Nem só de corridas vive o homem: A escalaminhada do Pico dos Marins

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Diante de um desafio sem precedentes pela frente, muitas coisas se passam na sua cabeça. Quando nos vimos no Acampamento Base do Marins, desencontrados de nosso guia, e com toda trilha e escalada a fazer  muita coisa veio em mente, mas desistir foi algo que não pensamos em momento algum.

Quando eu e a Paula aceitamos o convite que o amigo montanhista de longa data Carlos Alberto, o Beto, fez para essa escalada, nem imaginávamos que as dificuldades já começariam ao ficarmos parados por mais de 1 hora na Via Dutra, o que provocou o desencontro que seria no Graal Clube dos 500. Seguimos direto para Piquete rumo ao Acampamento Base, sem saber que a subida de carro já fazia parte da escalada. Em alguns trechos o carro patinava no cascalho empoeirado, estrada de difícil acesso, mas de rara beleza, e a cada curva, avistávamos o maciço de pedra, nosso motivo de termos acordados na madrugada gelada de inverno em nosso primeiro dia de férias.

No Acampamento Base, meio sem rumos pelo desencontro, mas logo, nos  identificamos com outros amigos do grupo, que ainda nem conhecíamos, e que assim como nós, se atrasaram no transito. O Norio seria nosso Guia, e a Daniela e a Jessica seriam nossas professoras de trilha, e mais companheiros foram se chegando e fazendo as devidas apresentações. Nossa turma inicial da trilha ainda teria o Bruno, o Marcelo e o Fernando, o cara que não sente frio.

Marinheiro de primeira viagem em trilhas e escaladas, calculei mentalmente o ritmo para percorrer os 6km até o Cume dos Marins no tempo das 4 horas previstos, em bem lento, então, quando fizemos o primeiro km em apenas 15 minutos, não deu pra ter a noção do que nos esperava a frente, até porque o início é só uma trilha na mata de baixo grau de dificuldade.

Aos poucos vamos pegando o ritmo, e a cada parada para um descanso muitas fotos da Serra da Mantiqueira, que é bonita de qualquer ponto, mas vai ficando mais linda na medida que subimos.

Minha preocupação era de cumprir o tempo programado de subida para

Falta muito!

Falta muito?

descermos sem atropelos. Como nunca fiz uma trilha desse tipo, e como nem imaginava o que nos esperava pela frente, achei que o Norio mantinha um ritmo bom, apesar de a Paula, às vezes, ficar um pouco para trás na companhia das meninas, o que nos fazia aguardar para que o grupo subisse junto.

Mais ou menos na metade da subida encontramos com o Beto, que seguiu o início por outra trilha, e ao invés do que imaginávamos, vinha atrás. Continuamos no nosso ritmo, enquanto ele passou com a turma mais ligeira.

Na medida em que se sobe o grau de dificuldade vai subindo também, e sentimos também a falta de um equipamento adequado, como tênis com solado específico e luvas. Itens que já nos prontificamos em investir, se formos seguir agora na vida de montanhista.

O último paredão a ser escalado.

O último paredão a ser escalado.

A vista do alto parece cena de filme, sentiamos como os Hobbits em sua jornada, andando pelas montanhas da Terra Média, e que na próxima curva avistaríamos o Olho de Sauron. Mas o que víamos sempre era o maciço de pedra, imponente e distante, como a nos desafiar a continuar em nossa trilha para conquistá-lo.

No último platô, um misto de estar perto da realização, mas ao mesmo tempo, o medo de escalar talvez o trecho mais íngreme e difícil. Muitos ficam por ali, pelo cansaço ou mesmo pelo medo de enfrentar o paredão de pedra que leva ao cume, mas em nossas cabeças isso não passou, seguimos firmes e fomos recompensados pela mais bela vista que já tivemos.

A alegria de sentir a energia do objetivo alcançado.

Quem acredita sempre alcança!

Um misto de realização, de superação, de alegria e de agradecimento por estarmos ali, no topo a 2.430 metros. Aonde chegamos com nossas próprias forças, após mais de 4 horas de escalaminhada.
Pausa para fotos, um lanche e as mais belas imagens que nem em sonho imaginamos. Mas não poderíamos ficar muito tempo. Muitos escalam o Pico, acampam e voltam no dia seguinte, o que não era nosso caso, fomos para subir e descer, o que é muito desgastante, só que eu não tinha noção desse desgaste todo para Paula. Acostumado a correr longas distancias, sentia as dores dos músculos que foram forçados na escalada, mas minha amada Paula, em certo ponto chegou ao seu limite de forças, e ali, diante do caminho de volta, a Montanha cobrava a ousadia de ter subido sem o devido preparo físico. Nessa hora é que nossos anjos apareceram. Já escrevi sobre eles, de como fui e encontrei anjos ao desafiar a Maratona do Rio de Janeiro 2013 com uma contusão, do quanto o incentivo e ajuda se faz necessário e é nessas horas que os anjos aparecem.

No topo do Marins com o responsável por isso tudo, o Beto.

No topo do Marins com o responsável por isso tudo, o Beto.

Na montanha é que vemos o real sentido do companheirismo, pessoas que acabamos de conhecer, fortalecem os laços de uma amizade que começou ali, na subida. Os mais experientes nos dão dicas importantes e inclusive nos auxiliam como o Marcelo Suguyama, que levou a mochila da Paula, depois de ter ajudado um amigo cão, que encontramos no caminho, a descer um trecho complicado. Na montanha a solidariedade e carinho não tem raças nem espécie.

A nossa turma lá no alto!

A nossa turma lá no alto!

Nosso Guia Norio, manteve-se sempre alerta e junto a nós, que éramos os últimos da turma. A Daniela não arredou pé, e seguiu sempre ao nosso lado, compartilhando inclusive suas forças, quando se fizeram necessárias.

Meu medo era o de chegarmos ao final de noite, e isso acabou acontecendo. Já próximos ao Acampamento Base, o Norio foi buscar um carro para nos “resgatar“. As dificuldades finais deram ainda mais valor a tudo que passamos nesse dia. Para mim, a sensação das pernas era a de ter terminado de correr uma Maratona, imagino então que Paula estava aquém dos seus limites, guerreira, demonstrou toda sua FORTALEZA ao encarar essa aventura ao meu lado.

O que aprendi na minha primeira trilha e escalada: Na corrida de rua somos

O Garmin não mente: 4 horas de trilha, 6km percorridos e os 2.430 metros de altitude alcançados.

O Garmin não mente: 4 horas de trilha, 6km percorridos e os 2.430 metros de altitude. Agora volta tudo!!!

mais competitivos buscando a superação de marcas pessoais. Na montanha o ritmo é outro. A atenção constante na trilha e o envolvimento com a natureza e a beleza da paisagem te levam a uma outra dimensão, enquanto na corrida muitas vezes nos concentramos em pensamentos e idéias (aliás muitas boas idéias e soluções acontecem na oxigenação de um treino de corrida), na escalada o desligamento é quase que total, um relax total da mente. Bom, comigo foi assim. Aprendi também que nos momentos de dificuldades temos nos companheiros de trilha, verdadeiros amigos, prontos a compartilhar, ensinar e ajudar.

E finalmente, que na Montanha, quem manda é ela. (isso eu já sabia depois de correr varias vezes a Volta ao Cristo em Poços), mas ali tivemos mais uma vez a certificação dessa máxima. Preparo físico, equipamentos, solidariedade e determinação são itens indispensáveis ao desafio, mas acima de tudo sem o respeito à natureza e a sua energia, sabedor de que ela é que nos permite desafia-la e atingir o objetivo e por isso, para terminar só posso dizer: SOU GRATO!

A Arte de Correr e influenciar pessoas

 

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Em seu livro “A Arte de influenciar pessoas”, John C. Maxwell, apresenta os fatores que determinam o sucesso nas relações interpessoais, analisando experiências e sugerindo ações e estimulando novas atitudes.

Foi por isso que inclui o Correr no título dessa postagem. O Correr foi a mudança de atitude, foi o sair de uma posição passiva e inerte para uma nova “filosofia” de vida: Corpo em Movimento. E essa mudança, como o próprio título sugere, muda não só a sua própria vida, a partir do momento que você passa a ser o influenciador, o estímulo que falta para que outro também tome atitude em sua vida.

Ao longo de 7 anos correndo, não foram poucos os que me influenciaram e passaram a ser meus ídolos nas ruas. E não estou falando de atletas profissionais, campeões olímpicos ou recordistas. Claro, eles também existem, e também me espelho em muitos, afinal, como não admirar a humildade de um Ronaldo da Costa, nosso eterno recordista da Maratona, que numa tarde qualquer me chamou pelo Skype para tirar umas dúvidas de como dar uma entrevista online? 

Mas quero mesmo é falar e homenagear esses grandes exemplos, com os quais tive o prazer de treinar, correr junto, trocar ideias e dicas, e aprender muito nesses 7 anos, e sim, ser influenciado e ter nesses ídolos parte da minha evolução na corrida de rua.

Meu amigo Ângelo Mestriner, meu primeiro parceiro nos longões que o Matheus Henrique inventava e continua inventando em Ribeirão Preto. Atleta que lutou contra as adversidades e dores de um esporão, e não desistiu, hoje colecionando seus troféus nas muitas provas em que participa por ai.

A Dona Alda, que não só é um tremendo exemplo, ainda me ensinou a correr com um apito para qualquer emergência, quando somente gritar não vai ajudar. E foi a Dona Alda que me apresentou a também “ídala” Tomico Eguchi, uma senhorinha que acorda num domingo, e faz um treininho de boa de uns 50km só pra esquentar.

O seu Antonio Ariovaldo, ou simplesmente Toninho, outro atleta para o qual não tem tempo ruim, para ele tanto faz se o treino é 5, de 25 ou mais, ter as pernas valentes iguais a dele no futuro, é o sonho de todos que ainda estamos lapidando as nossas.

E o sangue nos olhos do Carneiro, esse ai não aceita ficar pra trás, corre muito, representa São José dos Campos com louvor para todo lado, e acho que aposta corrida até quando vai caminhando na padaria. Quantos não tem em seu exemplo, a vontade de superação a cada passada.

Do Capitão Zebra não tem nem o que dizer. Esse figura carimbada, carismático e polêmico, e que continua correndo forte e com estilo, e sempre influenciado mais e mais atletas na pratica do esporte.

Quantas são os que sentem-se encorajados a ir mais longe ao verem os desafios e provas insanas que o Jorge Ultramaratonista faz.

E tem os influenciadores que além de pernas, tem o dom da escrita. Quantos não resolveram tomar uma atitude e sair do sofá por ler as páginas do nosso amigo Fábio Namiuti, suas sacadas e postagens, palavras de incentivo e claro, pela sua própria experiência relatada em verso e prosa.

E o Vicent Sobrinho, resgatando os atletas do passado para nos espelharmos no futuro, contando seus grandes feitos, muitos dos quais por aqui esquecidos e trazendo histórias legais de superação daqueles que foram precursores e também de muitos corredores que como nós ama esse esporte, e fora que o cara corre muito.

Ao longo desses 7 anos, mais amigos, novos ídolos: Como não ser inspirado pela força e coragem de um Roberto Itimura, se a medicina lhe diz que seu coração só tem 50% de capacidade, ele é do tamanho do mundo, ele corre com o coração de todos nós, e nos mostra que vale a pena correr atrás de seus sonhos, de sua vida.

São muitos, citados aqui ou não, mas todos aqueles que correram ou correm a meu lado ou não, são influenciadores e qual não é a alegria de saber que nossa história inspira muita gente a também começar e perseverar. É como uma corrente, uma corrente do bem, da saúde. Basta você começar e logo você também será fonte de inspiração para muita gente.

Boa corrida, e seja você também um influenciador de pessoas!

Teve pega na última etapa do Circuito Oscar em Caraguá.

Enfim chegou a última etapa do Circuito Oscar. Se em Taubaté fechei os 10k

Mandala do Circuito Oscar Completa

Mandala do Circuito Oscar Completa

com 49:05 e fui baixando a marca a cada etapa, em São José foi 47:45, Mogi, 47:13, e fazer a Etapa de Guaratinguetá, meu melhor tempo na Meia-Maratona Frei Galvão, com 1:50:48.

Fui pra Caraguá com a cabeça voltada em bater meu recorde pessoal. Percurso plano, ao nível do mar e cheio de expectativas. Um banho de mar antes da prova para revigorar as energias, partir com baterias novas para a nova etapa que descortina em minha vida.

Revivemos esse pega: Disputa no sprint final em Taubaté/2013

Revivemos esse pega: Disputa no sprint final em Taubaté/2013

Muito agito e badalação na etapa noturna. Parti para o aquecimento e me alinhei confiante no meu desempenho, sem me dar conta que teria um adversário quente pela frente. Nos primeiros três quilômetros mantive o pace baixo, na casa dos 4:30 e 4:40, mas nem parecia que a corrida era noturna, o calor abafado e úmido da praia deu suas caras, mantive um bom ritmo até a metade, virando os 5km com 24 minutos cravados. Mas depois da volta pegou de vez, foi pesando e o pace aumentando. Mesmo aproveitando os postos de água para me refrescar, não deu para manter a pegada e no km 7, já vendo que não daria mais para buscar recorde, e dificilmente completar a prova abaixo dos 50 minutos, deixei cair bem o ritmo, foi quando passou por mim, o amigo Alex Leco, que ainda me puxou por um trecho, mas logo ele desgarrou.

Mas sempre tem algo que te faz superar e encontrar forças e foi a hora de reviver uma rivalidade da 100 Juízo que já vem de algum tempo. Já tivemos grandes disputas entre mim e o Edson. Já chegamos disputando provas por segundos, em muitas ele ganhou com folga, mas já a algum tempo com ele treinando longas distâncias, eu melhorei nos 10, o Edson vem tentando me pegar, quando vi que ele se aproximou, foi o ânimo que me faltava, para não me arrastar no final. Mantive o passo firme sem ser ultrapassado, mantendo ele em distância segura para não sofrer o

Chegada da Corrida Vida e Saúde, no Pq da Cidade, 10k em 48: que acabou ficando sem relato

Chegada da Corrida Vida e Saúde, no Pq da Cidade, 10k em 48: que acabou ficando sem relato

bote, mas ali eu já sabia, estava na frente visualmente, o Edson estava na minha frente no tempo, pois eu havia largado bem na frente do pelotão, enquanto ele largara com a turma do fundão. Chegamos praticamente juntos, com direito a comemorarmos juntos mais uma prova concluída, mas o amigo estava quase 1 minuto na minha frente, e ganhou essa. Fechei com o tempo alto de 50:30, para quem vinha correndo os 10k na casa dos 47 minutos, havia feito no domingo anterior 48:12 na Corrida Vida e Saúde no Cross Country do Parque da Cidade e que acabou ficando sem relato por pura falta de tempo.

No final só alegria, até o próximo tira-teima.

No final só alegria, até o próximo tira-teima.

Dadas as dificuldades, foi mais uma prova de superação, e especial, por colocar a última medalha na Mandala do Circuito Oscar, 5 etapas e 61km percorridos. A ironia foi depois da prova, a ventania chegou, inclusive atrapalhando a premiação, poderia ter refrescado antes.
Quanto a disputa com o amigo Edson, já no domingo, dia 22 de novembro, teremos a oportunidade de tira-teima na Corrida da Conciliação em São José, e sem moleza!

Milagre na Meia Maratona Frei Galvão!?

Milagre? Não, não foi um milagre do 1.º Santo brasileiro eu fazer meu melhor tempo em Meia Maratona justamente na sua corrida. Alcançar uma meta, completar um objetivo, superar as próprias expectativas, desafiando o corpo e chegar lá, no final, com a minha melhor corrida, não é obra de milagre, qualquer um pode fazer, e não requer reza e sim de treino e dedicação.

Venho treinando descontraidamente, isso é verdade. Não tenho seguido planilhas, não tenho anotado nada, tampouco sei quanto já corri esse ano. Mas, isso não significa ficar sem treino. Mantenho regularidade, já me considero macaco velho, e sei os tipos de treino que tenho que fazer, mesmo os casca duras, faço conforme dão na telha, e mesmo assim, venho me superando e baixando meus tempos, corrida após corrida, em 2015, e o melhor, sem as lesões que me atrapalharam no ano passado.

E foi assim, confiante de que poderia fazer meu melhor, nessa que era uma das muitas provas tradicionais que haviam desaparecido, só conhecia de ouvir falar, mas quando foi incluída no Circuito Oscar, não pensei duas vezes em confirmar a distância.

O tempo parecia que ia ajudar, até uma garoa fina pegamos na estrada, mas

Pousando na chegada...

Pousando na chegada…

na hora da largada, o sol já dava sinais de que iria pegar.

Percursos de duas voltas sempre são sempre chatos, e parti concentrado em avaliar a primeira volta, pra saber como me comportar na segunda. Segui mantendo o ritmo na casa dos 5:00/km, conhecendo as subidas que dariam trabalho na segunda volta e assim fui, pra fechar os 10,5km em 53 minutos. Na cabeça já fiz as contas, repeti-lo, seria um super tempo. Passei pelo pórtico agitando e brincando com os escoteiros: Sempre Alerta. E ainda deu pra abrir a volta em bom ritmo, manter é que foi osso, principalmente nas subidinhas que tinha pela frente. Deixei o Garmin marcando o ritmo médio, e tentando mante-lo na casa dos 5:10. Mas o calor e o desgaste foram dando sinais de que não daria pra fazer o repeteco da primeira metade, e no km 17 começou um desconforto abdominal, ao entrar na FEG, parei, ergui os braços, respirei, e parti para os 4km finais em busca de fechar na casa dos 1h50m, a meta que tinha em minha cabeça.

Ao entrar na reta final, e avistar o pórtico longe, busquei o que sobrara das pernas e um resto fôlego para chegar apitando e comemorando Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona 1h50m48s. Muito feliz pela marca, pela superação e pela Fé. Quanto ao Milagre, sim, eles acontecem quando a gente vai a luta.

Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona: 1h50m48s

Meu Novo Recorde Mundial na Meia Maratona: 1h50m48s

Quem manda nas suas pernas? Sua cabeça ou seu coração?

Quem nunca se pegou no dilema: agir com a razão ou com o coração. Quantas vezes a cabeça te manda ir pra um lado, e o coração pro outro.

Quem tá iniciando na prática esportiva vive essa briga constante. Quer começar, o coração tá mandando ir, mas a cabeça sempre inventa uma desculpa para postergar um treino, faltar na academia ou não se dedicar direito.

E na Maratona então: Correr com a cabeça ou com o coração. Quem está treinando para os 42km com certeza já escutou isso, e quem já correu fala com propriedade de superar o muro do km 30. Ali é a briga da cabeça com o coração chega a ser visível, e as pernas na dúvida de quem deve obedecer.

As ilustrações criadas por Nick Seluk falam exatamente dessa dicotomia. Com o nome de Heart and Brain (“Coração e Cérebro”, em português).

O site Tudo Interessante traduziu, e elas estão bombando nas redes sociais.

Separei aqui, aquela que trata bem do dilema do corredor iniciante.

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No Outubro Rosa a 100 Juízo coloriu Mogi. Circuito Oscar – Etapa Mogi

O Circuito é bem organizado, a corrida é boa, sempre com novidades e atrações pros corredores, e ai a galera comparece. Na Etapa Mogi, a 100 Juízo em peso prestigiou, fora um Busão lotado, foi gente de van, de carro, de moto, enfim, se fosse em casa a gente vai, se é mais longe, a gente a gente dá um jeito e faz a nossa parte. Colorimos as ruas de Mogi das Cruzes, quem tinha foi de rosa, e quem não não tinha coloriu do mesmo jeito.

Busão dos Malucos do Asfalto, e parte da turma que madrugou pra correr em Mogi!

Busão dos Malucos do Asfalto, e parte da turma que madrugou pra correr em Mogi!

Quem não corre, não entende o que leva alguém a acordar as 4 da manhã do domingo. Trocar a cama quente, pela zoeira do Busão na madrugada, a tiração de sarro dos amigos, pegar kit, alfinetar o número de peito, colocar chip no tênis, fazer aquecimento, muitas vezes dançando e pagando mico, se alinhar apertado no meio dos corredores, esperar ansioso pela largada, e partir, no meu caso, pra 10km, tentando correr mais do que aguenta.

Tratamento VIP da Core Sport

Tratamento VIP da Core Sport

Muitas vezes correndo próximo do limite, para buscar uma ‘melhor marca pessoal’. Pra quem não corre, isso é coisa de louco, assim como, para quem corre, o cara que não madruga pra correr, tá perdendo seu domingo. Cada louco com seu gosto.

E foi nesse pique, que larguei focado em buscar no plano percurso nas ruas de Mogi das Cruzes, um melhor resultado. A cada corrida, venho conseguindo bem melhorar meu tempo. Na Etapa Taubaté fiz em 49:05. Na corrida da Unimed fiz em 48:07, ai veio a Corrida de Jacareí, aonde fiz 47:21 e na Etapa SJC da Oscar 47:34.

Tô chegando! Tô chegando!

Tô chegando! Tô chegando!

Mantive um ritmo forte no começo, na casa dos 4:35/km e fui firme assim até a metade da prova. Aproveitei para focar nas corredoras mulheres, e cheguei a ultrapassar a terceira colocada no km 5, aonde passei com 23 minutos cravados. Repetir o tempo, ou mesmo buscar um split negativo me levaria a quebrar meu recorde pessoal, mas para conseguir isso, ainda preciso de muito treino, e nos kms seguintes, o ritmo cairia um pouco, e eu seria ultrapassado não só pela terceira, mas também pela 4ª corredora feminina. Mas aproveitei

Gela até a alma...

Gela até a alma…

o ritmo delas, para tentar manter o meu. Nos dois últimos kms apertei busquei forças para voltar a correr como no início, e fechei, com muita alegria e apitando com a marca de 47:13, meu segundo melhor tempo nos 10k (o ‘meu recorde mundial’ nos 10k é de 46:54 conquistados em Maio no Centro Histórico de São Paulo).

medalhas

Tá formando a Mandala

Mais uma vez, entrei no gelo, e apesar da dificuldade em aguentar ficar ao menos 2 minuto no balde, a recuperação que ele oferece é sensacional. Pernas novas e recuperadas, e mais a medalha verde da mandala conquistada. Agora só faltam duas, e a próxima é na Etapa Guaratinguetá, na Meia-Maratona Frei Galvão. Baixar o tempo nos 10 vai ficar pra novembro, fechando a mandala em Caraguatatuba.

Montando a Mandala – Circuito Oscar – Etapa SJC

E a mandala do Circuito Oscar 2015 começa a tomar forma. O primeiro dos 5 pedaços foi conquistado em Taubaté dia 20/07. Agora na etapa São José dos Campos, dia 20/09, o segundo. E uma conquista com superação e também muita diversão.

Medalhas Circuito Oscar

Formando a Mandala

Na véspera o amigo Tonicão, convidou-me para um churras de aniversário do seu filho, e ali senti que o cara estava de maruagem. A ‘rivalidade’ com o Tonico vem de longa data. Antes mesmo de eu ser um ‘100 Juízo’, fizemos uma disputa no sprint final da corrida do Sesi, em 2011, e dali pra frente, sempre que corremos juntos, tem disputa. Em Barueri 2012, ele me deu um coro nos 15k, mantive ele na ‘alça de mira’ a prova toda, e resolvi dar o bote no km 13. Só não esperava que ele tivesse pernas para recuperar, e me deixar pra trás no último km. Essa disputa só foi reeditada em 2014, mas não dei chances de um novo pega, ganhei de ponta a ponta. Então, quando o churras na véspera, junto com o PH Love, o Corredor do Amor, regado a cerveja até altas horas foi oferecido pelo anfitrião, já senti que estavam tentando me tirar do páreo de outra forma.

E foi assim mesmo, marcamos de irmos juntos, mas meus companheiros, de ressaca braba, deram o cano me deixando na mão. Parti só para o Vale Sul, local da largada. Tenda armada na véspera e muita gente animada. O calor já se fazia presente, mas as nuvens tratavam de esconder o sol, que poderia derrubar muitos corredores.

Chegada etapa SJC

Superação e alegria no sprint – Foto: Aline Andrade

O percurso é muito interessante, rápido, e desafiador. Tem uma pequena descida logo no começo, mas depois vai de subida da Avenida Cidade Jardim até a metade da prova. Manter o ritmo nessa etapa é de suma importância para quem tem objetivos de baixar tempo, ao mesmo tempo que não se pode gastar as energias que vai serão necessárias no final.

Foi assim que segui, tentando manter o ritmo abaixo de 5:00/km, e só perdi mesmo (como no ano passado), no km 5, no retorno próximo ao Sesi. Dali em diante foi ‘pernas pra que te quero’, soltei mesmo as pernas, até lembrando a descida do Cristo de Poços de Caldas e recuperando o tempo perdido no final da subida. Tem que ir na ‘banguela’ pra subir no embalo o pequeno aclive do final do km 8 e seguir sem desanimar para o final.

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Entrando numa fria – Foto: Vini Morais

Os metros finais, como sempre de superação e alegria, de ver a bonita festa que o Circuito Oscar proporciona, e fechar os 10k em 47m34s. Já vou para o meu 5º ano consecutivo e a cada um deles, sempre tem novidades proporcionadas pela Oscar e pela Avatar, que é a organizadora do evento. Dessa vez me arrisquei na critoterapia, entrando literalmente numa fria. Não suportei nem 1 minuto com metade do corpo no balde de gelo, mas ao sair, nem parecia que aquelas pernas se superaram.

O próximo ‘gomo’ da mandala será conquistado no dia 04/10. Com direito a busão da 100 Juízo, rumo a ‘Moji’ ou  seria ‘Mogi’ das Cruzes. Com ‘G’ ou com ‘J’, será mais um domingo de superação, mas também de festa e alegria dos Malucos do Asfalto pelas ruas da ‘Terra do Caqui’.

 

 

A gente dorme e acorda correndo.

Na temporada das corridas grátis, o final de semana foi agraciado com duas: Jacareí no sábado a noite e Eugênio de Melo no Domingo de manhã. 10 km em cada uma delas, separadas por 12 horas de diferença.

A dobradinha de correr no sábado e no domingo, pode parecer exagero até para alguns corredores. Para quem não foi mordido pelo bichinho da corrida então, loucura! Mas para os viciados em endorfina é mais uma oportunidade de superação. E se o desafio era esse, duas provas de 10k seguidas, foquei que correria forte uma delas e ‘brincaria’ na outra, duas formas diferentes de se divertir correndo.

Minha escolha foi ir forte na primeira em Jacareí, já gastar as pernas de uma vez, e no dia seguinte relaxar nas ruas do distrito de Eugênio de Melo.

Vamos então as provas:

29ª Corrida Noturna de Jacareí
Corrida grátis não é sinônimo de corrida ruim. Muito bem organizada,

Primeira etapa da dobradinha.

Primeira etapa da dobradinha.

distribuição dos kits rápida, camiseta, e apesar de ter que chegar cedo para retirada do kit, quase 1 hora e meia antes da largada, acaba sendo bom, ainda mais para quem ainda se perde pelas ruas da “grande Jacareí”.
O Parque da Cidade já é conhecido nosso, fizemos recentemente um treino de 25k, passando pela Dom Pedro e Via Dutra, mas partindo dali.
O percurso, apesar de ser duas voltas, é rápido (em 2012 eu teria feito ali minha melhor marca na época: 10k em 48:09), e foi focado em fazer bem a primeira volta e usar a superação na segunda que parti. Acabei achando um bom coelho, que me fez fechar os 5km iniciais em 23:20, só que o coelho parou nos 5 e eu tinha mais 5 pela frente, e logo as pernas acusaram o cansaço, dando uma boa travada a partir do km 7. Ainda arrumei forças pra forçar no final, chegar apitando e fechar a prova com 47:21, meio minuto acima do meu recorde pessoal. A medalha, uma das mais bonitas da temporada, pequena, simples, mas em forma de troféu.

Corrida de Aniversário de Eugênio de Melo – 138 anos

Dormir correndo para acordar correndo e partir para o distrito de Eugênio de Melo, para segunda parte da dobradinha.
Outra corrida grátis e com cara de corrida paga. Se agora não dão mais camisetas é só um detalhe, mas até bom, que afasta os “corredores de boutique”, que tirava a vaga de quem quer correr por causa de uma peça de roupa. Retirada organizada do chip e número de peito, com a obrigação de doar 1kg de arroz, foi feita rapidamente.

A diversão do domingo seria light, mas não menos prazerosa, sem pressa, diferente das outras provas, coloquei os fones no ouvido e fui pro fundão. Se largar lá na frente a galera é mais “sangue nos zóio”, largar no fundo é só alegria e selfies.
Focado em ir de boa, mas nem por isso “tão” devagar assim, fui abrindo caminho, encontrando espaço e fazendo ‘belas ultrapassagens’ ao som do Ira! e as “Manhãs de Domingo”. Clique no player para escutar

Passei na placa dos 5k com 26 minutos, não queria chegar tão acima dos 50 minutos, então dei uma boa apertada, mas logo nesse momento tive que fazer uso do meu apito: Um carro, que aguardava a passagem da corrida, insistiu e cortou os corredores. Apitei, e entrei na frente, correndo até o risco de ser atropelado. Para muitos, trânsito fechado pode ser um transtorno, mas cabe um pouco de paciência, o carro insistiu em trafegar entre os atletas, mesmo devagar, colocando em risco muitos corredores que nem percebiam o veículo que vinha por trás.

Compenetrado no final da dobradinha.

Compenetrado no final da dobradinha.

Apertei o passo, já com o sol esquentando, e com alguma sobra nas pernas, arrisquei um sprint nos kms finais. Ainda teria um sofrimento da subidinha da Rua Barão de Loreto, para virar na Avenida do Poliesportivo e soltar as pernas, chegar feliz e apitando com 51:40. Até que não estourei muito o tempo acima dos 50 min, e me diverti bastante na dobradinha, tanto correndo forte na primeira, como correndo tranquilo na segunda.

Para alegria final, ainda fui agraciado pelo nosso Diretor Edward com o troféu de 2ª Maior Equipe da Equipe 100 Juízo na Prova de Aniversário de São José dos Campos, prova que aconteceu no dia 26 de Julho e que fora entregue somente agora. Uma grande lembrança daquela prova em que fiz meu melhor tempo nos 15k, e que veio coroar meu final de semana de superação,  diversão e que como diz a música: Nas Manhãs de Domingo, parece que realmente, a noite valeu a pena!

Lembranças da dobradinha.

Lembranças da dobradinha.

Dobrei a meta na Unimed Run – SJC

Fazia tempo que eu não tinha 3 domingos seguidos de Corrida no meu calendário. No dia 19/07 foram 10k na Oscar de Taubaté, dia 26/07 subiu para15k na corrida de Aniversário de São José, e no domingo, dia 02/08 os 10k da Unimed Run.
A corrida que acontece na Via Norte, com duas voltas para os 10km, o que leva muita gente optar pelos 5k e evitar a subir duas vezes a Avenida São José. Confesso que não gostava muito de fazer duas voltas, mas hoje passei a gostar desse percurso, e fazer duas voltas iguais dá pra preparar na primeira a estratégia da segunda.
E foi assim, com o pensamento de me manter um sub-5, mas de forma tranquila e confortável, diga-se, sem uma meta estabelecida, que fui cedo para corrida.
Manhã gelada, neblina fria na via norte, que dá a volta no trecho norte do Banhado. Cafezinho quente na Tenda 100 Juizo, aos poucos o sol foi dissipando a neblina, e no solzinho que fiz meu aquecimento e me alinhei para largada.
Encontrar o ritmo no começo da prova não tem sido fácil, na ânsia de não deixar o tempo escapar, correr mais rápido no começo acaba-se gastando o fôlego que fará falta no final.
O tempo frio ajudou, e mantendo a média de 4:45min/km, e na primeira volta nem senti a subida da Avenida São José, no km 4, soltei as pernas e fechei os primeiros 5km em 00:23:50.
Se meta eu não tinha, ao passar com esse tempo, resolvi “dobrar a meta”, ainda que perdi um pouco o ritmo nesse início de repetição de percurso no km 6. Nesse momento, o amigo Claudemir foi quem deu a força, gritando para que mantivesse o ritmo, e deixasse pra descansar na subida lá no final.

Meta dobrada com alegria.

Meta dobrada com alegria. – Foto: Fábio Namiuti

 

Firmei as pernas, e concentrei nas passadas, e ao chegar na temida subida, nem parecia a mesma que eu passara 25 minutos antes. Diminuir foi inevitável, mas ao chegar ao ápice e fazer o retorno, foi dar uma respirada, e soltar as pernas. Aproveitando que pra baixo todo Santo ajuda, busquei no último km minha melhor volta com 4:30 min para fechar os 10km da prova com 48m07s, como sempre, apitando muito e comemorando mais uma medalha conquistada.

E foi assim, correndo sem meta, que fui lá, e dobrei a minha, sem demagogia, somente com o resultado do esforço e treinamento.

Parabéns São José dos Campos, com meu novo recorde nos 15K

São José dos Campos completa 248 anos, e comemorar a data com superação e quebra de recorde pessoal na corrida de aniversário da cidade foi minha forma de homenagear a cidade que me acolheu.

Quando se busca um recorde e a melhora da performance, tem que se treinar muito, debruçar nas planilhas, e toca treino de tiro, intervalado, disciplina e tudo mais, e foi exatamente isso que eu NÃO fiz.

Se não for pra se divertir, que graça teria?

Se não for pra se divertir, que graça teria?

 

Em 2013 o overtraining me levou para Maratona do Rio baleado, em 2014, também tive meu desempenho comprometido por contusões e talvez algum exagero. Então, em 2015 mudei tudo, desapeguei de planilhas, de controle e do acompanhamento metódico dos treinamentos, e passei a correr pelo prazer de correr.

O trabalho também me impediu de seguir um cronograma ao pé da letra. Sem saber que horas e quanto tempo teria para os treinos, e as vezes até aonde treinar, passei a correr sem preocupação, e aproveitando as oportunidades de soltar as pernas em locais nunca antes visitados, como ver o Sol nascer na orla de Santos.

Poderia achar que esse “descompromisso” afetaria meu rendimento, mas não foi bem isso que aconteceu, muito pelo contrário, em Maio já havia registrado minha melhor marca nos 10k (46m54s) na Corrida do Centro Histórico.

Depois disso dei uma relaxada, mas nas provas seguintes, fiz sempre os 10k abaixo de 50 minutos, e consolidado como um sub-5, a meta seria manter o mesmo pace na corrida de Aniversário da Cidade, com 15km.

No domingo anterior fizera os 10k na Corrida da Oscar em Taubaté em 49m06s, e foi com a estratégia de repetir esse tempo nos 10k e me superar nos 5k a mais da prova que segui para o Paço Municipal, local da largada.

A dúvida era só qual camiseta usar, e acabei optando pela minha 100 Juízo ‘exclusiva’ que usei na Maratona do Rio em 2012, estampada com o Cristo Redentor, em homenagem a prova que estava sendo realizada na mesma hora, e onde meu sobrinho e discípulo Rafael estava debutando em sua primeira Maratona.

Aquecimento rápido com o Carneiro, que passou as últimas dicas, é sempre bom escutar a voz da experiência, mas meu plano já estava traçado.

Procurei não sair muito afoito, sem extrapolar, buscando um ritmo confortável

Foco nos 5km finais.

Foco nos 5km finais.

para não sair da meta. Mantive o pace proposto entre 4:45 a 4:55 nos primeiros 4km, até a primeira subida do Anel Viário, ali ele subiria um pouco para 5:08 no km5, mas já seria recuperado nos kms seguintes. Na subida voltando o Anel Viário ocorreu o mesmo, mas lá no finzinho dela, o amigo Bodão passou incentivando, e deu o fôlego para soltar as pernas na descida.

Ao chegar no fundo do Vale, o final da primeira volta, alcancei o Leandro, e deu pra calcular que chegaríamos no km 10 com 49 minutos, dentro da meta. Apertei o ritmo, e parti para os 5km extras, e ai o percurso plano ajudou. Não tomei conhecimento de cansaço e segui para fechar ‘meu novo recorde mundial’ nos 15km: 1h13m20s. (Meu melhor tempo na distância era de 2013 em Barueri com 1h16m31s).

Chegada feliz, apitando e anunciada com alegria pelo locutor da prova: Olha o Corredor do Apito chegando!

A estratégia de superação deu certo, dos 15km da prova, somente 3 foram acima de 5:00 (e bem pouco), e que foram bem recuperados nos demais, e o pace total na prova foi 4:55min/km. Satisfação e alegria, compartilhada com os amigos e companheiros na festa de sempre na tenda da 100 Juízo.

E assim a resolução de 2015, de correr simplesmente pelo prazer, “sem instrumentos e a favor do vento”, tem me feito bem. A melhora nos resultados simplesmente vieram, mas se não viessem, teria me divertido do mesmo jeito. Afinal, é para isso que corro, para minha saúde, bem estar e diversão, e se assim, estou me superando, baixando o tempo, e adquirindo qualidade de vida, e de sobra me divertindo nas manhãs de domingo, que mais posso querer?