Archive for fevereiro 2013

2ª Corrida de Verão 100 Juízo & Tribe of Runners

Quando for fazer algo na sua vida, não faça o que for possível, mas sim o seu melhor, ofereça aquilo que tem de melhor e depois colha os resultados. E foi isso que toda Equipe 100 Juízo & Tribe of Runners fez. Ofereceu o seu melhor e o resultado foi uma corrida sem precedentes. Falhas houveram? Claro que sim, mas nada que comprometesse o evento, e que serão levantadas e corrigidas.

O prestigio da presença dos amigos Vicente Sobrinho e Antonio Colucci

O prestigio da presença dos amigos Vicente Sobrinho e Antonio Colucci

E assim o domingo do dia 24 de Fevereiro foi marcado por uma grande festa dos corredores do Vale do Paraíba que prestigiaram nosso evento realizado no Clube da Sabesp em São José dos Campos. Começou cedo, cheguei ao local as 6 da manhã, e mais acompanhando o andamento dos últimos preparativos e dando uma força aonde precisava. Confesso que trabalhei mais nos preparativos pré-prova, naquilo que me acho mais apto a fazer, mas estava ali também dando o meu melhor para o que fosse necessário.

E a corrida foi chique, com direito a café da manhã, num oferecimento das nossas voluntárias, e ações que não se vê sempre por ai, como distribuição de RedBull, massoterapeutas, stand da New Balance, entre outras coisas que a gente só tem nas corridas tops por ai, ou seja, foi bem chique.

Pra se ter uma idéia, a largada foi disparada pelo apito de ninguém menos que o Corredor do Apito, bom, menos né, mas pra mim foi uma tremenda honra apitar para galera começar a correr. E foi assim que a corrida começou pra mim, apitei, esperei todos largarem e sai na minha, sem pretenção nenhuma de baixar tempo, mas queria correr e me divertir. Tanto é que só lembrei de disparar o relógio, quando já estava saindo do clube e entrando no trecho urbano da prova, que foi fechado pela Secretária de Trânsito para dar maior segurança aos participantes.

Correndo e apitando.

Correndo e apitando.

Diante disso, larguei mão de tempo, e simplesmente fui me divertindo ao longo do caminho. No retorno no Urbanova avistei o amigo Fábio Namiuti bem a frente, e coloquei como meta alcança-lo. Fui tentando alcança-lo, mas por 3 vezes meu tênis desamarrou. Ao chegar próximo a entrada do clube, finalmente alcancei o Fábio, e pudemos terminar a prova juntos, do jeito que eu gostaria de ter chegado na Maratona de São Paulo ano passado, lá não deu, minhas pernas acabaram antes, mas aqui fiz questão de chegar com o amigo, e saudá-lo na chegada da Corrida da qual ele foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso.

Foi curtinha, mas cansou.

Foi curtinha, mas cansou.

No final uma tremenda festa e a satisfação de que demos o nosso melhor, e a ver pelos comentários pós-prova, e que vão replicando pelas redes sociais, realmente foi um tremendo sucesso.
No blog do Fábio Namiuti tem um relato mais completo e preciso, como tudo que o corredor best-seller faz: clique aqui para ler.

Gostaria de fazer um agradecimento especial aos nossos apoiadores Grupo Cauana Comercio de Frutas, na pessoa do meu amigo e irmão Marcelo Souza, que nos abasteceu de frutas. Ao Maurício Roberto Tomé da Foot Company,

A medalha

A medalha

que patrocinou as medalhas antes de saber que ficariam tão bonitas. Ao Vicente Sobrinho e a Revista Contra Relógio, a M&F Eventos, a Run With Us Assessoria Esportiva, a Secretaria de Transportes e a Secretaria de Esportes de São José dos Campos, ao Vereador Robertinho da Padaria, a Associação Sabesp, a RedBull, a MRV, a SNC – Sports Nutrition Center, ao Antonio Colucci pela presença e se eu esqueci de alguém, favor me avisem que eu atualizo o post.

Merecido Troféu!

O Merecido Troféu!

E Parabéns a todos os envolvidos na organização, não vou nomear pois com certeza vou esquecer de alguém! Mas esse troféu foi mais do que merecido a todos!

Corredores do Brasil, uni-vos!

Sempre escutei que a Corrida de Rua é o esporte mais democrático do mundo, que basta calçar um tênis no pé e sair correndo por ai. Se fosse só isso, realmente seria, mas as empresas organizadoras de corrida estão mudando essa escrita e transformando um esporte de todos para um esporte de poucos.

Correr virou moda. Basta uma volta pelos parques e bairros da sua cidade para ver como tem gente correndo. Gente de todo tipo, uns buscando uma melhora na condição física, buscando emagrecer, buscando qualidade de vida, e claro tem aqueles também em busca de performance e que querem ver nas provas o resultado desse treinamento.

É ai que a coisa muda de figura. As grandes e tradicionais provas já vem subindo seus valores ano após ano, e muitas delas sem justificativa alguma, simplesmente é a lei da oferta e da procura, e quando a procura é tanta, nem se preocupam melhorar a qualidade para fazer jus ao aumento, muito pelo contrário, muitas ainda pioram os serviços oferecidos e sobem o preço. Quem quer correr, paga, e como as inscrições se esgotam rapidamente, elas nem dão bola aos gritos dos excluídos.

Criou-se então um efeito dominó. Se a São Silvestre, que é uma das provas que tem o maior descaso, trata muito mal seus “clientes”, só justificando a participação pelo nome, pois a tradição da prova já foi perdida a muito tempo, aumenta seus valores em 33% de um ano para o outro e ainda assim tem as inscrições esgotadas rapidamente, as demais corridas também se sentem no direito de subirem também.
E assim vamos vendo provas como por exemplo, a Fila Night Race, (que mudou de nome justificando pela troca de organizador, ou será que foi pelas diversas falhas ocorridas em várias etapas e passou a ser chamada de Fila Night Ruim?) se sente no direito de cobrar R$ 112,00 pela inscrição. O mesmo organizador dessa prova lançou uma campanha contra o corredor pipoca (leia mais aqui). Mas o que ele realmente fez para evitar os pipocas em suas provas? Nada, simplesmente aumentou o preço, deixando ainda mais corredores insatisfeitos e na condição de pipoca.

Isso vale? Se tiver quem pague, muitos dirão que vale. Mas só vem a acabar com um esporte que deveria ser de todos e passa a ser de elite, não dos atletas de elite, mas sim daquela turma que não precisa de se preocupar com o valor da prova, mas que tenho certeza que não vai querer participar de provas esvaziadas.

Sem falar que muitas provas ainda recebem apoio do Governo através da Lei de Incentivo ao Esporte, porém, quem paga a inscrição cara somos nós. Pode procurar nas suas camisetas de corrida, e você vai encontrar várias com o selo, depois avalie se ele merece estar ali.

Mas existe luz no fim do túnel. Um novo movimento começa a ser articulado, e parece que dessa vez veremos os corredores unidos por um objetivo comum: o RESPEITO e PREÇO JUSTO para aquele que realmente faz a corrida de rua.

Cabe a nós corredores fazermos nossa parte, não ajudando a esse mercado que vem sufocando nosso esporte. Como? Não pagando 80 reais numa prova que no ano passado custava 50.

Não se inscreva por impulso, avalie a sua participação em provinhas caça-níquel, que nada vão acrescentar ao seu currículo de corredor amador, a não ser uma medalhinha bonitinha ou uma camisetinha transada, mas quem em relação aos anos anteriores não buscou nada para melhorar, nem os percursos melhoram de uma etapa para outra.

Para saber mais sobre o Movimento acesse o blog Corro por Correr

Vamos começar a boicotar provas que aumentem seus valores descaradamente e sem justificativa. Organize com seus amigos e faça um treino no mesmo dia e hora. Vamos correr no parque, na praia, ou em qualquer outro lugar. E deixemos para correr somente as provas de preço justo, que respeitam o corredor, que buscam melhorar e trazer novidades. E ainda, vamos prestigiar as provas gratuitas, que são várias. Basta procurar.

Corredores do Brasil! Uni-vos! E não deixemos que acabem com o nosso esporte de coração!

O Corredor do Apito na Runner’s World Brasil

Olha ai a dica do Corredor do Apito na Runner's World

Olha ai a dica do Corredor do Apito na Runner’s World

Foi o amigo Aldo que me falou: Lendo a edição de Fevereiro da Runner’s World Brasil, encontrou lá na página 81, na Seção “Leis do Asfalto”, a dica do corredor Silvio Américo, de São José dos Campos, popularmente conhecido por essas bandas como “O Corredor do Apito”.

Bom, muitos comentário a respeito da minha “superstição”. Mas explico: minha dica vai além da superstição. Então vamos lá:

Nunca correr correr com a camiseta da prova: Nessa própria edição da Revista Runner’s, na página 72 a técnica de triatlo de New England (EUA), Monica Brookman, não recomenda estrear uma peça de roupa na corrida. A camiseta pode ser confortável, ou não, e deixar pra descobrir isso no meio da corrida pode ser uma roubada.

 

Não usar a camiseta de uma corrida da qual não participei: Pode até parecer superstição, e pode até ser um pouquinho, afinal falo de correr o risco de nunca correr a tal prova da camiseta. Mas vejo a camiseta, assim como a medalha, o símbolo de uma conquista. Como não se fica andando com a medalha por ai, a camiseta é uma maneira de mostrar que sim, eu corri essa prova.

 

Para ler a Runner's Word na internet acesse o link: http://runnersworld.abril.com.br/

Para ler a Runner’s Word na internet acesse o link: http://runnersworld.abril.com.br/

Certa vez encontrei um amigo na academia, com a camiseta da Volta da Pampulha, como é uma prova que ainda pretendo correr, e curioso que sou, perguntei como era essa prova, o que ele achou, e tudo mais. Enfim, o cara ficou sem graça, e disse que nunca correu, que a camiseta foi presente. Mas ai, todo ano que ele se prepara para ir pra lá, acontece alguma coisa e mela a participação. (Esse é o lado superstição).

Fica então a dica, seja por superstição ou não, eu não uso camiseta no dia da prova e nem daquela prova tão sonhada, que ainda não corri, mas um dia irei participar.

 

Treino coletivo, treino solitário.

Domingo, se não tem prova, é o dia do meu Longão. Às vezes coletivo, às vezes solitário.

Domingo passado foi um treino coletivo com os companheiros de 100 Juízo, muito bom. Saímos do Parque Vicentina Aranha e seguimos para o Urbanova. O treino da turma era pra 22K, voltando do Paratehy, o meu era pra 18K, voltei um pouquinho antes.

Depois do treino a galera reunida no Vicentina.

Depois do treino a galera reunida no Vicentina.

O treino coletivo tem suas vantagens, com a companhia dos amigos, parece que ele vai fluindo melhor, e logo você acerta seu ritmo com alguém. Outra vantagem que tivemos foi que a amiga Vanda, impossibilitada de correr, mas não de participar, foi nosso Staff,  e montou um posto de abastecimento próximo ao GACC. Participar de um grupo de corridas tem disso, mais do que colegas de equipe, vamos nos tornando amigos, e participando do desenvolvimento do outro, a conquista de individual passa a ser de todos.

Na quarta um outro treino coletivo de sucesso da Equipe 100 Juízo, do qual não pude participar,  e acabei perdendo as “curvas alucinantes, subidas inesquecíveis, descidas maravilhosas e retas deslumbrantes” do percurso que o Edson Pontes preparou pelo Parque Aeronáutico Joseense. Fique só na vontade ao ver as fotos.

Então no Longão Solitário desse domingo de carnaval, para compensar o treino perdido da quarta, coloquei meu bloco para correr por aquelas bandas. Não me arrisquei a entrar no Jardim da Granja e procurar as tais “curvas alucinantes”. Fui no tradicional, seguindo pela Avenida dos Astronautas e retornando no Aeroporto.

Pausa pra foto no Museu Aerospacial

Pausa pra foto no Museu Aerospacial

Foi realmente um treino solitário, esqueci até do meu companheiro inseparável, o apito. E depois de tanto tempo correndo com o apito no pescoço, ele faz falta. É meu item de segurança, mesmo que não tenha tido necessidade de usá-lo nenhuma vez.

Hoje também testei uma nova fonte de energia. Como acabaram os energéticos em gel, comprei uma bananinha de Paraibuna para substituir. O gel é mais prático, abriu, manda pra dentro e bebe água, mas é ruim pra caramba. A bananinha é muito mais saborosa, mas tem que estar com a mandíbula treinada, é incrível como as pernas correm 20K de boa, mas mastigar a bananinha cansa a boca. Como achei que a absorção das calorias da banana seria mais lenta, mandei pra dentro no km 8, normalmente tomo o gel no km 10. Bom, não sei dizer se foi melhor ou pior, só que foi mais gostoso.

Concluindo: no coletivo trocamos idéias, contamos causos e nos divertimos bastante. O solitário é mais reflexivo, o pensamento vai longe, talvez a concentração no esforço seja maior, em compensação, no coletivo, se faltam pernas, o amigo ao lado te ajuda a terminar.
Mas seja Coletivo ou Solitário, treinar é tudo de bom.