Archive for agosto 2012

Quando o descanso é o treino.

Domingo passado corri 10k em 50 minutos cravados, no seletivo percurso de Eugênio de Melo. No próximo domingo tenho na Etapa China da Série Delta, nova oportunidade de tentar ao menos chegar perto da minha melhor marca, que é 48m09s. Mas seria possível tirar 2 minutos de diferença em apenas 1 semana?
Não vou entrar em detalhes com relação ao percurso, que são diferentes, outro grau de dificuldade me espera. Se a Etapa China fosse no manjado e plano percurso do Vidoca, acho que seria mais fácil, mas no percurso da Via Norte, que também já está ficando manjado, apesar que será a primeira vez que disputo uma prova lá, tem uma senhora subida, quando a Rua Ana Eufrásia vira Avenida São José, e como para 10k são duas voltas, ela vem em dose dupla.
Sempre tentei ter o acompanhamento profissional nos meus treinos, apesar do meu “personal” não estar por perto, o Matheus da Equilibrio Personal de Ribeirão Preto, sempre me auxiliou e tirou minhas dúvidas,  virtualmente, e até já se despencou até São José para fazermos juntos um longão de 30K. Então essa semana eu fiz a consulta:  É possível baixar esses 2 minutos em apenas 1 semana?
A resposta foi sucinta: Sim!
Claro que esses 120 segundos terão que ser tirados na raça e na força de vontade, pois o treino que ele me passou para isso foi “descansar”.
Nada de correr forte essa semana, e somente dedicar-se aos treinos educativos. Se você quer também fazer treinos educativos, procure na internet, vai achar vários deles, que vão auxiliar na postura, nas passadas, e ajudar, e muito, no melhor aproveitamento do esforço na corrida.
Então vamos lá, de treino educativo, e domingo a gente vê se tive força de vontade suficiente para melhorar esse tempo.

Correndo no Quintal da 100 Juízo

Hoje tivemos a VI Corrida Pedestre de Eugênio de Melo, que é um Distrito de São José dos Campos, um bairro muito agradável e onde a maioria de companheiros da 100 Juízo moram, ou seja, é o Quintal da Equipe.
Para quem não sabe, Eugênio de Melo nasceu com a Estação Ferroviária ali inaugurada em 1877, da qual hoje só restam as ruinas, seu nome é uma homenagem a  Eugenio Adriano Pereira de Cunha e Mello, diretor da Central do Brasil de 1889 a 1891, mas a Corrida comemora a data em que passou a ser Distrito de São José dos Campos, em 31 de agosto de 1934.
Ainda como informação, a imagem que ilustra a Medalha e Camiseta da Corrida é de um Jequitibá Rosa que ali existe, que tem cerca de 500 anos de idade, e tombado pelo patrimônio histórico joseense.
Mas vamos a corrida: Gratuita e muito bem organizada, camiseta legal, a cor amarelinha desbotada pode ser questionável, mas é uma cor diferente, pontos de hidratação suficientes, e uma medalha muito bonita, com o já citado Jequitibá Rosa em destaque. Vale lembrar que, por conta das eleições, foi proibida a distribuição de frutas no kit pós prova, pois poderíamos ser influenciados a votar no candidato da situação por conta da banana, deixemos então as bananas para os políticos,e voltemos a prova.
Fui para os 10k, tinha também a opção de 5, e achei o percurso muito seletivo, o amigo Wagner da 100 Juízo ajudou a fazer, com subidas leves e constantes que não chegam a quebrar muito o ritmo, mas impõem certo grau de dificuldade, ainda mais com o sol forte do horário. Minha meta era tentar me aproximar da minha melhor marca nos 10k, mas quando atingi a metade da prova, com 24minutos, já sabia que não conseguiria um split negativo e fechar abaixo de 48m. Mantive um ritmo para terminar com 50m00s, o que foi um tempo mais do satisfatório pra quem só treinou para longas distâncias nos últimos tempos. Na próxima a gente tenta de novo.
Depois da prova, a festa foi bem bacana, sorteio de tênis pelo patrocinador, e a confraternização das equipes. A festa na 100 Juízo não poderia ser diferente, com direito a festa e bolo por conquistas pessoais, sem falar da quantidade de companheiros levando canecos para casa. Como o amigo Fabio Namiuti bem disse, “uma babel de cores, sotaque e opiniões”, e depois o poeta Antonio Pedro Maria definiu: “a alegria de correr também é vitória”.
100 Juízo em Eugênio de Melo

Depois dos 42…

“Se você quer correr, corra uma milha. Se você quer experimentar outra vida, corra uma maratona.” 
(Emil Zatopeck)
Quando li isso a primeira vez, não entendi bem. O que poderia ter assim de tão mágico na clássica distância, que iria mudar minha vida.
Comecei a correr em 2009, e a Maratona não estava nos meus planos, queria simplesmente correr a São Silvestre, e talvez um pouco mais ou menos. Mas a evolução segue naturalmente, e depois dos 15, vem os 21,  os 25, os 30, e uma vontade de experimentar essa outra vida, da qual a Locomotiva Humana um dia falou.
A oportunidade veio justamente esse ano, em que completei 43 anos, ou seja, estava na hora de correr os 42, pelo menos na idade eu já havia ultrapassado esse número, e logo de cara experimentei duas vezes, em São Paulo e no Rio. Zatopeck tem razão, é outra vida. A começar pelo treinamento, niguém corre uma maratona assim, do nada. São pelo menos 3 meses de preparação específica, de mudança de hábitos, de treinos, alimentação e descanso. E na prova você passa por uma espécie de iniciação. Saber dosar o ritmo no começo, controlar a ansiedade, manter a mente concentrada na passagem, no momento, pois não é facil ao chegar na placa de 10k imaginar que ainda restam 32 a cumprir, assim como quando se chega na placa 32, aquele miseros 10km vão parecer intermináveis. As dores serão inevitáveis, e tudo pode acontecer, ali, naquele percurso de 42km você vai passar por sensações de uma vida inteira, vai nascer e morrer várias vezes, vai resistir, desistir e começar de novo, e sim, chegar ao final vai ser a uma realização sem igual, seja como for, não importa o tempo, seu estado físico, será uma sensação indescritível. Tanto é que ainda estou falando nela.
Minha 1ª corrida “oficial” depois da Maratona do Rio, 40 dias depois, foi oficialmente de 6k (na verdade só teve 5,3km), e sinceramente, não deu nem pra aquecer. Depois dos 42km, acho que qualquer distância abaixo de 20km parece incompleta. Não que eu esteja desdenhando das distâncias menores, sei o quanto é difícil correr seus 5km pela primeira vez, eu passei por isso, todos nós corredores passamos, estou sempre acompanhando e incentivando novos adeptos, e é gratificante ver quando conseguem superar a distância e claro que tem aqueles que gostam, são fãs dos 5km e 10km e se aprimoram nessas distâncias, baixam tempos, superam os limites, e estão satisfeitos e felizes. Cada qual tem a sua distância preferida. Poucos são como a Lenda Zatopeck, que foi mestre em todas, único atleta a conquistar o Ouro Olímpico nos 5k, 10k e na Maratona numa mesma Olimpiada, Helsink em 1952, e no ano seguinte venceu a nossa São Silvestre, que na época tinha 7,3km, com facilidade.
A satisfação de terminar a minha primeira Maratona
Nas próximas semanas vou correr 3 provas de 10k, e pretendo me superar nelas, quero baixar meu recorde “mundial” pessoal, mas a vontade mesmo era de correr sempre uma maratona, e conseguir chegar inteiro, sem dores (se é que isso é possível), e poder falar não que já completei a Maratona, mas que sou um Maratonista. Esse dia ainda vai chegar.

Correndo com a Família

Hoje foi dia de tirar todo mundo cedo da cama para correr. É assim, se não quer ir, vai do mesmo jeito, e ai vê o quanto é bom levantar cedo e participar de uma atividade tão saudável.
Um pouco antes das 8 da manhã já estavamos na fábrica da Volkswagem em Taubaté, eu, meu filho João e minha esposa Paula, para corrermos a 3ª Corrida 6K pela Saúde da Criança da Volkswagem.
Foi muito agradável rever os amigos, confraternizar com a equipe, saber das novidades e correr. Acho que o João e a Paula, que ainda não são participantes ativos como eu, gostaram da prova e dos seus resultados. Eu aproveitei para fazer um time run do que pretendo fazer nas próximas corridas de 10K que teremos nos próximos finais de semanas.
Quanto a Prova, estava bem organizada, retirada do kit sem confusão, camiseta e boné bacanas, mas tenho minhas ressalvas: Não é porque é grátis que eles tem que pecar em pequenos detalhes, a começar pela distância, 700 metros a menos do que os 6km divulgados, mas acho que erram ainda mais por não usar o espaço para promover própria marca. A medalha de plástico, vem como uma espécia de lembrancinha, escondidinha no fundo da sacola do kit, será vergonha? Se fosse um vistoso emblema da Volkswagem de metal, estaria agora sendo compartilhado e comentado nas redes sociais, o retorno da exposição da marca seria grande. E não custa tão mais caro assim, é só se informar e pesquisar. E na hora de pegar o kit, a escolha da fruta, uma maça ou uma banana. Pedi os dois e me foi recusado, era um ou outro. Sem comentários.
Gosto de incentivar as corridas gratuitas, mas também gosto de ser bem tratado, não é porque é de graça, que tem que ser de qualquer jeito e até porque não é tão de graça assim. A prova recebe benefícios da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, então todo mundo que paga impostos, de certa forma paga por esses incentivos.

Mas fica a bela lembrança de ter passado uma manhã agradável e saudável, e quem sabe esses dois se animam e passam a me acompanhar mais pelas corridas.

Meia do Rio

Ano passado eu estava lá, fazendo minha primeira e única, até agora, meia-maratona. Correr no Rio de Janeiro é algo que todo corredor deve ao menos uma vez na vida fazer. A paisagem, o clima, as pessoas, tudo gira num ritmo diferente, sem falar na frase clichê, de que você corre no cartão postal.
Um 100 Juizo com a Turma da Embraer.
Tive a oportunidade de ir com a turma da Embraer, convidado pelo mais que amigo Paulo Marques, e viagem foi capitaneada pelo amigo Sergio Freitas, que cuidou de tudo, desde o transporte, a hospedagem, e praticamente só tive que ir lá e correr. E acho que fui bem terminei com 1h54m.
Esse ano não vou, já corri no Rio em julho a Maratona inteira, então só me resta desejar aos amigos corredores, companheiros de 100 Juizo, do Face, e todos que irão desafiar os 21k, que possam superar suas metas e que tenham uma ótima prova, e tragam no coração a bela lembrança de ter corrido na Cidade Maravilhosa.

Mais um benefício de se correr: fazer amigos.

A Corrida de Rua é o hábito mais saudável que adquiri na minha vida. Só me trouxe benefícios, passei a cuidar da minha saúde, a conhecer e respeitar meu corpo, descobri meus limites, e que sou capaz de muitas coisas que jamais imaginei que fosse.
Mas um dos maiores benefícios que a corrida me trouxe foi o de fazer amigos.
Escadinha de Amigos da Equilibrio – RP,  na SSilvestre 2009
Você passa a trocar idéias, combinar treinos, dividir experiências, (a internet ajuda e muito também) e com isso o circulo de amizades vai crescendo. Quando se vê a amizade vai além das corridas.
Ainda em Ribeirão comecei a correr com a turma da Equilibrio, e assim começaram muitas amizades, que mesmo eu tendo mudado para São José dos Campos, continuam, firmes e fortes.
Tem também os amigos virtuais, que acabam se tornando reais quando nos encontramos nas provas.
E os amigos de equipe, ou poderiamos chamar de irmãos. A Equipe 100 Juízo que me adotou em São José dos Campos, nem se fala: É uma família. Compartilhamos treinos, experiências, contusões, água, inscrição, carona, ônibus e o que vier pela frente. Às vezes se desafiando, mas aquele desafio saudável, um desafio de ficar feliz, quando o companheiro se supera em seu desempenho, no verdadeiro sentido de cooperação, amizade e superação.
Então, se você pensa em um ou dois benefícios que poderá ter nas corridas de rua, saiba que muitos outros virão agregados, e depois que viciar nessa hábito saudável, não tem mais como parar.

Família 100 Juízo + amigos nos 15k de Barueri em 2012

Discriminação na corrida de rua. Tô fora.

Muito já se falou e discutiu sobre os corredores “pipoca”. O assunto já foi amplamente debatido, e cada um tem sua maneira de ver a situação.
Eu particularmente não gosto de correr sem inscrição, mas já corri de pipoca, e não me senti como bandido. Quando o fiz, tive meus motivos, e tenho certeza que não atrapalhei, nem prejudiquei a corrida de ninguém.
Com o preço cada vez mais exorbitante das corridas, fica difícil participar de todas, e muitas vezes o corredor se vê impelido a correr de “pipoca”. Mas isso não faz dele um ladrão. As ruas estão ai, e se os organizadores não querem pipocas correndo, que criem maneiras de evitar sua presença, acho que poderiam começar, reavaliando o valor cobrado pela inscrição.
Culpar os pipocas pela desorganização e pelas próprias falhas que ocorrem em tantas provas por ai é algo que vem contra o espírito esportivo, e daquilo que aprendi correndo, e por isso, NÃO APOIO a campanha da Track&Field (Pipoca só é bom no Cinema) e a qual acho além de preconceituosa, PERIGOSA.  Ela coloca o corredor pipoca como um contraventor, como um ladrão de água, de estrutura, de pista, o inimigo de quem pagou. Daqui a pouco vão apoiar que o cara seja tocado a tapa da linha de largada.
Se essa campanha viesse junto com alguma ação de forma a levar as corridas para classes menos favorecidas, poderia ser diferente. Qual o incentivo que o organizador dá para que quem não tem condições de pagar a inscrição possa participar? Qual a contrapartida que essas corridas estão dando para usar as ruas, os parques, os espaços públicos?
Nunca participei de uma corrida da Track&Field, sempre achei os valores absurdamente caros para o meu bolso. Apesar de sempre ouvir comentários de que primam pela organização, pelo “Kit Diferenciado” e que tratam bem seus clientes. Quem sabe, se eu ganhar alguma promoção, ou se tiver algum incentivo aos corredores sem grana, possa comprovar isso in loco.
Mas não vou apoiar a discriminação nas corridas. Se querem o meu apoio que façam uma campanha por preços justos nas corridas, nesse sim eu estou dentro.
Ps.: Na Maratona de SP, o nosso amigo Tonicão, por um erro na hora de fazer sua inscrição, acabou ficando de fora. Mas não se intimidou, foi lá e correu 42Km mesmo sem inscrição, sem kit, sem nada. Mas sem medalha ele não ficou. 
A 100 Juízo fez essa lembrança especial, para ele e demais atletas da equipe que correram de Pipoca!

A Frequência do Corredor

Quando você começa a correr, começa a conhecer seu corpo, seu tipo de pisada, seus ritmos cardíacos, sua pressão, e tudo ligado a atividade. Nas planilhas os treinos vem com a porcentagem do BPM (batimentos por minuto) que se deve atingir em cada tipo de atividade.
Assim comecei eu, sem me preocupar muito com isso, mas logo ganhei um Monitor Polar da esposa, e passei a me viciar nos meus números.
E todo esse controle ajuda na evolução e no desenvolvimento do corredor, mas comigo acabou ajudando numa outra coisa.
Em 2011 passei a usar a Planilha de Corridas do Fábio Namiuti, e a ter um melhor controle dos meus treinos, dos meus ritmos e frequência cardiáca. E comecei a notar que, meus Batimentos estavam aos poucos ficando mais acelerado que o normal, mas nada que até então me preocupasse.
No mês de agosto de 2011, o que não me preocupava, passou a preocupar, qualquer trote e os BPM chegava a 180, e isso veio acompanhado de insônia, tremedeiras após os treinos, e sintomas estranhos.
Como faço anualmente, voltei ao cardiologista, e os exames do coração deram normais, mas no sangue foi encontrada uma disfunção da tireóide, o hipertireoidismo, que é quando a glândula, localizada no pescoço, passa, sem explicação, a produzir mais hormônio do que o normal, e esse excesso faz o organismo trabalhar desregulado e acelerado.
E fui proibido de correr até que voltasse a níveis normais.
Em outubro comecei o tratamento com um endocrinologista, e somente no final do ano os hormônios voltaram a níveis normais, quando fui liberado para meus treinos. A tireóide passou a ter altos e baixos, hora trabalha demais, aumenta o remédio e ela trabalha de menos, o hipotireoidismo, diminue-se a dose, e ela volta a ser hiper. Bom, agora ela está controlada, e dentro de 1 mês devo interromper o remédio, e fazer novo exame de sangue para ver como ela reagiu.
Mas o interessante é que, com o resultado em ordem, voltei ao cardiologista, e a recomendação que ele me deu foi para guardar o Polar na gaveta e corresse sem preocupação de tempos, de ritmos, de paces, etc. Tirasse da atividade somente o prazer de correr. Eu entendo o que ele quis dizer, mas ao mesmo tempo, sei que, se não tivesse o conhecimento do meu corpo e dos meus ritmos, poderia ter demorado mais para detectar os sintomas que me atacavam.
Continuo correndo com o monitor, mas, pelo menos uma vez na semana, faço um treino livre de equipamentos, correndo somente pelo prazer que a atividade me proporciona.

Metas para Correr

Dizem que o ideal para quem corre Maratonas, é correr uma a cada semestre. Então eu cumpri minha meta de 2012, tendo completado duas Maratonas (São Paulo e Rio), uma em cada semestre, e ai, desobedecendo outra recomendação, pois foram somente 21 dias de intervalo entre elas, mas não tinha como não ir, corrida com a inscrição na faixa é mais gostoso, e ainda mais sendo maratonas. Diferente da Maratona de S.Paulo, que ganhei a inscrição na semana da prova, a Maratona do Rio, eu já havia ganho a inscrição no começo do ano, então tive tempo de me preparar melhor, ou pelo menos, seguir uma planilha, que teve que ser interrompida no meio por problemas de ordem médica, e que quase colocaram a participação em risco, mas a Meta estava lá: dia 08 de Julho correria a Maratona do Rio.
Quem acompanhou, em 2009, meu inicio nas corridas sabe como eu me foquei e mentalizei na prova alvo, e naquele ano essa meta era a São Silvestre. Nos treinos você procura mentalmente, visualizar os trechos e ruas, e confesso que eu corri umas 10 São Silvestres naqueles 6 meses de treino. Corri a São Silvestre na esteira, no Parque Curupira em Ribeirão Preto, nas avenidas e ruas da Terra do Chopp, aonde morava. Qualquer subida, eu fechava os olhos e me imaginava subindo a Brigadeiro, e nas descidas mentalizava a Consolação. Quando fui para prova, a impressão que tinha é que conhecia bem o percurso, e que já havia passado por ali, uma espécie de dejà vu.
Para Maratona do Rio 2012 eu já conhecia parte do percurso, corri a Meia ano passado, mas nos treinos repeti esse processo de mentalização, me imaginando correndo pela orla carioca, e lembrando de cada trecho, já imaginando como eu estaria ao chegar ali. Várias vezes, esgotado no final dos longões preparatórios de mais de 30km, eu fechava os olhos, e me imaginava chegando no Aterro do Flamengo, cumprindo o último km, e assim, mentalizar o final que eu gostaria para minha Maratona.
Acho que isso ajuda muito, pelo menos a mim ajudou.
Agora acabaram-se as provas alvo de 2012, e sair para treinar sem uma corrida específica em mente, parece que falta algo. E ai surge um novo motivador: O simplesmente correr por prazer.
Correr com os amigos, correr com a família, correr por ruas aonde ainda não passei, buscar novos caminhos e novos lugares, e a meta passa a ser: Estou vivo, por isso eu corro!

Rotas e mais rotas, como montar a sua.

Existem muitos sites para se montar as rotas de treinos. Todos eles tem suas peculiaridades e alguns podem achar mais fácil ou mais complicado montar suas rotas com os recursos oferecidos.
Eu praticamente uso todos, conforme a conveniência do momento, e gosto muito do oferecido pela Webrun, pois além de montar sua rota, você pode descrevê-la, colocar informações, pontos de água e banheiro, fotos e compartilhar facilmente com outros corredores.
Essa rota, por exemplo, é uma que eu gosto muito de fazer em São José:

Outro interessante é o do MapMyRun. Ele tem uma vantagem de, se você tiver um celular com Android, pode baixar o aplicativo, sincronizar seus treinos, montar suas rotas conforme treina, e treinar nas rotas feitas, com o acompanhamento do GPS.
Essa é uma rota de 33k que fiz em preparação para Maratona:

Rota do Vicentina ao Limoeiro

O mais legal que eu vejo nesses recursos, é que você pode montar seu treino, e correr na distância desejada, mesmo que não possua aparatos tecnológicos, GPS ou outros.
Basta ter a rota na cabeça, um simples cronometro e a vontade de correr.