato do Fábio Namiuti aqui.

Jovem Pan Night Run SJC 2013

Cara feia no km final. Foto: Aline Andrade

Cara feia no km final.
Foto: Aline Andrade

Não estava programado para participar dessa prova. Como não havia ganho a inscrição pelas vias normais, ficaria de fora dela. Mas de última hora surgiu se não uma, mas duas chances de correr. Dois amigos, o Aldo e o Diego, impossibilitados de correr, me passaram suas inscrições, e como não correria com duas, repassei uma delas para o amigo Edson, que ia pipocar.

A prova foi bem badalada, a distância inédita para mim, de 4 milhas ou 6,4km , em trecho totalmente plano, largando no Paço Municipal, e dando uma volta pela Avenida Teotônio Vilela. Seria uma ótima oportunidade para manter minha média sub-5, alcançada na corrida da Oscar.

Depois de passar pela sempre animada tenda da 100 Juízo, cumprimentar os amigo, e dar os últimos retoques para largada, parti para o aquecimento com o Paulo Lantyer. O Paulinho tem sido meu coelho em alguns treinos, foi na cola dele que eu fiz o Simulado da Corrida da Virada, mas se acompanhá-lo em treino já é difícil, o que dirá em prova.

Largada marcada para 20h30, nós alinhamos lá no fundo do pelotão, quando algum amigo nos chamou para irmos pra “zona do agrião”, e demos um jeito de entrar ali no gargalo, apesar do aperto não perderíamos tempo no começo. Atraso de mais de 15 minutos, o que acaba prejudicando o pré-aquecimento, disseram que era para esperar o Prefeito, não tenho certeza disso, em todo caso, seja qual for o motivo, atrasos nunca são bem vindos.

Dado o início da prova, segui dentro do ritmo proposto, e assim mantive, dentro da média, entre 4:30 e 4:40/km. Alguém já me disse que corridas curtas são como entrar no inferno, você deve correr o máximo que aguentar, para sair o quanto antes dele. Mas ao fazer o retorno no “Fundo do Vale”, o que vi era o pórtico de chegada, e, apesar das placas e do relógio informarem que ainda estávamos no km 5, não sei explicar porque a cabeça insiste ao ver a chegada que a corrida já vai acabar. Parti para um sprint final, mas ao me aproximar do pórtico é que vi, que o percurso passava ao lado, e ainda tinha um retorno de mais de 1km por fazer.

O último Km foi o único acima da média, com 5:05/km, mas o suficiente para fechar a prova em 29m05s.

Minha chegada no meio da muvuca

E essa muvuca esperando a minha chegada. Será que eu ganhei e não sabia?

No final vi algumas pessoas passando mal, e sendo atendidas pelos socorristas, não sei o real motivo, afinal o tempo estava fresco e a hidratação, apesar de quente, foi suficiente. Havia também pouco espaço para dispersão. Particularmente não tive problema para retirada do Kit pós-prova, sai rapidamente, mas muitos que terminaram depois, levaram mais de 20 minutos, e ainda ficaram sem alguns itens pelos quais pagaram. Que a organização saiba reconhecer as falhas e buscar corrigi-las, mas esconder-se das críticas não é a melhor maneira de agir, e tirarem a página da Jovem Pan Night Run São José dos Campos do ar, só mostra o despreparo também com as redes sociais, afinal aquele era o canal de comunicação com os seus clientes que pagaram e devem ser tratados com respeito.

Mas no balanço geral, fiquei satisfeito com a minha participação, apesar de não gostar de provas curtas, correr a noite, com o tempo fresco é sempre bom, está valendo na preparação para São Silvestre.

Leia o relato do Fábio Namiuti aqui.