Archive for janeiro 2013

XXXI Volta ao Cristo – Poços de Caldas

E a tão esperada Volta ao Cristo chegou. Desde que corri a primeira vez em 2011, retornei ano passado, e agora novamente. Essa prova vai fazer parte do meu calendário permanente de corridas, e como já escrevi aqui, todo corredor deve faze-la pelo menos uma vez.

Esse ano tive a oportunidade de não só de correr, mas de ser o cicerone dos amigos Fábio Namiuti e Luis Carlos Cândido na bela e aconchegante Poços de Caldas. Tenho certeza que eles não tinham a menor ideia do que esperava por eles lá, em todos os aspectos, e foi muito legal ver a surpresa e reação.

Tinha 100 opções, mas apesar de 100 Juízo ficamos na tradicional.

Tinham 100 opções, mas mesmo 100 Juízo, ficamos na opção tradicional.

Na véspera fizemos o passeio tradicional pelo centro da cidade, praças, e na 3 Canários, dentre uma variedade de 100 sucos diferentes, tinha até um Refresco Rosa, mas ficamos mesmo com a tradicional “A Moda da Casa”, sem querer fazer propaganda, mas a jarra de 1 litro da vitamina que leva 6 frutas na sua receita, custa R$ 5,90. Pelas bandas de cá, por esse valor tomaríamos somente um copinho e com menos frutas também.

Não recomendo a ninguém que não conheça a prova, a subir na véspera o Cristo pelo percurso da corrida, mesmo de carro ou moto. Mas se a vontade for tamanha, que o faça de bondinho, e para minha surpresa, os valores para subir foram ajustados a níveis populares. Muitas vezes voltei para trás ao ver o preço para o passeio, dessa vez subimos para alegria dos corredores turistas. Ótima iniciativa, que só faz valorizar e tornar acessível o turismo na cidade.

Depois do city-tour voltamos ao Quisisana, aonde fizemos um Quisi-tour. Quem conhece, sabe do que estou falando, e os amigos não tiveram nem a oportunidade de conhecer tudo. Mas aproveitamos bem do que precisávamos. A piscina e o ofurô de água sulfurosa. Depois do ping-pong e sinuca, jantar de massas e cama.

No domingo cedo, seguimos para o objetivo que nos levará a estar ali, a XXXI Volta ao Cristo. Como nos últimos dois anos, minha amiga e companheira de treinos, a veteraníssima Alda seguiu conosco, dessa vez ela declinou a correr, mas não perderia a largada por nada.

Esse índio marcaria meu ritmo no final da prova.Crédito: Antonio Colucci

Esse índio a carater marcaria meu ritmo no final da prova.
Crédito: Antonio Colucci

A Volta ao Cristo é uma corrida pra lá de especial. Tem uma atmosfera diferente, e a quantidade de amigos que encontramos é sem tamanho, e vou fazer como o Fábio Namiuti, se for citar algum, muitos ficarão de fora, mas todo esse astral contribui para sentir-se bem para o que vem pela frente.

Havia feito muitas teorias e simulações de como enfrentar as 4 etapas da prova (trecho plano, subida, descida e plano de novo) e durante as férias em janeiro fiz 2 subidas ao Cristo, que me ajudaram a ficar com o percurso na cabeça. Gostaria de conseguir subir sem andar, mas depois que a Maria Zeferina Baldaia, que ficou em 2º lugar na prova, nos confessou que foi a primeira vez que ela não caminhou na subida, em 7 participações, quem sou eu para querer fazer tudo correndo. Apesar que tenho certeza que não acompanharia o caminhar dela nem correndo a todo vapor.

Nosso script inicial estava saindo direitinho, mas ao avistar a subida da Assis Figueiredo, achei por bem alertar meus companheiros: “Esqueça tudo que planejamos, a partir de agora quem manda é a Montanha!”. Não sei se serviu de estímulo ou desânimo, mas a verdade é que nós a desafiamos, mas quem manda é ela. No posto de água no final da avenida e começo da estrada do Cristo o Fábio diminui seu ritmo e fui seguindo com o Luis, até onde imaginei mesmo que iria conseguir ir correndo, e em determinado momento as pernas passaram a andar naturalmente. O Luis seguiu em seu trote, e fui alternando caminhadas e corrida nos trechos menos acentuados. E assim fui, sempre mantendo o Luis no meu campo de visão, o Fábio não veria mais até a sua chegada.

Ouvir o Hino Nacional e ver em meio a neblina a Bandeira Nacional e o Senhor Veterano do Exército que ali saúda todos os participantes, além de emocionante e incentivador, é sinal que o Cristo está próximo. Na última subida corri alcançando o amigo Luis Carlos. Seguimos juntos ao tapete, aonde o Grande Lelo, que junto a todo pessoal da Secretária de Esportes organiza essa corrida com afinco e perfeição, cuidando de todos os detalhes que eu até desconhecia, e li no blog do amigo Colucci, alertava que a descida estava muito escorregadia.

Engatei a marcha, e hidratado parti para 3ª etapa da prova: a descida. Nunca havia passado ali com tanta lama, e num primeiro momento cheguei a esquiar alguns metros, consegui evitar a queda e fui tentando manter firmeza, até sentir segurança nas passadas, e ai “sentar a bota” na descida. Foi minha melhor descida, e compensei todo tempo perdido na subida. Quando chegou no asfalto até diminui um “cadinho”, como dizem os mineiros, mas logo retomei o ritmo forte.

No bairro da Vila Rica a população saudava os corredores, e quando não o fazia eu apitava e ai era ovacionado. Achei mais uma utilidade de se correr com o apito.

O Corredor da Maraca e o Corredor do Apito. Crédito da Foto: João Brás Crédito da legenda: Fábio Namiuti

O Corredor da Maraca e o Corredor do Apito.
Crédito da Foto: João Brás Teixeira
Crédito da legenda: Fábio Namiuti

No final da prova, faltam pernas, e só a vontade de chegar te empurra, mas tive a ajuda da maraca marcando o ritmo do Índio, que correu a carater e descalço. Eu havia passado por ele no trecho de lama, mas ele já estava na minha cola, e consegui acompanha-lo até quase a entrada do Estádio, aonde a prova é finalizada, com muita alegria e agradecimento aos céus e a Nossa Senhora, que sempre corre comigo.
Das três vezes que participei, essa foi a mais difícil. Dificuldades extras, que não tive nas outras vezes, como chuva e lama, mas com a satisfação de correr com os amigos e fechar os 16km em 1h40m22s, minha melhor marca e 6 minutos mais rápido que no ano passado.

A satisfação dos corredores com a 2ª colocada Maria Zeferina Baldaia

A satisfação dos corredores com a 2ª colocada Maria Zeferina Baldaia

Ano que vem, faça chuva ou faça sol, estaremos lá de Volta ao Cristo, mas é bem provável que faça chuva, sol, chuvisco, neblina, e se bobear pode até nevar.

Correndo no Cartão Postal

Vista da Rampa de Paraglider em Poços de Caldas

Vista da Rampa de Paraglider – Poços de Caldas/MG

O ano nem bem começou e já tive oportunidade de treinar nos dois mais belos lugares por onde já corri: Poços de Caldas e Rio de Janeiro.
Poços de Caldas tem uma das mais belas vistas do alto do Morro do São Domingos. Tanto para o lado da cidade, como para o lado de trás, de onde se avista toda imensidão da Mantiqueira Mineira. Se a Volta ao Cristo é famosa pela dificuldade de subir a serra, a beleza que se vê lá de cima compensa todo esforço. Vou incluir mais treinos por lá nas minhas próximas idas a Cidade das Águas Sulfurosas.

No dia 14 tive uma viagem de trabalho para o Rio. Pude pela primeira vez treinar no mais belo cartão postal brasileiro. Só tinha corrido ali em provas, na Meia-maratona Internacional em 2011 e na Maratona Cidade do Rio de Janeiro em 2012. A lembrança do Aterro do Flamengo era de dor e superação do trecho final das provas. Mas dessa vez pude então simplesmente correr e curtir, tendo o Pão de Açúcar de um lado e abençoado pelo Cristo Redentor do outro. Muito grande o número de atletas treinando e assessorias esportivas ali montadas, em plena terça-feira às 7 horas da manhã. Foi um ótimo treino, e que deixou aquela vontade de “quero voltar”.
Em Poços estarei dia 27 de Janeiro para minha 3ª participação na Volta ao Cristo. Para o Rio de Janeiro ainda falta planejar. Quem sabe em julho.

Promoção Volta ao Cristo – Resultado

A comissão julgadora, da qual eu não fiz parte, escolheu as duas frases mais criativas da promoção que deu Duas Inscrições para XXXI Volta ao Cristo que acontecerá no dia 27 de Janeiro em Poços de Caldas.

E os ganhadores foram:

Antonio Pedro Maria Filho
Caio Amaral

Já entramos em contato para pegar os dados e a confirmação da participação de ambos.
Parabéns aos ganhadores e nos vemos em Poços de Caldas.

Promoção Volta ao Cristo – Poços de Caldas

XXXI Volta ao CristoO Corredor do Apito numa parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer de Poços de Caldas vai dar 2 inscrições para a XXXI Volta ao Cristo, que será realizada em 27/01/2012.
Para participar é muito fácil:
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O que passa na cabeça do corredor ao encarar o Morro do São Domingos (Morro do Cristo) e sua imponência a 1686 mts de altitude?
As DUAS respostas mais criativas (escolhidas por um juri definido pelo Corredor do Apito) levam as inscrições.
A promoção encerra-se no domingo – dia 13 e os ganhadores serão divulgados na segunda-feira dia 14 de janeiro, aqui mesmo no blog.
Obs.: Despesas com transporte, hospedagem e alimentação não estão incluídos no prêmio, o prêmio é tão somente a inscrição.
Para saber mais sobre a XXXI Volta ao Cristo clique aqui.

Seja criativo e boa sorte!

Adeus Ano Velho

Dois mil e doze já é passado, mas vamos ao balanço do ano devidamente registrados graças a Planilha do Fábio Namiuti:

Distância total percorrida de 1152,900 km
Tempo em minutos 7.154,52 ou em horas 119,24
Foram 115 treinos de corrida com um Ritmo médio de 6:12 min/km e velocidade média de 9,68 km/h

Pretendia correr mais, mas passei quase 14 semanas do ano parado por motivos de saúde. Praticamente 3 meses, e no final conclui apenas 14 provas, número bem modesto perto dos meus amigos de equipe, mas para mim está bom, média de mais de uma prova por mês e 3 marcas pessoas foram batidas em 2012 nessas provas:

5 km em 22m29s dia 20 de Maio na Etapa Inglaterra em São José dos Campos da Série Delta (pace de 4:29).
10 km em 48m09s dia 30 de Março na Corrida Noturna de Aniversário de Jacareí (pace de 4:48).
15 km em 1h18m45s dia 18 de Março nos 15K de Barueri (pace de 5:10).
E ainda conclui 2 Maratonas (SP e Rio), com um intervalo de 20 dias entre elas. O tempo nas duas foi aquém do meu desejo, mas foi o que eu consegui, então o tempo de SP 4h45m02s é a marca a ser batida.

Dois mil e treze chega com novos desafios e que possamos quebrar todos os nossos recordes.