Archive for outubro 2012

“Onde tudo foi e nada é”

Esse blog foi criado para eu escrever sobre corridas, mas impedido de correr, estou aproveitando meu tempo para outras atividades. Então vou aproveitar também o espaço para fazer um relato/desabafo: Estou fazendo um curso de Monitoria Ambiental no SENAC, uma área que nada tem a ver com a minha atividade profissional, mas a oportunidade surgiu, não tinha nada a perder, somente a ganhar, então fui. Uma das atividades desse curso foi nesse último domingo de outubro, impossibilitado de fazer o Treino da 100 Juízo que subiu o Pico do Itapeva em Campos do Jordão, fui com a minha turma do SENAC fazer uma Visita Técnica a cidade Bananal, que outrora já foi uma das cidades mais ricas do Brasil durante o ciclo do café.
É lamentável ver o descaso do Brasil com seu Patrimônio Histórico.
Um exemplo é a Pharmácia Popular, uma farmácia/museu, datada de 1830, do tempo do Império. O Sr. Plínio Graça, último proprietário, cuidou com muito zelo e dificuldades até sua morte em 2011. O prédio é tombado, mas seu acervo não era, e os herdeiros simplesmente fecharam as portas, e muito provavelmente venderam tudo. O mais interessante é que, com uma simples busca na internet você fica sabendo que a ‘Pharmácia Popular’ faz parte do primeiro acervo cultural farmacêutico, do Conselho Federal de Farmácia e da Academia Nacional de Farmácia com patrocínio da Roche. Se ainda existe esse acervo ninguém sabe, ninguém viu, pois mandei um questionamento para Roche e não souberam informar, e nas entidades farmacêuticas não responderam
Se não fossem uns poucos abnegados, que dedicam seu esforço, tempo e dinheiro na tentativa de recuperar aquilo que o Poder Público simplesmente abandonou, o prejuízo seria ainda maior.
Dentro do Solar Valim, que um dia já exibiu riqueza e glamour
O Sr. Reinaldo Afonso, da ABATUR (Associação Bananalense de Turismo), tenta a custa de bingos e doações recuperar o Solar Valim, que pertenceu ao Barão Manoel de Aguiar Valim, o Eike Batista do século XIX. O Solar foi tombado pelo CONDEPHATT em 1972 e depois doado a Prefeitura, que simplesmente o abandonou.
O Sr. Pedro Teixeira, que adquiriu a Fazenda Loanda no ano de 2000, em estado degradado, e vem, mecenicamente, recuperando a propriedade e ainda abrindo a visitação pública.
Monteiro Lobato escreveu sobre região do Vale Histórico de São Paulo em seu livro Cidades Mortas, em 1919: “onde tudo foi e nada é: Não se conjugam verbos no presente. Tudo é pretérito.”
Que Bananal encontre sua nova vocação na recuperação do seu patrimônio e no turismo, e trace novas linhas para que “Tudo seja Futuro”.

Na geladeira

Assim como eu, o blog ficou parado. Impossibilitado de correr, mais por precaução do que por imposição, acabei me desanimando a escrever. Mas vamos aos fatos. 
Como já relatei aqui, a cerca de um ano fui diagnosticado com hipertiroidismo, uma disfunção da tireóide, que passa a produzir mais hormônio do que o necessário, e esse excesso de hormônio altera todo o metabolismo do organismo. Aceleração dos batimentos cardiácos, dores musculares, intolerância ao calor, calafrios, são alguns dos sintomas. 
Tão logo o problema foi descoberto no ano passado, passei a tomar um inibidor da Tireóide, e no mês julho, o exame apontou níveis normais do hormônio. Por recomendação médica, o remédio foi suspenso em setembro, e agora um novo exame deverá ser feito. Porém, após 1 mês sem remédio, não sei se por motivos pscicologicos ou reais, voltei a sentir os sintomas do hipertireodismo, nada grave, mas na minha corridinha normal, já achei que os batimentos estavam alterados, e por precaução suspendi os treinos até que o exame confirme ou não a doença, quando passaremos a outra etapa do tratamento. 
O resultado só sai na semana que vem, até lá, se eu aguentar, fico na geladeira, aguardando o resultado, para voltar o mais rápido possível para as ruas, pois os sintomas de ficar sem correr também são ruins. 
Espero estar em forma pro Ataque ao Cume II, no dia 28/10, quando iremos repetir o treino feito no ano passado, partindo de uma altitude de 1650m no centro de Campos do Jordão para os 2030m do Pico do Itapeva, num percurso de 10,5km, cheio de desafios, subidas, mas com uma das mais belas paisagens da região, e com direito de, no final, lá de cima, avistar 15 cidades do Vale do Paraíba, ou pros corajosos, um mergulho no lago que tem lá em cima!
Pico do Itapeva no Ataque ao Cume I – 2011