Archive for dezembro 2012

Treino do Final de Ano.

Meu 31 de dezembro foi marcado por um treino pra lá de especial. Não inscrito em nenhuma prova, e passando o réveillon em Poços de Caldas, resolvi organizar um treino de virada de ano e até preparatório para Volta ao Cristo, a famosa prova local que acontece no dia 27/12.Meus companheiros nesse desafio foram o meu filho João Paulo, meu sobrinho Rafael e sua namorada Mayra.

Pra baixo todo Santo ajuda.

Pra baixo todo Santo ajuda.

O percurso de pouco mais de 10 km reservava a desafiadora Serra de São Domingos pela estrada que leva ao Cristo Redentor de Poços de Caldas. Para se ter uma ideia, é uma escalada de 449 metros, em cerca de 4 km. Pela imagem da altimetria dá para ter uma noção.

A programação era começar as 7h30, mas uma chuvinha chata acabou dos dando mais um pouquinho de sono, e saímos somente as 9h30. Fui segurando o ritmo inicial, para que os meninos não se empolgassem e queimassem as energias antes do morro. E isso é fundamental, eu já sabia o que me esperava, eles não. E como treino recreativo, fomos muito bem, correndo até onde deu, e depois intercalando caminhadas e corridas, até chegarmos ao objetivo e avistarmos o imponente monumento do Cristo Redentor.

Pausa para fotos, água, e descemos ladeira abaixo. Aqui um parenteses, pudemos comprovar a eficiência do apito. A estrada é estreita, e com o horário foi aumentando o movimento de turistas, e a cada veículo que passava, uma forte apitada alertava a todos, corredores e motoristas, que ficavam atentos.

É estranho como o percurso de volta acaba num instante, apesar de todo cuidado para não desembalar carreira abaixo. Olhando na altimetria se vê bem que para baixo todo Santo ajuda, mas se for o São Silvestre, tem que pedir “permissão pro dono”

Nós chegamos lá!

Nós chegamos lá!

Foi um treino especial, num dia especial, com belas imagens que ficam na lembrança da mata e da Serra da Mantiqueira, que só lá de cima dá pra ver. Finalizamos 2012 com tudo que o esporte e a natureza pode nos oferecer. E que venha 2013, Feliz Ano Novo para todos!

 

Essa você tem que correr.

Existem provas que devem fazer parte do calendário de qualquer corredor pelo menos uma vez. Mesmo não sendo tão badaladas como as realizadas nas grandes capitais, nem tendo sua largada atrasada para a transmissão ao vivo no “Esporte Espetacular”, são provas que tem características peculiares e que todo corredor deve participar, seja pelo desafio de um percurso incomum, seja pela beleza desse mesmo percurso ou mesmo pela atmosfera da cidade.

A Volta ao Cristo, em Poços de Caldas, é uma prova dessas e este ano chega na sua 31ª Edição. É uma prova diferente, numa cidade linda e de clima agradável, mas com um percurso desafiador.

Sou suspeito para falar de Poços de Caldas, morei lá toda minha adolescência, e subi muitas vezes a Serra de São Domingos e seus 1.686 m de altitude, tanto pela estrada ou pela trilha que sai da Fonte dos Amores e corta a mata, chegando ao pé da imponente imagem do Cristo Redentor, que é o segundo maior do Brasil com 16 metros de altura, perdendo apenas em tamanho para o Cristo Redentor do Rio de Janeiro.

A Corrida Volta ao Cristo, acontece sempre no último domingo do mês de janeiro. E muitos corredores a evitam pelo seu grau de dificuldade aliado ao início de temporada, quando ainda não deu para se preparar adequadamente e nem se recuperar dos abusos de final de ano.

Mas vale a pena ter um réveillon mais regrado, e dedicar-se um pouco aos treinos para Volta ao Cristo, principalmente de subida.

A largada ocorre ao lado do Estadio Municipal “Ronaldão”, mas não homenageia o Ronaldo Fenômeno e sim o Ex-Prefeito da cidade, Ronaldo Junqueira. O percurso começa muito bom, plano, seguindo pela avenida João Pinheiro, e suas quaresmeiras que só deviam florescer na quaresma, mas já estão floridas, e deixando o percurso, além de colorido, fresco e bem sombreado até o centro da cidade.

Um charme da prova é a hidratação que é feita pelos escoteiros, uniformizados, e é mais um estímulo, junto com os populares que prestigiam e incentivam os participantes.

Com 3km de percurso, chega-se na avenida Assis Figueiredo e no meio dela começa-se a subida, ainda leve em seu início, mas alguns corredores já desanimam por ali, ainda sem saber que a pior parte ainda está por vir. Um pouco antes do pé da serra uma moradora distribui geladinhos de caldo de cana, vale a pena procurar quando passar por ali, uma energia extra para os aproximadamente 4,5 km de subida que vem pela frente.

Volta ao Cristo 2010 - Tá chegando.

Subindo na Volta ao Cristo 2011

Esqueça todas as subidas pela qual você já passou, essa é “A Subida”. No começo ainda se tenta, mesmo diminuindo, manter o pique de subir correndo, mas é muito difícil, tem que se preparar especificamente para essa subida.

Outra curiosidade da prova, é que quando está chegando ao Cristo, você começa a escutar uma marchinha militar, chegando perto você vê um veterano de Exército, fardado e incentivando os corredores.

Chegar ali é uma sensação indescritível e não é a toa que tem um prêmio especial para o primeiro corredor que chega no Cristo, desde que ele termine a prova. É um desafio e incentivo a mais.

Depois da subida, vem a ladeira, que despenca, com muito cascalho, buracos e a atenção tem que ser redobrada. Conforme o estrago da subida, fica difícil até descer. Não tem essa de que pra baixo todo santo ajuda. Na prova de 2012 minhas pernas ficaram travadas de um jeito, que mesmo no asfalto plano era difícil aumentar o ritmo por causa das dores.

O trecho final é de superação. Muita gente na frente das casas, incentivando, jogando água, e dando aquela força final. E você vai precisar, até avistar o Estádio, tem que procurar energia de algum lugar.

A chegada dentro do Estádio Municipal também é muito legal, meia volta no campo e ali está o pórtico de chegada. A comemoração é inevitável, é um desafio e tanto, e chegar ali inteiro é uma vitória.

Corri a primeira vez em 2011 e em 2012 fui de novo, é uma prova singular, cheia de atrativos e bem organizada e ainda dá tempo de participar da edição 2013: Clique aqui e faça a sua inscrição

 

Medida Certa

Como já escrevi por aqui, um dos benefícios de se correr é fazer amizades no universo de corredores que vamos conhecendo por ai. Uma outra coisa legal é quando passamos a ser incentivadores de quem não corre, mas tem muita vontade começar. Tenho muitos amigos nessa condição, e quando o cara quer ser mordido pelo bichinho da corrida pede dicas e ajuda para começar a treinar.
O amigo Maurílio Chagas é um desses e me pediu uma mão para começar, o Personal Trainer Matheus Henrique, da Studio Personal Equilíbrio, que foi o responsável pelo meu início, vai dar uma força. Hoje fizemos o teste dos 12 minutos: 2,120km e demos início a base para montar sua planilhas de treinos que começam em janeiro. Objetivo: São Silvestre de 2013.
E eu vou aqui, relatando sua evolução e conquistas, é mais um que logo vai se juntar aos Malucos do Asfalto.

 

Santo tem dono?

Final de ano é tempo das famosas resoluções de ano novo, prometem-se mudanças de hábitos e novas atividades, principalmente ligadas à saúde: como parar de fumar, começar a caminhar ou até correr.

O último dia do ano também é data para agradecer mais um ano que finda e homenagear o Santo do dia: São Silvestre.

São Silvestre foi o 33º Papa da Igreja Católica e morreu no dia 31 de dezembro do ano de 335 e hoje as corridas que levam seu nome espalham-se pelo mundo a fora.

Só para se ter uma ideia tem Corridas de São Silvestre em Hannover, Berlim, Munique e Nuremberg na Alemanha. Corre-se a São Silvestre também nas cidades austríacas de Viena e Innsbruck. Na Espanha a San Silvestre Vallecana, realizada em Madrid, é uma das mais famosas, mas existem cerca de 300 Corridas que levam o nome do Santo espalhadas por todo o país. Na Eslováquia a São Silvestre é em Bratislava. Na Suiça também tem São Silvestre mas é no dia 16 em Zurique, assim como em Portugal, onde a São Silvestre da Cidade do Porto ocorre no dia 16 e a São Silvestre de Lisboa no dia 29. Até mesmo aqui na vizinha Argentina, tem a San Silvestre de Buenos Aires.

Cada qual com suas características e distâncias, mas em comum prestam sua homenagem ao Santo do último dia do ano.

No Brasil não é diferente, também temos dezenas de corridas de São Silvestre espalhadas por ai. Só para citar algumas mais tradicionais, temos a 56ª de São Silvestre de Pratápolis-MG, a 57ª São Silvestre de Brotas-SP, 48ª São Silvestre de Franco da Rocha-SP, 67ª São Silvestre de Avaré- SP, 60ª São Silvestre de Conchal-SP, 50ª Corrida de São Silvestre de Iguape-SP e muitas outras vão surgindo ou não.

Como havia escrito aqui na minha primeira coluna, na cidade aonde resido, São José dos Campos, teríamos a 2ª Corrida de São Silvestre Joseense, sim teríamos, agora será Corrida da Virada, foi obrigada a mudar o nome para evitar um possível processo da Fundação Casper Líbero, que registrou o nome do São Silvestre para si. E uma a uma, as Corridas de São Silvestre brasileiras vão sendo “convidadas” a mudar seu nome, sejam novas ou as já tradicionais, e que não mais poderão homenagear o São Silvestre. A Fundação que organiza a São Silvestre da capital paulista virou a dona do Santo.

Ano passado, em meio às confusões por conta da mudança de percurso, que colocou a chegada no Parque do Ibirapuera e que desagradou a 99% dos corredores, o amigo Antonio Colucci, que segundo o diretor da prova faz parte do 1% dos descontentes com a mudança, organizou um treino em São Paulo, no percurso antigo da São Silvestre, com largada e chegada na Paulista, e teve a ideia de chamá-lo de “Treino da São Silvestre Cover”. Um treino, que reuniu os corredores contrariados com as mudanças repentinas e teve até a participação do Senador Suplicy. Pois bem, o Colucci foi processado pelo uso indevido do nome num “treino”. Talvez uma retaliação por conta de ele ter encabeçado o movimento contrario as mudanças. Esse ano o final da prova voltou para Paulista, será que o protesto atingiu seu objetivo?

A Corrida de São Silvestre de São Paulo tem um histórico de falta de respeito com aqueles que realmente fazem uma corrida de rua, os corredores amadores, muitas vezes chamados pejorativamente pelos locutores que transmitem a prova, de “atletas de final de semana”, mal sabendo do quanto esses “atletas de final de semana” têm que se preparar a semana toda, conciliando treino e trabalho para completar uma prova de 15 km.

As mudanças arbitrárias no regulamento as vésperas da prova, como em 2010 quando entregou a medalha de participação antes mesmo da corrida ou que mudou o local da chegada em 2011, por conta de um alegado problema na dispersão, mas que depois se mostrou ser um problema mesmo de falta de organização. Falta de organização que ocorre todos os anos na largada da prova, sem critério, aonde os fantasiados atrapalham aqueles que querem correr. Por que não seguir o exemplo das grandes provas mundiais e fazer a largada em ondas? Ou separar os corredores por ritmo e colocar os fantasiados no final do pelotão? Sem falar no aumento abusivo das inscrições, e que chegou ao valor de 120 reais para prova desse ano. E mesmo assim, bate recordes de participação a cada ano e as inscrições encerram-se cada vez mais cedo, atingindo o limite de participantes que passa dos 25.000 atletas.

É de se perguntar: Será que uma prova como a 50ª Corrida de São Silvestre de Iguape, que tem inscrições de 30 reais e o limite máximo de 300 participantes, tirará o interesse de se correr nas ruas de São Paulo na “Internacional” São Silvestre da Fundação Casper Líbero?

Faria bem se a organização da Corrida Internacional de São Silvestre, que nesse ano chega a sua 88ª edição, medisse esforços para transformá-la em exemplo de organização e respeito pelos atletas, e não ficar mesquinhamente tirando o nome de provas espalhadas pelo Brasil. Provas que são somente uma oportunidade para se correr no último dia do ano homenageando o Santo da sua Fé.

Coluna publicada no Ribeirão Preto Online

Planilha 2013

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Seus problemas acabaram!
Já está disponível a versão 2013 Planilha do Fábio Namiuti. Utilizo ela desde 2011, e me ajudou muito, inclusive a perceber que meus batimentos vinham aumentando aos poucos por conta do hipertireoidismo, conforme já relatei aqui.
Para quem gosta de anotar e acompanhar seus treinos, fica a dica: é muito fácil de usar, e você vai ter um relatório completo e minucioso de seus treinos, com planilhas do rendimento semanal, mensal, tipo de treino, etc, etc, etc. Para isso basta registrar seu treino do dia, o resto é por conta dela.
Veja como adquirir a sua nesse link:Planilha do Fábio Namiuti.
Eu recomendo!

Rumo a São Silvestre, mas aonde?

Domingo é dia de longão, então fiz hoje o meu primeiro “longuinho” depois do retorno. Mas foi um longuinho especial, tive a companhia do meu filho João Paulo, convencido de correr a São Silvestre no dia 31, ele me acompanhou e percorreu hoje sua maior distância. Corremos 11km em 1h11, e eu segurei ele muito durante o agradável percurso, com direito a uma volta dentro do magnífico Parque da Cidade Roberto Burle Marx.
Qual São Silvestre correremos no dia 31? Essa é a dúvida, se ganharmos a promoção da Água Schin, estaremos juntos em São Paulo, se não, fizemos um trato, com ou sem São Silvestre, no dia 31 correremos os 15km aonde estivermos.

Filho e Pai rumo a São Silvestre.