Archive for março 2013

15K de Barueri

Enquanto vemos muitas reclamações pelos aumentos abusivos nas corridas de rua, vou seguindo o mesmo caminho que deu certo em 2012, só correndo com inscrição que ganhei em promoções ou garimpando as provas gratuitas.
Em 2012 tivemos essa grata surpresa em Barueri. Uma prova de 15k (com opção de 5k), inscrições grátis, muito bem organizada e com respeito ao corredor. Organizada pela Prefeitura de Barueri em comemoração ao aniversário da cidade, é uma forma de fomentar o esporte e levar oportunidade e incentivo para quem quer fazer uma atividade saudável.

Menos numerosa dessa vez, mas não menos animada.

Menos numerosa dessa vez, mas não menos animada.

Então, se fomos bem tratados em 2012, voltamos em 2013. Dessa vez a 100 Juízo foi com uma comitiva menor (ano passado lotamos um ônibus), mas não menos animada. “Doze corredores e um destino”, cada um com seu objetivo em mente. Bom corrigindo: Onze corredores e uma corredora, nossa amiga Vanda foi a única representante feminina da nossa turma.
Saímos cedo e sem problemas, e chegamos no local da prova, o Ginásio Poliesportivo José Correa dentro do horário previsto. As ruas no entorno já estavam fechadas, mas valendo-se do bom senso, os guardas de trânsito liberavam a passagem para quem iria correr. Diferente do que aconteceu na véspera na Night Run (Não fui, mas o Mineiro, que correu, contou), ao invés de facilitar o acesso eles dificultam, e muita gente, repetindo o que aconteceu na prova noturna do ano anterior, perdeu a largada, dado o trânsito da marginal aonde aconteceu a badalada corrida.
Retirada do chip e número de peito foi rápida, com tempo suficiente para cumprimentar um grande número de amigos corredores., que vemos mais pelo Facebook, e nessas provas temos a oportunidade de encontrar.
A largada foi pontual, com queima de fogos, que esse ano foi mais modesta. Saímos juntos, eu, o Fábio Namiuti e o Edson Pontes, firmes no ritmo 5 x 1 até mais ou menos o km 3, aonde o trecho beira o poluído e mal-cheiroso Tietê, ali me desgarrei um pouco dos companheiros. Seguindo na minha meta de baixar o tempo de 2012 (1h18m45s), e com o desejo oculto de fechar em 1h15. Sabia que para isso teria que chegar nos 10K com menos de 50 minutos, e fui no ritmo, que em virtude dos aclives do percurso e do sol, que estava ausente mas resolveu aparecer, caiu alguns segundos.
Cheguei na placa de 10K com 51m30s (1m30s acima do tempo desejado). Para cumprir a meta teria que manter os mesmos 5×1 nos 5km finais. Apertei o passo, e ainda tentei ir um pouco mais rápido, pois se ainda quisesse bater 1h15, teria que me superar.

Mas correr mais rápido não significa deixar de se divertir, e passando por um campo de futebol, aonde acontecia uma animada peleja, times uniformizados e até juíz, deve ser de algum campeonato municipal de várzea. Usei o apito e apitei uma falta, o jogo parou, e os jogadores olharam para o juiz perguntando o que ele havia marcado, apertei o passo rindo por dentro, e aumentei a velocidade, vai que algum jogador identifica o Corredor do Apito brincalhão.

Voltar a passar na beira do fetido Tietê, é um incentivo a mais para correr rápido e sair logo dali. No trecho final ainda fiz uma confusão com as placas, pois haviam as do percurso de 5 e de 15, e achei que faltava 1km quando na realidade era 1,5. Isso também contribuiu para que eu corresse mais, vislumbrando o tempo recorde desejado, mas ao avistar a volta que ainda faltava fazer, mentalmente vi que fecharia com 1h16s, e foi o que consegui: Tempo oficial 1h16s29s, novo Recorde Mundial Pessoal na distância (2m16s mais rápido que em 2012).

Chegando e Apitando

Chegando e Apitando

Pose para foto do Mineiro (que correu 2 provas em menos de 24horas – 5K na Night Run e os 5K em Barueri, terminando a tempo de fotografar a turma).

Dispersão tranquila, medalha bonita (poderiam caprichar mais no design, que impresso na camiseta ficou incompreensível, e colocar a data), e um kit bacana.

Tempo para cumprimentar os que já chegaram e acompanhar a chegada dos amigos que ainda cumpriam suas metas.

Galera reunida, os Onze Corredores e a Corredora, com seus objetivos cumpridos e com a certeza de termos passado uma manhã agradável, fazendo aquilo que gostamos.

Ano que vem a gente volta.

Vicio

Eu tenho um vício, um vício saudável: Corrida de rua é a minha droga.
Acho que como em qualquer atividade que você desenvolva, saber dosar e manter o equilíbrio é fundamental para que ela seja realmente saudável.

Por isso a certeza de que meu vício só me trouxe saúde e melhora na minha qualidade de vida, e que não tenho que esconde-lo de ninguém: Gosto de correr e gosto que os outros saibam disso. É uma forma de disseminar meu vício e influenciar outros a também adotarem hábitos saudáveis.

As vezes é engraçado você saindo cedo para correr no domingo e a alguém falar: “mas hoje é domingo, não precisa correr”. Como assim? Eu não preciso mesmo de correr dia nenhum, corro por prazer, e esperei a semana inteira por esse dia. Se não tem prova, o domingo é o dia do Longão, aonde vou ir mais longe e até para lugares aonde nunca fui. Aproveitar melhor a manhã de sol ou de chuva, correr tranquilo pelas ruas, podendo me preocupar “menos” com os motoristas apressados da semana.

Seria mesmo melhor passar o domingo sentado na frente da TV com uma lata de cerveja na mão? Porque antes era assim. E cada qual segue com seus vícios, alguns as escondidas, e se tem que esconder, é porque sabem que não é algo bom.

Depois de 4 anos viciado em corrida de uma coisa eu tenho certeza, como disse o poeta, hoje sou muito melhor do que eu mesmo quando não corria.